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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Cristãos em Orissa temem outro Natal violento

ÍNDIA (30º) - Os cristãos do Estado de Orissa aguardam a chegada do Natal com medo, pois extremistas hindus convocaram um bandh (greve geral) de todos os setores da sociedade para o dia 25 de dezembro.

Essa medida pode fornecer aos extremistas hindus pretexto para atacar qualquer pessoa que esteja celebrando o nascimento de Cristo publicamente.

No ano passado, o maior número de atos violentos no Estado se deu na época do Natal.

O ministro chefe do Estado disse que não deve haver greve, mas não proibiu o plano dos extremistas hindus. O governo federal desaprovou a proposta, mas a organização extremista hindu Sangh Parivar prometeu continuar com a declaração de greve, relatou o jornal Outlook India em 20 de novembro.

Apesar de greves desse tipo terem sido declaradas ilegais pelo Supremo Tribunal da Índia em 1998, o presidente da Sociedade de Condolência por Laxmanananda Saraswati ameaçou o governo de Orissa em 15 de novembro, alertando que o grupo extremista hindu irá impor uma greve no Natal a menos que o governo prenda os assassinos do líder hindu Laxmanananda Saraswati.

Ratnakar Chaini, presidente da Sociedade de Condolência, exigiu a libertação de líderes hindus presos em ligação às mortes dos cristãos na onda de violência após o assassinato de Laxmanananda.

Em um grande comício em Déli,em 15 de novembro, Ratnakar convocou a greve para garantir “um Natal completamente pacífico”.

O secretário geral, Tehmina Arora, da Associação Legal Cristã interpretou o comentário do extremista como sarcástico.

“Como será um Natal pacífico se haverá greve?”, disse Tehmina ao Compass. “Não poderá haver nenhuma celebração, não vai ser possível sair de casa. Assim, não é uma questão de paz.”

Os discursos inflamados de Ratnakar e outros extremistas hindus contra o cristianismo e seus líderes na Índia levaram os cristãos a acreditar que a greve servirá de pretexto para outra onda de violência contra aqueles que celebrarem o feriado publicamente.

O comício dos extremistas hindus também incluiu promessas de que todos os cristãos serão “re-convertidos” ao hinduísmo.

“Se os hindus decidirem enfrentar qualquer um a fim de proteger nossa religião e cultura, nada poderá nos deter”, disse Ratnakar. “As crescentes conversões para as igrejas serão contestadas com unhas e dentes”.

O Sangh Parivar, incluindo a unidade estadual do VHP, declarou num relise à imprensa que o governo tem protegido os culpados pelo assassinato de Saraswati.


Tradução: Cláudia Veloso



Fonte: Compass Direct


sábado, 6 de dezembro de 2008

400 universitários cristãos são detidos e interrogados

CHINA (10º) - Depois de investigações detalhadas, a agência de ajuda ChinaAid confirmou que, do final de setembro ao começo de novembro deste ano, foi designada uma força-tarefa da polícia para invadir reuniões privadas em Pequim e em áreas próximas a universidades em Hangzhou, província de Zhejiang.

Mais de 400 universitários cristãos foram detidos e interrogados. Líderes de igreja não-registradas que conduziam as reuniões foram detidos – quatro deles foram condenados a um ano e meio de reeducação pelo trabalho.

Membros da rede de igrejas não-registradas que promovia as reuniões foram acusados de “pregar a estudantes” e “estar engajados em seitas.” A rede em questão foi fundada pelo famoso pregador cristão Witness Lee.

Acredita-se que essa ampla opressão contra universitários cristãos de Pequim e Hangzhou é parte da tentativa do governo de limitar a liberdade religiosa dos cidadãos depois dos Jogos Olímpicos.


Tradução: Daila Fanny



Fonte: China Aid Association

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Obama reafirma retirada de tropas e promete visita ao Iraque após a posse

colaboração para a Folha Online

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou nesta quarta-feira para o primeiro ministro iraquiano, Nouri al Maliki, para reforçar seu compromisso de retirar as tropas americanas do país.

Segundo nota divulgada pelo governo iraquiano, Obama agradeceu os esforços do parlamento, que aprovou na semana passada o acordo entre Washington e Bagdá.

O texto prevê que "todas as forças americanas", ou seja, todos os 150 mil militares do país, "deverão ter deixado o território iraquiano até o dia 31 de dezembro de 2011". Além disso, todas as forças de combate americanas deverão ter-se retirado das cidades e aldeias do Iraque até o dia 20 de junho de 2009.

"O território iraquiano, assim como seu espaço aéreo e suas águas, não poderão mais ser utilizadas como ponto de partida ou de passagem para ataques contra outros países. Os Estados Unidos tomarão todas as medidas diplomáticas, econômicas ou militares necessárias para enfrentar eventuais ameaças ou agressões internas ou externas contra o Iraque", informa o documento.

O democrata expressou o desejo de reforçar a cooperação bilateral, confirmou seu respeito da soberania e da unidade do Iraque, reiterou sua vontade de trabalhar contra os terroristas e defendeu uma retirada responsável dos militares do país.

Obama também comunicou al Maliki sobre a intenção de viajar ao Iraque após a posse, marcada para o dia 20 de janeiro. A última visita de Obama ao país ocorreu em 22 de julho passado.

Plano

Assim como Obama, o atual secretário de Defesa, Robert Gates, que permanecerá no cargo no futuro governo, defendem a reorganização da tropas do Iraque para o Afeganistão, assim como um programa para expandir as forças de segurança afegãs e um plano estratégico mais amplo que envolva o Paquistão. Segundo relatos dos serviços de inteligência americanos, o Paquistão se converteu em refúgio para a Al Qaeda e lugar estratégico para a preparação de ataques talebans no Afeganistão.

Gates e Obama também defendem o fechamento do centro de detenção de Guantánamo, em Cuba, símbolo dos excessos cometidos durante a "guerra ao terrorismo" americano e onde permanecem ainda 250 detentos à espera de julgamento.

Com Efe e Associated Press

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Casas de culto incendiadas e mais de 300 pessoas mortas na Nigéria

Mais de 300 pessoas morreram em confrontos entre Muçulmanos e Cristãos na pior violência sectária na Nigéria desde 2004, quando cerca de 700 pessoas foram mortas.

Multidões iradas queimaram casas, igrejas e mesquitas no Sábado, no estado central do Planalto, no segundo dia de tumultos, de acordo com a Associated Press. Embora a violência tenha começado inicialmente após a eleição como um confronto entre apoiantes dos dois principais partidos políticos da região, cedo se dividiu em linhas étnicas e religiosas.

A tensão começou quando trabalhadores eleitorais não afixaram os resultados nos centros eleitorais, levando muitos habitantes locais a assumirem que as eleições iriam ser mais um fraude político.

Depois dos motins eclodirem, foi declarado um recolher obrigatório e o governador do estado do Planalto ordenou as tropas para disparar à vista para impor o recolher obrigatório em bairros afectados pela violência, de acordo com a Reuters.

Cerca de 7000 pessoas em zonas de conflito deixaram as suas casas e estão procurando refúgio em edifícios públicos e centros religiosos, relatou a Cruz Vermelha.

A violência sectária não é novidade no estado do Planalto, com mais de 1,000 pessoas mortas em Jos – a capital do estado – em Setembro de 2001 devido à hostilidade entre Cristãos e Muçulmanos.

A violência sectária deste fim-de-semana foi o pior conflito nesta nação da África Ocidental desde 2004, quando cerca de 700 pessoas morreram no Planalto e mais de 100 igrejas foram destruídas. A violência de 2004 foi alegadamente desencadeada por disputas de terras entre membros da tribo Tarok predominantemente Cristã, e os agricultores Muçulmanos Hausa-Fulani.

A Nigéria encontra-se dividida quase igualmente entre um norte predominantemente Muçulmano e um sul Cristão. De acordo com a Compass Direct, os conflitos religiosos entre Muçulmanos e Cristãos já provocaram mais de 10,000 vidas desde 1999.

Fonte: Christian Today Portugal

domingo, 30 de novembro de 2008

Autoridades indianas renunciam após atentados em Mumbai

Patil assumiu a 'responsabilidade moral' pelos atentados. O ministro do Interior indiano, Shivraj Patil, entregou neste domingo seu pedido de renúncia e assumiu a "responsabilidade moral" pelos atentados em Mumbai que deixaram cerca de 200 mortos.
O pedido foi aceito e ele foi substituído pelo ministro das Finanças, P. Chidambaram.
Além de Patil, o conselheiro de Segurança Nacional, MK Narayanan, também pediu a renúncia neste domingo.

Ainda não se sabe o primeiro-ministro, Manmohan Singh, aceitou o pedido de Narayanan.

Segundo o correspondente da BBC em Nova Déli Sanjoy Majumder, a substituição de Patil deve ser o primeiro passo de uma extensa revisão do sistema de segurança e inteligência da Índia.

Pressionado para explicar porque não conseguiu impedir os atentados, o governo convocou um encontro multipartidário para discutir novas medidas antiterroristas, como a possível criação de uma agência especial e a adoção de leis mais rigorosas para combater o terrorismo.

Majumder afirma ainda que mais pedidos de renúncia podem acontecer nos próximos dias.

Paquistão

No sábado, as forças de segurança indianas mataram os últimos três atiradores que estavam no interior do prédio do hotel Taj Mahal Palace desde quarta-feira.

O vice-ministro do Interior indiano, Shakeel Ahmad, disse à BBC que quase todos os atiradores seriam paquistaneses treinados em uma ilha no Paquistão.

Ele disse ainda que houve uma falta de coordenação entre as autoridades federais e estaduais de Maharashtra na prevenção dos ataques em Mumbai.

Apesar da afirmação de Ahmad, o governo ainda não divulgou a identidade ou nacionalidade dos responsáveis pelo ataques. No entanto, os três dias de cerco contribuíram para um aumento da tensão entre a Índia e o Paquistão.

Islamabad nega qualquer envolvimento com os atentados e ofereceu apoio incondicional ao governo indiano nas investigações.

O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, disse que seu governo vai cooperar integralmente com a Índia e prometeu agir duramente se receber qualquer prova de envolvimento de grupos ou indivíduos paquistaneses nos atentados.

O ministro do Exterior paquistanês, Shah Mahmood Qureshi classificou os ataques de "bárbaros". Segundo ele, as próximas 48 horas serão cruciais para avaliar em que nível pode chegar a tensão entre os dois países.

Um grupo até então desconhecido, o Deccan Mujahedin, reivindicou a autoria dos ataques - os piores na capital comercial da Índia desde que 200 pessoas foram mortas em uma série de explosões em 2006.

A maioria dos mortos e dos 295 feridos são cidadãos indianos, mas pelo menos 22 estrangeiros foram mortos, incluindo vítimas da Alemanha, Japão, Canadá, Austrália, Itália, Cingapura, Tailândia, França e Grã-Bretanha.

Fonte: BBCBrasil

sábado, 29 de novembro de 2008

Batalhas sobre guarda colocam o direito islâmico em questionamento

EGITO (19º) - Defensores egípcios de direitos humanos procuram o apoio de organizações internacionais contra juízes muçulmanos que usam a sharia (lei islâmica) para enfraquecer os direitos de guarda de mães cristãs.

A despeito de previsões legais como o Artigo 20 da lei egípcia, que determina que menores permaneçam com suas mães até a idade de 15 anos, juízes consistentemente preconizam a favor de pais muçulmanos contra mães cristãs, em casos da guarda de seus filhos. Juízes islâmicos normalmente baseiam-se no Artigo 2 da Constituição egípcia que diz que “os princípios da lei islâmica são a principal fonte da lei”.

Decisões baseadas na sharia, que vão contra a lei estatal egípcia, levaram a Iniciativa Egípcia para Direitos Pessoais (IEDP), uma organização de direitos humanos independente, a protestar perante a Comissão Africana de Direitos Humanos e dos Povos, formada para assegurar a implementação de sua Carta de Direitos Humanos e dos Povos.

Uma investigação, decisão ou recomendação da Comissão Africana ao governo egípcio daria considerável peso ao trabalho da IEDP para reforçar a Lei Egípcia de Estado Pessoal, que determina explicitamente o direito de guarda da mãe sobre seus filhos até que atinjam a idade de 15 anos.

A ação proposta pela IEDP perante a Comissão Africana acusa o governo egípcio de violar a Carta Africana de Direitos Humanos e dos Povos, ratificada pelo Egito em 1984. A IEDP menciona o caso dos gêmeos de 13 anos Andrew e Mario Medhat Ramsés, cuja guarda foi dada a seu pai Medhat Ramsés Labib pelo tribunal em 24 de setembro.

“O tratamento dado pelo governo à mãe dos garotos, Kamilia Lotfy Gaballah, constitui discriminação baseada na sua religião e violação de seu direito de receber tratamento igual pela lei”, disse a IEDP. “O caso também denuncia o governo por violar o direito dos dois garotos de ter liberdade religiosa e violou a obrigação legal do Estado de proteger os direitos da criança.”

O pai dos garotos, Labib, converteu-se ao islã em 1999, depois de se divorciar de Kamilia e casar-se com outra mulher. Em 2006, Labib alterou o estado religioso oficial dos garotos e depois ajuizou a guarda.

“Obviamente, nesta decisão de guarda, há uma flagrante inobservância da Lei de Estado Pessoal, que garante a guarda para mães até que seus filhos tenham 15 anos”, disse Hossam Bahgat da IEDP. “Nesse caso, o judiciário escolheu ignorar a lei estatal e aplicar sua própria interpretação da sharia.”

O longo caso dos gêmeos exemplifica o problema, mas não é, de forma alguma, único. As irmãs Ashraqat Gohar, 12 e Maria Gohar, 8, foram retiradas de sua mãe cristã em janeiro e colocadas sob a guarda de seu pai muçulmano, Wafiq Gohar, a despeito de sua ficha criminal e de a filha de 12 anos afirmar que ele é alcoólatra.

A sentença do tribunal teve como fator determinante o temor de Wafiq Gohar de que “[as garotas] praticassem uma religião diversa do islã, comessem alimentos proibidos pelo islã e fossem à igreja”.

“É um grande problema que enfrentamos no Egito”, disse Naguib Gobrail, presidente da União Egípcia de Organizações de Direitos Humanos. “A decisão do tribunal claramente determinou que, de acordo com o Artigo 2, a principal fonte [da legislação] é a sharia.”

Mais recentemente, Bathenia Rezqallah de 3 anos, da cidade de Tanta, próxima ao Cairo, permanece sob a guarda de seu pai, a despeito de uma ordem do tribunal de que a menina deveria ser devolvida para a mãe até que houvesse uma sentença final. A polícia ignorou a ordem do tribunal, receando que a criança praticasse o cristianismo em vez do islamismo, disse Naguib.

Naguib disse que pressão internacional talvez seja a solução.

“Talvez a conexão com alguém de caráter internacional ligado ao presidente [Hosni] Mubarak seja a única maneira”, disse ele, “porque ele tem a autoridade de dar ordens à Assembléia Nacional para publicar uma lei que estabeleça equidade entre muçulmanos e cristãos, especialmente para as crianças.”


Tradução: Carina Barbosa



Fonte: Compass Direct

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Líderes religiosos se reúnem na Suécia para discutir clima

Centenas de representantes das principais religiões do mundo reúnem-se nesta sexta-feira em Uppsala, na Suécia, para um encontro ecumênico sobre mudanças climáticas - tida como a primeira do tipo.
A reunião, de dois dias, inclui cristãos, muçulmanos, judeus, chineses daoístas e um representante dos povos indígenas dos Estados Unidos.

O encontro deve produzir um manifesto, a ser assinado por 30 líderes religiosos, que terá o objetivo de encorajar a Organização das Nações Unidas a buscar medidas mais rigorosas para lidar com as mudanças no clima do planeta.

Os líderes também querem incentivar o envolvimento pessoal de fiéis nos temas relacionados à causa.

O repórter da BBC no encontro, Christopher Landau, disse que será abordada na conferência a falta de entusiasmo em relação a medidas contra mudanças climáticas em alguns setores religiosos.

"Eis uma grande emergência humana", disse o bispo anglicano de Londres, Richard Chartres.

"Várias de nossas paróquias ainda encaram isto como um assunto periférico, de segunda ordem. Tem que subir nas prioridades."

Os delegados na Suécia acreditam que se apresentarem uma mensagem unificada para o mundo, as comunidades religiosas podem fazer uma contribuição real.

Fonte: BBC Brasil

Jornais mexicanos noticiam perseguição a evangélicos

MÉXICO (*) - À medida que o número de cristãos evangélicos tem crescido no sul do México, hostilidades de “católicos tradicionais” acompanham o ritmo, segundo matérias publicadas.

De acordo com as matérias, o comportamento predominante nas comunidades indígenas na região sul do México consiste em que apenas os seguidores do catolicismo tradicional (uma mescla de rituais nativos com o catolicismo romano) têm direitos a praticar sua religião.

As matérias também indicam que os moradores católicos tradicionalistas acreditam possuir o direito de forçar os outros a seguir sua religião.

Presos por não festejarem

No Estado de Oaxaca, quatro evangélicos foram presos em 16 de novembro no distrito de Ixtlan de Juarez. O crime foi não terem participado de uma festa católica tradicional e não pagarem as cotas que lhes foram designadas para cobrir os custos do festival, informou a agência de notícia La Voz.

Seus vizinhos, pouco menos que os180 evangélicos da cidade, têm tentado forçá-los a praticar o culto a santos e outros rituais contrários à fé evangélica.

Como resultado de tal pressão, de acordo com La Voz, os não-católicos da região, incluindo crianças, vivem sob o temor de serem expulsos de suas propriedades.

No município de Zinacantán, Chiapas, cinco evangélicos indígenas foram presos por 24 horas em 4 de novembro, por não aceitarem trabalhar nas festas tradicionais católicas, segundo a Confraternidade Nacional de Igrejas Cristãs Evangélicas. A prefeitura ordenou-lhes que abandonassem o protestantismo, ou “inventaria alguns crimes, pelos quais os acusaria e os prenderia”, segundo o jornal Expreso de Chiapas.

Também em Chiapas, Estado localizado no extremo sul do México, caciques (chefes políticos) negaram o direito de 24 famílias evangélicas a participar de programas sociais públicos, no município de San Andrés Larrainzar, segundo notícias. No dia 3 de novembro, os caciques decidiram multá-las em 3 mil pesos mexicanos (220 dólares) caso se recusem a contribuir com os festivais católicos, de acordo com o Expreso.

Os caciques também ameaçaram cortar o suprimento de energia elétrica e água dos evangélicos, informou o evangélico Pertenceu Vasquez ao jornal La Jornada.

Cortes e seqüestro

No mês passado, caciques forçaram famílias evangélicas da comunidade de Nicolás Ruiz, Chiapas, a assinar documentos comprometendo-os a realizar cultos apenas às quartas-feiras, sábados e domingos. A violação disso acarretaria em multas de até mil pesos mexicanos (74 dólares) por família. Sete famílias evangélicas já foram expulsas da cidade, deixando para trás todos os seus pertences e propriedade, e se refugiando no município de Acara, reportou o jornal Cuarto Poder.

No Estado de Guerrero, foi cortado o fornecimento de água e eletricidade a duas famílias evangélicas que se recusaram a participar de rituais religiosos do município de comunidades, publicou o La Jornada. As famílias são pressionadas a abandonar a fé desde 2006.

“Elas foram ameaçadas de enforcamento por causa de sua crença religiosa, caso não obedecessem às ordens das autoridades municipais”, informou Jorge Garcia Jimenez, do Foro Nacional de Advogados Cristãos, ao jornal Guerrero.

Como em outras partes do México, as autoridades em Olinala justificaram o fato de forçar os evangélicos a contribuir e a participar dos festivais com base em uma provisão constitucional, que protege “usos e costumes” das comunidades. Mas, elas violaram a liberdade religiosa também garantida na Constituição

Advogados evangélicos dizem que a proteção de “usos e costumes” tem a finalidade de evitar que o governo proíba práticas nativas, e não de forçar os moradores a participar das mesmas.

Ameaças e corte de serviços básicos em Guerrero aconteceram logo após o seqüestro do filho adolescente de um proeminente pastor evangélico do mesmo Estado. Os seqüestradores claramente ignoraram o resgate pago pela família e mantiveram o garoto preso por dois meses.

Perseguição também no norte

Até mesmo em Estados ao norte, como Hidalgo, um conflito de longa duração explodiu neste mês. Após anos de hostilidades entre católicos tradicionalistas e evangélicos, informou La Jornada, autoridades do município de Ixmiquilpan finalmente cederam aos protestantes a permissão para construir uma igreja.

Mas moradores – afirmando que construir sem = votação em assembléia local viola um acordo anterior –, fizeram com que os trabalhadores da construção parassem suas atividades no dia 7 de novembro. Autoridades tiveram de chamar a polícia estadual para evitar um violento confronto, e, desde então, não foi permitido construir mais.

O pastor e advogado Esdras Alonso González, de Chiapas, informou em uma coletiva de impressa nesta semana que casos de intolerância a evangélicos – todos autorizados e encorajados por autoridades locais – também acontecem no município de Zinacantán, e nas comunidades de Nachig, Pasté, Chiquinivalvó, Pestó e Buonchén, em Chiapas.

Em Pasté, afirmou, quatro famílias permanecem sem água desde o dia 14 de outubro por se recusarem a contribuir para os festivais tradicionalistas católicos, que freqüentemente envolvem a fabricação e venda de fortes bebidas alcoólicas.

“As autoridades de Zinacantán não estão fazendo nada para resolver o problema”, disse ele aos repórteres.


Tradução: Cecília Padilha


Fonte: Compass Direct

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Nova onda de prisões afeta todo o país

ERITRÉIA (11º) - O governo eritreu deu início a uma nova onda de prisões contra cristãos evangélicos.

De acordo com cristãos eritreus, a nova campanha começou na semana passada. Oficiais de segurança têm prendido membros de igrejas clandestinas. Seus nomes não foram divulgados por motivos de segurança.

Pelo menos 110 pessoas em toda a nação, exceto pela capital, Asmara, foram presas (até o fechamento desta matéria).

Nas cidades de Barentu e Dekemhare, foram presos 65 membros da igreja Kale Hiwot, 17 deles são mulheres. Nas cidades de Keren e Mendefera, 25 membros da Igreja do Evangelho Pleno foram detidos. A Igreja do Deus Vivo, nas cidades de Mendefera e Adi-Kuala, teve 20 de seus membros levados para a cadeia.

Fontes confiáveis disseram ser provável que as prisões continuem em todo o país.

Não ficou claro se os detidos serão levados ao novo campo de concentração militar de Mitire, no nordeste do país. Segundo o governo, o local é reservado para a punição de prisioneiros religiosos. Seja qual for o destino, as pessoas presas irão passar por situações extremamente árduas.

Segundo a agência de notícias Compass Direct, cerca de dois mil cristãos estão presos sob horríveis condições em delegacias de policiais, campos de treinamento militar e cadeias em toda a Eritréia.

Embora muitos estejam presos por meses e até anos, ninguém foi legalmente acusado, nem submetido a um processo judicial.

A atual situação teve início em maio de 2002, quando o governo eritreu fechou todas as igrejas e baniu as denominações que não operavam sob as Igrejas Ortodoxa, Católica, Luterana ou sob o islamismo. Todas as tentativas feitas por igrejas pentecostais de se registrar têm sido, até agora, inúteis.

Pedidos de oração:

• Ore por aqueles que estão presos, para que a presença e a paz de Deus sejam maiores do que todas as dificuldades. Que eles não sejam dominados pelo medo, mesmo quando sofrem maus-tratos.

• Em certa altura, os presos recebem a oportunidade de serem libertados, mas apenas se assinarem um documento no qual rejeita o cristianismo. Peça ao Senhor para ajudar esses irmãos a permanecerem perseverantes, e que, através de sua atitude, Deus fale aos seus perseguidores.

• Interceda por aqueles que têm padecido nas prisões há anos. Segundo dizem, eles não recebem comida, água e bebida o suficiente, e não existe saneamento básico. Além disso, eles nunca recebem primeiros-socorros nas doenças e ferimentos que sofrem. Peça a Deus para se mostrar soberano e presente aos Seus filhos.

• Ore pelos líderes evangélicos das igrejas em toda a Eritréia que não estão presos. Peça ao Senhor que lhes dê sabedoria para pastorear suas igrejas nestes tempos difíceis.

• Interceda pelo governo. Peça que o Santo Espírito mostre às autoridades que, um dia, elas se encontrarão faca-a-face com o Justo Juiz, de quem nada pode ser escondido.


Missão Portas Abertas

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Lula culpa religião, TV e falhas na educação por abusos sexuais a menores

Por René Vasconcelos
Rio de Janeiro - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apontou hoje a falta de educação, a hipocrisia religiosa e a televisão como os principais responsáveis pelos casos de abuso sexual infanto-juvenil.

“A exploração sexual é um tema tão importante para a humanidade que não pode ser tratada com hipocrisia. Permitir crimes deste tipo de crimes é uma vergonha para a espécie humana”, afirmou Lula na abertura do 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Em outro trecho do seu discurso, o chefe de Estado brasileiro, que abriu o evento, disse que a “hipocrisia religiosa” impede “que se trate à luz do dia um problema que não tem cor nem classe social”.

Lula afirmou ainda que as autoridades devem “convencer os pais no mundo inteiro” de que a educação sexual em casa é “tão importante” quanto alimentar os filhos, e que o ensino sexual nas escolas “com uma metodologia correta” é imprescindível para que os crianças e adolescentes tenham mais armas para fazer frente a eventuais ameaças.

O presidente frisou que os abusos sexuais cometidos contra crianças não são “uma questão de pobreza”, mas do “processo de degradação” ao qual a “televisão”, que mostra sexo e violência “de manhã, de tarde e de noite”, submete a humanidade.

Aos participantes do congresso, Lula pediu que as conclusões que forem alcançadas “não sirvam apenas” para ampliar o “debate no próximo congresso”, mas que sejam transformadas em um “instrumento de combate” à violência sexual contra menores.

A rainha Silvia da Suécia concordou com o presidente brasileiro e fez um apelo para que sejam tomadas medidas que coloquem as autoridades “um passo à frente dos abusadores e adultos mal-intencionados”.

“A demanda por sexo tem que ser combatida urgentemente. Espero que o documento final do congresso detalhe instrumentos para enfrentá-la em nível internacional e estabeleça planos e prazos, além de um programa de acompanhamento”, declarou Silvia.

A rainha sueca, que esteve presente nas outras duas edições do evento - em seu país (1996) e no Japão (2001) -, lembrou alguns avanços já obtidos nessa luta, como a abordagem de questões como o turismo sexual e a pornografia infantil, das quais “raramente se falava”.

Silvia, assim como Lula, apontou “grandes desafios atuais” no combate à exploração sexual infanto-juvenil, como a internet, utilizada por quadrilhas para distribuir pornografia infantil.

Até sexta-feira, quando termina, o congresso vai receber cerca de três mil representantes de 114 países, que debaterão as diferentes políticas públicas existentes contra os abusos sexuais de menores.

Nesse sentido, o Conselho Europeu apresentará à comunidade internacional um tratado já assinado por 32 países, o qual busca estimular reformas legislativas que protejam mais as crianças e erradiquem os abusos.

Aproveitando a inauguração do evento, Lula sancionou uma lei que endurecerá as penas para os pedófilos e que pela primeira vez tipificará como crime a posse de imagens com cenas sexuais envolvendo menores.

Devido ao vazio legal que até agora existia nestes casos, a Polícia só podia incriminar os pedófilos se os detivesse em flagrante distribuindo pornografia infantil.

Segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), fora do Brasil, a posse de conteúdo pornográfico com crianças só é considerada crime em outros três países da América: Canadá, Chile e Paraguai.

No caso do Brasil, as penas de prisão para pedófilos iam de dois a seis anos. Mas, com a nova lei, aprovada pelo Congresso há duas semanas, passaram a variar de quatro a oito anos para quem produzir, registrar por qualquer meio, vender ou divulgar qualquer cena pornográfica na qual apareça uma criança ou um adolescente.

Fonte: G1
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