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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Estudantes de teologia são despejados do acampamento

INDONÉSIA (41º) - Jacarta, Indonésia, 20 de outubro, aproximadamente 700 estudantes da Faculdade Evangélica de Teologia de Arastamar (SETIA, sigla em Inglês) serão despejados no fim do mês de um acampamento para onde os muçulmanos os levaram no ano passado.

A educação irá acabar para os estudantes que têm vivido nas 11 tendas e estudam a céu aberto no acampamento Bumi Perkemahan Cibubur (BUPERTA), muitos deles por mais de um ano. Centenas de manifestantes gritavam “Allahu-Akbar (Deus é Grande)” e armados com facões forçaram a evacuação dos funcionários e estudantes do campus da SETIA no vilarejo de Kampung Pulo nos dias 26 e 27 de julho de 2008.

Incitados pelo anúncio de um alto-falante da mesquita que dizia: “Expulsem os vizinhos indesejáveis”, seguido de um engano entre estudantes e moradores da região. Os agressores também tinham bambus afiados e ácidos e feriram pelo menos 20 estudantes. Alguns deles ficaram seriamente feridos.

O governo de Jacarta parou de pagar o aluguel do local do acampamento, uma conta de aproximadamente R$ 560 mil reais, e os oficiais do acampamento disseram que isso resultará no despejo dos estudantes e no fim dos estudos deles no fim do mês.

No começo do mês, os oficiais do acampamento cortaram a eletricidade e a água; como conseqüência, os estudantes têm que andar 1,5km para tomar banho e usar o banheiro num mercado em Cibubur. As tendas de muitos estudantes foram derrubadas. Apesar das condições, fontes disseram que os estudantes têm mantido o entusiasmo.

O oficial da SETIA disse que o líder do acampamento recusou seu pedido para uma extensão do prazo.

“A eletricidade e a água foram cortadas depois que o gerente do acampamento de Cibubur recusar a solicitação de Arastamar”, disse o administrador da SETIA Yusuf Lifire.

Outros estudantes da faculdade estão em um abrigo temporário em outras regiões de Jacarta, mas, estão tão lotados que os estudantes estão ficando doentes.

O líder do acampamento de BUPERTA, Umar Lubis, disse que os oficiais têm demonstrado uma grande tolerância durante o tempo em que ficaram sem receber o aluguel.

O secretário da província de Jacarta, Muhayat, disse que no começo de outubro de 2008, o governo era responsável pelo aluguel do acampamento SETIA, e o governo tomou essa decisão, ele disse, por que a faculdade recusou-se a mudar para Jonggol cerca de 50 km do antigo campo.

“Nós dissemos a eles que se mudassem para Jonggol, mas Aramastar quis permanecer em Jacarta”, disse Muhayat.

O reverendo Matheus Mangentang, o reitor da SETIA, disse que eles recusaram mudar-se para Jonggol por que a autorização da escola deles era para Jacarta.

“Se nós mudássemos, teríamos que conseguir uma nova e este é um processo extremamente difícil”, disse Matheus.

As enfermidades atacam

Muitos estudantes estão sofrendo com doenças respiratórias e outras doenças, alguns estão com câncer de mama. A doença está sendo tratada pelo hospital da Universidade Cristã da Indonésia.

Um dos estudantes que moram no acampamento de BUPERTA disse que muitos alunos tiveram febres por picadas de mosquitos.

“Quando chove aqui, nós dormimos na água e na lama”, disse uma estudante de 21 anos que se identificou como Siska. “Não sabemos para onde iremos. Nós esperamos que o governo de Jacarta nos ajude”, ela disse.

O vice-governador de Jacarta, Prijanto, prometeu encontrar uma solução.

O reverendo Matheus Mangentang disse que ele continua a esperar pela boa vontade do governador de Jacarta, pois a faculdade retornaria para o seu lugar inicial em Pulo Kampung.

Tradução: Eliane Gomes dos Santos
Fonte: Compass Direct

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Educação Teológica no século XXI

Ao celebrar os 120 anos de educação teológica metodista, os líderes da igreja refletiram sobre o tema "Para que serve a educação teológica?" na 58ª Semana Wesleyana da Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo, que aconteceu no início da primeira quinzena do mês de maio.

O conferencista da noite de abertura do evento, Reverendo Zwinglio Motta Dias, pastor da Igreja Presbiteriana Unida e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, respondeu à pergunta: "Deus quer salvar sua criação, sua grande obra. O que o Senhor cheio de compaixão diria diante da destruição ambiental, violência, guerras, crise econômica...? É disso que trata a educação teológica", disse o professor, que terminou sua preleção lembrando da ação social dos profetas e do provérbio que diz: “Não havendo profecia, a sociedade se corrompe”. (Provérbios 29.18).

Zwinglio questionou a posição dogmática das igrejas diante dos desafios da sociedade. Ele disse que as igrejas têm respondido tardia e timidamente aos desafios da sociedade. “Temos nos ocupado de problemas menores. Oferecemos respostas do passado a problemas presentes”, criticou. Reportando-se aos tempos de implantação do protestantismo no Brasil, o conferencista lembrou que as instituições eclesiásticas aqui implantadas reproduziram o modelo eclesial elaborado em outras latitudes sem se perguntarem se ele valia para nossa realidade. “A cultura gospel é um exemplo claro de religiosidade importada”.

"Temos que ler a Bíblia a partir de nossa vida, de nossas experiências concretas", disse ele. "O pastor não pode ser um mero repetidor de rudimentos da mensagem cristã", afirmou, ressaltando que a teologia se faz no encontro com o cotidiano: “Deus não tem endereço certo. Trabalha em todo lugar em que os seres humanos lhe dão oportunidade. Deus pode perfeitamente ser encontrado na Igreja. Mas nem sempre a Igreja quer sua companhia. Ele é muito exigente, quer tirar a Igreja de sua acomodação. Seu campo preferencial de trabalho é o mundo. Wesley já sabia disso ao afirmar que sua paróquia era o mundo”, disse Zwinglio.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de SP. Reportagem: Suzel Tunes. Foto: Luciana de Santana.












terça-feira, 12 de maio de 2009

Escola Bíblica SETIA resiste, mesmo realizando aulas em abrigos

INDONÉSIA (41º) - Desde novembro de 2008, cerca de 1.000 estudantes e a equipe da Escola Teológica de Arastamar (SETIA) foram evacuados por causa de um violento ataque feito por extremistas muçulmanos. Sem ter como voltar ao campus, eles permanecem em abrigos. O governo da cidade prometeu conseguir um novo local para a escola, mas isso ainda não cumpriu a promessa.

Os estudantes estão espalhados em três lugares de Jacarta. Pelo menos 450 deles vivem em tendas em um espaço para acampamentos em Cibubur, 250 vivem em um complexo estatal em Kalimalang e outros 500 em um espaço pertencente ao escritório da prefeitura de Jacarta.

Os estudantes enfrentam desafios diários: “A chuva quase fez desmoronar nossa tenda já frágil. À noite, nós nos sentimos como se nosso corpo fosse ‘um’ com o chão”, disse uma jovem estudante de Cibubur. Devido às fortes chuvas dos últimos meses, alguns estudantes ficaram com febre, gripe, tosses e dores na garganta. Nenhum dos abrigos não possui uma infraestrutura decente.

No espaço da prefeitura de Jacarta, às vezes, os estudantes esperam por horas para conseguir usar o banheiro, e é muito difícil conseguir água potável.

Embora privados de uma vida confortável, os líderes da SETIA, a equipe e os estudantes mantiveram o espírito e se fixaram na visão e na missão que Deus confiou a eles: alcançar a outros. Eles comemoram o Natal e a Páscoa. Um estudante disse: “Nos sentimos mais próximos do Gólgota nesta Páscoa. O ambiente simples nos comoveu. Era como se pudéssemos ouvir Jesus dizendo: ‘Venha e sofra comigo’”.

Apesar das incertezas, em dezembro de 2008, a SETIA ainda fez a cerimônia de formatura dos alunos, enviando centenas de estudantes para pregar o evangelho nas cidades distantes do país. As aulas são feitas ao ar livre, geralmente sob a sombra das árvores. No entanto, as aulas têm que ser interrompidas sempre que começa a chover. Nesse momento, os estudantes correm de volta para suas tendas para procurar abrigo.

Um dos professores declarou: “Nós nos sentimos como se estivéssemos no primeiro século, fazendo o que Jesus fazia, ensinando nos vales ou debaixo das árvores, em qualquer lugar. Abraão também viveu em tendas e, mesmo assim, se tornou um canal de Deus para abençoar muitas nações”.

Aris, um aluno da Ilha Nias, que está no terceiro ano, falou a respeito de suas esperanças: “Isso é um teste para nossa fé que irá nos preparar para os desafios futuros na vida e no ministério”.

A escola tem mantido sua rotina. O diretor da SETIA, o Rev. Matheus Mangentang, relatou que todos têm mantido a vida disciplinada que tinham: “Antes da evacuação, os estudantes acordavam cedo, frequentavam os cultos, oravam, jejuavam, faziam tarefas do dia-a-dia, enfim, estavam preparados para enfrentar dificuldades. A disciplina é o fruto do verdadeiro discípulo. Não queremos perder isto, mesmo que tenhamos que continuar a viver em abrigos ou tendas”.

A população local proibiu a SETIA de voltar às antigas instalações. Os líderes da escola estão procurando um novo local. Em 2008, a Portas Abertas distribuiu alimentos e bebidas para mais de 1.100 alunos e equipe, levou uma pequena mensagem de encorajamento para eles e os ajudou a equipar uma cozinha (necessidade urgente deles à época).

Tradução: Texto traduzido pela fonte

Missão Portas Abertas / http://www.portasabertas.org.br/
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