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quarta-feira, 31 de março de 2010

"Os cristãos assassinados no Paquistão eram muçulmanos"

PAQUISTÃO (14º) - O seguinte texto foi escrito por Harold Segura, pastor batista, diretor de compromisso cristão da Visão Mundial para a América Latina e Caribe. Ele comenta o ataque que a base da Visão Mundial sofreu no Paquistão e faz uma revelação chocante: os cristãos mortos eram, na verdade, muçulmanos.

“...Se alguém mata a um ser humano...Será como se tivesse matado a toda a humanidade”. (Alcorão, 5:32)

sábado, 27 de março de 2010

Ministro italiano condena ataques anticristãos no Paquistão

ITÁLIA (*) - A agência de notícias International Christian Concern (ICC) foi informada de que oficiais do governo italiano intimou um oficial da embaixada paquistanesa para demonstrar a preocupação sobre os “recentes episódios de intolerância religiosa no Paquistão”.

A Itália liderou os esforços da União Europeia para proteger os cristãos da perseguição. A UE estabeleceu um grupo de trabalho para proteger os cristãos perseguidos e preparar um manual para os membros das embaixadas sobre o tratamento que deve ser dado aos perseguidos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Líderes de igreja são soltos da prisão; cristão morre no confinamento

ERITREIA (11º) - Mais um cristão morreu em um centro de detenção na Eritreia. Efrem Habtemichel Hagos, 37, morreu na terça-feira, 2 de março, enquanto estava na solitária do campo militar de Adi-Nefase, em Assab. Fontes afirmam que a morte de Efrem foi causada por malária e pneumonia, doenças que já apresentava há vários meses. Aparentemente, o tratamento médico necessário lhe foi negado porque ele se recusou a negar sua fé em Cristo.

Efrem, que era solteiro, é o 12º cristão morto na prisão. Ele serviu na Força de Defesa Eritreia durante seis anos. Fontes suspeitam que Efrem se tornou cristão enquanto estava no serviço militar. Não se sabe a qual denominação ele pertencia. Efrem foi enterrado no acampamento, logo após sua morte.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Apesar de toda a dificuldade, a Igreja está crescendo no Afeganistão

AFEGANISTÃO (6º) - AClassificação de países por perseguição é uma lista na qual os países são classificados segundo o grau de intolerância para com o cristianismo. Seu objetivo é informar a reação dos países ao evangelho e acompanhar aqueles em que a perseguição está se tornando mais intensa.



O Afeganistão ocupa a 6ª posição na Classificação. Ser cristão nesse país ainda é difícil, em particular porque a Constituição é baseada em princípios Islâmicos. Além disso, o islamismo é a religião estatal e as leis não podem contradizer essas crenças religiosas.



quinta-feira, 5 de março de 2009

Apesar da perseguição, número de convertidos cresce no Irã


IRÃ (3º) - Uma grande mudança espiritual no Irã tem feito muitos negarem o islamismo tradicional, resultando em um número crescente de conversões. O presidente do ministério Words of Hope, Lee DeYoung, afirma que essas conversões são vistas como uma séria ofensa ao Irã, e o governo continua a perseguir os suspeitos de se converterem ao cristianismo.

“Ainda ouvimos relatos de investigações do governo”, diz DeYoung, “e as pessoas são chamadas para responder por supostas atividades cristãs”.

Muitos convertidos são obrigados a exercer sua fé em igrejas clandestinas, para evitar os olhos observadores dos oficiais.

“Parece que o governo iraniano ainda está muito preocupado e vigilante.”

DeYoung acrescenta que, no Irã, a conversão pode ser punida com morte. Muitos iranianos estão cansados da desilusão associada ao islã e o governo, e isso faz com que haja uma grande “sede” espiritual no país. Conforme essa “sede” cresce, o número de convertidos também. A igreja de Cristo está crescendo, apesar da constante perseguição.

“A obra de Deus no Irã testifica o poder do evangelho”, diz Victor Atallah, fundador do Middle East Reformed Fellowship (MERF).

O MERF colabora com o Words of Hope no Irã para difundir programações cristãs no país. Toda noite, os iranianos ouvem o programa de rádio na God’s Word, em sua língua nativa, o farsi. Os convertidos também são encorajados através do treinamento bíblico oferecido pelo Words of Hope.

DeYoung pede orações pelos cristãos iranianos, pois a pressão do governo continua. “As pessoas do país são muito corajosas”, diz. “Elas precisam de sabedoria e da proteção de Deus para que possam continuar a ministrar o nome de Jesus na rádio e em outros meios de comunicação.”

Tradução: Deborah Stafussi

Fonte: Mission Network News

quarta-feira, 4 de março de 2009

Polêmica no quadro negro


Início do ano letivo reacende discussão sobre ensino religioso.
Às vésperas das comemorações do bicentenário do nascimento de Charles Darwin – o naturalista inglês que, há 150 anos, ao escrever A Origem das Espécies e propor a Teoria da Evolução, mudou totalmente a forma de a humanidade entender a natureza –, as escolas confessionais brasileiras têm sido alvo de pesadas críticas da imprensa secular por ensinar também o criacionismo nas aulas de Ciências. De tempos em tempos o debate sobre o assunto volta à tona. Desta vez, tudo começou quando um colunista do jornal Folha de São Paulo reproduziu em seu blog na internet uma lição de criacionismo do Colégio Presbiteriano Mackenzie, um dos mais conceituados do país, para turmas da quarta série do ensino fundamental. Foi a deixa para o debate se espalhar pela mídia, o que pressionou o Ministério da Educação (MEC) a tomar uma posição contra a inclusão, em aulas de Ciências ou de Biologia, de qualquer perspectiva criacionista, mesmo em escolas confessionais. A autonomia dessas instituições para definir sua grade curricular chegou a ser questionada, num tom fortemente anti-religioso.

Mas, ao contrário do que veicularam alguns blogs mais apressados, em nenhum momento o ministério atuou para engessar ou interferir na grade dos colégios. A diretora de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, declarou que o órgão é contrário a ensinos criacionistas nas aulas de Ciências ou de Biologia. “A nossa posição é objetiva: criacionismo pode e deve ser discutido nas aulas de religião, como visão teológica, nunca nas aulas de ciências”, disse, reconhecendo, porém, a autonomia das escolas.

No ano passado, a filial de Brasília do Colégio Mackenzie aceitou mudar uma apostila após questionamento do ministro da Educação, Fernando Haddad, que tem uma filha matriculada na escola. O colégio ensina o evolucionismo normalmente, a partir da sexta série do ensino básico, obedecendo às exigências curriculares do MEC, mas também dá espaço para o criacionismo e para o chamado “design inteligente” – concepção segundo a qual a complexidade dos organismos deriva de uma base pré-existente. O ministro teria se queixado do fato de o material não ter sido apresentado aos pais no início do ano letivo. A assessoria de imprensa da instituição negou qualquer pressão do MEC ou de Haddad e explicou que se trata de material destinado ao ensino fundamental, recentemente adaptado do exterior, e que cabiam correções de português. O conteúdo religioso também foi amenizado. E o ministro manteve sua filha na instituição.

Convicções e diversidade – As escolas adventistas, que seguem a mesma linha do Mackenzie quanto ao ensino do criacionismo, também foram criticadas pela imprensa, mesmo tendo seu desempenho educacional reconhecido. “A educação confessional é um direito constitucional e reconhecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional”, lembra, em entrevista a CRISTIANISMO HOJE, o reitor do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), Euler Pereira Bahia. “Nossos constitucionalistas foram sábios o suficiente para compreender que aqueles que desejam educar os seus filhos em um ambiente escolar cujos valores se harmonizam com suas convicções devem ter o direito de fazê-lo dentro da diversidade que o sistema escolar reconhece”, ressaltou.

Euler, que também é o presidente da Associação Brasileira das Instituições Educacionais Evangélicas (ABIEE), não vê motivos para o criacionismo não ter espaço nas escolas. “Aquilo que é ciência, ou seja, aquilo que corresponde aos fatos observáveis e suas leis no mundo natural e que são abordados dentro do chamado método científico, é perfeitamente compatível com a visão criacionista da realidade”, declara o educador. “O que distingue os dois modelos [criacionismo e evolucionismo] é, precisamente, o fato de que, no modelo criacionista, se admite a existência de um Deus Criador, conforme revelado nas Sagradas Escrituras, que planejou a criação do Universo e estabeleceu leis para governarem o seu funcionamento. Ao contrário desta cosmovisão, os evolucionistas defendem que tudo veio à existência através das leis naturais, sem mesmo sequer admitir a existência de um Legislador”.

Para Bahia, é preciso ensinar as duas possibilidades. Ele diz que é um erro confundir criacionismo com religião: “Vale dizer que o evolucionismo não é, na melhor das hipóteses, nem mais científico e nem menos religioso que o criacionismo”, destaca. “Não vejo qualquer razão que não seja a discriminatória para impedir que o aluno tenha o direito de conhecer estas duas estruturas conceituais a respeito das origens e suas implicações sobre as demais áreas do conhecimento e comportamento humanos.”

O assunto interessa particularmente aos religiosos. Neste ano, a Unasp, em parceria com a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), já promoveu o seu sexto Encontro Nacional de Criacionistas, com o tema “Evidências e especulações sobre as origens”. Em abril, a Universidade Presbiteriana Mackenzie deve realizar o “II Seminário Internacional Darwinismo Hoje”, para discutir design inteligente, evolucionismo e criacionismo. E em março, no Vaticano, a Igreja Católica vai realizar o seminário “Evolução biológica, fatos e teorias”.

Mas o assunto não é ponto pacífico nem entre as escolas confessionais. “Um professor bem formado e consciente não vai falar sobre criacionismo em aula de ciência”, diz José Carlos Barbosa, que é pastor metodista, historiador e autor de vários livros, dentre os quais Lugar onde amigos se encontram – Caminhos da Educação Metodista no Brasil (Editora Unimep). “Lembro de uma palestra que ouvi no salão nobre do Colégio Piracicabano, ministrada pelo professor Warwick Kerr, membro da Igreja Metodista e importante cientista. Ele disse em 1979 que era cristão e que não via nenhuma incompatibilidade entre a Bíblia e os ensinos de Darwin. Penso como ele”, frisa.

Ciência e fé – Desde que foi proposta, em 1859, a Teoria da Evolução, concebida a partir da observação científica da adaptação das espécies de plantas e animais ao seu habitat, provocou um terremoto. Como resultado dos acirrados debates entre cientistas e teólogos da época, consolidaram-se grandes fissuras na relação entre a ciência e a fé. Teólogos defensores da interpretação literal do relato do livro bíblico de Gênesis para a criação do mundo condenaram de pronto a teoria alicerçada na seleção natural das espécies.

O que muitos se esquecem é que, mesmo naquele momento, diversos teólogos cristãos de fé firme e ortodoxa não viram problemas em crer na revelação bíblica e explicar o desenvolvimento das espécies pelo prisma da teoria de Darwin. Em O deus de Dawkins: Genes, memes e o sentido da vida (Shedd Publicações), o biólogo e também teólogo Alister McGrath lembra que o anglicano John Henry Newman (1801-1890), contemporâneo do naturalista britânico, já criticava as tentativas da época de confinar e diminuir a fé cristã a uma determinada visão apologética: no caso específico, a então “teologia física” construída pelo religioso William Paley para explicar a adaptação das espécies ao meio ambiente.

Ainda de acordo com Alister McGrath, mesmo o fundamentalismo nor¬te-americano, em seus pri¬mór¬dios, no início do século passado, aceitava a Teoria da Evolução de Darwin. James Orr, um dos autores fundamentalistas, chegou então a escrever que a “evolução viria a ser reconhecida como apenas um novo nome para criação, só que com o poder criador operando de dentro, e não, como na antiga concepção, de uma forma externa e plástica”. Perspectiva semelhante à de muitos pensadores evangélicos contemporâneos, como John Stott, que apesar de não se alinhar com o liberalismo teológico, não tem dificuldades com a Teoria da Evolução. Em seu livro Entenda a Bíblia, Stott diz que “é uma infelicidade que alguns que debatem essa questão comecem por pressupor que as palavras ‘criação’ e ‘evolução’ são mutuamente exclusivas”, para depois afirmar também que “não parece haver nenhuma razão bíblica para negar que alguma espécie de desenvolvimento evolutivo, servindo a um propósito, possa ter sido o recurso empregado por Deus na Criação”. Entre os teólogos católicos, o evolucionismo tem sido largamente acolhido, e já é oficialmente aceito pelos papas. Bento XVI afirmou que o debate entre o criacionismo e o evolucionismo é “um absurdo”, já que a concepção da evolução pode, no seu entender, coexistir com a fé.

Da mesma forma, cientistas respeitados, apesar de trabalharem com a teoria evolucionista – que ao longo do tempo se tornou muito mais complexa e hoje abrange diversos campos do conhecimento –, afirmam sua fé cristã sem qualquer medo ou constrangimento. É o caso do biólogo norte-americano Francis Collins, chefe do Projeto Genoma, empenhado em mapear o conjunto de genes da humanidade. Ele anunciou sua conversão ao Cristianismo, mas defende as descobertas modernas da biologia molecular, alicerçadas na Teoria da Evolução. Outro cientista, Kenneth R. Miller, professor de biologia da Universidade de Brown, nos EUA, também tem publicado livros afirmando que não vê confronto entre o evolucionismo e a Bíblia.

Coisa rara no momento em que cresce o clima de antagonismo entre Ciência e Religião, atiçado especialmente pela pregação ateísta do biólogo inglês Richard Dawkins, que combate a fé com a gana de um cruzado medieval rumo a Jerusalém. Na Inglaterra, o clima de caça às bruxas vitimou Michael Reiss, sacerdote da Igreja Anglicana – onde é larga a aceitação da Teoria da Evolução. Reiss teve que deixar a função de diretor de educação da Royal Society depois de defender a liberdade do ensino criacionista pelas escolas inglesas. Saiu sob uma saraivada de críticas.

Uma teoria contestada - Muito do criacionismo moderno, não exatamente o teológico, mas o científico, tem base nos escritos de Henri Morris (1918-2006), fundador do Creation Research Society e do Institute for Creation Research, instituição sediada no Texas (EUA). Ele questionava a idade do material fóssil encontrado. Suas teorias, no entanto, nunca foram aceitas pela comunidade científica internacional. Ainda nos anos 80, a Suprema Corte americana proibiu o ensino do criacionismo em escolas públicas.

Da mesma forma, o chamado design inteligente não recebeu o reconhecimento desejado. O termo, como é atualmente usado, surgiu com a publicação, em 1989, do livro Of pandas and people: The central question of biological origins (“Sobre pandas e pessoas: A questão central das origens biológicas”), de Percival Davis e Dean Kenyon. Muitas outras publicações e idéias apoiando o design inteligente surgiram desde então. Apesar de ter se popularizado rapidamente, a idéia de que a complexidade dos organismos vivos exigiria a existência de um design pré-existente não foi acolhida pela comunidade científica, por não ser passível de comprovação pelos métodos da ciência. Em 2005, a controvérsia foi para os tribunais. Pais de alunos e diversas associações defenderam o ensino da concepção nas escolas públicas como alternativa ao evolucionismo, mas foram derrotados.

Clique aqui e leia também a matéria Na base da educação brasileira.
Fonte: Cristianismo Hoje
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