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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Hoje comemora-se 500 anos do nascimento de João Calvino

João Calvino, um dos líderes da Reforma
INTERNACIONAL - Os lideres da Aliança Mundial das Igrejas Reformadas dizem que o aniversário de 500 anos do nascimento de João Calvino deve ser comemorado com um espírito de gratidão a Deus pela inspiração que as obras de Calvino deram a um movimento de pessoas comprometidas com uma vida de fidelidade a Deus em diferentes contextos, e porque seu legado continua a inspirar cristãos a serem fieis a Deus nos desafios do dia-a-dia.

“Os comentários de João Calvino continuam a ser relevantes nos dias de hoje. É por esse legado que devemos agradecer a Deus”, afirmaram.

Nascido no dia 10 de julho de 1509, João Calvino é conhecido por sua profunda influência sobre as grandes personalidades religiosas e sobre movimentos inteiros. As ideias teológicas do século XVI também contribuíram para o crescimento do capitalismo, individualismo e democracia no Ocidente.

“Esperamos que, através desse legado, nós, que vivemos no século XXI, também possamos ser fieis a Deus em nosso compromisso com a unidade cristã, em confrontar o mal e a injustiça na sociedade e em cumprir tudo o que podemos para ser agentes de transformação, e fazer a diferença em nossas comunidades”, disseram os líderes.

“Enquanto comemoramos os 500 anos de Calvino, que nossas ações e respostas à comunidade e ao mundo possam glorificar a Deus.”

Mais de mil pessoas se reuniram no centro de Boston nessa semana para honrar o aniversário de João Calvino, como parte da comemoração pelos 500 anos da Reforma.

De acordo com uma reportagem, o evento, que aconteceu de 1 a 4 de julho, contou com a presença de legisladores, peritos em história e cidadãos.

A conferência enfatizou as implicações teológicas e práticas da Reforma e da influência de Calvino nas instituições da família, igreja e estado, assim como na propagação da cultura.

“A tocha da liberdade que queimava em 1776, foi acesa no século XVI, pelos esforços inovadores dos reformadores protestantes – dos quais Calvino era o líder. A liberdade religiosa deve muito a ele”, disse Doug Phillips, presidente da Vision Forum Ministries.

“A liberdade civil e religiosa de que desfrutamos hoje na América vêm direto dos esforços de homens como Calvino, Martin Luther King e John Knox.

Apesar de o evento ter recebido diversos historiadores conhecidos, a missão principal era tornar as doutrinas da Reforma e a vida dos reformadores conhecidas a todos.

Para ler o editorial (em inglês) de Doug Philips sobre Calvino publicado no Washington Post, clique aqui.

Com informações da Assist News Service, BBC News e Christian Today

Tradução: Portas Abertas / www.portasabertas.org.br

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Conflitos étnicos causam morte em província chinesa

CHINA (12º) - Desde o domingo 5 de julho, Urumqi, a capital de Xinjiang, está tomada por conflitos e violência. Uma passeata feita por uigures, que começou de forma pacífica, acabou depredando veículos e lojas de chineses da etnia han, a maior da China.

O objetivo inicial da passeata era pedir a investigação de um incidente violento ocorrido entre chineses das etnias uigur e han, em uma fábrica de brinquedos no sul da China. Nesse incidente, que se deu algumas semanas atrás, pessoas vandalizaram veículos, casas e lojas. Dois muçulmanos morreram, mas o caso não foi investigado.

Após os conflitos desse domingo, a polícia prendeu mais de 1.400 homens. Mulheres uigures, protestando contra a prisão dos maridos, foram duramente reprimidas por polícia, que dispararam contra elas.

Relatos oficiais afirmam que 156 morreram e mais de mil ficaram feridas. Na terça-feira, dia 7, chineses hans, armados de barras de ferro e pedaços de pau, eram vistos nas ruas de Urumqi.

“Queremos matar os assassinos, mas a polícia está aqui, não deixa a gente fazer justiça”, diz Li, um estudante de 23 anos que quer vingança contra a minoria muçulmana uigur.

Para um colaborador da Portas Abertas na Ásia Central, esse pode ser apenas o começo de um tumulto maior em Xinjiang.

Essa região, extremamente volátil, é palco de conflitos étnicos intensos entre Hans e uigures.

Os uigures se sentem discriminados de várias formas. A China está ciente da influência fundamentalista islâmica na região, e procura combater o extremismo religioso de todas as formas.

Milhares de muçulmanos uigures foram detidos nos últimos anos. Qualquer atividade, publicação e associação religiosa que não for aprovada pelo governo é automaticamente ilegal.

Há cerca de 500 cristãos dentre os dez milhões uigures chineses, que são predominantemente muçulmanos. Esse grupo reduzido sofre pressão de três lados: por parte de outras etnias, pois são uma minoria étnica; por parte dos muçulmanos uigures, pois são ex-muçulmanos; e por parte do governo, pois são cristãos.

Atualmente, há dois cristãos uigures presos pelo governo chinês, acusados de espionagem e traição. A Portas Abertas lançou uma campanha de Ações Institucionais em favor deles.

Pedidos de oração

• Ore pelo fim da violência em Xinjiang. Peça que a justiça seja feita, indiscriminadamente.

• Peça a proteção da comunidade cristã uigur, que pode ser pega no meio do fogo cruzado e acabar sofrendo na mão de seu próprio povo, do governo ou da etnia han.

• Interceda pelos dois cristãos uigures presos. Que esse conflito não interfira de forma negativa no caso deles.

Tradução: Texto traduzido pela fonte / www.portasabertas.org.br

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Aprovada lei de igualdade e liberdade religiosa


PERU (*) - A Comissão de Constituição do Congresso da República aprovou, na quarta-feira, 1, por unanimidade, o projeto de Lei de Igualdade e Liberdade Religiosa, que muda o panorama das relações das minorias religiosas com o Estado.

A iniciativa legislativa, de autoria da congressista Alda Laço, do partido da Restauração Nacional (RN) contempla as exonerações tributárias e a possibilidade de escolha ao aluno de participar ou não nos cursos de religião católica nas escolas públicas.

Também permite aos líderes das minorias religiosas prestarem atendimento espiritual em centros médicos, penitenciárias e delegacias, e estabelece critério para considerar uma entidade religiosa como tal. Fica proibida qualquer discriminação a pessoas por motivos religiosos.

“É preciso construir no país uma cultura da igualdade religiosa, o que permitirá o fortalecimento do sistema democrático, Iguais perante Deus, iguais perante a lei”, disse o reverendo Laço de Hornung, da Igreja Caminho de Vida.

O presidente da Comissão de Constituição, José Vargas, do Partido Aprista, qualificou a nova norma como "revolucionária", pois as entidades religiosas não-católicas serão tratadas de forma equânime pela primeira vez na história peruana.

O ex-candidato à presidência da República, pastor Humberto Lay Sun, considerou a aprovação da norma como "um ato de justiça". Disse que trata-se de "um esforço para que o país tenha realmente uma democracia e igualdade sem nenhum tipo de discriminações como ocorria".

A elaboração da norma teve o aporte de líderes religiosos como o pastor Eleazar Soria e Raquel Gago, da União Nacional de Igrejas Cristãs Evangélicas do Peru (UNICEP), e o reverendo Rafael Goto Silva, ex-presidente do Concílio Nacional Evangélico do Peru (CONEP).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Um domingo de milagres


É dessa forma que eu considero o que aconteceu no domingo passado, o “domingo da virada”.
Começamos a “virada de missões” que acontece um junho com o novo orçamento missionário, sob um clima de desânimo. Numa igreja que contava com 954 membros, 600 dos quais “ativos” na verdade não éramos 300 membros contribuintes para missões porque dos nossos “trezentos de Gedeão”, 55 não eram membros da igreja. Eram filhos e filhas de membros, mas que ainda não são batizados, adultos agregados (freqüentadores, mas não membros) e uns três membros de outras igrejas, inclusive uma irmã da Assembléia de Deus. Diríamos então que, em termos de membresia total, 25,6% e em termos de membresia ativa, 40,8% é que estavam contribuindo para missões. Mas aí vem a noticia – O número total dos contribuintes caíra para 254 incluindo-se os 55 “contribuintes não membros”, ou seja, 199 membros da igreja (20,8% da membresia total e 33,1% da membresia ativa), sendo que, como sempre acontece, a realidade dos contribuintes regulares da igreja (dizimistas) segue a mesma tendência.

Começamos o culto e houve a contagem dos membros da igreja presentes. Eduardo me disse – “ se tivermos 200 membros, já vou falar esperançoso porque pelo menos UM está hoje aqui e que não contribuía e espero, com a ajuda de Deus, conquistá-lo”. Mas não tinha nem 180 membros presentes. Senti que o Eduardo precisou se superar, esperançoso de que entre os presentes existissem alguns que ainda não eram contribuintes. O que não me saia da cabeça era a pergunta: “será que os que não contribuem resolveram não vir hoje porque sabiam que era o “domingo da virada”. Nunca conseguirei ter a resposta para isso, graças a Deus.

Mas ai a situação foi mudando. Ao terminarmos o culto, graças aos compromissos assumidos, soubemos que tínhamos 210 membros da Igreja (menos da metade dos “ativos”), mas já era algo animador. Depois repetimos no culto vespertino. Não havia sido programado isso mas as colocações de alguns contribuintes levaram-me a ligar à tarde para o Eduardo e pedir-lhe que repetisse o que fora dito pela manhã e ai tivemos mais de 80 novas adesões. Sobre isso o Eduardo irá continuar falando em momentos especiais do culto.

Mas agora eu justifico o título dessa pastoral – UM DOMINGO DE MILAGRES, porque foi o que tivemos. Quando observei a fila das pessoas se levantando para assumir seus compromissos vendo a alegria, a emoção em seus rostos, vi paralíticos andando. Sim, vi pessoas que até então estavam de muletas, mancando em suas desculpas para não se envolverem com missões, mas que estavam sendo curadas. Sim. Também vi pessoas que tinham mãos atrofiadas, encolhidas, mas que agora podiam estender suas mãos para marcar o compromisso com missões. Sim. Vi cegos passando a enxergar. Estavam cegos não vendo o quanto missões está no coração de Deus e que uma igreja missionária é sempre abençoada e como eles são a igreja, então perceberam que Deus quer usar suas vidas e abençoa-las. Enxergaram isso. É verdade. Também vi a expulsão de demônios. Aquela parte dos agentes de satanás que trabalha para desanimar a igreja, para desviar a igreja de seus objetivos, para desfocar a visão da igreja, foi outra vez mantida longe da Graça de Deus graças à renovação dos compromissos dos que já contribuíam e aquela outra parte dos agentes de que se aproveita do descaso, da indiferença ou do descuido dos que não se envolviam com missões e por isso conseguia ficar mais próxima da igreja insinuando maldades e falando mentiras, também foi expulsa pela autoridade do Senhor Jesus, porque vários dos que até então não se envolviam, assumiram envolver-se! A DEUS TODA GLÓRIA E HONRA!

Pastor Valdemir Alves da Silva
Presidente da Igreja Batista do Parque São Basílio
"Ser uma Igreja Missionária - Nosso propósito maior"






Grande concentração evangelística


No dia 18 de julho, a partir das 18 horas, todos nós, batistas cariocas, estaremos participando de uma grande concentração evangelística, num dos maiores e mais bem equipados centros esportivos da América Latina, do qual faz parte o Ginásio Algodão, com capacidade para mais de 7 mil pessoas, quando estará pregando o Pr. Miquéias da Paz Barteto.

O evento marcará o encerramento soleníssimo e diferente da 105ª Assembléia Anual da nossa Convenção e, também, um momento de resgate da nossa história de realização de grandes programações evangelísticas.

Em 2010 e 2012, o desafio é o de enchermos o Maracanãzinho e o Maracanã de pessoas sedentas da Palavra de Deus, para salvação de muitas vidas.

Somente com muita oração e fidelidade ao Senhor isso será possível. Façamos a nossa parte!


Fonte: Convenção Batista Carioca - cbcarioca@batistacarioca.com.br

domingo, 28 de junho de 2009

Parece, mas não é

Um fenômeno decorrente do crescimento do segmento evangélico está chamando a atenção de algumas das mais tradicionais denominações do país. É a clonagem de nomes de igrejas, utilização indevida de marcas tradicionais no meio protestante por instituições sem qualquer ligação com as grandes convenções, cujos nomes utilizam numa tentativa de atrair fiéis e de tirar uma casquinha na credibilidade alheia. Em meio a um crescimento com ares desordenados – só em São Paulo, a cada ano são criadas cerca de 220 novas igrejas evangélicas, algumas das quais não passam de salinhas alugadas nas periferias –, parece cada vez mais difícil normatizar o setor. E o pior é que, além de gente bem intencionada que quer apenas anunciar o Evangelho da salvação, aventureiros pegam carona na tradição de grandes organizações religiosas, prejudicando sua imagem perante o público. No meio das mais de 300 mil igrejas evangélicas que funcionam no Brasil, muitas parecem uma coisa e são outra.

Denominações como a Batista, a Assembleia de Deus e a Presbiteriana são as maiores vítimas da clonagem eclesiástica. Organizadas em convenções nacionais, essas três gigantes, que juntas reúnem milhões de fiéis, estão capilarizadas por todo o território nacional, com uma trajetória cuja origem remonta à segunda metade do século 19 e início dos anos 1900. Mas a placa na entrada não é garantia de legitimidade. Muitas comunidades autônomas, sem qualquer ligação administrativa ou doutrinária com as denominações cujos nomes utilizam, funcionam livremente. Na zona norte do Rio de Janeiro, por exemplo, é possível encontrar a Assembleia de Deus Ministério Renovo e a Igreja Batista Templo de Milagres, que apesar dos nomes não são subordinadas às entidades cujas nomenclaturas adotam.

A clonagem eclesiástica preocupa líderes evangélicos. “Nós estamos acompanhando isso com muita perplexidade, porque essas igrejas estão nos causando grande prejuízo”, diz o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB). Reeleito no mês de abril para mais um mandato à frente da maior denominação evangélica nacional, Wellington diz que a Assembleia de Deus é uma das mais afetadas pelo problema, pois acaba tendo seu nome respingado por qualquer atitude errada de religiosos free-lancers. “Muitas vezes, os pastores dessas igrejas não têm boa formação eclesiástica, espiritual, moral e até cultural para o exercício do ministério. Por isso, causam desordem doutrinária em seus púlpitos”, observa.

Um dos principais prejuízos acontece na área financeira. Segundo Wellington, eventuais desmandos ou calotes perpetrados por dirigentes de congregações clonadas sujam o nome da denominação. “Quando precisamos fazer alguma transação ou giro bancário, temos de provar por A mais B que não somos esse tipo de gente”, reclama. O presidente diz que está nos planos da denominação fortalecer seu Corpo Jurídico para acionar a Justiça em alguns casos. “Claro que primeiro tentaremos a via diplomática, solicitando a troca do nome”, adianta.

Fragilização – Para José Carlos da Silva, presidente da Convenção Batista Nacional (CBN) e pastor da Primeira Igreja Batista de Brasília, o que está em jogo é a soberania das denominações. “O uso indevido do nome ‘batista’ por igrejas desvinculadas das entidades que nos representam causa muitos problemas”, aponta. Os crentes batistas brasileiros estão ligados a dois grandes grupos: a CBN, reunindo as igrejas de orientação pentecostal, que surgiu na década de 1960, e a centenária Convenção Batista Brasileira (CBB), de linha tradicional, cada uma delas com mais de um milhão de fiéis. Há ainda entidades menores, como a Igreja Batista Regular e a Igreja Batista Independente. Em comum, explica Silva, todas essas organizações seguem estatutos denominacionais e administrativos, com representatividade através das assembleias gerais, que normatizam o processo de eleição dos líderes. “Ou seja, há prestação de contas.”

No entender do pastor, o processo de abertura indiscriminada de congregações reflete o processo de fragilização da Igreja Evangélica brasileira, “multifacetada e carente de orientação”. Basta uma passeada pelas maiores cidades brasileiras, e até mesmo no interior, para constatar que o mercado da expansão evangélica está a todo vapor. A cada dia, novas comunidades abrem suas portas – e os nomes, por vezes, são curiosos e até esdrúxulos, como Igreja Bailarinas da Valsa Divina ou Assembleia de Deus da Fonte Santa (ver quadro). Para José Carlos da Silva, tanta originalidade, digamos assim, é uma característica cultural do povo brasileiro. “Normalmente, essas nomenclaturas são escolhidas a partir de experiências místicas, atribuídas a revelações ou sonhos. Expressam tanto ignorância como mau gosto, mas o amor tudo suporta”, resigna-se o presidente da CBN.

Roberto Brasileiro, pastor-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, também expressa preocupação com essa pulverização e pelo uso indevido do nome de sua denominação por grupos desconhecidos. “Esse fenômeno causa prejuízos para o Evangelho em geral, e traz descrédito e críticas para as igrejas. Mas nós não temos responsabilidade sobre isso”, comenta. O problema é que nomes como os usados pelas grandes denominações já são de domínio público – ou seja, quem os utiliza não comete nenhuma irregularidade do ponto de vista legal. É o que explica o advogado e mestre em direito Gilberto Garcia, especialista na legislação ligada ao funcionamento das instituições religiosas. Ele lançou o livro O Novo Código Civil e as Igrejas em 2003, época em que a mudança na lei causou alvoroço entre os pastores. Ele diz que um título como “metodista” pode ser utilizados por qualquer igreja, já que no Brasil é muito fácil abrir uma instituição religiosa. “Nomes como Assembleia de Deus, Igreja Batista ou Igreja Presbiteriana são exemplos de ‘nomes genéricos’, chamados assim por não terem sido registrados em órgãos oficiais na época oportuna.”

Segundo Garcia, depois de devidamente regulamentadas, as igrejas têm direito de personalidade sobre o seu nome, uma novidade implantada pelo novo Código Civil. “Tal direito antes só era reservado aos cidadãos”, acrescenta. “Daí ser praticamente inviável a adoção de providência legal para impedir que alguém adote essas nomenclaturas”. A proteção é assegurada, ressalva o advogado, apenas ao nome específico de uma igreja local, como Primeira Igreja Batista em São Paulo ou Igreja Presbiteriana Central de Brasília, por exemplo. “Cada igreja legalizada tem propriedade sobre seu nome específico, que é protegido contra plágios.”

“Mão torta” – Ainda segundo Gilberto Garcia, o Judiciário não pode fazer muito para frear esse processo. “No prisma legal, a denominação que uma igreja escolhe não traz qualquer embaraço, e o Cartório do Registro Civil das Pessoas Jurídicas não pode, a princípio, impedir o registro do Estatuto Associativo em função da nomenclatura”, explica. A Justiça só pode intervir, e assim mesmo se for provocada, quando o nome ferir o bom senso, os bons costumes e a percepção da sua atuação como instituição espiritual. Ou seja, a questão está sujeita a uma avaliação para lá de subjetiva.

“As igrejas aparecem, se multiplicam e ficam cheias porque oferecem uma mensagem simbólica que atende às demandas das pessoas”, opina o pastor e teólogo Lourenço Stélio Rega, diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Referência evangélica na área da ética cristã – é autor de Dando um jeito no jeitinho: Como ser ético sem deixar de ser brasileiro, lançado em 2000 pela Editora Mundo Cristão –, ele frisa que o crescimento de movimentos evangélicos não o incomoda. “A Bíblia diz que a porta do Reino dos Céus é estreita. A mensagem pura do Evangelho encontra-se na Palavra de Deus.” Para Rega, a maneira certa de diminuir o apelo de igrejas de fachada é o Corpo de Cristo cumprir sua missão com mais seriedade e dar mais ênfase no testemunho pessoal do crente. “Temos que pregar a mensagem pura e simples do Evangelho e ter, como Igreja do Senhor, influência positiva no ambiente em que estivermos implantados”, conclui o teólogo.

Na mesma linha vai o doutor em sociologia Ricardo Mariano. Autor de Neopentecostais – Sociologia do neopentecostalismo, ele é um dos maiores especialistas brasileiros no fenômeno evangélico e acredita que as igrejas-clone são muito pequenas para prejudicar seriamente denominações de grande porte. “Isso não vai atrapalhar um movimento religioso ascendente, que já envolve mais de 40 milhões de brasileiros”, acredita. José Wellington aposta na semeadura do Evangelho: “Ainda que muitas vezes pregada por pessoas despreparadas, os brasileiros estão sendo apresentados à Palavra de Deus. O agente pode ter mão torta, mas se a semente cair, ela vai brotar. Na hora de passar a peneira, Deus passa.”

Entre o público e o privado

O advogado Gilberto Garcia, especializado em direito civil e na legislação que rege as entidades religiosas, respondeu a algumas perguntas de CRISTIANISMO HOJE sobre o processo de abertura de igrejas:

CRISTIANISMO HOJE – O que é preciso para se abrir uma igreja no Brasil?

GILBERTO GARCIA – A organização religiosa é uma entidade associativa, uma pessoa jurídica de direito privado. Para funcionar, ela precisa averbar seu Estatuto Associativo no Cartório do Registro Civil de Pessoas Jurídicas. Em seguida, os responsáveis devem providenciar o registro na Receita Federal, obtendo assim o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). É preciso, ainda, obter o certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros para o templo, e em alguns casos, alvará, fornecido pela prefeitura local.

Existe algum tipo de controle ou exigência sobre quem será o titular da nova igreja?

Compete exclusivamente à igreja local, convenção, denominação ou grupo religioso estabelecer os critérios para que uma pessoa se torne um pastor – ou evangelista, presbítero, diácono, bispo, apóstolo… Não há qualquer controle público sobre isso, em função da liberdade religiosa consagrada pela Constituição Federal. Entretanto, se o dirigente vai assumir a presidência de uma organização religiosa – seja qual for sua confissão de fé – juntamente com a posição de líder religioso, ele precisa, de acordo com o Código Civil, ser civilmente capaz, e ainda, não ter qualquer pendência fiscal com a Receita. Também precisa comprovar que não foi condenada em processo criminal, através de certidões oficiais.

As entidades denominacionais não podem exercer um controle efetivo sobre a abertura de novas igrejas, sobretudo aquelas que utilizarão indevidamente nomenclaturas já consagradas?

As denominações históricas não têm qualquer controle sobre a abertura de igrejas com seus nomes, pois nomenclaturas como Assembleia de Deus, Batista ou Presbiteriana são consideradas de domínio público, não havendo qualquer ilegalidade em sua utilização de modo genérico. O que não se pode é utilizar o nome de uma igreja local que tenha sido registrada, por exemplo, como Assembléia de Deus em Goiás ou Igreja Batista em São Paulo. No caso das igrejas locais, seus membros podem adotar medidas legais cabíveis para impedir, inclusive judicialmente, a utilização do nome especifico, sob as penas da lei.

Para todos os gostos

O que um visitante desavisado diria ao ser convidado para assistir a um culto na Igreja Bailarinas da Valsa Divina? Ou que impacto pode ter sobre a vida de um crente carnal o ministério da Igreja Evangélica Pentecostal Jesus Vem, Se não Vigiar Você Fica Fora? Igrejas com nomes curiosos ou bizarros são cada vez mais comuns no Brasil. A jornalista Luciana Mazzarelli, de São Paulo, está preparando um livro sobre o assunto. Ela se diz surpresa com a criatividade dos pastores. “Em alguns casos, eles conseguem unir no mesmo nome palavras antagônicas, como Igreja Evangélica Muçulmana Javé É Pai”, diverte-se. No entanto, o objetivo de sua pesquisa – feita na maioria das vezes in loco, palmilhando ruas de periferias e bairros populares – não é ridicularizar ninguém, e sim, mostrar a diversidade de interpretações bíblicas e liturgias: “O fenômeno tem um lado positivo, pois assim o propósito de levar o Evangelho a todos os lugares está sendo cumprido”, explica Luciana. “Hoje em dia ninguém deixa de ir à igreja por falta de opção. Temos igrejas para cada tribo: surfistas, motociclistas, artistas… enfim, é igreja para todos os gostos”. Conheça algumas dessas congregações cuja originalidade já começa pelo nome:

Assembleia de Deus do Azeite Quente

Igreja da Bênção Mundial Fogo de Poder

Igreja Batista Templo de Milagres

Igreja Chave do Éden

Igreja do Amor Maior que Outra Força

Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo

Igreja Bailarinas da Valsa Divina

Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse

Igreja de Deus da Profecia (no Brasil e América do Sul)

Igreja Cenáculo de Oração Jesus Está Voltando

Igreja Pentecostal Subimos com Jesus

Igreja Evangélica Pentecostal Jesus Vem,
Se Não Vigiar Você Fica Fora (IEPJVSNVVFF)

Igreja Evangélica Arca de Noé

Rancho dos Profetas

Igreja Asas de Águia – Visão Além do Alcance

Igreja Evangélica Pentecostal Quero Te Ver na Glória

Igreja do Cavaleiro do Cavalo Branco do Apocalipse 6.2

Igreja da Ressurreição dos Mortos

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cristão é vítima de agressão e falsas acusações

BANGLADESH (43º) - No dia 27 de maio, um jovem cristão foi seriamente agredido por quatro homens hindus no distrito de Jhalokati, sul de Bangladesh.

Tapon Biswas, a vítima do ataque, pertence à única família cristã de sua vila, Aurabunia, que é 70% formada por hindus.

O incidente aconteceu enquanto Tapon dirigia-se à feira. Os quatro homens se aproximaram dele. “Por que você está contando mentiras sobre termos roubado sua rede de pesca?”, eles indagavam. Antes que Tapon pudesse responder, os homens agrediram-no.

Enfraquecido, Tapon tentou escapar, mas foi amarrado. Apenas quando ele desmaiou, os agressores deixaram de agredi-lo e fugiram.

Tapon foi levado por transeuntes ao hospital mais próximo, e teve de receber transfusão de sangue. Ele ainda sofre de complicações por causa do ataque.

Segundo uma fonte local, a agressão só pode ter motivação religiosa. Quando Felipe e Suniti foram à delegacia, três dias depois, para registrar o boletim de ocorrência, ficaram surpresos ao saber que outro boletim já havia sido feito, contra eles.

O superintendente de polícia, presente na delegacia no momento, estava ciente do caso de Tapon e das pessoas envolvidas, após fazer sua própria investigação do incidente. Ele prometeu agir de forma justa para com Tapon.

Em uma reunião da vila, dois fazendeiros e um professor testemunharam sobre a agressão contra Tapon. Todos os presentes à reunião falaram do caráter humilde e gentil da vítima.

Família isolada

A primeira pessoa da família de Tapon que se tornou cristã foi seu avô. Antes de se converter, ele era muçulmano.

Depois disso, o relacionamento entre a família e os hindus da vila deteriorou-se. Para os vizinhos, aquela família cristã, sendo desertora do hinduísmo, era inimiga.

Apesar disso, Tapon e seus pais – Felipe e Suniti – têm sido ativos em compartilhar sua fé, quando têm oportunidade.

Os pais choravam enquanto Tapon relatava sua história. Suniti queria que houvesse justiça para seu filho. Ela mesma, uns dias antes, escapara por pouco de um grupo de mulheres hindus que queriam agredi-la também. Sempre que vão à feira, Tapon e sua família são motivo de zombaria.

“Nossa situação é extremamente difícil. Muitas pessoas nos ameaçam e acusam falsamente. Nossos vizinhos não nos deixam ir buscar água na bica da vila”, conta Suniti.

Pedidos de oração:

• Tapon e sua família não têm condições de processar os agressores, que dizem estar ligados a um grupo terrorista da cidade. Peça ao Senhor para conceder a Tapon favor perante as pessoas que lidarão com o caso.

• Ore para que essa família permaneça firme no Senhor, e que Deus coloque na vida deles pessoas que sirvam como fonte de ânimo.

• Peça a provisão de Deus para a família. A casa foi atingida por um ciclone e precisa de reparos.


Tradução: Texto traduzido pela fonte www.portasabertas.org.br

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Juiz nega pedido de alteração de status religioso para Maher El-Gohary


EGITO (21º) - No dia 13 de junho, um juiz negou o pedido de um cristão egípcio para alterar seu status religioso no documento de identidade de “muçulmano” para “cristão”. Essa foi a segunda tentativa frustrada de um muçulmano convertido ao cristianismo exercer, constitucionalmente, a liberdade religiosa.

Para Maher El-Gohary, que foi atacado na rua, ameaçado de morte diversas vezes, e teve que se esconder como resultado da abertura de seu caso, há dez meses.

“Estou desapontado com o que aconteceu, e chocado com essa decisão, porque eu passei por muita coisa para conseguir isso”, diz.

El-Gohary é o segundo convertido a tentar mudar seu documento de identidade, seguindo o exemplo de Mohammed Ahmed Hegazy. El-Gohary abriu um processo contra o Ministério de Assuntos Internos, por rejeitar seu pedido em agosto do ano passado.

Diferentemente das ofensas e ameaças proferidas nas audiências anteriores, os advogados representando o governo ficaram calados enquanto o juiz Hamdy Yasin lia sua decisão em uma sessão que não durou mais que 10 minutos, de acordo com Nabil Ghobreyal, advogado de El-Gohary.

O juiz negou o apelo de El-Gohary, apesar de o convertido ter apresentado o certificado de batismo e a carta de aceitação na Igreja Copta Ortodoxa que o juiz havia pedido.

”O juiz disse que não aceitará o certificado de batismo de Chipre ou a carta do padre Matthias”, disse Ghobreyal. “Mesmo se ele conseguir uma carta com o papa, o juiz não irá aceitar, porque a responsabilidade da igreja é cuidar dos cristãos, e não dos muçulmanos que se convertem; isso está fora de sua área de atuação.”

El-Gohary pareceu perplexo e frustrado enquanto falava ao telefone com o Compass.

“O juiz pediu documentos de referência e batismo. Não foi fácil consegui-los, na verdade foi muito difícil, mas se ele não iria usar essas coisas, porque pediu por elas, em primeiro lugar? Nós cumprimos com tudo e trouxemos os documentos e então, ele recusou. Qual é o objetivo de tudo isso?”

A explicação completa sobre a decisão de Yasin será publicada em breve.

“O juiz mencionou a falta de leis pertinentes a casos de conversão como este, e sugeriu um artigo para preencher esta lacuna na legislação”, diz Ghobreyal.

“Esse não é o fim; é só o começo. Vou levar esse caso para o Tribunal Superior, e tenho algumas idéias sobre como combater essa sentença. É um longo caminho”, diz o advogado.

“Eu vou perseverar, não vou desistir”, diz El-Gohary. “A apelação é o próximo passo, e estou pronto para passos como esse. Vou atrair a atenção do mundo para o meu caso.”

Tradução: Portas Abertas

A fonte pediu para não ser identificada

domingo, 21 de junho de 2009

Igrejas poderão ser forçadas a ter homossexuais como líderes de jovens


INGLATERRA (*) - As igrejas britânicas serão forçadas a aceitar homossexuais ou “transexuais” praticantes em posições de líderes de jovens e funções semelhantes, sob a lei de igualdade que está para vir, disse o governo. A Lei de Igualdade do governo trabalhista proibirá que as igrejas recusem empregar homossexuais ativos mesmo que a religião delas sustente que tal conduta é pecado, disse a vice-ministra Maria Eagle, do Ministério da Igualdade.

A lei entrará em vigor no próximo ano, e as igrejas temem que ela as force a agir contra suas convicções religiosas numa ampla extensão de áreas. Eagle indicou na conferência chamada “Fé, Homofobia, Transfobia & Direitos Humanos” em Londres, que a lei “cobrirá quase todos os que trabalham em igrejas”.

“As circunstâncias em que as instituições religiosas poderão praticar qualquer coisa sem plena igualdade são poucas e raras”, ela disse aos delegados. “Embora o Estado não intervirá em assuntos estritamente rituais e doutrinários dentro dos grupos religiosos, esses grupos não poderão afirmar que tudo o que administram está fora do alcance da lei anti-discriminaçã o. Os membros dos grupos religiosos têm o papel de discutir em seu próprio meio a questão de maior aceitação dos LGBT, mas no meio tempo o Estado tem o dever de proteger as pessoas de tratamento injusto”.

A lei permite isenção religiosa para papéis considerados importantes “para os propósitos de uma religião organizada”, mas restringe essa definição para aqueles que conduzem celebrações litúrgicas ou passam seu tempo ensinando doutrina.

O jornal Daily Telegraph citou Neil Addison, advogado católico e especialista em lei de discriminação religiosa. Ele disse que a lei deixará as igrejas sem forças para defenderem a estrutura de suas organizações. “Essa é uma ameaça à identidade religiosa. O que estamos perdendo é o direito de as organizações fazerem escolhas livres”, disse ele.

Os membros do Ministério da Igualdade incluem o lobista homossexual Ben Summerskill, diretor do Stonewall, principal grupo homossexual britânico. Summerskill reivindicou que as igrejas sejam forçadas a empregar homossexuais e que a polícia detenha cristãos que protestam pacificamente contra as leis homossexuais do lado de fora do Parlamento.

Tony Grew, ativista homossexual e ex-editor do site PinkNews.co. uk, escreveu recentemente que a Lei de Igualdade “estabelecerá de forma muito forte direitos homossexuais em todos os aspectos da vida pública”. Grew escreveu no PinkNews que a lei abrirá oportunidades sem precedentes para os homossexuais.

A lei, disse ele, cobrirá os ministérios principais do governo, as autoridades locais, as agências de educação, saúde e segurança policial e um grande número de outras agências públicas e particulares, inclusive igrejas e instituições administradas por igrejas. A lei imporá o “Dever da Igualdade” em todas as organizações que dão serviços públicos, disse ele, tais como casas de repouso que “terão de considerar as necessidades de casais do mesmo sexo”.

Traduzido por Julio Severo

Fonte: Lifesite


quinta-feira, 18 de junho de 2009

Pastor que servia em área dominada por extremistas é preso

ÍNDIA (22º) - Um pastor apoiado pela Gospel for Asia, Akash Rao, foi preso no dia 9 de junho, e ainda está sob custódia da polícia. Akash serve ao Senhor em uma área dominada por um grupo político extremista, e é uma das 10 pessoas presas por suspeitas de fazer parte de um grupo que trafica armas ilegalmente.

É comum que trabalhadores cristãos em áreas de tensão política sejam presos em meio ao conflito. Apesar dos grandes desafios, Akash serve ao Senhor em seu vilarejo nos últimos cinco anos. Mais de 20 pessoas que encontraram a paz de Cristo em meio ao conflito estão frequentando a igreja desse pastor.

Ore para que Akash seja inocentado e solto. Ore também para que os trabalhos evangelísticos nessa área não sejam afetados, e para que a família de Akash e os membros de sua Igreja permaneçam firmes durante este tempo difícil.

Tradução: Portas Abertas
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