IRÃ (2º) - “Eu tenho emprego numa cidade muito religiosa do Irã, onde fui forçada a aprender como praticar o islamismo. Fui ensinada de que se queria ser uma boa muçulmana, não teria que rezar 5 vezes por dia, mas desde os 9 anos de idade eu tive que contar quantas orações eu perdi e tinha de fazê-las também. Por muitos anos eu orei muito e cobri todas essas orações. Fiquei muito orgulhosa e pensei ser uma boa pessoa agora, mas eu ainda não tinha paz em meu coração”, compartilha Ziva, uma cristã secreta iraniana, que participa de um seminário de treinamento de discipulado e encontrou descanso no Senhor Jesus.
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sábado, 28 de agosto de 2010
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Em meio a prisões, Deus age na Eritréia
ERITRÉIA (11º) - Um evangelista preso desde 2006 por suas atividades cristãs tem recebido um tratamento severo por causa de sua ministrações para os presidiários. Informantes disseram que Teame Weldegebriel está à beira do desespero enquanto padece na prisão de segurança máxima de Mai Sirwa. “Por favor, peça aos irmãos que continuem orando por mim, pois não tenho certeza se os verei de novo” disse Teame a um informante. As autoridades da prisão consideram Teame perigoso por causa de sua ousadia em compartilhar sua fé. Esse evangelista da Igreja Rhema tem pregado aos outros presidiários e muitos têm se convertido ao cristianismo. “Isso tem feito ele ser mal visto pelos guardas carcerários”, disse um informante. A família de Teame está preocupada com a saúde dele, após tentar visitá-lo por várias vezes, porém sem sucesso. Os presidiários freqüentemente têm fome e lhes é dito para se alimentarem das folhas de plantas. Evangelho perigoso Na Eritréia, uma nação com governo de raízes marxistas, se duas ou mais pessoas se reunirem espontaneamente em nome de Jesus, elas podem ser aprisionadas por não praticarem a fé ortodoxa, católica, luterana ou mulçumana. Mais de dois mil cristãos na Eritréia estão aprisionados por causa de sua fé. Um deles era da Igreja do Evangelho Pleno, preso em 2001. Sua esposa o viu pela última vez em junho de 2007. Ela e seus dois filhos menores estavam reunidos para uma reunião de oração em meados de julho, quando foi presa e colocada em um contêiner de metal até sua libertação no mês passado. “Eu fui presa com as crianças enquanto estava em uma reunião de oração com mais outros 20 cristãos” disse a mulher, que pediu para não ser identificada por motivos de segurança. “Eles nos prenderam em um campo de concentração militar, dentro de um contêiner de metal. Eu me lembro dessa prova terrível que tive de passar com meus filhos. Depois de três semanas fomos soltos, enquanto os outros cristãos continuavam trancados em celas de prisões.” O governo vê os líderes de grandes comunidades, como a Igreja do Evangelho Pleno e a Igreja Rhema como ameaças. Autoridades eritréias temem que os líderes das igrejas exponham os abusos e condições nas prisões. Por isso, é extremamente difícil para os parentes visitarem os presos, que também não podem enviar e nem receber cartas. “O governo tem transferido os detentos de uma cela para a outra”, disse um informante cristão em Asmara, capital. Em maio de 2002, o governo criminalizou todas as igrejas independentes que não operam sob as estruturas religiosas ortodoxa, católica, luterana ou mulçumana. Presos por conversarem Na cidade portuária de Massawa, a polícia prendeu em junho um homem e uma mulher, ambos cristãos, que estavam conversando com mulçumanos sobre Cristo. Membros da Igreja Kale Hiwot, os dois estavam discutindo sobre a fé cristã quando quatro policiais a paisana os prenderam. “Eles ficaram cerca de 30 minutos conversando sobre Jesus antes de serem presos – tinham testemunhado sobre Jesus e sobre a fé por um longo tempo para alguns mulçumanos”, disse outro informante. “Eu vi os dois cristãos sendo levados pelos policiais. Há mais de cem cristãos na prisão de Waire, a 25 quilômetros de Massawa.” Um evangelista aprisionado anteriormente, que pediu para não ser identificado por motivos de segurança, disse que Deus está trabalhando na Eritréia com muitas conversões a Cristo, e operando muitas curas divinas. “Com certeza, cristãos estão sendo presos, mas o agir de Deus não ser aprisionado”, ele disse. “Estou pronto para qualquer eventualidade, inclusive ser aprisionado de novo. Em muitas ocasiões, os guardas carcerários me avisavam para parar de pregar. Mesmo assim, continuavam me amando. Verdadeiramente Jesus me ama. Eles viam Deus em mim.” O Departamento de Estado dos EUA tomou nota na Comissão Internacional de Liberdade Religiosa de 2008 que a Eritréia não tem cumprido a Constituição de 1997, a qual prove a subsistência da liberdade religiosa. O Departamento de Estado tem colocado a Eritréia na lista de Países de Preocupação Específica desde 2004, uma lista dos piores países transgressores da liberdade religiosa. Muitos dos dois mil cristãos detidos em postos policiais, acampamentos militares e cadeias da Eritréia estão encarcerados por anos. Nenhum deles foi acusado formalmente nem tem acesso ao processo judicial. Não há estatísticas confiáveis disponíveis, entretanto, o Departamento de Estado dos EUA estima que 50% dos habitantes são mulçumanos, 30% são cristãos ortodoxos e 13% são católicos romanos. Protestantes, adventistas do Sétimo Dia, testemunhas de Jeová, budistas, hindus e bahais formam menos de 5% da população. domingo, 28 de setembro de 2008
Fé e muito trabalho
Voluntariado evangélico cresce e crentes empreendedores se tornam elemento fundamental do chamado Terceiro Setor.Não dá para olhar a Igreja Evangélica brasileira e ignorar a ação de um enorme contingente de pessoas que dedica tempo, dinheiro e muito trabalho para mudar a realidade de comunidades inteiras. Em vez de esperar pelo céu, eles colocam o pé na estrada para mostrar que o Reino de Deus já começou. Os exemplos de evangélicos fazendo trabalho voluntário são muitos, e não apenas no âmbito das igrejas – eles atuam em ações de saúde, segurança pública, moradia, educação. Os voluntários estão em todos os setores, fazendo até o que seria papel dos governos. CRISTIANISMO HOJE colheu histórias de cristãos com diferentes perspectivas sobre o trabalho social, que têm em comum a resposta ao chamado do Evangelho. “Os personagens bíblicos tinham profissão”, lembra o dentista Tércio Obara, de 39 anos. “Nós também temos; todo mundo sabe fazer alguma coisa. E devemos usar isso para viver o amor prático que Jesus ensinou”, completa. Há 13 anos ele presta gratuitamente seus serviços profissionais em expedições que, começando pela periferia de São Paulo, cidade onde mora, já alcançaram favelas e grotões espalhados pelo Brasil e chegaram até a outros países. Casado com Lucimara, que também é dentista, e pai de Giovana e Rafaela, Tércio criou o Sorrindo com Cristo, um ministério que, apesar de já ter uma longa estrada, não virou organização não-governamental (ONG) nem ganhou certificado algum de entidade sem fins lucrativos. A cada três meses, Tércio, Lucimara e os voluntários que se apresentam às incursões por lugares pobres e desassistidos pelo poder público, fazem o Sorrindo com Cristo continuar existindo. São fins de semana dedicados a saúde bucal, especialmente de crianças. Além de serviços odontológicos, o time da solidariedade costuma contar com outros profissionais de saúde e com gente de várias outras áreas. Basta se apresentar, preenchendo uma detalhada ficha de inscrição e se integrar à equipe.O planejamento é meticuloso. “Só vamos onde somos convidados, e depois de pensar muito em cada detalhe. As carências são muitas e oramos para decidir os destinos”, explica o dentista, que paga do próprio bolso os custos com os deslocamentos e com o material utilizado – até mesmo insumos caros para cirurgias e próteses. “Para quem é atendido, o custo é zero”, explica. “Deus sempre me abençoou. Nada nos falta, e não me arrependo de ter usado meus recursos assim.” Tércio, que é membro da Igreja Metodista Livre de Diadema (SP), não nega o viés evangelístico das ações. Há sempre um pastor ou um missionário prestando assistência espiritual, e equipes de jovens da igreja entretêm crianças e ensinam a Bíblia para as pessoas atendidas. O Sorrindo com Cristo já visitou favelas cariocas, lugarejos do sertão nordestino e comunidades amazônicas. Até ao Nepal, pequeno país de milenar tradição budista da ásia, o ministério já foi. Lá, foram feitos mais de cem procedimentos, entre cirurgias, próteses, limpezas e restaurações. “Deixamos um consultório dentário montado lá”, conta. Tércio Obara tem compartilhado suas experiências em cursos realizados em várias igrejas do Brasil. “Não podemos esperar pela ação do governo. A Igreja tem gente privilegiada, gente profissional e com habilidade para atuar de todas as formas. Essa visão é bíblica e histórica”, conclui, lembrando o exemplo de John Wesley, que há 250 anos, além de evangelizar, pregava justiça social e levava atendimento médico aos pobres da Grã-Bretanha.Rede social – No fim de maio, aconteceu em Belo Horizonte (MG) o II Congresso Evangélico Nacional dos Profissionais de Saúde, cujo lema foi “Saúde integral para todos – Direito e missão”. Entidades como os Médicos de Cristo e a missão Asas de Socorro apoiaram o evento. Ao mesmo tempo, a Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas) lançou a iniciativa de cadastrar ONGs pela internet, para dar forma ao Mapa da Ação Social Evangélica, numa tentativa de articular esforços dos crentes em todo país e possibilitar mobilização e troca de experiências, informações, recursos e tecnologia social. Instituições internacionais de peso, como Visão Mundial, Compassion e Exército de Salvação, estão associadas ao movimento.A idéia se aproxima do Mapa do Terceiro Setor, iniciativa da Fundação Getúlio Vargas que já cadastrou 5,5 mil ONGs pelo Brasil e facilita a vida de pessoas ou empresas que queiram doar tempo, trabalho ou dinheiro aos necessitados. Iniciativas desta natureza se multiplicam na mesma proporção em que se agiganta a quantidade de ONGs com as mais diversas finalidades e de gente disposta a fazer trabalho voluntário. A pesquisa As fundações privadas e associações sem fins lucrativos no Brasil, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, junto com o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, o Grupo de Instituições Fundações e Empresas e a Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais, mostrou que havia em 2002 mais de 276 mil entidades do gênero no país. E este número só cresceu. Em 2006, o Programa de Voluntários das Nações Unidas, em parceria com The Johns Hopkins Center for Civil Society Studies, apontou 326 mil organizações dessa natureza no Brasil. Casa cheia – Dimensionar o voluntariado cristão no Brasil é, porém, uma tarefa praticamente impossível. Cada igreja costuma ter sua própria política de ação social – além disso, as missões e ONGs evangélicas também se apresentam como alternativas para o trabalho voluntário. Sabe-se que o serviço prestado pelos crentes representa grande parte do chamado terceiro setor. Para Márcio de Carvalho, o Coyote, de 31 anos, tudo foi uma simples questão de fé. Ligado à cena underground em Londrina (PR), onde curtia o som blackmetal, Coyote se converteu ao Evangelho em 1999, época em que trabalhava como office-boy. E, de pronto, encheu a pequena casa onde morava de moradores de rua, entre viciados em drogas, prostitutas e travestis. Ele foi no rastro do pastor Fábio Ramos de Carvalho (1965-2007), da igreja Caverna de Adulão, de Belo Horizonte, que na década de 1990 havia feito missões urbanas em Londrina e costumava deixar as portas abertas para quem quisesse entrar. “De cara, coloquei oito moradores de rua na minha casa. Foi meio na loucura; eu não sabia o que fazer nem tinha recursos suficientes para ajudar aquela gente, mas estava cumprindo o mandamento de Jesus de amar ao próximo”, conta Coyote, que hoje é pastor e tem doutorado em aconselhamento. A iniciativa virou uma igreja, a Comunidade Refúgio, que hoje tem cerca de 60 membros, e uma organização que atende a pessoas com aquele mesmo perfil: os mais rejeitados pela sociedade. O dirigente coloca o foco nos dependentes químicos, que precisam de suporte contínuo. “Nem todos se recuperam, mas as portas estão sempre abertas”, garante Coyote. O cearense Manoel Andrade Neto, 49 anos, doutor em química, estabeleceu uma rotina que segue à risca. Professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), ele tem dedicado seus fins de semana, durante 14 anos, ao trabalho com pessoas fora da idade escolar. Gente pobre, sem muita chance de prosseguir nos estudos e muito menos de alcançar um lugar entre os aprovados no vestibular para uma universidade pública. Manoel, casado e com duas filhas, organizou um grupo de estudos em sua cidade natal, Pentecoste, a 103 quilômetros da capital Fortaleza, onde mora. à sombra de um frondoso juazeiro, junto a uma casa de fazer farinha, o grupo de sete estudantes de Pentecoste ouviu as aulas de Manoel e pôde fazer proezas. Eles conseguiram passar para a UFC, e como a idéia do professor era a de reproduzir a experiência, os alunos que obtiveram sucesso auxiliaram outros. Já são 150 os universitários de Pentecoste. Vários grupos de estudos se formaram. E o trabalho cansativo e desgastante de Manoel, que envolveu toda a família em sua empreitada, tem gerado transformação social não apenas na pequena cidade de 33 mil habitantes. Os frutos já são incontáveis, e os alunos passaram a organizar mais grupos de estudos e associações para reivindicar melhoria da vida dos moradores. Sob a bandeira do Instituto Coração de Estudante, floresceu o Programa de Educação em Células Cooperativas (Prece) e várias iniciativas populares, com foco na educação, têm acontecido. Há 13 Escolas Populares Cooperativas. Trabalho voluntário e descentralizado, nas mais diversas áreas profissionais. “Capital imenso” – Tudo que faço tem um significado político e ao mesmo tempo espiritual”, afirma o professor, que é membro da Igreja Presbiteriana Independente e não tem nenhuma filiação partidária. Para ele, não basta ser voluntário, é preciso refletir mais profundamente sobre o que se está fazendo. “Não sou contra uma pessoa dar sopa ao faminto, mas faz sentido alguém repetir isso por 20 anos?”, questiona, sem deixar de reconhecer a importância do trabalho assistencial. “Mas isso é muito complexo. No início, eu tinha uma certa ingenuidade, mas percebo que, se não tomar cuidado, a igreja acaba contribuindo indiretamente para perpetuar o atual estado de coisas”, avalia. Ele mostra especial indignação com os políticos. “Para onde vai o dinheiro da saúde e da educação, que não chega aos necessitados? é preciso mobilizar e cobrar, buscando transformação social”, pontifica Manoel, levantando a bandeira de um voluntariado mais consciente.No início, lembra o professor, o grupo de estudos contava também com estudos bíblicos. Mas tudo cresceu muito rápido e a igreja não conseguiu acompanhar na mesma velocidade. O viés cristão da iniciativa, no entanto, permanece e dá testemunho do que pode acontecer quando um crente põe a mão na massa. “O maior capital social do mundo está nas igrejas. Quem tem um grupo de pessoas reunidas uma vez por semana, todas juntas?”, observa. “Milhões e milhões de pessoas se reúnem e têm um grau de afetividade muito forte. Imagine se esse capital for mobilizado para transformações políticas e sociais. As igrejas precisam focalizar esse aspecto e provocar impacto”.Caminhos da solidariedadeConheça algumas instituições evangélicas que atuam no Terceiro Setor, prestando serviços comunitários nas mais diversas áreas: Sorrindo com Cristo (São Paulo)www.sorrindocomcristo.blogspot.comInstituto Coração de Estudante (Ceará)www.coracaodeestudante.org.brRenas – Rede Nacional Evangélica de Ação Socialwww.renas.org.brCongresso Evangélico Nacional dos Profissionais de Saúdewww.cenps.com/novo_site/default.htmComunidade Refúgio (Londrina – PR)www.refugio.org.br/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1Portal da Filantropiawww.filantropia.orgMapa do Terceiro Setorwww.mapadoterceirosetor.org.brCompassionwww.compassion.com/default.htmVisão Mundialwww.visaomundial.org.brExército de Salvaçãowww.salvationarmy.org/BRA/www_bra.nsfAsas de Socorrowww.asasdesocorro.org.brGrupo de Institutos, Fundações e Empresaswww.gife.org.br/index.phpAssociações Brasileira de Organizações Não-Governamentaiswww.abong.org.br
Por Walter Gonçalves Jr
Fonte: Cristianismo Hoje
terça-feira, 15 de julho de 2008
PM se entrega a Jesus e entrega deputado João Beltrão à PF
O soldado PM que se entregou à Policia Federal sábado, 12, se disse arrependido dos crimes que praticou – ele agora é evangélico. Emocionado, depôs na PF e entregou o deputado estadual João Beltrão – para quem disse ter trabalhado durante certo período – como o mandante dos crimes que ele (soldado) praticou em Alagoas e fora do Estado. Antes de virar evangélico, o militar se dividia entre o bem e o mal – ou seja, entre o quartel e as missões de pistolagem. Com o depoimento dele, a PF conseguiu desvendar pelo menos uma dezena de crimes. O superintendente José Pinto de Luna, em entrevista na manhã desta terça-feira, contou que o depoimento do soldado PM relaciona o deputado João Beltrão com crimes praticados em outros Estados. - "Isso não é possível. Essas pessoas se acham top de linha; se acham acima da lei", desabafou. O nome do soldado é mantido em sigilo; ele está preso no presídio militar e vai responder a processos pelos crimes que confessou, mas será colocado como beneficiário para efeito de regressão de pena por ter colaborado com as investigações. Caros internautas: o interessante nessa Operação Resugere, que apura crimes de pistolagem, é que as principais testemunhas são militares e ex-militares. Os depoimentos de três deles são considerados decisivos: ex-coronel Cavalcante, sargento Medeiros e o soldado que se entregou a Jesus e entregou os chefes dos crimes de pistolagem.
Fonte: Tudo na Hora
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