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domingo, 26 de julho de 2009

Mali é sede de encontro inter-religioso internacional

Paisagem africana
ÁFRICA - O papel fundamental da religião ao enfrentar os desafios planetários atuais e futuros esteve no centro de um encontro internacional sobre o diálogo inter-religioso, realizado em Bamaco, no Mali, organizado pela Associação Nacional Para a Paz e a Salvação (AMPS).

Líderes religiosos cristãos e muçulmanos de diversos países africanos reafirmaram, em especial, a importância do diálogo entre as duas crenças para estabelecer uma coexistência pacífica, marcada pela tolerância e pela solidariedade, pré-condições para o desenvolvimento econômico.

Dirigindo-se a religiosos e representantes políticos de 10 países (Mali, Nigéria, Chade, Senegal, Mauritânia, Costa do Marfim, Níger, Burkina Fasso, Argélia e Guiné), o presidente da AMPS, Imã El Hadji Mahamadou Diallo, destacou que "para desenvolver boas relações, é necessário basear-se no contexto socioeconômico próprio de cada país, sem importar modelos de intolerância desenvolvidos em outros países".

Por sua vez, os representantes da Igreja Católica em Mali, Jean-Mari Traoré, e da Igreja Protestante, Daniel Coulibaly, afirmaram que "sem diálogo inter-religioso não existe segurança, não existe paz e, portanto, nem mesmo desenvolvimento".

O presidente do Parlamento de Mali, Dioncounda Traoré, lançou um apelo a favor de um diálogo permanente entre indivíduos e países de religiões diferentes, "multiplicando as ocasiões e os espaços de intercâmbio entre as duas religiões monoteístas", para afastar o perigo de conflitos. (BF)

sábado, 25 de julho de 2009

Quem quer começar uma nova reforma?

Tópico aberto para discussão e debate permanente


Diante de tantos absurdos que temos visto nesses tão conturbados últimos dias – os chamdos tempos trabalhosos, os espíritos sensíveis se preocupam com a degradação do evangelho de Cristo e a sua substituição por praxes em nada ortodoxas e sem nenhum respaldo escriturístico. Contudo, permitam-me dizer que essa crise não é exclusividade do evangelicalismo tupiniquim: ela é global.
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Em todo mundo e ao mesmo tempo surgem novos conceitos e métodos de interpretação das escrituras, deturpando a verdade ora por adição, ora por subtração de uma e outra doutrina. Meditando nesse tema, me ocorreu o seguinte pensamento: Caso Lutero, Calvino, Zwínglio, Knox e outros importantes reformadores estivessem vivos, será que eles estariam de braços cruzados? Será que eles aguentariam ver tanta podridão no seio da igreja e ficariam calados, olhando a banda passar, ou será que iniciariam uma nova Reforma Protestante, só que dessa vez dentro da própria igreja evangélica?

Protestantes comemoram aniversário de liberdade religiosa

Há 477 anos, no dia 23 de julho de 1532, foi assinado o acordo conhecido como Nürnberger Anstand (Paz de Nurembergue). Ele garantia liberdade de religião aos evangélicos que colaborassem na guerra contra os turcos. Mesmo com a Reforma Protestante, por Martinho Lutero (foto), em 1517, a igreja evangélica só foi reconhecida oficialmente, 15 anos depois.

Após a fixação das teses da Reforma Protestante, em 31 de outubro de 1517, por Martinho Lutero, ainda demorou muito para que a nova religião se impusesse na Alemanha e obtivesse o reconhecimento da Igreja Católica. Em 30 de maio de 1518, Lutero enviou suas teses ao papa Leão 10º, pois estava convicto de que o Sumo Pontífice iria apoiá-lo.

A 3 de janeiro de 1521, Lutero foi oficialmente excomungado da Igreja Católica (Édito de Worms). Numa época em que Estado e Igreja eram fortemente aliados, não tardou para que Lutero e seus seguidores tivessem também os direitos civis cassados, o que acabou acontecendo em 26 de maio de 1521.

Lutero exilou-se, secretamente, no Castelo de Wartburg, com o apoio de Frederico, o Sábio, príncipe-eleitor da Saxônia. No exílio, Lutero trabalhou no seu maior legado: em dois meses traduziu a Bíblia para o alemão. Em 1518, o reformador havia conhecido aquele que seria seu braço direito no processo da Reforma: o estudioso alemão Philipp Melanchthon.

Carlos 5º, rei da Espanha e imperador do Sacro Império Romano da Nação Germânica a partir de 1530, ordenou aos teólogos católicos a elaboração de uma refutação da confissão dos evangélicos. Esta refutação foi apresentada à Dieta de Augsburg no dia 3 de agosto. Ela exigia apenas a submissão dos evangélicos à autoridade da Igreja Romana. Mais do que nunca, tornou-se evidente que as diferenças entre as duas igrejas eram profundas e inconciliáveis.

Ainda em Augsburg, Melanchthon redigiu uma apologia à Confissão. Carlos 5º não a aceitou, por achar que os protestantes deveriam capitular. A Dieta lhes concedeu o prazo até 15 de abril de 1531 para voltarem ao seio da igreja romana e exigiu rigoroso cumprimento do Édito de Worms.

Necessidade de aliança militar

Embora desaconselhada por Lutero, foi constituída em fevereiro de 1531 uma poderosa agremiação política dos príncipes luteranos, denominada Liga de Esmalcalde (em referência à cidade na Turíngia, leste alemão). Porém, em vista do perigo representado pelo Exército turco às portas do império, em Viena, o imperador dependia da ajuda militar dos príncipes protestantes.

A liberdade religiosa aos protestantes foi tolerada com a assinatura da Paz de Nurembergue, em 23 de julho de 1532. Essa tolerância seria dada até a realização de um concílio da Igreja. O papa Paulo 3º, no entanto, empenhou-se com todos os meios para evitar que este concílio se realizasse em território germânico. O Concílio de Mântua, convocado por Paulo 3º, em 1537, para “exterminar a peste luterana”, como ele próprio se expressou, acabou não acontecendo.

Como os nobres protestantes estivessem convictos de que o encontro não seria livre, negaram-se a participar do Concílio de Trento (1545 - 1563), que desencadeou a contra-reforma, no pontificado de Paulo 3º.

Somente a Paz de Augsburg, em 1555, atendeu, de certa forma, aos anseios dos protestantes, pois incluiu a tolerância religiosa nos seguintes termos: os príncipes e cidadãos do império respeitariam a filiação religiosa de cada um e o povo teria a opção de adotar a confissão religiosa do respectivo domínio ou de emigrar a território que tivesse a confissão desejada.

Fonte: DW World / Gospel+
Via: Folha Gospel

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Autoridades demoliram templo sem aviso

INDONÉSIA (41º) - Uma comunidade protestante de Parung, denunciou um novo caso de discriminação de confissão na Indonésia. As autoridades locais demoliram uma igreja porque, dizem eles, não tinha permissão para ser construída. Os cristãos argumentam que tentaram diversas vezes obter uma permissão, mas não tiveram respostas; eles também disseram que a comunidade muçulmana local consentiu que o templo fosse construído.

A demolição do templo aconteceu no dia 21 de julho e foi motivada pela falta de um Izin Mendirikan Bangunan (IMB), uma concessão dada pelo governo que deve ser obtida antes da construção de qualquer edifício. Sem o IMB, as autoridades podem demolir prédios, sem distinção entre templos ou residências.

“Somos cidadãos indonésios e, perante a lei, temos os mesmos direitos que outras religiões”, diz Walman Nainggolan, da comunidade Huria Kristen Batak PJustificarrotestan (HKBP), a população nativa da província ao norte de Sumatra. Os fieis relataram o incidente para a Comissão Nacional de Direitos Humanos da Indonésia, pedindo que suas reclamações sejam ouvidas e que eles recebam um novo local de culto.

A decisão do governo local é contrária até a comunidade de muçulmanos, que não se opôs à construção. “Nós recebemos apoio e solidariedade do fórum de diálogo inter-religioso”, diz Nainggolan. “As autoridades deveriam garantir um lugar fixo para culto, ao invés de demolir a igreja”.

Tradução: Portas Abertas
Fonte: AsiaNews

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Globo corta nudez de novelas por causa dos evangélicos

Folha Gospel

O diretor geral da Rede Globo, Octavio Florisbal, disse que, além da classificação indicativa, que hoje está mais rígida, os evangélicos são outro motivo para o desaparecimento das cenas de nudez nas novelas da Rede Globo.

Em "Celebridade", no final de 2003, Juliana Paes mostrou os seios logo no primeiro capítulo. Depois, exibiu o bumbum. Na mesma novela, Deborah Secco fez topless. Em "Páginas da Vida", em 2006, Ana Paula Arósio fez striptease na noite de núpcias de sua personagem.

Cenas como essas sumiram das últimas novelas das oito da Globo. E não vão retornar em "Viver a Vida", a próxima do horário, de Manoel Carlos, um velho adepto da nudez para levantar a audiência.

"Hoje a classificação indicativa está muito mais rígida", justifica Octavio Florisbal, diretor-geral da Globo, sobre o recato das produções da casa.

O executivo aponta ainda mais dois motivos: a adoção de um manual de princípios e valores e a rejeição dos emergentes evangélicos -que hoje têm a opção de trocar as novelas da Globo pelas da Record. "As pesquisas mostram que parte do público é refratário a alguns excessos", afirma Florisbal.

A classificação indicativa, também apontada por autores de novelas como "a nova censura", é a ferramenta pela qual o Ministério da Justiça determina o que é adequado ou não para determinado horário. Cenas de nudez, pelo manual do ministério, só depois das 22h.

Pelas regras em vigor desde 2007, são as próprias emissoras que estipulam a classificação indicativa de suas obras, mas uma equipe do ministério assiste à programação da TV aberta e reclassifica os programas quando julga necessário.

domingo, 19 de julho de 2009

Israel participa de projeto para transcrever a Bíblia

INTERNACIONAL - O Ministério Exterior de Israel está auxiliando em um projeto chamado “People of the world Inscribe the Bible” (pessoas de todo o mundo transcrevem a Bíblia), que tem como objetivo escrever o texto bíblico à mão em 100 idiomas diferentes.

De acordo com uma matéria da International Christian Embassy Jerusalem (ICEJ), a iniciativa foi da Bible Valley Society, umaONG israelense, com o apoio do ministério de assuntos externos.

A ICEJ afirma que seis dos exemplares – versões completas em chinês (mandarim e taiwanês), inglês, tâmil e finlandês, e um ainda em progresso em hebraico – foram colocadas em exposição na segunda-feira, no Museu da Bíblia em Jerusalém.

“Esse é um projeto muito significativo para milhões de cristãos ao redor do mundo, e pode atrair mais apoiadores para a nação de Israel”, diz Tery G.C. Ting, representante de Israel em Taiwan.

Os organizadores pretendem alcançar o objetivo de 100 Bíblias em 100 idiomas diferentes nos próximos cinco anos.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Cinco jovens são presos após invasão em acampamento

CHINA (12º) - No dia 13 de julho, a polícia local e os oficiais do estado cercaram um acampamento de jovens cristão e prenderam 28 jovens e 4 adultos em Hubin, província de Shandong.

As autoridades confiscaram a propriedade, incluindo projetores, televisões, computadores, mesas, instrumentos musicais, equipamento de áudio, móveis e outros itens. A polícia também pegou os celulares dos jovens, Bíblias, e outros artigos. Uma testemunha disse que, durante a invasão, a polícia disse aos líderes que “é proibido para menores de 18 anos seguirem o cristianismo e, até para os mais velhos não é permitido organizar ou participar de atividades religiosas sem permissão.”

A polícia interrogou, ameaçou e agrediu os jovens cristãos na delegacia, e depois liberou a maior parte deles. No entanto, os cinco cristãos que organizaram o acampamento, incluindo um adolescente de 16 anos, ainda estão presos no Escritório de Segurança Pública. A polícia não forneceu água ou alimento para os cristãos, que estavam sofrendo de inanição e desidratação. Quando os membros da igreja souberam disso, foram até a prisão para entregar pão e água para eles. No dia 14 de julho, as autoridades condenaram os cinco cristãos a até 15 dias de prisão administrativa por “realizar atividades ilegais”. A Bíblia foi classificada como evidências no caso.

Os membros da igreja também pediram a devolução da propriedade confiscada durante a invasão ao acampamento. Os cristãos disseram que os oficiais se recusaram a aceitar e afirmaram: “De jeito nenhum. Não ficaremos com mais de 90%”.

Contatos locais pedem oração pelos jovens cristãos que ainda estão em estado de choque e pelos cinco cristãos presos.

Tradução: Portas Abertas
Fonte: China Aid Association

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Famílias cristãs perdem seu gado por causa da perseguição

LAOS (8º) - No dia 5 de julho, oficiais e moradores do vilarejo de Katin, confiscaram e abateram o gado pertencente a nove famílias cristãs em uma tentativa de forçá-los a abandonar sua religião.

Em junho, os anciãos do vilarejo alertaram as famílias, 53 pessoas no total, a renunciar a fé que haviam adotado em maio, ou enfrentariam “graves consequências”.

Quando os cristãos ignoraram esse aviso e foram cultuar em um bairro vizinho, os aldeões invadiram o curral e pegaram um porco por família, para depois abater os animais e dividir a carne entre si.

Os oficiais dizem que o roubo dos porcos – cada um vale o equivalente a seis semanas de salário na média da área – foi uma forma de punir os cristãos por ignorarem a ordem de abandonar o cristianismo.

Algo similar ocorreu em setembro do ano passado, quando oficiais apoderaram-se de um búfalo que valia, aproximadamente, US$350 de um morador cristão identificado apenas como Bounchu, afirmando que o animal seria devolvido somente se o convertido renunciasse sua fé. Quando ele se recusou, eles abateram o animal e distribuíram a carne para moradores não-cristãos.

Alegando ter agido em nome das autoridades do distrito, os oficiais disseram que continuariam a roubar o gado dos aldeões cristãos até que eles renunciem sua fé, senão, o gado não sobreviverá.

Quatro dias antes, em 8 de setembro, as autoridades da província e do distrito realizaram uma reunião no vilarejo, alegando que o governo central do Laos havia ordenado que se agisse assim em casos de abusos de liberdade religiosa na região. Eles conversaram com os líderes e moradores sobre um decreto emitido em 2002 e pediram que todas as partes respeitem as leis religiosas da nação.

Um porta-voz da Human Rights Watch no Laos disse acreditar que não há justificativas legais para os oficiais de Katin confiscarem propriedades particulares. No entanto, tradicionalmente, muitos laosianos acreditam que se os aldeões pararem de adorar os espíritos regionais, eles ficarão ofendidos e só o sacrifício de animais poderá acalmá-los.

Abuso religioso duradouro

Os oficiais em Katin ignoram as necessidades dos cristãos. Há cerca de um ano atrás, em 21 de julho, 80 cristãos foram presos no vilarejo depois que os moradores sequestraram um cristão identificado apenas como Pew e o forçou a beber saquê até ser morto por asfixia.

Quando os familiares enterraram Pew, e colocaram uma cruz de madeira em seu túmulo, os oficiais os acusaram de “praticar rituais do inimigo do Estado” e pediram um búfalo e um porco como multa.

Tradução: Portas Abertas

terça-feira, 14 de julho de 2009

"O desaparecimento dos cristãos no Oriente Médio"

DO PRESIDENTE DA ALIANÇA BATISTA MUNDIAL
Traduzo a mensagem do Reverendo, Dr. David Coffey, atual presidente da ALIANÇA BATISTA MUNDIAL a nós batistas do ocidente após sua visita ao Oriente Médio. O que aparecer em negrito, itálico e sublinhado são comentários meus – Pr. Valdemir Alves da Silva – e não do Dr. Coffey.

“O DESAPARECIMENTO DOS CRISTÃOS NO ORIENTE MÉDIO”
Tenho um amigo chamado Harry. Sua mãe, de 90 anos, faleceu há alguns meses. Eugenie Tabourian era o nome dela e ela era uma armênia cristã e, como seu esposo, ela fugiu da Turquia durante o genocídio dos armênios de 1215 e chegaram a então “terra santa” numa época em que lá havia ainda muitos cristãos. Hoje, boa parte dos cristãos nativos, isto é, dos cristãos que nasceram em Jerusalém ou nos arredores já não está mais lá. Esses cristãos tiveram de deixar suas terras, suas casas e negócio na “cidade dourada” em busca de “águas mais tranqüilas e pastos verdejantes”.

Há 60 anos os cristãos (católicos, ortodoxos, vétero-ortodoxos e protestantes e/ou evangélicos) representavam mais que 25% da população que habitava a Palestina, sendo que 80% deles moravam no “triângulo sul”, a saber, Belém, Beit Sahour e Beit Jala. Hoje o número desses cristãos foi reduzido drasticamente por causa dos conflitos entre árabes e judeus, principalmente, ainda que essa não seja a única razão. Anglicanos, luteranos e batistas eram as três principais confissões ditas “protestantes” da época.

Na verdade os cristãos estão cada vês mais perdendo a esperança de poder viver na terra que um dia testemunhou o nascimento de Jesus a Esperança do mundo e de onde, depois do Dia de Pentecostes saíram para a pregação ao mundo. Passados os primeiros 600 anos, os cristãos já haviam chegado ao leste de todo Império Romano com significativas comunidades e com missões cristãs organizadas até na China. Esses séculos testemunham um vibrante crescimento das igrejas ditas cristãs do Oriente médio, sendo que foi no Oriente Médio onde os livros do Novo Testamento ganharam o status de Escrituras sagradas, assim como foi nessa mesma região que se reuniram os primeiros grandes concílios que resolveram as grandes doutrinas da nossa Fé, a saber, os Concílios de Nicéia e calcedônia, principalmente, que definiram teologicamente (não inventaram)as doutrinas da autoridade do Novo Testamento, da Plena divindade de Jesus e da trindade...

Meu amigo harry contou-me de como a tolerância dos muçulmanos com os cristãos da palestina é cada vez menor e que em boa parte das vezes tal tolerância tem a ver com a idéia de que todos os cristãos estão de acordo com a política dos chamados “cristãos do ocidente” que, segundo eles, querem manter vivo o espírito das “cruzadas”, o que é algo constantemente explorado por Esama Bin Laden em suas “mensagens”.

Os árabes cristãos têm, com freqüência, experimentado as amargas conseqüências de um triplo prejuízo. O primeiro deles tem a ver com a questão econômica porque os vizinhos muçulmanos praticamente sufocam os empreendimentos econômicos desses árabes cristãos. O segundo tem a ver com a questão política, porque as terras desses cristão árabes têm sido confiscadas ao longo dos anos pelas colonização dos governos israelenses e o terceiro e o pior dos prejuízos, está no fato de que esses árabes cristãos se sentem marginalizados no Corpo de Cristo, especialmente pelos cristãos que vivem no ocidente.

Vários árabes batistas me disseram em minha vista a eles que “nós compreendemos o amor dos cristãos do ocidente pela nação de Israel, mas estamos estarrecidos pelo fato de que nós, os crentes em Cristo, árabes do Oriente Médio, não somos incluídos nas orações da família cristã em termos globais”. E, enfáticos, me disseram: “Não deixem de amar o povo judeu de Israel, mas por favor, amem também a nós, árabes cristãos. Achem um lugar nos corações de vocês para nós!”.

O que vi em minha visita ao Oriente Médio é que as pequenas mas ainda ativas comunidades batistas enfrentam severos desafios em termos de como testemunhar do Evangelho de Jesus Cristo. Então, este é o tempo para que nós, como família global, demonstremos nossa sensibilidade e apreço pela vida e obra desses cristãos que vivem nas terras bíblicas. Peço a cada um der vocês que me lerem para que achemos um lugar em nossos corações para nossos irmãos árabes e judeus.

O Pastor Valdemir Alves da Silva é presidente da Igreja Batista do P arque São Basílio - Rio de Janeiro, Brasil.




Conflitos entre famílias demonstram violência sectária

EGITO (21º) - Casos distintos de violência sectária em duas vilas aconteceram no Egito na semana passada, abalando a comunidade copta, enquanto muçulmanos atacaram suas casas e as forças de segurança impuseram toques de recolher em uma tentativa de manter a paz.

Na quarta-feira, 1º de julho, muçulmanos que lamentavam a morte de um menino de 18 anos, Mohamed Ramadan Ezzat, um jovem universitário atacado por um copta dono de mercearia, atacaram casas cristãs com pedras e quebraram as janelas.

Durante a violência pós-funeral, 25 pessoas ficaram feridas depois que muçulmanos enraivecidos atacaram as casas dos coptas. Fontes afirmam que os que atacaram os cristãos eram muçulmanos de bairros vizinhos.

Muitos dos 1.000 coptas cristãos que moram na vila de 4.000 habitantes fugiram ou permanecem trancados em casa com medo que as tensões possam aumentar. Uma organização que visitou o bairro de Kafr El Barbari relatou que não foi possível entrar em contato com os cristãos.

No dia 29 de junho, Ezzat foi até a mercearia de Emil Gerges para comprar refrigerantes. Uma disputa por causa de uma suposta dívida que Ezzat tinha na loja acabou quando o filho de Gerges, John, 20, esfaqueou o muçulmano. Ezzat morreu no hospital no mesmo dia. Depois disso, a família dele atacou e incendiou a mercearia e os apartamentos de Gerges.

Gerges, seus dois filhos e esposa foram presos no dia 29 de junho; a mulher foi liberada por questões de saúde, mas os homens da família continuam presos sob as acusações de homicídio culposo. As forças de segurança emitiram um toque de recolher no bairro, e colocaram um cordão de isolamento para proibir a entrada e saída de moradores.

Apesar de o conflito em Kafr El Barbari ser visto como uma disputa familiar, fontes afirmam que foi logo classificado como violência sectária, aumentando as tensões no país.

“O acontecimento pode passar como um conflito individual, mas há tanta tensão que se qualquer discussão ocorrer entre um cristão e um muçulmano, o bairro inteiro irrompe em conflitos”, diz Samia Sidhom, editora do jornal semanal copta Watani.

Até agora não houve reconciliação entre cristãos e muçulmanos, apesar de terem se encontrado. O pai de Ezzat, em uma declaração feita essa semana, disse que sua família só tem conflitos com os Gerges, e pediu para que as outras famílias cristãs voltem para suas casas. No entanto, ele insinuou que, se o tribunal não vingar a morte de seu filho, ele mesmo vai.

Samia diz que, no geral, há um crescimento nas tensões sectárias no país, porque os elementos islâmicos vêem como um benefício o aumento nas dissensões.

Ibrahim Habib, diretor da United Copts (coptas unidos), afirma: “A polícia é mais do que capaz de controlar qualquer situação que queiram. Isso é proposital. Alguma autoridade na polícia sente que é tempo de os cristãos ‘aprenderem uma lição’, e humilhá-los de acordo com a sharia (lei islâmica), ameaçá-los como dhimmi, cidadãos de segunda classe. Se o governo é sério, é capaz de controlar as coisas.”

Tradução: Portas Abertas
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