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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Dezesseis cristãos indígenas são presos no norte da Colômbia

COLÔMBIA (*) - Dezesseis cristãos da tribo Kogui foram presos pela Organização Indígena Gonawindúa Tayrona em 27 de outubro de 2009, no Departamento de Magdalena, norte do país.


A Associação Cristã de Refugiados Koguis (ASOKOGUI) intima a comunidade internacional a se pronunciar em favor dos 16 cristãos.

A Organização Indígena Gonawindúa Tayrona é o órgão responsável e porta-voz de três povos indígenas da região em relação com o governo colombiano. Ela se propõe a defender o território e a identidade cultural das tribos que representa.

A Gonawindúa convidou líderes cristãos koguis para discutir as circunstâncias em que os cristãos poderiam receber a proteção da comunidade. Os líderes cristãos acharam que seria uma negociação justa e concordaram e participar da reunião.

No entanto, para a Gonawindúa, qualquer kogui que decidir se tornar cristão perde imediatamente sua identidade como índio e, portanto, perde seus direitos e liberdade.

Os 13 cristãos presentes na reunião, e três filhos deles, foram levados para a sede da Gonawindúa, onde permanecem presos.

O cristianismo se tornou a ameaça primária contra a estabilidade e continuidade das tradições das tribos indígenas no norte da Colômbia.

O trabalho evangelístico e a tradução da Bíblia para o kogui, feitos pela ASOKOGUI, levou muitas famílias da tribo ao cristianismo. Isso, de acordo com a Gonawindúa, tem acabado com os costumes koguis, e é inaceitável.

Discriminação constante

Esse não é o primeiro caso de perseguição na área. Um caso recente foi de Sandra Gil, voluntária no posto de saúde de Palmor. O conselho da tribo não aceitou a solicitação dela de ser reconhecida como kogui.

Com isso, Sandra não tem acesso às bolsas do governo para indígenas que queiram ir à faculdade.

Os koguis cristãos que foram à universidade às próprias expensas e depois voltaram à comunidade foram proibidos de lecionar. Esse foi o caso de Virgil, um dos koguis cristãos que estão presos. Ele é acusado de mudar os costumes de 21 alunos na escola onde leciona. As autoridades fecharam o estabelecimento.

Os koguis cristãos também são impedidos de ter acesso à assistência médica, que é controlada pelo conselho local. Um estatuto colocado em vigor afirma que o serviço de saúde é para os koguis nativos. Quem não for kogui, deve procurar assistência em outro lugar, independente da urgência do caso.

Uma vez que os cristãos não são considerados nativos, o acesso deles ao sistema é impedido.

Atanásio, um representante da ASOKOGUI, pediu à comunidade internacional para se posicionar a favor dos cristãos koguis. Organizações estatais colombianas não se interessam pela causa deles. O Supremo tribunal, por exemplo, recomenda que haja uma negociação entre ambas as partes.

Entretanto, segundo Atanásio, as autoridades indígenas não querem negociar. Além disso, a Gonawindúa ameaçou prender todos os koguis cristãos.

Segundo Alberto Gil, outro kogui, o conselho do governo ordenou que todos os cristãos se apresentassem ao escritório da Gonawindúa até o dia 5 de dezembro. Se não fizerem isso voluntariamente, serão procurados por líderes indígenas.

Dos 11 mil koguis existentes na Colômbia, apenas 120 são cristãos.

Tradução: Missão Portas Abertas



segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Cristãos e muçulmanos são perseguidos, presos e multados

UZBEQUISTÃO (10º) - As autoridades uzbeques continuam sua campanha de repressão. Centenas de muçulmanos e cristãos foram presos, atacados ou multados com um valor de até 50 vezes a média salarial do país, sob as acusações de “perturbar a ordem pública” e incitar o “ódio religioso”.

No dia 5 de novembro, 12 oficiais da polícia secreta do Serviço de Segurança Nacional (NSS em inglês) prenderam Mekhrinisso Hamdamova, uma muçulmana da cidade de Karshi, no sudeste do Uzbequistão.

A polícia invadiu sua casa às 6h, revistou os cômodos e confiscou duas fitas e um livro que ela havia recebido como presente de uma organização muçulmana.

Ela foi acusada de crimes graves, puníveis pelos artigos 158 (“tentativa de golpe de estado contra o presidente”), 159 (“tentativa de subverter a ordem constitucional”), 161 (“terrorismo”) e 164 (“incitar o ódio religioso”) do Código Criminal.

Outras 30 muçulmanas foram presas entre sua família e amigos, e estão detidas em áreas isoladas da prisão na cidade de Karshi.

Um ativista uzbeque disse à agência Forum 18 que as mulheres sofreram “tortura psicológica e intimidação, para que testemunhassem contra Mekhrinisso”.

A campanha de repressão contra a liberdade religiosa também afetou os cristãos. A polícia invadiu os cultos, confiscou materiais religiosos (livros e fitas cristãos) e aplicou multas.

No dia 23 de outubro, 11 protestantes foram multados por jantarem juntos na casa de um amigo, e acusados de infringir leis religiosas ao ensinar sem permissão ou preparação. O valor das multas é de 10 a 50 vezes a média de salário mensal no país.

Anteriormente, no dia 5 de outubro, outros 17 protestantes foram multados por “possuírem literatura religiosa sem permissão”.

Tradução: Missão Portas Abertas
Fonte: AsiaNews


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Outros três membros da Igreja do Evangelho Pleno são presos

ERITREIA (9º) - As forças de segurança pública prenderam mais três cristãos da Igreja do Evangelho Pleno em Asmara, na sexta-feira, dia 23 de outubro. Essas prisões elevam o número de pessoas levadas sob custódia desde o dia 12 de outubro na casa do pastor Tewelde Hailom para 13. Esse líder idoso, que já tem uma saúde debilitada, permanece sob prisão domiciliar.

Os que foram presos na sexta-feira foram Amanuiel Asrese, Musie Rezene e Yosief Admekome. Amanuiel, 59 anos, trabalha como gerente de finanças do Sistema de Água Eritreu. Ele é casado e tem seis filhos já adultos. Musie, cuja idade é desconhecida, é casado e tem dois filhos. Yosief, cuja idade é também desconhecida, aparentemente trabalha para a UNICEF Eritreia. Nossas fontes ainda não conseguiram descobrir onde eles estão sendo mantidos.

Georgette Gagnon, diretor africano da ONG Human Rights Watch, preocupado com a situação da Eritreia, declarou: “O governo eritreu está transformando o país em uma grande prisão”. Mais de 2.800 cristãos estão abandonados nas terríveis prisões da Eritreia, somente porque adoraram a Deus fora da das denominações Ortodoxa, Luterana e Católica. Eles sofrem com as condições horríveis: tortura, trabalho duro e forçado, alimentação insuficiente, falta de higiene e assistência médica. Muitos desses prisioneiros estão em campos de concentração militares, que, segundo o governo, foram construídos com o propósito específico de punir dissidentes cristãos. A Portas Abertas teve a confirmação da morte de 10 cristãos nas prisões eritreias.
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