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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Lobos em pele de cordeiro

Aumento dos casos de pedofilia no país assusta a sociedade, leva ao endurecimento da legislação e desafia Igreja a uma tomada de posição.
No Rio, o animador de festas infantis Rogger Peixoto Lucas, de 40 anos, foi preso em novembro sob a acusação de usar sua atividade para aproximar-se de crianças, aliciá-las e cometer abusos sexuais. Algumas dessas crianças eram internas de um abrigo de meninas, onde ele realizava trabalho sociais. Um dia depois, foi a vez de o americano Andrew Kenneeth Grayg ser detido pela polícia fluminense. A acusação – pedofilia, praticada durante anos no seu país de origem, e a suspeita de que tenha seviciado crianças também aqui. Na semana anterior, o país horrorizou-se com uma série de crimes brutais praticados contra crianças no Paraná. Ao longo de 12 dias, quatro meninas foram mortas, não sem antes serem estupradas, por diferentes criminosos. Uma delas, a pequena Rachel Maria de Oliveira Genofre, de nove anos, foi violentada, estrangulada e teve o corpo deixado dentro de uma mala na rodoviária.

A sucessão de casos é apavorante, muitos deles com detalhes bizarros. Em Brasília, um graduado servidor do Senado Federal foi flagrado com imagens no seu computador onde aparece abusando sexualmente de bebês e crianças de até quatro anos de idade. Em São Paulo, um empresário de 32 anos abusava da própria filha de nove transmitia as cenas de sexo ao vivo, através de uma webcam, para centenas de outros pedófilos conectados ao seu programa de mensagens simultâneas.

O que acontece no país são indícios de uma verdadeira tragédia: estima-se que, a cada oito minutos, uma criança é violentada. Todos os anos, são cerca de 60 mil vítimas, segundo a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), órgão da Presidência da República. Isso sem falar, claro, nos casos que nunca chegam ao conhecimento da polícia e da Justiça, e que podem bem chegar ao dobro disso. A maioria das vítimas, cerca de 80%, é de meninas entre dois a dez anos idade. E os abusadores quase nunca levantam suspeitas, ao contrário – como no caso do animador de festas. A situação levou o diretor do Abrigo de Meninas Leylá, no Rio, onde Rogger aliciou algumas de suas vítimas, a dar o tom exato da situação: “Jamais poderíamos imaginar que ele fazia isso. Trata-se de um lobo em pele de cordeiro.”

No país do carnaval, onde a sensualidade é tratada como commoditie brasileiro, cada vez mais a sociedade se assusta com a escalada de notícias sobre crimes sexuais contra crianças. É bem verdade que a maior parte desses abusos ocorrem no ambiente doméstico, entre pessoas da mesma família, amigos ou vizinhos. Estima-se que oito em 10 casos ocorram nestas circunstâncias. “Mas isso não é coisa de bêbado. Há muita gente boa na sociedade, inclusive com militância religiosa, envolvida em crimes de pedofilia”, diz o senador Magno Malta (PR–ES), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia.

Criada em março deste ano, a CPI conseguiu, após um intenso braço-de-ferro com a gigante Google, o acesso aos dados de mais de 18 mil perfis do site Orkut, que continham imagens pornográficas de crianças. Cerca de 80% das denúncias sobre pedofilia na internet referem-se ao site de relacionamentos. “O precedente foi aberto com a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta assinado pelo Google Brasil e o Ministério Público Federal na CPI da Pedofilia. Agora, eles terão de abrir as portas para outros países. Essa luta em favor da criança é uma causa mundial”, discursou o senador, que é evangélico.

Um dos objetivos da CPI alcançado recentemente, no dia 11 de novembro, foi a aprovação de um Projeto de a Lei que atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e prevê a tipificação de práticas que, até então, não eram consideradas crimes no Brasil. A partir da sanção presidencial e publicação no Diário Oficial da União, quem produz, reproduz, dirige, fotografa, filma, vende, adquire, armazena ou troca arquivos virtuais com pornografia infantil estará sujeito à prisão de até oito anos. Nos últimos anos, o governo federal e diversas entidades têm promovido diversas campanhas incentivando a população a denunciar casos de abusos contra crianças e adolescentes.

“Lacunas inaceitáveis” – De acordo com Thiago Tavares, presidente da Safernet, uma organização não-governamental que atua na defesa dos Direitos Humanos na internet, a aprovação da lei preenche “lacunas inaceitáveis” que consistiam numa das principais causas de impunidade em relação à pedofilia. Ele lembra que em duas grandes investidas da Polícia Federal contra a pornografia infantil na web, através das operações Carrossel 1 e 2, foram expedidos mais de 200 mandados de busca e apreensão. “E toda essa mobilização só conseguiu prender cinco pessoas. Por quê? Porque não se podia dar voz de prisão para quem apenas portava esse material. O crime era somente para casos de publicação e distribuição”, lamenta.

Fundada em dezembro de 2005, a Safernet criou a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, que recebe cerca de 2, 5 mil denúncias por dia, das quais cerca de 60% são referentes à pornografia infantil. “Infelizmente, muitas crianças possuem acesso a sites de relacionamentos, ficando expostas ao assédio de pedófilos e também a sites com conteúdo impróprio para crianças”, comenta o psicólogo Rodrigo Nejm, coordenador da área de prevenção da ONG.

É justamente na rede mundial de computadores onde os crimes sexuais envolvendo crianças mais proliferam. Para se ter uma idéia, nas salas de bate-papo do portal UOL, havia uma com o título “incesto”. Mas, é nas salas de bate-papo infantil e nas redes sociais que as pequenas vítimas costumam ser aliciadas e, de forma ingênua, repassam informações pessoais para desconhecidos. “Nós sempre perguntamos durante as palestras: você deixaria seu álbum de fotografias no meio de uma praça? Sua agenda com endereços e informações pessoais? Pois é preciso saber que o Orkut também é um espaço público e pode estar sendo vasculhado por criminosos”, alerta Rodrigo.

Tavares acredita que a internet mudou o perfil das vítimas e potencializou a prática criminosa da exploração sexual infantil. “Antes, as vítimas de abusos pertenciam, em sua maioria, a classes sociais como a D e E. Com a internet, as vítimas geralmente são crianças de classe média, com acesso fácil aos computadores e com conexão banda-larga”. Ele lembra que, se há alguns anos os consumidores de pornografia infantil tinham que se associar a redes criminosas e descobrir fontes para obter vídeos e fotos, hoje ela pode, através da facilidade do mundo virtual, obter isso sem sair de casa. “Mas com as mudanças na legislação, quem obtém esse tipo de material também será criminalizado”, comenta Tavares.

Fragilidade – Os efeitos nas crianças vitimadas pela ação de pedófilos são avassaladores. “É aí que entra a importância da igreja. É lá que muitas famílias buscam ajuda”, destaca Débora Kornfield, autora do livro Vítima, sobrevivente, sofredor – Perspectivas sobre o abuso. Para a escritora, que também é missionária da organização Servindo Pastores e Líderes (Sepal), cuja editora publicou seu livro, é aí que reside um grande conflito: os líderes das igrejas geralmente não estão preparados para atender um problema tão complexo como o abuso sexual infantil. Para tentar dar respostas a este problema, ela ajudou a criar grupos de apoio às vítimas de abuso sexual nas igrejas evangélicas. “É necessário que os líderes desses grupos tenham um grande equilíbrio emocional e sejam dignos de confiança. As vítimas estão muito fragilizadas, seja pela circunstância atual ou mesmo por uma dolorosa recordação do passado”.

Seu envolvimento com tema começou quando se preparava para a conclusão de seu curso de pós-graduação em Assessoramento Familiar. “Em três meses, recebi 17 mulheres de igrejas evangélicas, que me relataram histórias de abusos na infância”. Foi quando se deu conta do tamanho do problema, que castigava também famílias evangélicas. “Muitos abusos tinham suas origens até mesmo dentro do ambiente das igrejas e com a família de líderes cristãos”, destaca. Débora também ouviu o outro lado, o do abusador. “Conheci um rapaz que, na adolescência, havia abusado de crianças. Ele jamais havia contado isso para ninguém, nem mesmo para sua mulher. Um dia, ele teve um colapso nervoso e precisou ser internado num hospital psiquiátrico. A culpa era intensa e, só após esse episódio, ele contou sua história”.

Mas as maiores marcas ficam mesmo nas pequenas vítimas. Que o diga a pedagoga evangélica Marisa Mello Mendes, vítima de abuso pelo próprio pai, quando tinha 11 anos. “Durante muitos anos, associei a imagem do pai como a sendo de um violentador. Foi quando Deus se revelou a mim como Pai, curando minhas feridas. É isso que procuro repassar para as crianças e jovens que nos procuram todos os dias”. Ela se refere à instituição que dirige, a Parábola, que funciona na cidade de São Paulo. A entidade é premiada internacionalmente e reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) por seu trabalho junto a jovens e crianças vitimas da violência. “São cerca de duas mil crianças atendidas todos os anos, e oitenta por cento delas têm histórico de violência sexual.”

Marisa analisa os caminhos trilhados pelas vítimas: “Podem se tornar extremamente tímidas, ter problemas com obesidade, tendências depressivas e comportamento apático. Por outro lado, podem se tornar agressivas, desenvolver compulsão sexual e reproduzir a violência sofrida.” Marisa garante que, em 20 anos de experiência com casos de abusos de crianças, nunca encontrou um agressor sexual que não tenha sofrido a mesma violência na infância ou juventude.

Do carinho ao abuso – Combater o crime sexual contra crianças e adolescentes ou identificar um possível caso de abuso é uma tarefa árdua. Isso porque o tema ainda é tratado como tabu, e apenas uma fração dos casos chega a ser denunciada. “A dificuldade de identificar um agressor sexual é que, muitas vezes, ele é um sujeito comum e acima de qualquer suspeita. Por isso, é preciso dedicar atenção às crianças, perceber mais do que ela demonstra”, explica a psicóloga e pastora evangélica Télcia Lamônica de Azevedo Oliveira, coordenadora do projeto Sentinela, de Londrina (PR). A dica, segundo ela, vale tanto para os contatos virtuais como os físicos. “A gente explica, na linguagem da criança, o que é um carinho, um abraço. Mas quando o adulto começa a passar a mão pelo corpo da criança ou pedir que ela tire a roupa, isso já passa a ser abusivo”.

O Sentinela é um programa federal que, em parceria com os municípios, desenvolve ações de prevenção e assistência às crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual. Para a pastora, que coordena também o Núcleo Social Evangélico de Londrina (Nuselon), ligado a Igreja Casa de Oração para Todos os Povos – Ministério Sagradas Missões, é preciso de um envolvimento maior dos evangélicos acerca dessa “cruel realidade brasileira”. “Muitos chegam às igrejas com um histórico de violência sexual na infância, mas não são poucos os casos de abusos que acontecem através de agressores ditos evangélicos”, aponta. A escalada de crimes sexuais contra crianças demonstra bem o tamanho do desafio para a sociedade e a Igreja.

Longa história de abusos - Logo após ser preso, há dez anos, por ter filmado, fotografado e mantido relações sexuais com crianças, o biólogo Leonardo Chain, que trabalhava como instrutor de acampamentos para crianças, defendeu-se de maneira insólita: “Na Grécia Antiga, a pedofilia era comum. Platão nunca foi condenado pelo que eu fiz”. O bizarro é que ele tinha razão. Tão antigo quanto a humanidade, o uso de menores para satisfação sexual de adultos foi um costume tolerado e até mesmo incentivado na Grécia e no Império Romano. Na China, durante milênios, castrar meninos e vendê-los a ricos pederastas foi um comércio legalizado. Conta-se até que Maomé, o profeta do Islã, tinha 53 anos quando casou-se com uma menina de apenas oito. Em casas européias de prostituição, eram celebres os leilões de meninas virgens que, depois de suas primeiras experiências sexuais, eram colocadas para viver nos prostíbulos. Os termos “meninas” ou “raparigas” denotam bem a idade precoce das prostitutas.

No mundo da literatura, o flerte entre arte e sedução muitas vezes saía da mera ficção. O escritor inglês Lewis Carrol (1862-1898), autor de Alice no País das Maravilhas, inspirou-se numa garotinha de 4 anos, chamada Alicia Lidll. O assédio dele pela menina era tão intenso que os pais da criança o proibiram de aproximar-se da filha. Já o romance Lolita, do russo Vladmir Nabokov (1899-1977), retrata a história de um padrasto europeu que se apaixonou pela enteada adolescente. Mais recentemente, o cineasta polonês Roman Polanski admitiu ter feito sexo com uma menina de 13 anos, quase trinta anos mais jovem que ele. Desde então, Polanski é considerado foragido pela polícia norte-americana.

Em artigo publicado pelo jornal carioca O Globo, o filósofo Olavo de Carvalho escreveu que “por toda parte onde a prática da pedofilia recuou, foi a influência do cristianismo – e praticamente ela só – que libertou as crianças desse jugo temível”.

Mundo perdido - Se no Brasil os pedófilos se esgueiram entre as conexões de internet e muitos casos envolvem raptos seguido de abusos contra crianças, em países como os Estados Unidos e a Holanda eles chegam a se organizar oficialmente. Na América, há uma associação gay conhecida como North American Man and Boy Love Association, a Nambla, cuja tradução literal já explicita as intenções: “Associação do amor entre homem e garoto”. A entidade conta com o apoio de intelectuais, como a polêmica escritora Camille Paglia, e já teve seus membros denunciados por participação em redes de pedofilias internacionais.

Na Holanda, a coisa vai além. Homologado pelo Tribunal Internacional de Haia em 2006, um grupo fundou um partido político assumidamente pedófilo. Com o singelo nome de Partido Para o Amor Fraternal, Liberdade e Diversidade, a primeira meta proposta pelos pedófilos é apresentar um projeto legislativo que autorize crianças de 12 anos a manterem relações sexuais com adultos.
Fonte: Cristianismo Hoje

Ameaças aos cristãos na época de Natal

IRÃ (3º) - Segundo o Middle East Concern (MEC), ex-muçulmanos de diversas cidades do Irã foram intimados às delegacias da polícia secreta, onde eram forçados a assinar documentos afirmando que não se reuniriam para celebrar o Natal.

Também foi noticiado que líderes de igrejas domésticas formadas por ex-muçulmanos, em três províncias do país, estão sendo acusados de espionagem internacional e, por conta disso, sofreram sérias ameaças caso entrem em contato com outros líderes cristãos, tanto dentro como fora do Irã.

O MEC pede orações:

1. Que os irmãos ameaçados experimentem o amor profundo do Deus Pai, a paz e a presença do Deus Filho e a sabedoria do deus Espírito.
2. Que os líderes de igrejas domésticas recebam a proteção de Deus durante essa época de festas.
3. Que as autoridades envolvidas nesses casos conheçam as boas novas de Jesus e se abram a elas.


Tradução: Daila Fanny

Fonte: Middle East Concern

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Regulamentações dificultam a legalização de Igrejas Protestantes


TURQUIA (34º) - Na cidade de Samsun, na costa ao norte da Turquia, a congregação da Associação da Igreja Ágape esta cercada e resiste à hostilidade islâmica contra sua presença.

Nos últimos três anos, os membros da igreja Ágape têm suportado abusos verbais e alegações falsas da parte de vizinhos nacionalistas e muçulmanos.

O pastor recebeu ameaças de morte e o edifício da igreja foi alvo de vandalismos, tudo numa tentativa de impedir aproximadamente 30 cristãos de fazerem uma reunião.

As autoridades locais também tomaram parte na oposição contra a igreja, ameaçando-a com ações legais baseadas em acusações falsas.

Apesar de ser uma “associação”, status que permite alguma proteção legal, a Igreja Ágape foi ameaçada com um processo, devido ao fato de seus membros penduraram nas paredes da igreja alguns versículos das Escrituras e uma cruz.

A secretaria provincial de Associações inspecionou o prédio e ordenou que retirassem os artigos, porque eles faziam as salas alugadas parecerem uma igreja.

“Não mudamos a decoração, pois ter uma cruz ou versículos nas paredes não é crime”, disse Orhan Picaklar, pastor da igreja. “Se assim fosse, então associações muçulmanas teriam de retirar suas decorações: versos do Alcorão, bênçãos e imagens da caaba em Meca. Não alteramos nada”.

Atitude discriminatória

Foi esse tipo de perseguição que levou a Aliança das Igrejas Protestantes da Turquia a escrever seu último relatório, publicado no mês passado. A Aliança, fundada em 1989, representa 34 igrejas por toda a Turquia e atua como um grupo de suporte e apoio legal.

O relatório foca as obstruções legais infundadas que as congregações cristãs têm enfrentado na hora de construir prédios de igrejas. Os autores do relatório disseram ao jornal Compass que as congregações não deveriam, em princípio, ter de se reunir como “associação”, uma vez que a lei proporciona, pelo menos teoricamente, a possibilidade de se estabelecer “lugares de culto”.

Segundo o relatório, o fato de as igrejas terem de se cadastrar como associações é, na verdade, uma atitude essencialmente discriminatória.

“Um lugar de culto para grupos religiosos é de importância crucial; eles precisam desses lugares de culto para sobreviver e se desenvolver”, disse um membro do comitê legal da Aliança.

“O processo para tornar-se um lugar de culto, apesar de legalmente possível, é, na prática, quase impossível. Por causa disso, percebemos a necessidade de discutir esse assunto. Gostaríamos de trazer o assunto à atenção de entidades nacionais e internacionais”.

O Estatuto 3194 de Assuntos Públicos, de 2003, que regulamenta a construção de prédios para fins religiosos, recebeu emenda devido às pressões da União Européia. A regulamentação revisada usa atualmente a frase “lugares de culto” em lugar de “mesquitas”. Isso levou os cristãos a solicitar a alteração do status de suas igrejas, que antes eram cadastradas como “escritórios”, “residências” e “depósitos”.

Essa mudança na lei abriu caminho para que esses lugares de culto cristãos pudessem ser “re-zoneados” e registrados legalmente como igrejas.

Mudança impossível

No entanto, as solicitações para mudança de status têm sido até agora, rejeitadas pelas municipalidades alegando-se várias razões.

A igreja protestante Besiktas está esperando o resultado da solicitação que fez para mudar seu status. Nenhuma igreja jamais teve este tipo de pedido atendido.

“Todos os documentos foram entregues há dois anos; mas a resposta simplesmente não chega”, disse um membro da igreja Besiktas. “Não querem dar a decisão. O fato de um grupo conseguir que um prédio comum receba um novo zoneamento seria um precedente que realmente não desejam ver”.

“O governo recomenda isso: ele quer que as igrejas se tornem associações”, disse o membro da igreja Besiktas. “Podemos muito bem fazer isso”.

Apesar de esse ser um grande passo na luta das igrejas da Turquia para alcançar legitimidade, o fato de estarem registradas como associações não as livra de perseguições e maus-tratos.

“Estar organizado como associação não muda o zoneamento do prédio”, disse um membro da igreja Besiktas. Somente recebendo o status legal de “lugar de culto” a celebração de um culto se tornaria legal. “Só assim você celebrará cultos em um lugar separado para esse propósito”.

Além da igreja Besiktas, o relatório da Aliança também cita os casos de mais quatro outras congregações ameaçadas de fechamento devido a processos baseados em violação das leis de zoneamento. É esse tipo de perseguição que as congregações têm esperança de prevenir com a mudança da classificação de seus prédios.

Quatro outras congregações tiveram suas petições para construir “lugares de culto” rejeitados; em cada um dos casos as autoridades disseram que não havia um local adequado disponível.

Tradução: Celiz Elaine

Fonte: Compass Direct

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O Escândalo do Natal

“Para nossos midiáticos dias, onde pregadores se travestem de mariposas espirituais - sempre em busca das luzes de um palco onde possam ser a estrela principal do show, o quase anonimato do nascimento de Jesus é um escândalo”. Lembrando-se do texto bíblico que diz que o evangelho é “...escândalo para os judeus e loucura para os gregos” (I Co. 1.23), o pastor e escritor Philippe Leandro, comenta os fatos relatados na narrativa do Novo Testamento do nascimento de Cristo e faz uma reflexão contextualizada sobre o Natal. Leia o artigo, na íntegra.

Nossos ouvidos, moucos - pela enxurrada de sermões açucarados, do tipo auto-ajuda, que atualmente assolam os púlpitos - são despertados pela declaração de Paulo: “...escândalo para os judeus e loucura para os gregos” (I Co. 1.23).

Desacostumados à contundência das verdades bíblicas, parece um exagero do apóstolo. Não é não. O Espírito Santo relembra que, sete séculos antes, o profeta Isaías já o havia predito, no que é corroborado pelo apóstolo Pedro (Is. 8.14-15 e I Pd 2:8). Repetições não são acidentes na Bíblia, ainda mais em livros e testamentos diferentes. Certamente é algo importante, que Deus quer enfatizar.

Prestamos atenção ao texto e já destacamos na primeira palavra. Escândalo é um daqueles morfemas que tiveram sentido alterado. Recorda-nos o mestre Barclay que “skandalon” já é uma apócope de “scandalethron”, que significa o gatilho da armadilha, a parte ligada à isca, onde, ao pisá-la, o animal fica preso ou morto. No sentido teológico é o que aprisiona, o que impede o progresso; aquilo que associado à uma isca, leva à ruína, à morte espiritual.

O escândalo inclui não só a cruz, mas toda a vida de Cristo, iniciando com seu nascimento.

É ou não escândalo, a gestação fora dos padrões do matrimônio? Até José, mesmo justo, ficou abalado. Se não fosse o anjo lhe aparecer em sonho, teria desfeito o contrato de casamento. Simpatizamos com ele. Imagine, pessoalize a situação: sua noiva, ou a noiva do seu filho, retorna da casa de parentes, e lhe comunica: estou grávida de três meses! Não duvido que, em moralismo farisaico, propuséssemos o apedrejamento dela (Lc. 1.26-45 e v.56; Mt. 1.18-25 e Dt. 22.20-21).

Para nossos hiper-modernos e midiáticos dias, onde pregadores se travestem de mariposas espirituais - sempre em busca das luzes de um palco onde possam ser a estrela principal do show, o quase anonimato do nascimento de Jesus é um escândalo. Se o Jerusalem Post já existisse, não lhe dedicaria uma mísera linha.

Mais ainda, que desperdício! Além de não escolher os magníficos templo e palácio existentes em Jerusalém, o Natal ocorre numa cidade dormitório, em um subúrbio, uma periferia da capital! E nem ao menos numa maternidade ou num hospital de primeira classe – mas num estábulo, verdadeiro desacato às normas sanitárias.

Enxoval de luxo? Que nada! Diversamente dos profetas que servem Mamom mais que a Deus, que valorizam tanto as riquezas que elas ocupam a maior parte de suas prédicas, O criador do universo, o doador de todas as riquezas, resolve ser pobre. É vestido com roupas de pobre, e a oferta que seus pais oferecem é a prescrita para os mais pobres (Lc. 2.7, 22-24 e Lv. 12.8). Nem berço teve, foi adormecer num cocho.

Suas primeiras visitas? Nenhuma figura importante. Nenhum sacerdote, bispo, primaz, cardeal, apóstolo, semideus, ou sei lá mais que títulos fariam parte da nossa lista. Ao contrário, uma caterva de pastores – cidadãos de baixa classe, gente humilde, trabalhadora, sempre cerimonialmente impuros, desqualificados para as celebrações religiosas. As visitas seguintes – um escândalo maior. Gentios, de outra religião, envolvidos com astrologia e magia, Os magos eram uma casta sacerdotal do Zoroastrismo medo- persa; equivalente aos levitas no Judaísmo israelita.

Que nascimento! O registro dos discursos é um paradigma do que se evita apresentar aos auditórios atualmente. Chamá-lo rei e Senhor - politicamente incorreto, é subversão a Herodes e a César; chamá-lo Messias – religiosamente incorreto, é ofensivo aos judeus.

Completamente inverso aos deuses mitológicos, o verdadeiro Deus, o Onipotente, o Onisciente, o Onipresente, escolhe se tornar frágil, um bebê dependente dos cuidados de sua jovem mãe; escolhe se tornar um aprendiz e se limitar ao Oriente Médio. O Eterno se torna mortal.

Nesse espírito, desejo a você, caro leitor: um feliz - e escandaloso – Natal, com celebrações reformuladas, se pretendemos coerência ao homenagear o aniversariante. (Por Philippe Leandro)
Fonte: Agência Soma

Repercute a anunciada separação de Igreja e Estado

A decisão do Reino Unido de instaurar a separação entre Igreja e Estado, anunciada esta semana, pode significar que a Igreja Anglicana perderá seus privilégios num prazo de 50 anos.

O anúncio, feito pelo secretário de Estado de Imigração, Phil Woolas, no sítio “Religión Digital” do dia 18 de dezembro, apresenta a consistente razão de que o país tornou-se “multiconfessional”. Conquanto essa posição possa significar um avanço há muito aguardado, mesmo que os motivos estejam bem sustentados por razões de Estado, deve ter efeitos positivos no tempo atual, por causa da realidade há muito marcada pela pluralidade.

A decisão anunciada certamente provocará reações antagônicas, apesar de aguardada, podendo criar espaços de liberdade para a vida religiosa e a política, incluída a resultante das relações Estado-Igreja, avaliam especialistas. Entre as primeiras conseqüências, previsíveis, estarão a dessacralização dos assuntos de Estado e a desestatização dos assuntos eclesiais, a um só tempo.

Mesmo que esse tema e a decisão de agora já tenha provocado debates, ainda será alvo de muitas discussões na Igreja, no governo e na sociedade. É possível entender que o tema volte ao debate de tempos em tempos, bem como explique o prazo de meio século destinado à implantação, a ser usado para a preparação da Igreja, da monarquia parlamentarista e da sociedade, ponderou o reverendo Eduardo Grillo, da Paróquia São Lucas, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. O maior impacto certamente não será a compreensão dos princípios, mas as implicações práticas para a comunidade de fé e dentro das instituições governamentais e eclesiais.

Já pensando nos impactos da desvinculação da Igreja Anglicana do Estado, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, adiantou que tal fato “não seria o fim do mundo”, mas, pelo contrário, poderia ser benéfica. O líder da comunhão anglicana mundial afirmou, em entrevista à revista “New Statesman” que, com a separação, algumas confissões poderiam inclusive beneficiar-se, ao se desvincularem do governo. Mesmo assim, ele que não acredita que seja o momento de fazê-lo, porque a posição da fé na vida pública não está muito segura.

Um efeito poderá ser uma percepção mais verdadeira da realidade, para a Igreja, destacou Grillo, apesar do impacto financeiro que ela poderá ter em algumas situações específicas. Ao mesmo tempo, ele entende que uma decisão dessa natureza poderá levar tempo para ser efetivada, porque a tradição britânica é de estudar demoradamente uma situação, procurando ver todos os lados, antes de efetivá-la.

As declarações de Williams surgem semanas depois de dizes que entende porque alguns defendem a desvinculação da Igreja do Estado, fato que pode acabar com a atual posição da rainha como chefe da Igreja da Inglaterra e também com o direito dos bispos ocuparem cadeiras na Câmara dos Lordes.

Ele lembrou que recebeu formação numa Igreja separada do Estado, como é a de Gales, assinalando possíveis vantagens burocráticas para a Igreja, como o sínodo não precisar apresentar uma decisão eclesial ao Parlamento regional, após ter aprovado ou rejeitado algum assunto.

Williams mostrou-se preocupado, contudo, com os motivos de muitos dos que defendem essa separação, assinalando que há quem queira expulsar a religião da vida pública, algo com o que não concorda. Já o pároco brasileiro admitiu não saber o significado mais amplo da decisão, mas disse que tal situação pode colocar a Igreja mais próxima da realidade, com os pés mais firmes no chão em que deve anunciar o evangelho, e perder um pouco desse ar de corte e de palácio, que surge em alguns espaços eclesiais.

Fonte: ALC

Polícia secreta obriga cristãos a não comemorar o Natal

IRÃ (3º) - Com a aproximação das festas de Natal e de Ano Novo, o Ministério de Informações (polícia secreta islâmica) começou a intimidar e ameaçar os cristãos iranianos, em especial os novos convertidos, como fez nos anos anteriores,

Nos últimos dias, oficiais de agências de inteligência intimaram muitos cristãos nas províncias de Tabriz, Shiraz, Sanandaj, e obrigaram-nos a garantir por escrito que não celebrariam o Natal.

A FCNN (Rede de Notícias Cristãs em Farsi) também informa que em Tabriz e Shiraz, alguns líderes da rede de igrejas domésticas Nedjat foram intimados pelo Ministério de Informações e acusados de espionagem para estrangeiros.

Com muita violência, foram obrigados a não ter contato com outros líderes cristãos dentro e fora do país.

Essa mesma situação se repetiu em outras partes do país.

Tradução: Daila Fanny

Fonte: FNCC

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Livro-texto encoraja discriminação religiosa


TURQUIA (34º) - O Ministério da Educação da Turquia introduziu um livro-texto escolar que estimula a discriminação da pequena comunidade cristã do país.

Isso aconteceu apesar de ser cada vez maior a atenção que a comunidade internacional sobre a violência contra não-muçulmanos na Turquia.
O livro – Educação Primária: a História das Reformas da República e Atatürkizmo – é dirigido para alunos de 13 anos e foi publicado neste ano pelo Devlet Livros [Estatais].

O controverso texto descreve a atividade missionária como ameaça à unidade nacional, destruindo valores nacionais e culturais pela conversão do povo a outra religião.

O texto acusa missionários de usar catástrofes naturais, como terremotos, para servir seus próprios interesses e alerta as crianças da intenção subversiva dos missionários. O livro também dá dicas de como reconhecer suas atividades.

Um representante da Aliança de Igrejas Protestantes da Turquia disse: "Para o Estado e a sociedade turcos, as palavras ‘atividade missionária’ encapsulam não só o trabalho de missionários estrangeiros, mas toda a atividade cristã no país. Durante anos, o Estado e outros grupos têm espalhado o boato de que os cristãos turcos são parte de uma conspiração estrangeira para destruir a Turquia. Essa é a mesma mentalidade destorcida que levou jovens a praticarem numerosos ataques contra nossas igrejas, jovens que acham que somos agentes de CIA ou algo similar”.

A comunidade cristã forma menos de 1% da população da Turquia de 70 milhões de pessoas. Há preocupação de que o sistema de educação irá marginalizar a população cristã local.

Desde o ano 2000, o governo turco tem usado campanhas estatais para influenciar a opinião pública a respeito de muçulmanos apóstatas e atividades cristãs no país.

As autoridades informam as forças de segurança sobre atividades missionárias; produzem e publicam relatórios, conduzem seminários e pregam sermões em mesquitas sobre o assunto, além de ordenar que funcionários públicos falem publicamente sobre os perigos que essa atividade representa.

Tal atitude continuou vigorosamente em 2006 e 2007, quando houve alguns ataques fatais contra cristãos. Um pouco depois do episódio de Malatya, Niyazi Guney, do Ministério da Justiça, declarou diante da Comissão de Justiça na Assembléia Nacional que a atividade missionária na Turquia era mais perigosa que ataques terroristas, e comparou essa atividade com os últimos dias do Império de Otomano.


Tradução: Daila Fanny



Fonte: Christian Solidarity Worldwide

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Ataques contra cristãos devem ser tidos como terrorismo

Os ataques contra os cristãos na Índia devem ser reconhecidos pelo governo como verdadeiros atos de terrorismo. É o que pedem os bispos indianos, comentando a aprovação na última quarta-feira, 17, de dois projetos de lei sobre o tema.

Segundo os bispos, a definição de terrorista que os projetos de lei apresentam é limitada e deveria, ao invés, aderir àquela indicada no National Security Guard Act de 1986, que define terrorista quem realiza “atos com o objetivo de intimidar o governo, semear o terror entre as pessoas ou desestabilizar a harmonia social”, utilizando “bombas, dinamites, substâncias explosivas ou inflamáveis, armas de fogo ou outros instrumentos que sejam capazes de matar ou destruir propriedades essenciais para a vida da comunidade”.

“Uma definição que corresponde às violências dos fundamentalistas hindus contra os cristãos em Orissa. Além do mais, em relação às vítimas das perseguições e dos ataques terroristas de Mumbai, os bispos pedem que o Natal seja festejado sem exageros, evitando ostentações”, sublinham os bispos.

Enquanto isso, as violências anti- religiosas no país não cessam. No último dia 16 de dezembro, foi seqüestrado um líder cristão muito estimado no distrito de Kandhamal, em Orissa. “O homem foi agredido por um grupo de 50 pessoas quando estava em companhia de seu filhos, que conseguiram escapar”, diz a agência Asianews.

Padre Ajay Singh, da Arquidiocese de Cuttack-Bhubaneswar, refere que após as violências desencadeadas no último mês de agosto por causa do assassinato do líder hindu Swami Saraswati no país, “a situação não mudou muito, e nos campos de refugiados o inverno está tornando as condições de vida ainda mais difíceis. São mais de 11 mil as pessoas acampadas nos centros”.

Fonte: Gnotícias

sábado, 20 de dezembro de 2008

Decreto restringe entrada de missionários e ONGs em terras indígenas.

BRASIL (*) - Já está na Casa Civil, aguardando a assinatura do Presidente, mais um decreto de lei que restringe a entrada de missionários, pesquisadores e ONGs em terras indígenas.

Se assinado, pessoas físicas e jurídicas que queiram desenvolver atividades nas reservas indígenas terão que enviar ao Ministério da Justiça um plano de trabalho que especifique o objetivo do projeto. Dependendo da área, também será obrigada a entrega do plano ao Ministério da Defesa e ao Conselho de Defesa Nacional. Aqueles que já estão em área terão 180 dias para submeter seus projetos a tais órgãos e, possivelmente, terão que deixar a área até sair a aprovação.

Leia notícia completa em Cristianismo Hoje.



Fonte: Cristianismo Hoje

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Vila cristã nas Molucas é alvo de incêndio


INDONÉSIA (47º) - Uma vila predominante cristã em Masohi, Ilhas Molucas, foi incendiada no dia 9 de dezembro. O incidente causou a destruição de 67 casas, dois edifícios da Igreja Protestante das Molucas (GPM), um salão da vila, dois carros e uma motocicleta.

Na manhã daquele dia, cerca de 500 manifestantes se reuniram no escritório da Secretaria de Educação e do quartel-general da polícia. Eles tinham recebido um folheto que acusava a professora cristã de uma escola primária, Welhelmina Holle, de insultar o islamismo enquanto monitorava uma de suas alunas.

“Welhelmina negou veementemente a alegação. É possível que o caso tenha sido inventado a fim de estimular o ódio”, disse a pastora Sarah Latuny, da GPM de Masohi.

“Mas, mesmo se a acusação fosse verdadeira, não justifica a violência. A questão deve ser resolvida pelos meios legais”. A polícia manteve a professora sob sua custódia.

O protesto pacífico logo se tornou um conflito feroz. A multidão – armada com instrumentos afiados, pedras e bastões – feriram três pessoas (duas foram internadas no hospital local), e atearam fogo aos estabelecimentos. Um policial foi gravemente ferido ao tentar conter os agressores.

“Em meio ao caos, nossa prioridade foi proteger os moradores da vila. Como representantes da igreja, pedimos-lhes que fossem pacientes e que evitassem retaliação. O ciclo de violência nunca vai terminar se combatermos a violência com violência”, disse a pastora Sarah.

A situação se acalmou no fim da tarde.

No momento, há militares na área. As pessoas estão amedrontadas e evitam lugares públicos, como o mercado, relatou a pastora Sarah. Mais de 300 cristãos e muçulmanos que perderam suas casas estão refugiados na casa de parentes, em uma vila próxima, ou em tendas, atrás da infantaria de Masohi.

Visita aos desabrigados

Autoridades governamentais, incluindo o governador das Molucas e o chefe regente das Molucas centrais, visitaram os aldeões desalojados no dia 10 de dezembro. Eles lamentaram o fato de as autoridades não impedirem o ataque e terem sido lentas para conter os protestos.

Eles também exigiram que o governo reconstruísse sua vila e suas casas.

Nesse ínterim, a polícia prendeu Asmara Wasahua, candidato a senador do Partido Islâmico do Bem-Estar e da Justiça, na noite do protesto. “Ele é acusado de mobilizar a multidão a protestar e a distribuir os folhetos”, disse o chefe de polícia das Molucas, Mudji Waluyo, como relatado em um artigo de notícia online.

A professora cristã Welhelmina é também considerada suspeita. Ela foi acusada de desrespeitar o Artigo 156-a do código penal sobre a blasfêmia. Blasfemadores podem ser sentenciados a, no máximo, cinco anos na prisão.

Cenário de violência

Antes desse incidente, outra vila cristã nas Molucas foi saqueada e queimada em maio de 2008, matando três pessoas e destruindo 116 casas. As Ilhas Molucas foram campo de batalha de conflitos religiosos intensos entre as comunidades cristãs e muçulmanas de 1999 a 2002, matando 7 mil pessoas.

“Interceda pelas Molucas Centrais, para que o governo seja justo ao considerar nosso pedido, responda nossas necessidades, sirva a seu povo de todo o coração e, mais importante ainda, mantenha a paz, impedindo que tais atrocidades aconteçam outra vez”, disse a pastora Sarah. “Nós precisamos de suas orações para nos fortalecer.”


Tradução: Simone Camillo



Missão Portas Abertas
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