A Aliança Evangélica do Panamá somou-se às vozes que rejeitam o projeto de lei sobre saúde sexual e reprodutiva, apresentado pelo Ministério da Saúde (Minsa).
Julio A. Carles
O porta-voz da Aliança, pastor Rupert Neblett, disse que a proposta enfatiza a sexualidade na perspectiva de gênero. Ela dá a entender aos jovens que tanto a homossexualidade como o lesbianismo são normais, apontou.
Neblett também considerou grave o fato do documento outorgar autonomia sexual aos jovens. “Se o anteprojeto for aprovado como está, uma menina de 13 anos pode convidar o vizinho a ir ao seu quarto, e quando a mamãe reclamar, replicar alegando que a lei de sexualidade lhe oferece autonomia sexual”, exemplificou o pastor.
O grupo evangélico, que tem membresia estimada em 600 mil pessoas, segundo Neblett, realizará uma manifestação contrária à aprovação do anteprojeto sobre saúde sexual esta semana, em frente à Assembléia Nacional. “Este projeto é um desastre”, enfatizou.
A Conferência Episcopal do Panamá também apresentou uma série de objeções ao projeto, muitas delas coincidem com as dos evangélicos.
A Assembléia Nacional informou que o projeto de lei será discutido de forma mais detalhada e com tempo.
Fonte: ALC
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Grupo New York Times declara apoio ao casamento gay na Califórnia
O poderoso grupo New York Times repetiu a atitude do Google ao se declarar contrário à Proposição 8, medida que prevê a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo no estado americano da Califórnia. "Os eleitores da Califórnia terão a chance de proteger os direitos dos homossexuais masculinos e femininos e de preservar a Constituição. Eles devem votar contra a Proposição 8 que visa alterar a Constituição para impedir que pessoas do mesmo sexo se casem", disse a empresa.No final da última semana um dos sócios-proprietários e fundadores do Google, Sergey Brin, publicou em seu blog seu apoio oficial ao casamento gay na Califórnia. "Como uma empresa de internet, o Google é um ativo participante dos debates políticos acerca do acesso à informação, à tecnologia e à energia. Porque nossa empresa tem grande diversidade de pessoas e opiniões - republicanos e democratas, conservadores e liberais, todas as religiões e nenhuma religião, heterossexuais ou gays - geralmente não tomamos partido sobre questões fora de nossa área, especialmente questões sociais. (...) "No entanto, como existem muitas objeções a esta proposta - é um golpe do governo na vida de pessoas, e o texto está ambígüo -, o efeito de paralisia e discriminação que ela causaria a muitos de nossos colaboradores leva o Google a opor-se publicamente à Proposição 8", disse na ocasião.Outras personalidades já deram seu apoio a mesma questão. O ator norte-americano Brad Pitt e o diretor Steven Spielberg doaram, cada um, 100 mil para o grupo que luta contra a Proposição 8.
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