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sábado, 3 de abril de 2010

Sofrimento, vergonha e fé fortalecida



BANGLADESH (45º) - Meu nome é Kanok Sarkar (32). Meu sofrimento começou no dia em que meu pai soube que minha mãe estava grávida de mim.

Eu nasci numa família rica em Hetalbinia, Khulna. Meu pai era dono de propriedades, enquanto minha mãe tomou para si a responsabilidade de dedicar todo o seu tempo e energia em casa. Meus pais desfrutavam de uma boa posição na sociedade, e eles eram um casal feliz. Isso era antes de eu entrar em suas vidas.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Casal cristão é torturado por não abandonar sua fé

PAQUISTÃO (14º) - Arshed Masih, 38, ainda luta por sua vida no hospital Família Sagrada em Rawalpindi, próxima à capital do Paquistão. Com a ajuda da polícia, extremistas muçulmanos o queimaram vivo por não se converter ao islamismo, e abusaram sexualmente de sua esposa. O incidente ocorreu em frente a uma delegacia de polícia.

Em 2005, Masih e sua esposa começaram a trabalhar com um empresário muçulmano, ele como motorista, ela como empregada de sua esposa. Recentemente, os dois desagradaram o empregador por insistirem em permanecer cristãos.


sexta-feira, 13 de março de 2009

Fé no Brasil

Diante da crise global, pastores lembram encontro no Palácio do Planalto em que o crescimento do país teria sido profetizado.


Há exatos dois anos, no início do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as perspectivas econômicas do país eram bem diferentes das de agora. Saboreando um período de prosperidade que já durava quase cinco anos, alavancado pelo crescimento global, o governo esfregava as mãos diante das possibilidades do futuro. A cena contada a seguir passou-se numa tarde, no interior do gabinete presidencial no Palácio do Planalto, em Brasília, após uma reunião de Lula com líderes evangélicos das mais variadas denominações. Proposta pelo próprio presidente, a conversa tinha por objetivo ouvir as reivindicações e ideias dos representantes da Igreja Protestante no país para a realização de um trabalho conjunto com o governo federal. A intenção era elaborar um plano de ações que beneficiassem a nação, sobretudo na esfera social, uma antiga bandeira evangélica. Após o encontro, a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva – crente ligada às Assembléias de Deus –, recebeu um pedido de Lula: o chefe do Estado brasileiro gostaria que alguns dos religiosos presentes orassem por ele. Foram recebidos então na sala presidencial, além da própria Marina, o pastor batista Ariovaldo Ramos, na época membro do Conselho de Segurança Alimentar da Presidência da República (Consea) e diretor da Visão Mundial; Valnice Milhomens, apóstola da Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, com sede em São Paulo; e a cantora Baby do Brasil, pastora do Ministério do Espírito Santo de Deus em Nome de Jesus. Após uma breve oração e a bênção apostólica, impetrada por Ariovaldo, Valnice se aproximou de Lula e lhe disse em particular: “Tenho jejuado pedindo a Deus que o abençoasse já há alguns anos. E o Senhor me disse que irá abençoar o Brasil através do seu mandato como nunca antes na história dessa nação”. A cena foi testemunhada pelos outros três evangélicos presentes, que nada disseram apesar da surpresa: “Ela disse como se estivesse conversando baixo com ele. Não fez alarde nem usou nenhuma entonação grandiloquente”, lembra o pastor Ariovaldo. “Nós, que temos o conhecimento do que é uma profecia, ficamos muito surpresos”, comenta. Na ocasião, Baby também entregou ao presidente a sua própria mensagem. “Deus também havia falado comigo semanas antes. Eu já conhecia o Lula há bastante tempo, e até enviei-lhe um telegrama sobre isso. Disse a ele na mesma reunião com a Valnice que o país viveria um período de prosperidade sem par porque o Senhor era com o presidente.” A artista até sugeriu a Lula que retirasse todas as imagens religiosas do Planalto. Coincidência ou não, o governo Lula experimentou a partir dali uma série de sucessos, melhorando a performance que já havia sido boa no primeiro mandato (2003-2006). Aproveitando-se de uma conjuntura internacional amplamente favorável, a economia brasileira, de 2007 até o terceiro trimestre do ano passado, tornou-se bem mais consistente. O PIB chegou a crescer 5%, o nível de renda e consumo da população aumentou na casa dos dois dígitos e os postos de trabalho formal avançaram 5,8% em um ano. Segundo dados do Banco Central, as exportações saltaram do equivalente a US$ 73 bilhões, em 2003, para US$ 160 bilhões, no ano passado. Em 2007, o Brasil teve um superávit recorde de mais de US$ 46 bilhões; no ano seguinte, também fechou no azul, com cerca de 25 bilhões de dólares. Além disso, setores fundamentais para o crescimento do país, como o energético, se fortaleceram – a produção de etanol se consolidou e a Petrobras bateu recordes sobre recordes na produção de petróleo, além da descoberta de mega-jazidas na costa brasileira. Seria o tal espetáculo do crescimento, tão alardeado por Lula? Campeão de popularidade, o presidente chegou ao fim de 2008 a quase 80% de avaliação positiva – patamar jamais alcançado por um presidente desde a redemocratização do país, exceto por José Sarney durante o Plano Cruzado, em 1986, que logo se revelaria uma fraude eleitoral.“Furacão” – Mas o que difere uma profecia legítima da chamada “profetada”, aquela previsão espiritual feita mais na base do exagero do que da verdadeira orientação de Deus? “O cumprimento do que foi predito”, define o pastor Ariovaldo Ramos. É exatamente neste ponto que reside o perigo das previsões. Fundador do Ministério Jesus Não Desistiu de Você, com sede em Belo Horizonte (BH), o pastor Sinfrônio Jardim Neto, de 50 anos, diz que boa parte dos crentes que seu ministério tenta trazer de volta à Igreja, em 15 anos de existência, é de gente frustrada com Deus por não ter recebido a bênção prometida: “Quase sempre as revelações são relacionadas à cura ou à prosperidade. Quando as profecias não vêm de Deus e nada acontece, o indivíduo que, em geral, não tem maturidade na fé culpa Deus pelo ocorrido e se afasta da igreja” diz o pastor, que narra parte dessas experiências em seus livros Voltei agora e Onde está o seu irmão?, ambos publicadas pela Editora Betânia. Sinfrônio diz ainda que já viu gente doar casa e carro esperando Deus “retribuir” a oferta calcada em profecias sem fundamento.Neste sentido, talvez seja precipitado considerar que aquele encontro no Palácio do Planalto tenha de fato sido decisivo na situação do país – ainda mais porque, há cinco meses, o país se vê às voltas com a mais assustadora crise mundial das últimas décadas. Ainda não se sabe quais serão seus efeitos sobre o país no médio e longo prazos, mas por enquanto o solavanco global tem afetado setores específicos da economia nacional, como a oferta de crédito. Existe a expectativa de que, tanto aqui como lá fora, 2009 seja um ano duro, constrastando com o longo período de bonança que durou até setembro passado: “A profecia da apóstola Valnice se referia exclusivamente ao Brasil. Por enquanto, na minha maneira de ver, estamos muito bem. Há até uma previsão de crescimento de 4% para 2009, ao contrário da perspectiva do resto do mundo. Há alguns anos, uma crise global teria jogado o Brasil no buraco” analisa Ariovaldo Ramos. Procurada novamente pela reportagem, Valnice Milhomens informou por meio de sua assessoria que não comentaria a profecia com a revista, mas tem dito em pregações que acredita que o furacão mundial vai passar sem pôr abaixo as esperanças brasileiras. “Ela não nega o que disse ao presidente, mas não quer falar, pois alega que suas palavras são frequentemente deturpadas pela mídia”, afirmou a pastora Ana Charlene Ribeiro, da Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo. Já a sempre animada Baby do Brasil é enfática: “Pode crer que esta crise não vai nos prejudicar. Pode até derrubar a nação mais poderosa do mundo, mas não a gente.” É esperar para ver.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Curso ensina pastor a ser empresário da fé

A seara exige obreiros empreendedores, criativos, capazes de trabalhar em grupo e de liderar com visão global
Desmerece a obra de Deus aquele que se nega a entregar o dízimo. Deus não é mendigo e não precisa de resto
A igreja é uma empresa, e uma empresa difícil de ser conduzida porque o seu estoque são almas
O ser humano é interesseiro e quer que a igreja manifeste a presença de um Deus vivo com retorno imediato
O povo não pode ouvir os obreiros falar sobre as doenças deles. Como crerão se o próprio mensageiro não recebe a benção na prática?
A cartilha dos grandes empresários diz que, para se dar bem nos negócios, é fundamental estar atento às mudanças na sociedade, empregar com eficiência a propaganda, estudar o público-alvo, cuidar bem dos funcionários e vigiar a concorrência. Pois essas regras também valem para os que desejam abrir a própria igreja evangélica, segundo um curso oferecido pelo Seminário Brasileiro de Teologia (SBTe).
Uma frase presente na apostila do “Curso de Formação de Pastor” dá o tom do seu conteúdo: “A igreja é uma empresa, e uma empresa difícil de ser conduzida, porque o seu estoque são almas”.
Partindo da premissa de que os meios de comunicação transformaram a sociedade, o curso convoca os pastores a uma adaptação aos novos tempos: “As igrejas que não seguirem a cultura dos povos tendem a ficar vazias”.
A advogada e aluna do curso Laudicéia Koschitz, 39, concorda. Não acha errado, por exemplo, que as evangélicas se embelezem. “A mulher é uma obra maravilhosa de Deus e precisa se arrumar.”
Hoje, diz o curso, o pastor deve ser “empreendedor, criativo, capaz de trabalhar em grupo e de liderar com visão global”.

Pastor Marcelo de Souza ora por religiosos que pedem milagres ao Espírito Santo
As igrejas pentecostais já parecem ter entendido. Em 2002, segundo pesquisa do Eseb (Estudo Eleitoral Brasileiro), seus seguidores já eram
11,1% do total da população, número quatro vezes maior que em 1980.

Para aproveitar esse crescimento vertiginoso, o curso lista atitudes que devem ser tomadas pelo pastor empreendedor (leia quadro ao lado).
Antes de abrir uma igreja, por exemplo, ele deve estudar a região e o público-alvo. Se o local for pobre, ajudam a atrair gente a distribuição de lanches e o sorteio de cestas básicas.

Na Assembléia de Deus do Jardim do Apurá (zona sul de São Paulo), o fiel que fica até o fim do culto recebe um cachorro-quente.

Pastor parte o pão para distribuir a fiéis
É importante ainda que o pastor seja “um ator, um dramaturgo” para “acomodar o


povo, chamar a sua atenção e fechar a sua boca”.

Para ser eficiente, ele é aconselhado a se alimentar bem e a se exercitar com musculação e corrida. Quando tiver de ministrar por tempo muito longo, deve evitar o sexo nos quatro dias anteriores.

Marcelo de Souza, 36, é um aluno que concorda com a importância do preparo físico. Se não jogasse futebol sempre que possível, talvez não conseguisse andar sem parar enquanto prega e nem ficar na ponta dos pés nos momentos mais dramáticos.

Outro fator determinante para o sucesso é pregar conforme a vontade do público. Em geral, diz o curso, pessoas mais pobres tendem a gostar de “ver coisas sobrenaturais” (como sessões de exorcismo), de dançar, cantar e ouvir o pastor falar em línguas estranhas (glossolalia).

Também se deve empregar o maior número possível de fiéis na igreja. “Os que participam e se sentem valorizados não migram para outra igreja, pagam o dízimo todo mês e trazem a família e amigos para vê-los.”
“O curso se vale dos melhores textos da área de administração e ensina recursos que uma empresa moderna utiliza para se manter competitiva num mercado globalizado”, diz o coordenador do MBA de Marketing da Fia (Fundação Instituto de Administração), Dilson Gabriel dos Santos.


Para o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (Universidade de São Paulo) Antônio Sauaia, o curso ensina uma técnica utilizada por empresas de produtos de consumo, que atraem o consumidor por meio de vendedores que vivem no mesmo bairro dele.

Administração eclesiástica

A apostila é dividida em cinco módulos. Os quatro primeiros, com 75 páginas, tratam da legislação sobre a prática religiosa (como obter subvenções do poder público, por exemplo), das diferenças entre as principais correntes evangélicas, da importância do emprego de técnicas de oratória na pregação e de como convencer os fiéis a pagar o dízimo.

O quinto e maior, com 63% do total de páginas, é intitulado “Administração Eclesiástica”. Nele, são indicados “projetos para multiplicar a quantidade de membros, templos e de caixa da igreja a cada 90 dias”.

O curso pode ser encomendado pela internet (www.cursodepastor.com.br) ou por telefone, custa R$ 450 e deve ser feito por correspondência em prazo estipulado de 90 dias.

Ao seu final, o aspirante a pastor deve enviar por correio à instituição, que tem sede em Ituiutaba (MG), as respostas a um questionário que fica nas últimas páginas da apostila. Se aprovado, ganha um diploma e uma carteirinha que, segundo o SBTe, “pode ser aproveitada em qualquer das diferentes denominações de igrejas evangélicas”.

O guru dos pastores

O pastor Omar Silva da Costa, 49, é o criador deste e de outros 17 cursos por correspondência também oferecidos pela internet. Os mais caros, chamados de “Bacharelado em Teologia Eclesiástica”, “Mestrado em Bíblia” e “Doutorado em Divindade”, custam, respectivamente, R$ 750, R$ 1.050 e R$ 1.350. Todos também têm duração de 90 dias e dão direito a carteirinha e diploma “para enriquecer o currículo”.

“Decidi oferecer os cursos assim, por correspondência, porque muita gente não tem condições de pagar escolas caras e passar quatro ou cinco anos estudando até se tornar pastor. Além disso, não há escolas de teologia em todas as cidades brasileiras.” Segundo Costa, o curso de formação de pastor, oferecido desde fevereiro deste ano, já foi vendido a mais de 500 pessoas –se o número estiver correto, as vendas já renderam R$ 225 mil, pelo menos. A procura tem sido tão boa que, no curso, ele prevê: “Em pouco tempo vai haver nas faculdades cursos de administração de igreja, como já há de administração hospitalar”.

Fonte: Folha / Gospel+
Via: Notícias Cristãs

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Por que Deus faz o mudo, o surdo e o cego?


Uma homenagem a APAES do Brasil e a semelhantes. Nesta semana iniciou a semana do excepcional, comemorada em todo o território nacional.
Estivemos num momento muito gracioso compartilhando o amor de Deus com voluntários, funcionários e alunos da nossa querida APAE Rolândia-PR. E o meu artigo hoje parte exatamente da sensibilidade a este momento. Meus pensamentos foram iluminados para uma passagem bíblica muito conhecida, que é o texto de Êxodo 4.11 que se lê “Respondeu-lhe o Senhor: Quem fez a boca do homem? Ou quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor? ”Em vários momentos da vida já fui questionado porque Deus faz uma criança, “que não fez nada”, nascer sem os movimentos do corpo? E esta sempre foi uma espinha de peixe a ficar entalada na minha fé. Entretanto, quando o meu filho nasceu, ele teve sofrimento fetal, aspirou mecônio, tendo que sair as pressas do hospital João de Freitas-Arapongas-PR, nasceu na terça 05/08/03 às 17h e às 24h foi internado no hospital Santa Lúcia em Apucarana-PR, porque ali Deus abriu uma vaga na UTI neonatal, e chegando àquela instituição, o diagnóstico dele foi falência múltipla dos órgãos, após onze dias de UTI, Deus o ressuscitou de uma maneira extraordinária. Alguns meses depois fomos encaminhados a APAE de Rolândia-PR onde fomos benignamente acolhidos, e nestes quase cinco anos (meu filho está com cinco aninhos), Deus tem me levado a entender algumas coisas que anteriormente eram difíceis de compreender. Diante desta realidade Deus levou-me a um tour pelo seu coração nas páginas extraordinárias da sua Palavra. Comecei pelo Gênesis, e observei que havia sempre uma expressão bíblica ao final de tudo quanto Deus criara, “E viu Deus que isso era bom”, todavia, quando Deus criou o homem foi diferente, primeiro que para criar o homem, Deus não chamou o homem a existência, como fez com tudo que anteriormente tinha criado, a Bíblia diz que “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gn 2.7), de igual modo, quando criou a mulher “E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe” (Gn 2.22). Deus “literalmente” pôs a sua mão na criação do homem/mulher. Outro aspecto importante notar que ao final da formação do homem, não segue a mesma expressão “E viu Deus que isso era bom”, Deus não criou o homem para admirá-lo, Deus criou o homem para relacionar-se com ele. E neste relacionamento transcorria a existência de Adão e Eva com Deus, o pecado vai interromper abruptamente este relacionamento, o homem que vivia de maneira harmoniosa com toda a criação e dela usufruía seu alimento de uma maneira prazerosa. Após a queda, a terra se torna maldita por nossa causa, e obteremos dela o sustento em meio a dores e fadigas. O homem então passa a relacionar com tudo que existe na proporção causa e efeito, ou seja, tudo vale a pena se puder retribuir ao meu esforço, e dele extrair alguma vantagem. O conceito do prazer em relacionar, não mais existe porque o homem ficou desprovido da fonte que é o amor, que é Deus. O próprio Deus compadecido pelo homem, já tinha plantado no jardim a arvore da vida que apontava para Jesus. Jesus veio e encarnou como Deus Emanuel, este caminho perdido no Éden, é retomado naquele que é O Caminho, e Jesus estabelece aquilo para o qual fomos criados para relacionarmos com Deus. Por isso Jesus relaciona com todos, não há acepção de pessoas, ele retoma aquilo que foi perdido no Éden e torna-se a Porta, O Caminho, para este relacionamento com o Pai. Este é o grande motivo de Deus fazer crianças que sofrem de alguma deficiência física, porque Deus não valoriza o ser humano pela capacidade de fazer coisas, Deus não inferioriza o homem porque está limitado por algum aspecto físico, nós homens caídos, sim, por isso nós questionamos: porque Deus faz isso com uma criança? Exatamente, porque a ótica de nós homens é esta: O homem passa a ser a partir daquilo que ele começa a produzir dentro da sociedade, seja com palavras, com atitudes, com o trabalho, com a intelectualidade, com a beleza; com Deus o caminho é inverso, o homem é, Deus não criou Adão e disse que rapaz bonito, que homem perfeito, a ótica da perfeição e da beleza divina é o amor. Deus não tem problemas com o tetraplégico, nós sim, porque não conseguimos enxergar com os olhos de Deus. A solução é entregar o ser a Cristo e através Dele os nossos corações contemplarem com o olhar de Deus que é o olhar do amor. Quando enxergamos com o olhar de Cristo, não enxergamos mais cor, raça, idade, físico. A minha oração a Deus em prol de todos os voluntários, familiares e funcionários da APAE é que Deus continue a gotejar nos vossos olhos o colírio da cruz para que vossos olhos continuem a enxergar estas preciosidades de Deus (alunos), como Deus de fato os enxerga. Com olhar de amor.
Por:
Joseni Dos Santos MagalhãesRolândia - PR

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Amal: "Deus está cuidando de nós neste país do mundo árabe"

MUNDO MUÇULMANO - “Comecei ouvindo os programas de rádio por três meses. Então decidi me tornar cristã e seguir Cristo, mas como eu poderia fazer isso? Olhei para um prédio com uma cruz, do outro lado da minha cidade, e cuidadosamente comecei a visitar essa igreja, sem o véu e sem ser reconhecida pelas pessoas”. Esta é a segunda parte do testemunho de Amal, uma ex-muçulmana atraída pelo evangelho pelo comportamento diferente de um professor. Como ele não podia pregar para ela, aconselhou a jovem a ouvir programas de rádio cristãos. Depois disso, espontaneamente, ela passou a freqüentar uma igreja de forma secreta. (Para ler a primeira parte do testemunho, clique aqui. )

Testemunho de vida Felizmente Amal veio de uma família que deu às suas filhas certa liberdade e certo espaço. Isso não é comum entre as famílias árabes, já que geralmente não é permitido a elas que garotas saiam sozinhas e façam coisas por conta própria, especialmente quando estão em idade de casamento. Mas Amal podia ir à igreja e isso impactou sua vida para sempre. “Depois de um tempo, alguns membros da igreja começaram a perceber que eu estava visitando os cultos freqüentemente e saía rapidamente, por isso ficaram curiosos. Algumas moças me fizeram perguntas e logo perceberam que eu era uma crente ex-muçulmana. Elas me colocaram em contato com outros ex-muçulmanos, homens e mulheres, e eu comecei a participar de um grupo secreto.""Eles me desafiaram em minha nova fé, o que foi excelente, já que vínhamos todos do mesmo contexto. Eles me desafiaram a ser batizada, o que seria um passo grande e perigoso. Deram-me um tempo para pensar acerca do batismo, mas finalmente, após dois anos pensando e estudando a Bíblia, decidi ser batizada, o que aconteceu em um lugar secreto para evitar retaliações. Descoberta Durante esse tempo, um dos membros do grupo começou a ter um interesse especial em mim, um interesse mais profundo que o normal, e também eu nele. Então começamos a namorar, à moda árabe, à distância, apenas com olhares, mas logo estávamos noivos. Que coisa maravilhosa, dois crentes ex-muçulmanos se apaixonarem, mas o que falaríamos às nossas famílias, já que elas não sabiam que éramos cristãos?" A família de Amal já havia descoberto que ela estava indo semanalmente ao outro lado da cidade e que provavelmente estava visitando uma igreja. “Meu pai e meus irmãos já haviam me feito questionamentos sobre meu comportamento, mas minha família é liberal, por isso não se incomodou; até que cheguei com a mensagem de que iria me casar. Este foi um passo muito grande, então eles começaram a me ameaçar e a me proibir de me casar com um homem que não conheciam.” “Isso era estranho, especialmente para meu pai e meus irmãos e, opostamente a toda a cultura, eu havia escolhido meu marido por mim mesma e não por eles. Mas eu tenho um coração forte, e minha família percebeu que seria muito difícil me fazer mudar de idéia. Ao menos meu marido era muçulmano, e por isso eles estavam felizes – eles não haviam percebido que meu futuro marido também tinha trocado sua religião...” Armas para matar Hani também vem de um contexto muçulmano, mas ele perdeu todos os contatos e relacionamentos com sua família, portanto o maior problema do relacionamento deles viria da família de Amal, e de fato veio. “Minha família descobriu que meu futuro marido era teoricamente muçulmano, mas, na prática, um cristão também. Além disso, ele havia perdido o contato com sua família, e estava desligado de toda sua família, o que é inaceitável no mundo árabe.” “Portanto, minha família não estava feliz com o marido que eu havia escolhido e começou a me ameaçar novamente. Houve um dia em que eles vieram com rifles e revólveres para me matar e também a Hani, que estava comigo naquele momento. Felizmente o Senhor nos protegeu e meu pai e meus irmãos decidiram não me matar, mas a mensagem estava dada.""Eu fiquei muito amedrontada e realmente não me atreveria a me casar com Hani. Em uma conversa com o pastor, nós decidimos não parar, mas continuar os nossos planos. Então nos casamos num certo dia, porém eu fiquei apavorada durante todo o dia pensando sobre o que poderia acontecer caso minha família mudasse de idéia novamente. Aleluia, nada aconteceu e nós tivemos um grande dia. Louve ao Senhor”. Nova vida A relação de Amal com sua família ainda é espinhosa e difícil, mas de certo modo eles aceitaram o fato de ela estar agora em uma nova vida. “Minha família sabe que nós estamos casados e que temos uma criança, mas eles normalmente nos deixam sozinhos. Minha família não está feliz comigo, e algumas vezes torna a minha vida um pouco mais difícil por suas ameaças e por seu tratamento, mas Deus está cuidando de nós neste país do mundo árabe."
Tradução: Luis Felipe Carrijo Silva
Missão Portas Abertas
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