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sábado, 1 de novembro de 2008

Religiosos mostram Bíblia como história natural

Crianças e dinossauros brincam juntos em um bosque, tiranossauros se alimentam de frutas, e as teorias evolucionistas que dizem que o universo foi criado há milhões de anos são enfaticamente rejeitadas em um museu do norte do estado norte-americano do Kentucky. Contrariamente às exibições de história natural espalhadas pelas maiores cidades do mundo, o Creation Museum (Museu da Criação) nega a principal corrente científica defendida por acadêmicos e apresenta as origens da vida de acordo com um livro: A Bíblia.

Como o nome já deixa perceber, o local defende o criacionismo, teoria cristã segundo a qual o livro do Genesis explica de forma literal o surgimento do universo, e que nega qualquer tese que fale em evolução. A instituição que criou o local, o grupo Answers in Genesis (Repostas no Genesis ou AIG), defende a religião como base da história do mundo desde o "princípio".

Localizado numa região de tríplice fronteira entre Kentucky, Indiana e Ohio, o museu tinha muitos visitantes, apesar de ser um dia de semana e de o prédio ficar afastado de centros urbanos (a cidade mais próxima, Cincinnati, fica a 30 minutos de viagem de carro). A apresentação é impressionante, atraente, e explica bem a primeira parte da Bíblia, atraindo crianças e adultos.

Usando vídeos cheios de efeitos especiais, apresentações quase interativas, robôs animados, estátuas que parecem pessoas, um planetário e explicações muito bem detalhadas, o museu tenta rechaçar críticas de que é radical e "não-científico". "Queremos mostrar uma caminhada história de acordo com a Bília", explicou o co-fundador do museu, Mark Looy, que conversou com o G1 durate a visita.



Sucesso

Fundado há pouco mais de um ano, em maio de 2007, o museu foi um sucesso surpreendente até mesmo para seus criadores. "Esperávamos receber no máximo 250 mil pessoas no primeiro ano, mas tivemos mais de 440 mil visitantes até o aniversário e quase 600 mil até hoje", disse Looy. "Excedemos todas as expectativas, e até evolucionistas elogiam nosso trabalho", completou.


"Deus destruiu o mundo", dizia uma criança de cinco ou seis anos enquanto assistia a um vídeo sobre o dilúvio. Dezenas delas se divertiam com os vídeos e com os robôs de dinossauros na tarde em que o G1 esteve no museu.

Parecendo um parque de diversões da Flórida, com 6.500 metros quadrados de área, o museu traz uma longa apresentação do surgimento do mundo, dos animais, dos seres humanos. Conta a história de Adão e Eva, do fruto proibido, de Matusalém e da arca de Noé – esta última, do grande dilúvio, é usada para explicar a extinção dos dinossauros e a existência de fósseis.



Fatos e interpretações

A principal tese usada pelo museu é de que criacionistas e evolucionistas partem das mesmas evidências para interpretar o passado, mas que chegam a conclusões diferentes. "Raramente discordamos dos evolucionistas em relação às evidências, a separação está na interpretação. Queremos mostrar que a evidência científica leva ao criacionismo", disse Looy.

"Do ponto de vista científico, o que o museu mostra é simplesmente ridículo", rebateu, enfático, Steven Newton, um dos diretores do National Center for Science Education (Centro Nacional para Educação em Ciência – NCSE) , uma das instituições que mais fazem oposição ao trabalho do AIG. "Essas pessoas acreditam que a terra tem apenas 6.000 anos de idade, o que não faz nenhum sentido e pode ser provado como equivocado", disse.

Questionado sobre a crítica científica, o co-fundador do museu disse não ligar. "Muitos nos ridicularizam, mas isso não incomoda. Essas pessoas têm uma visão diferente, e não acreditam no que defendemos", disse, lembrando que no passado ele próprio era uma dessas pessoas críticas do criacionismo.



Educação

O principal trabalho do NCSE em oposição ao grupo que fundou ao museu diz respeito a educação de crianças, tentando evitar o fortalecimento do ensino do criacionismo nas escolas. "Estes grupos estão cada vez mais fortes e querem que o ensino religioso entre nas escolas como se tivesse alguma base científica", disse Newton. "Queremos que a religião fique de fora do ensino de ciência, pois isso atrapalha e confunde os estudantes, o que é ruim para o país como um todo."

As escolas públicas norte-americanas não podem atualmente ensinar o criacionismo como uma teoria, mas o debate em estados mais conservadores como o Texas e a Louisiana debatem a possibilidade de permitir que a tese religiosa seja apresentada junto com os estudos.

Segundo Looy, o grupo que ele representa de fato produz material didático para ensino do criacionismo nas escolas, negando teorias evolucionistas. "Mas apenas em instituições privadas", disse. Segundo ele, o AIG não defende o ensino forçado do criacionismo nas escolas públicas, apenas pede a liberdade para que os professores também possam apresentar o criacionismo às crianças.

"Isso é um objetivo político disfarçado", respondeu Newton. "Nenhum desses grupos admite defender o ensino do criacionismo, mas eles fazem campanha tentando se passar por grupos sem interesses, como se estivessem defendendo a liberdade", completou. científico.



Política

Durante as entrevistas dos representantes dos dois grupos, eles negaram defender um ou outro candidato à Presidência nas eleições da próxima terça-feira (4). Por serem grupos sem objetivos lucrativos, eles recebem doações e não podem se envolver em disputas políticas.

"Podemos defender a proibição do aborto, e incentivar as pessoas a votarem em quem seja contra o aborto, mas não podemos citar nomes", disse Looy em relação ao grupo que criou o museu, indiretamente indicando favorecer John McCain.

Fonte: G1

Em público, albaneses reassumem a fé cristã


KOSOVO (*) - Centenas de albaneses de Kosovo se reúnem aos domingos para participar de cultos em uma igreja de tijolinhos, ainda inacabada, na cidade de Klina em Kosovo.

Afastando-se da fé muçulmana, praticada pela maioria e imposta pelos turcos otomanos vários séculos atrás, esses fiéis são parte de um reavivamento do catolicismo nesse novo país dos Bálcãs.

"Temos vivido uma vida dupla. Em nossa casa, éramos católicos. Mas, em público, éramos bons muçulmanos", disse Ismet Sopi. "Não chamamos isso de conversão. É a continuidade da crença familiar."

Desde que assumiu ser católico, há cinco meses, Ismet viaja 40 quilômetros a cada domingo, do centro de Kosovo para a cidade de Klina, a fim de participar da missa matutina. Setembro passado foi o primeiro mês sagrado do ramadã em que nenhum dos 32 membros de sua família jejuou.

A maioria étnica de albaneses foi convertida á força ao islamismo quando o império otomano governou os Bálcãs, impondo impostos elevados aos cristãos.

Por séculos, muitos rememoravam suas raízes cristãs e viveram como "católicos no esconderijo", como dizem. Alguns, quase um século depois de os otomanos saírem dos Bálcãs, vêem agora a possibilidade de revelar sua verdadeira crença.

"Entre 50 e 60% da população é ligada emocionalmente ao catolicismo romano. Isso se dá por causa de sentimentos relacionados ao que nossos antepassados professavam", comenta Muhamet Mala, professor de História da Religião na Universidade Pública de Pristina.

Comemorando a Páscoa e também o ramadã

Originalmente cristãos, os antepassados de Ismet se converteram ao islamismo há alguns séculos, durante o Império Otomano. No entanto, a família cultivou os costumes cristãos por séculos. Pintavam ovos na Páscoa e comemoravam o Natal junto com o ramadã.

"O islamismo começou a espalhar grandemente pelos territórios albaneses quando os otomanos vieram no século 15. A maioria do povo abraçou o islamismo por motivos econômicos", comenta Jahja Drancolli, professor de Religião também na Universidade Pública de Pristina.

"Naquele tempo, se você fosse católico deveria que pagar muitos impostos aos otomanos."

Aproximadamente 90% da população albanesa de Kosovo é muçulmana, apenas 4% é católica romana. O país também abriga dezenas de monastérios e igrejas ortodoxas sérvias medievais.

A área que é agora Kosovo foi conquistada por Roma antes da era cristã e, mais tarde, governada por cristãos búlgaros e sérvios durante séculos. Tornou-se parte do Império Otomano em 1455.

Sob o governo otomano, muitos cristãos se converteram para fugir dos novos impostos, para ter acesso aos empregos ou boas posições nessa sociedade governada por muçulmanos.

Em leais famílias católicas, freqüentemente nas vilas de fortes laços sociais, os homens se convertiam publicamente, mas continuavam a praticar o cristianismo em casa. As mulheres e as filhas mantinham a fé, o que significa que era transmitida aos filhos.

Os sacerdotes ministravam os sacramentos a esses "cristãos secretos" nas visitas às casas. A Igreja católica opôs- contra essa ministração aos convertidos. Entretanto, o clero local ignorava a ordem e preservava os laços com as famílias.

O fato de existir "católicos no esconderijo" era conhecido durante o Império Otomano: os albaneses tinham até uma palavra para eles – "laraman"– que significa “cavalo malhado” ou “duas cores”.

Algumas famílias de cristãos secretos começaram a reaparecer em público do meio ao final do século 19, quando o poder otomano começou a declinar.

Pecado do pai

Habitantes de Kravoserija, no sul do país, têm sua própria igreja desde 2005, com a ajuda da igreja católica de Kosovo. Beke Bytyci é um de cinco aldeões que têm as chaves, já que o chanceler apostólico Zefi não vem celebrar a missa toda semana.

Abrindo a porta de madeira, Beke fez o sinal da cruz: "Eu serei batizado na próxima semana", disse.

Mais da metade das 120 famílias da vila participam das cerimônias, e a pequena igreja está sempre cheia.

“Meu pai cometeu um erro em não me criar como cristão", disse Ferat Bytyci, um comerciante de 35 anos na vila e parente de Beke. "As coisas mudaram e eu não cometerei o mesmo erro."


Tradução: Regina Chang

Fonte: Reuters

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Novo julgamento de pastor batista acontecerá amanhã

AZERBAIDJÃO (22º) -

O julgamento do pastor batista Hamid Shabanov, 52, terá continuidade amanhã, 31 de outubro, apesar de sérias violações de procedimento por parte do tribunal. Hamid está sendo acusado de porte ilegal de armas. Pessoas próximas ao pastor dizem que as provas de que Hamid tinha uma arma de fogo foram falsificadas (saiba mais).
A família e o advogado de Hamid queixam-se de que o período de prisão preventiva imposto pelo tribunal expirou no dia 21 de outubro, o que torna ilegal o atual encerramento de Hamid.

Polícia negligente A audiência do caso havia sido agendada para terça-feira passada, 28 de outubro. O advogado do pastor, Mirman Aliev, viajou 450 quilômetros, da capital do país até Zakatala, para participar.
Entretanto, a audiência não aconteceu, pois a polícia da prisão em que Hamid está não o levou ao tribunal.

Mirman comentou: "É da polícia municipal a responsabilidade de trazer Hamid a qualquer hora para qualquer audiência. Eles estão atrasando a audiência de propósito, pois não querem que Hamid vá ao tribunal. Querem detê-lo enquanto for possível”. O advogado apelou diante do juiz para que Hamid fosse colocado sob prisão domiciliar enquanto seu caso era investigado, mas o apelo foi indeferido.

Badri Shabanov, irmão de Hamid, contou que a família do pastor tem sofrido muito. Eles não têm contato com Hamid há mais de três meses, e sua esposa não pode visitá-lo na prisão. Badri também comentou que, desde quando o pastor for preso em junho, a polícia não interferiu mais nos cultos da igreja.

O interesse deles é outro: “Eles estão interessados nos líderes. Querem prendê-los e ver a comunidade desintegrar-se”.


Tradução: Claudia Skobelkin



Fonte: Forum18 News Service (em inglês)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Crentes em busca de poder... político

Grupo ligado à Assembléia de Deus planeja criação de partido evangélico que disputaria as próximas eleições de 2010 com uma bancada já formada no Congresso e nas casas legislativas estaduais e municipais.

A participação evangélica na política partidária brasileira sempre foi polêmica. Houve época em que crente não se envolvia em coisas do chamado “mundo secular”. Depois, com a Assembléia Constituinte eleita em 1996, os políticos ligado a igrejas começaram a se articular.

Ninguém se esquece, por exemplo, do fisiologismo demonstrado na época da votação da nova Carta do país, quando deputados crentes integraram o Centrão, bolsão de políticos interesseiros que obteve benesses do poder – como concessões de emissoras de rádio e TV – em troca de votos a favor da prorrogação do mandato do então presidente José Sarney.

Depois, foi a vez de denominações inteiras, como a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), a Igreja do Evangelho Quadrangular e a Assembléia de Deus, estimularem seus membros mais destacados e articulados a concorrer nas eleições federais, estaduais e municipais, com o objetivo de representar o segmento no Congresso Nacional e nas assembléias e câmaras legislativas.

Na 51ª Legislatura federal, por exemplo (1999-2002), deputados e senadores ligados a igrejas eram mais de 50 – quase dez por cento da representatividade política nacional.Agora, com o fim do processo eleitoral municipal, a velha idéia de se criar um partido evangélico parece ganhar força novamente, de olho nas próximas eleições.

O coordenador político da Confederação Nacional dos Evangélicos, pastor Ronaldo Fonseca, já elaborou o estatuto da legenda que pretende lançar a tempo de concorrer em 2010, quando serão escolhidos o novo presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Seu alvo principal é o Legislativo. Fonseca, ligado à Assembléia de Deus, adota uma linha de pensamento que coincide em muito com a exposta pelo bispo Edir Macedo, líder da Universal, em seu último livro, Plano de poder:

Deus, os cristãos e a política – oportunamente lançado a poucas semanas do primeiro turno das atuais eleições municipais. Macedo, que já assumiu publicamente o sonho de tornar-se presidente do Brasil, diz na obra que a potencialidade numérica dos evangélicos – estimados em 17% da população nacional – pode decidir qualquer pleito eletivo.

A semelhança de idéias deixa clara a estratégia das diferentes denominações de igrejas evangélicas para recuperar sua bancada no Parlamento, fortemente abalada pelo escândalo dos sanguessugas – o esquema de fraudes em licitações na área da saúde desbaratado pela Polícia Federal, que culminou na prisão do ex-deputado Bispo Rodrigues (PL), outrora responsável pela coordenação política da Universal, bem como diversos outros parlamentares crentes. Nas eleições de 2006, a chamada bancada evangélica sofreu um baque, caindo praticamente à metade.

Na avaliação de estudiosos, o Parlamento é, para os evangélicos, uma fase necessária para cacifar sua bancada em direção a governos estaduais e, eventualmente, à Presidência da República.Mesmo depois da punição pelas urnas em 2006, a representação evangélica é avaliada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diape) como um dos grupos suprapartidários mais organizados do Congresso.

Estão representadas no Congresso denominações como a Igreja do Evangelho Quadrangular, a Assembléia de Deus, a Sara Nossa Terra e a Igreja Batista, além da Universal. Os deputados ligados a estes igrejas têm presença forte nas comissões permanentes da Câmara, sobretudo na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que cuida, entre outros assuntos, das concessões para emissoras de rádio e televisão – principal interesse de muitas igrejas, que não por acaso costumam indicar seus radialistas e pregadores midiáticos como candidatos.

“Para eleger seus candidatos, toda a estrutura da igreja é acionada, sobretudo no caso da Universal”, explica o antropólogo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e especialista em religiões Ari Pedro Oro. Para ele, o desempenho do PRB, legenda com maior percentual de evangélicos no Congresso, é prova do poder do “carisma institucional” da igreja liderada por Macedo nas urnas. “A Iurd inaugurou uma forma de fazer política que vem sendo copiada pelas demais denominações evangélicas e, mais recentemente, até mesmo pela Igreja Católica.

Faz-se política no púlpito, prega-se a fidelidade e o voto no candidato escolhido pela cúpula da denominação. As outras igrejas a condenam, mas a imitam”, frisa o estudioso. Três outros grandes grupos neopentecostais, a Igreja Internacional da Graça de Deus, a Igreja Mundial do Poder de Deus e a Igreja Apostólica Renascer em Cristo, têm seguido o figurino.De acordo com o pastor Ronaldo Fonseca, é justamente para escapar da influência do que chama de “máquina eleitoral” da Iurd que a Assembléia de Deus pretende percorrer caminho próprio na política ao apoiar a legenda ainda em gestação, o Partido Republicano Cristão (PRC).

Na avaliação do religioso, futuro presidente da legenda, será possível aproveitar uma brecha da legislação eleitoral que permite políticos migrarem para siglas recém-criadas sem sofrer punição, o que contornaria eventuais dificuldades pela falta de representatividade nas Casas legislativas. “Neste cenário, será possível contar, já de início, com um corpo de 920 vereadores, nove deputados federais e 27 estaduais”, contabiliza Fonseca. “É o suficiente para chegar em 2010 com uma máquina forte e competitiva, e com uma representação à altura da Assembléia de Deus”, diz.

A denominação, com mais de 10 milhões de fiéis em todo o país, é o maior grupo protestante nacional, e completa 100 anos de atividades em 2011. Ronaldo Fonseca afirma que não usará os mesmos “artifícios” que, no seu entender, seriam adotados pela Iurd para eleger seus parlamentares: campanha nos púlpitos, na porta das igrejas e escolha de candidatos de cima para baixo, escolhidos pelos bispos e impostos aos membros.

“A escolha de pessoas despreparadas acabou penalizando não só a Igreja Universal como toda a comunidade evangélica”, avalia. “Vamos apostar em lideranças políticas autênticas, que emergem da comunidade por seus valores e seu talento, em vez de selecionar simplesmente entre quem tem mais influência entre o eleitorado.”

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Cristão é assassinado por pedir tradução


SOMÁLIA (12º) - Extremistas islâmicos mataram com arma de fogo um ex-muçulmano no dia 14 de setembro de 2008, em Afgoye, uma cidade a mais ou menos 30 quilômetros de Mogadíscio, capital da Somália. Ele se chamava Ahmadey Osman Nur, e tinha 22 anos de idade.
No dia 14 de setembro, Ahmadey foi convidado para uma cerimônia de casamento no seu bairro.
A cerimônia foi celebrada em árabe, idioma que nenhum dos convidados compreendia, exceto o xeique que conduzia o evento.

No final da cerimônia, Ahmadey pediu ao xeique que resumisse a mensagem na língua somali, a língua materna de todas as pessoas que estavam no casamento. Praticamente todos os convidados concordaram com o pedido de Ahmadey, mas o xeique, militante do grupo militante AL-Shabab, ofendeu-se e pediu a um de seus guarda-costas para “silenciar o apóstata”.

Como Ahmadey havia se convertido ao cristianismo, o xeique o considerou um apóstata.
Os muçulmanos consideram o árabe uma linguagem “sagrada”, o idioma que, conforme acreditam, será falada no céu. Alguns dos amigos de Ahmadey disseram-lhe para sair logo dali, pois temiam pela sua vida. Entretanto, o segurança guarda-costas matou Ahmadey com tiros de revólver enquanto ele saía do local.

De acordo com o noivo muçulmano, que convidou Ahmadey para o casamento, ele será lembrando por sua compaixão pelos idosos do bairro em que vivia. O pastor de Ahmadey disse que o mártir também será lembrado como o primeiro cristão somali no distrito de Agfoye a memorizar o livro inteiro de Atos dos Apóstolos, o livro que ele amava mais do que qualquer outro. Recentemente, extremistas intensificaram seus ataques contra os cristãos da Somália.

Nos últimos 9 meses, 6 cristãos, incluindo Ahmadey, foram martirizados por conta da sua fé cristã. Interceda pelos cristãos da Somália, que enfrentam esse período difícil.


Tradução: Claudia Skobelkin
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