Leia diariamente as mensagens aqui expostas, além de notícias em geral.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

A flexibilidade do profeta Jeremias

O homem e a mulher tementes a Deus precisam ser muito flexíveis. Muitas vezes Deus manda fazer coisas muito óbvias ou coisas muito estranhas, coisas muito fáceis ou coisas simplesmente impossíveis. O servo obediente, o servo submisso, o servo já acostumado com estes mandos lá de cima, o servo humilde, faz tudo que ele manda e sempre dá certo. A Noé Deus ordenou que construísse uma barca de três andares, de 133 metros de comprimento por 22 de largura por 13 de altura, longe do mar ou de algum rio (Gn 6.14-16). A Abraão Deus ordenou que ele saísse de sua própria terra e de seus parentes próximos e remotos e caminhasse para longe, para uma terra que ele mostraria mais na frente (Gn 12.1). A Moisés, quando ele e todo o povo de Israel estavam parados diante do Mar Vermelho, Deus ordenou que eles seguissem em frente (Êx 14.15). E assim por diante. O profeta Jeremias parece ser a pessoa a quem Deus mais dava ordens, que eram sempre prontamente obedecidas. A impressão que se tem é que Deus “se intrometia” na vida de Jeremias muitas vezes e exigia uma porção de coisas diferentes e curiosas. O Senhor ordenou a Jeremias que ficasse solteiro: “Não se case nem tenha filhos neste lugar” (16.2). O Senhor ordenou a Jeremias que não participasse de festas: “Não entre numa casa em que há um banquete, para se assentar com eles para comer e beber” (16.8). O Senhor ordenou a Jeremias que embebedasse os reis de todos os reinos da face da terra: “Pegue da minha mão este cálice com o vinho da minha ira e faça que bebam dele todas as nações a quem eu o envio” (25.15). O Senhor ordenou a Jeremias que comprasse isto e aquilo: “Vá comprar um “cinto de linho” e ponha-o em volta da cintura, mas não o deixe encostar na água” (13.1), “Vá comprar um “vaso de barro” de um oleiro” (19.1). Deus mandou que o profeta comprasse também a “propriedade” de seu primo Hanameel em Anatote (32.6-12). O Senhor ordenou a Jeremias que fosse a este e aquele lugar: “Vá à casa do oleiro e ali você ouvirá a minha mensagem” (18.1); “Coloque-se no pátio do templo do Senhor e fale a todo o povo das cidades de Judá que vem adorar no templo do Senhor” (26.2); “Vá à comunidade dos recabitas, convide-os a virem a uma das salas do templo do Senhor e ofereça-lhes vinho para beber” (35.2). O Senhor ordenou a Jeremias que não intercedesse pelo povo eleito: “E você, Jeremias, não ore por este povo nem faça súplicas ou pedidos em favor dele, nem interceda por ele junto a mim, pois eu não o ouvirei” (7.16). Esta ordem foi repetida pelo menos mais duas vezes (11.14, 14.11). O Senhor ordenou a Jeremias algo que pareceu ridículo: “Faça uma canga e coloque sobre o seu pescoço. Amarre a canga com pedaços de couro, como se amarra um boi para puxar um arado” (27.2, BV). O Senhor entregou a Jeremias uma tarefa muito especial: “Pegue um rolo e escreva nele todas as palavras que lhe falei a respeito de Israel, de Judá e de todas as outras nações, desde que comecei a falar a você, durante o reinado de Josias, até hoje” (36.2). A leitura do contexto mostra que cada ordem tinha a sua razão de ser e era dada em função do longo ministério de 47 anos do profeta (de 627 a.C. a 580 a.C.). Eram preciosos recursos didáticos e pedagógicos que tornavam os recados de Jeremias audíveis, visíveis, dramáticos e impactantes.
Fonte: Portas Abertas

Funcionária ganha causa pela liberdade de convicção

INGLATERRA (*) - Um tribunal do Reino Unido deu razão a Lillian Ladele, de 47 anos, uma funcionária do Registro Civil de Islington, na Inglaterra, que se queixava de ter sido ameaçada e humilhada por seus chefes dor causa de suas crenças religiosas. Lillian não concordava em auxiliar com o trâmite de casamento de homossexuais e sempre que se via diante dessa situação pedia para outro colega fazê-los. Lillian Ladele defende que sua fé cristã a impede de oficializar “casamentos” entre homossexuais. Durante meses ela evitou as cerimônias, efetuando trocas com colegas, até que alguém apresentou uma queixa formal contra a atitude dela. A partir dessa altura, a mulher de 47 anos foi pressionada e humilhada pelo seu patrão, que a por suas crenças, afirmando que se equiparavam à recusa de casar pessoas de outra raça. A comparação foi aproveitada por uma associação de defesa dos direitos dos homossexuais contra ela. Um porta-voz da Stonewall, desiludido com a decisão do tribunal, disse: “Certamente que há 40 anos havia quem alegasse objeção moral para casar pessoas de diferentes etnias”. As comparações são particularmente curiosas, tendo em conta que a própria funcionária é de raça negra. O tribunal, porém, não partilhou dessa visão. O juiz afirmou que as ameaças de despedir Lillian Ladele representavam “uma violação da sua dignidade”. Lillian Ladele revelou, na saída do tribunal, estar radiante e que se tinha assistido a uma vitória da liberdade religiosa.
Fonte: Rede Renascença

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Grupo é proibido de pregar em parque público e ameaçado de prisão

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA - O grupo evangelístico Judeus para Jesus entrou com um processo contra a cidade de Baía das Ostras, em Long Island (NY), depois que funcionários do governo impediram missionários de pregarem o evangelho em um parque público. Eles foram proibidos e ameaçados de prisão sob a alegação de ofender as pessoas presentes. Os missionários do grupo Judeus para Jesus fizeram estiveram em julho do ano passado no parque John J. Burns distribuindo folhetos evangelísticos quando foram confrontados por funcionários de cidade e ouviram deles que não poderiam distribuir mais nada no local. Os funcionários também informaram que eles seriam presos se alguém se sentisse ofendido pelo evangelismo. Rick Nelson, presidente do Instituto de Liberdades americano, fez a defesa do ministério cristão. Um dos missionários chegou a ser preso por falar e distribuir literatura no parque sem permissão. Violação à liberdade de expressão Ele combate a alegação de que o grupo Judeus para Jesus cause perturbação ou ofenda as pessoas enquanto testemunham ou pregam. "Quando o representante da cidade de Baía das Ostras determinou que iria expulsar os missionários houve obviamente uma clara violação constitucional, que requer uma atitude nossa”, disse ele. Embora a cidade discutisse inicialmente se havia o direito de proibir o evangelismo no parque público, o tribunal absolveu o missionário de todas as acusações por considerá-las inconstitucionais. Segundo Nelson, o caso envia uma forte mensagem aos governos locais para que reconheçam a lei. “Nós ainda temos a Primeira Emenda dos Estados Unidos que permite as pessoas de expressarem as suas visões de forma ampla", disse o advogado. "E o governo não tem que assumir o papel de tentar expelir as pessoas simplesmente porque os lugares são públicos e porque, no entendimento deles, querem proteger a sensibilidade do público.” O advogado entende que o processo é uma forma de educar as autoridades de Baía das Ostras que tentaram restringir a livre pregação do evangelho.

terça-feira, 15 de julho de 2008

PM se entrega a Jesus e entrega deputado João Beltrão à PF

O soldado PM que se entregou à Policia Federal sábado, 12, se disse arrependido dos crimes que praticou – ele agora é evangélico. Emocionado, depôs na PF e entregou o deputado estadual João Beltrão – para quem disse ter trabalhado durante certo período – como o mandante dos crimes que ele (soldado) praticou em Alagoas e fora do Estado.
Antes de virar evangélico, o militar se dividia entre o bem e o mal – ou seja, entre o quartel e as missões de pistolagem. Com o depoimento dele, a PF conseguiu desvendar pelo menos uma dezena de crimes. O superintendente José Pinto de Luna, em entrevista na manhã desta terça-feira, contou que o depoimento do soldado PM relaciona o deputado João Beltrão com crimes praticados em outros Estados. - "Isso não é possível. Essas pessoas se acham top de linha; se acham acima da lei", desabafou. O nome do soldado é mantido em sigilo; ele está preso no presídio militar e vai responder a processos pelos crimes que confessou, mas será colocado como beneficiário para efeito de regressão de pena por ter colaborado com as investigações. Caros internautas: o interessante nessa Operação Resugere, que apura crimes de pistolagem, é que as principais testemunhas são militares e ex-militares. Os depoimentos de três deles são considerados decisivos: ex-coronel Cavalcante, sargento Medeiros e o soldado que se entregou a Jesus e entregou os chefes dos crimes de pistolagem.
Fonte: Tudo na Hora

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Adolescentes cristãs são seqüestradas

PAQUISTÃO (15º) - Um pai cristão do Paquistão está em uma batalha legal com seqüestradores pela custódia de suas duas filhas pré-adolescentes, que supostamente foram forçadas a se converterem ao islamismo. No último dia 10 de julho um juiz da província de Punjab, no Paquistão, ordenou mais investigações sobre o seqüestro de Saba Younis, 12 anos, e Aneela Younis, 10 anos, que estão desaparecidas desde 26 de junho na pequena cidade de Chowk Munda.
Os seqüestradores pediram a custódia das meninas na delegacia de polícia local em 28 de junho, declarando que as irmãs se converteram ao islamismo e que seu pai não tinha mais direito sobre elas. Quando o pai das duas meninas, Younis Masih, foi intimado pela polícia para testemunhar, a polícia inicialmente se recusou a registrar o caso contra os seqüestradores - Muhammed Arif, Abjad, Ali e um quarto homem não identificado – que são conhecidos por pertencer a uma rede poderosa de tráfico de pessoas. Ao contrário, como declararam ativistas dos direitos humanos ao Compass, Younis Masih foi orientado a “ficar em silêncio”, pois, como os oficiais disseram, as meninas abraçaram o islamismo em uma declaração por escrito. Situação delicadaFoi apenas na semana passada que, com a ajuda de advogados e do Ministério dos Direitos Humanos e Assuntos das Minorias, Younis Masih registrou uma queixa oficial na delegacia local. O advogado da família cristã, Khalil Tahir, disse que os seqüestradores provavelmente violentaram e venderam as duas menores a um bordel. Moradores do local vêem os homens como seqüestradores em série. Muitos detalhes sobre as condições e o local onde estão as meninas permanecem desconhecidos, e a família não teve contato com elas. Tahir disse que os criminosos não levaram as meninas seqüestradas à audiência do dia 10. “Provavelmente elas foram violentadas”, disse o advogado. “Nós não tivemos contato com as elas”. Ação Institucional Khalil Tahir, um ativista dos direitos humanos e advogado, declarou que no Paquistão menores não podem ser coagidos a mudar de fé. Tahir também é membro da Assembléia da Província e disse que se o Escritório do Distrito Policial não cooperasse e registrasse o caso em sua delegacia, ele iria entrar com uma ação imediata na Justiça. “Eu estou tentando um contato com o Escritório do Distrito Policial para saber sobre o registro do caso criminal”, declarou Tahir. “Eles ainda não registraram o caso. É o dever deste escritório registrar o caso, mas não estão cumprindo com sua obrigação, então estou tentando contato com eles ou levarei o caso à Suprema Corte”. Minoria cristã é alvo Ashfaq Fateh, um advogado cristão que estabeleceu contato com Younis Masih nesta semana, disse que a família católica das meninas não recebeu ameaças por causa de sua fé. Ele afirmou, no entanto, que o seqüestro foi um problema religioso. “Por serem fracas e pertencerem a uma comunidade cristã, as meninas foram seqüestradas”, disse ele. Saba e Aneela Younis, as mais novas de oito filhos, foram seqüestradas enquanto estavam a caminho da casa do tio. “O seqüestro das minhas filhas me fez sentir inseguro neste país”, declarou Masih a Fateh em uma conversa telefônica. “Meus conterrâneos muçulmanos pensam que nós [cristãos] não somos seres humanos. Eles pensam que não temos dignidade.”“Isso acontece todos os dias”, disse Tahir sobre os seqüestros de crianças paquistanesas e o tratamento injusto para com os cristãos, “porque somos pessoas marginalizadas e humilhadas”. Tradução: Cláudia Veloso
Fonte: Compass Direct

sábado, 12 de julho de 2008

Grupos religiosos defendem direito à vida do feto e deputados arquivam projeto que legalizaria o aborto

Representantes evangélicos, católicos e espíritas manifestaram-se contrários ao projeto que tornaria legal o aborto realizado apenas pela vontade da mãe nas discussões que antecederam a decisão dos deputados pelo arquivamento da proposta, no dia 9 de julho. O direito à vida, defendido na Constituição, foi o principal argumento utilizado pelos parlamentares que derrubaram a proposta e coincide com a posição defendida pelos grupos religiosos. Atualmente, a lei brasileira considera que o aborto pode ser realizado se a gravidez colocar em risco a vida da mãe, quando o feto apresenta deformações graves ou é fruto de estupro. Em outras situações, o ato é considerado crime à vida. Apesar das polêmicas geradas na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, o projeto recebeu apenas quatro votos favoráveis de um universo de 61 votantes. Os debates foram promovidos pela própria Comissão e acompanhados principalmente pelos religiosos e por movimentos feministas.

Os pastores evangélicos defenderam que o aborto não é uma questão religiosa, mas do direito à vida e que a descriminalização não resultará na diminuição de mortes de mulheres por aborteiros clandestinos. Alegaram também que pelo menos 25% das mulheres que abortaram freqüentam a psiquiatria e são vítimas de depressão, além de estarem mais propensas ao suicídio.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi representada pela presidente do Movimento Nacional de Cidadania, Lenise Garcia. Ela defendeu que os milhões de dados do genoma humano já estão presentes no zigoto – que é o óvulo fecundado e, por isso, ele tem predominância sobre a mãe. Esta opinião foi reiterada pelos espíritas, representados pela Associação Médico-Espírita do Brasil (AME-Brasil). Eles apresentaram um estudo britânico sobre gestação que atesta o funcionamento do sistema nervoso desde a fecundação e o aparecimento dos batimentos cardíacos a partir do vigésimo primeiro dia do feto.

Já os movimentos feministas defenderam a descriminalização do aborto como uma questão social e de saúde da mulher. Estes grupos destacaram que a maioria das mortes com abortos clandestinos ocorre nas camadas mais pobres da população, que não têm acesso às “clínicas” mais sofisticadas. Também apresentaram outros dados, como a redução de 95% da mortalidade de mulheres na África do Sul depois da legalização do aborto naquele país.

Aborto e crime

Atualmente, o artigo 124 do Código Penal prevê pena de detenção de um a três anos para mulheres que provocarem o aborto e os cúmplices do ato. Apesar disso, números do Ministério da Saúde revelam que o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou, em 2007, 2.128 abortos legais e mais de 213 mil curetagens pós-aborto. Ou seja, foram realizados pelo menos 210 mil abortos clandestinos. A representante do Ministério no debate, Regina Coeli Viola, defendeu que “o abortamento seguro é um problema de saúde pública” e salientou que o aborto é a quarta causa de mortalidade materna no Brasil.

O site da Câmara Federal apresenta cobertura com matérias sobre a decisão final da Comissão, as atividades anteriores à votação e os debates sobre o aborto.



Fonte: Agência Soma

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A legislação atual, incluindo a Lei de Religião, é criticada há muito tempo pelas comunidades religiosas, que por sua vez, vêm pressionando as autorid

CHINA (10º) - Na véspera do lançamento dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 8 de agosto, a Anistia Internacional enviou ao presidente chinês, Hu Jintao, uma carta aberta, sugerindo cinco medidas para melhorar a situação dos direitos humanos nesse país. "Acho que satisfazer esses cinco pontos fará muito para que as pessoas se lembrem dos Jogos não apenas como um progresso esportivo, mas também no campo dos direitos humanos", escreve a secretária-geral da organização, Irene Khan, em carta divulgada na madrugada de terça-feira (8).
A responsável pela organização, com sede em Londres, pede ao presidente Jintao que "liberte os ativistas, impeça a polícia de fazer detenções arbitrárias de signatários de abaixo-assinados, torne público o conjunto de estatísticas sobre a pena de morte e faça uma moratória das execuções". Khan deseja ainda que Pequim ofereça à imprensa "uma liberdade total" e divulgue "todos os que foram mortos, ou interrogados após as manifestações de março de 2008, no Tibete". Ela reconhece "os esforços" do governo chinês em matéria de direitos humanos, dizendo-se, particularmente, "animada com o progresso aparente feito na redução do recurso à pena de morte". Irene lamenta, contudo, "o efeito negativo que a preparação dos Jogos teve em alguns campos dos direitos humanos", citando a "perseguição" de militantes, religiosos e a "limpeza" de Pequim, graças ao emprego crescente da "reeducação pelo trabalho". Tradução: Texto traduzido pela fonte
Fonte: AFP

País não pretende mudar sua lei de religião

AZERBAIDJÃO (22º) - Apesar de discussões nos últimos anos, o Azerbaidjão não pretende mudar sua Lei de Religião agora, disse um funcionário sênior do Comitê Estatal para Trabalho com Organizações Religiosas, em declaração ao Forum 18. "Não haverá nenhuma nova Lei de Religião", afirmou categoricamente Jeyhun Mamedov. Ele se recusou a especificar por que tomou esta decisão.
A legislação atual, incluindo a Lei de Religião, é criticada há muito tempo pelas comunidades religiosas, que por sua vez, vêm pressionando as autoridades e pedindo por mudanças. ReclamaçõesAs principais reclamações da lei atual são: censura compulsória de todos os textos religiosos; negação arbitrária de status legal para as comunidades religiosas; restrições à entrada de estrangeiros e a detenção ou prisão de cristãos. Fazil Gazanfaroglu Mustafaev, um deputado de oposição do Parlamento, também está preocupado com as ações arbitrárias das autoridades contra as comunidades religiosas. "É ilegal a invasão policial a comunidades religiosas", disse ele. "Mas ainda se faz isso. É o mesmo problema para com partidos políticos, jornalistas e organizações não-governamentais, isso não está na lei, mas é amplamente praticado”, afirmou.Após a declaração do funcionário do governo, alguns cristãos se sentiram desanimados, mas garantem que continuarão em luta pela defesa da liberdade de culto no Azerbaidjão. Tradução: Tsuli Narimatsu
Fonte: Portas Abertas

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Para Magno Malta, acordo com o Google para abrir dados do Orkut terá impacto em todo o mundo

Nossa vitória foi criar uma nova lógica de relação da empresa com o país. O que se determinou que será aberto no Brasil também terá que ser aberto no mundo inteiro", afirmou Magno Malta (PR-ES), referindo-se ao acordo que permitirá o acesso da Justiça brasileira aos álbuns fechados do Orkut suspeitos de conter pornografia infantil. O senador, que preside a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia , comemorou a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelo Ministério Público Federal e o Google Brasil. O ato foi realizado durante reunião do colegiado realizada nesta quarta-feira (2).- Hoje é um dia importante para o mundo, para o Brasil e para as crianças. A assinatura do TAC foi resultado de luta, de enfrentamento e de coragem.Como se trata de uma empresa com atuação mundial, quando se mexe numa lógica adotada pelo Google em um país, também haverá impacto nas relações da empresa nos outros países onde ela atua - ressaltou Magno Malta.Também o relator da CPI, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), elogiou os esforços que levaram ao entendimento. O parlamentar destacou a importância do Google, lembrando seu papel como canal de comunicação e informação para milhões de pessoas. Destacou ainda a ação do Ministério Público Federal na defesa e na proteção da sociedade brasileira e a seriedade do trabalho da SaferNet, entidade da sociedade civil que investiga crimes cometidos na Internet.- Com a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta, vamos ter um ganho substancial no combate à pedofilia no Brasil. Vão se beneficiar a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e, especialmente, a sociedade brasileira. Será uma contribuição valiosa, porque noventa por cento do que temos apurado em termos de pedofilia na Internet acontece no site de relacionamento Orkut - salientou Demóstenes.Durante a audiência, o senador Romeu Tuma (PTB-SP) defendeu a criação de uma legislação comum de combate à pedofilia no âmbito do Mercosul.- Precisamos trabalhar internacionalmente, pois a troca de informação é muito importante para combater os criminosos que usam a Internet - frisou o senador por São Paulo.Tuma elogiou ainda a firmeza da atuação dos procuradores do Ministério Público Federal em São Paulo e a disposição da direção do Google na busca do entendimento que levou à assinatura do TAC.- Todo o esforço será essencial para a proteção das crianças e das famílias - disse.Já o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) lembrou que o combate à pornografia infantil deve ser um esforço coletivo, feito em várias frentes, "sempre prevalecendo o interesse público". Azeredo destacou ações já realizadas no Senado, como o trabalho feito pela senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), que presidiu a CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em 2003. Ele também defendeu a realização de ações integradas de educação, tecnologia e legislação.- Sabemos que os esforços devem ser pela construção de uma legislação integrada. Também devemos buscar a integração com organismos internacionais para ampliar a eficiência do combate à pedofilia - afirmou Azeredo.Os esforços da senadora Patrícia Saboya também foram lembrados por Magno Malta e Romeu Tuma.Agência SenadoCPI da Pedofilia aprova projeto que amplia punição à exploração sexual de criançasOs senadores que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia aprovaram nesta quarta-feira (2) projeto que determina a perda de imóveis utilizados para a prática de exploração sexual contra menores. A proposta também altera artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para ampliar as penas para aliciadores de crianças, criminalizando a facilitação para a exploração sexual de menores.A CPI também votou requerimento determinando a quebra de sigilo de mais 18 mil álbuns fechados do Orkut, site de relacionamento mantido pelo Google. As matérias foram votadas em reunião da CPI na qual foi assinado Termo de Ajustamento de Conduta entre o Google e o Ministério Público Federal. Ao encerrar os trabalhos, o presidente do colegiado, senador Magno Malta (PR-ES), destacou a importância do ato para a proteção das crianças brasileiras.
Agência Senado

China faz tudo para evitar que visitantes entrem com Bíblias no país

CHINA (10º) - A China resolveu adotar uma estratégia simpática aos olhos do mundo, que na prática esconde a sua política de impedir que os seus cidadãos tenham livre acesso às Escrituras: vai disponibilizar cópias gratuitas da Bíblia aos atletas, espectadores, turistas e aos estrangeiros que pedirem o livro sagrado, durante o período dos Jogos Olímpicos.
Segundo informações divulgadas ontem pela imprensa estatal chinesa, cerca de 10 mil cópias em duas línguas vão ser distribuídas na Aldeia Olímpica, casa de atletas e jornalistas entre 8 e 24 de agosto.Li Chunnong, diretor geral da Amity Printing Co., a maior editora de livros cristãos do país, disse ao jornal “China Daily”, que mais 30 mil cópias do Novo Testamento também vão estar disponíveis. No entanto, os exemplares só estarão disponíveis nas igrejas e na Aldeia Olímpica, não em hotéis.A Aldeia Olímpica também vai ter um centro religioso para prestar serviços de culto a seguidores de outras religiões, afirmou Chen Guangyan, presidente da Associação Islâmica na China. O reverendo Xu Xiaohong, do Conselho Cristão Chinês, baseado em Xangai e responsável pela publicação dos livros, adiantou que 50 mil cópias dos quatro evangelhos, em dois idiomas, serão enviadas para as seis cidades onde vão decorrer eventos olímpicos. A capa dos livros dessa edição vai incluir um logotipo olímpico, acrescentou Xu. "Isto é particularmente significativo porque tanto quanto sei, é a primeira vez que um logotipo olímpico vai ser incluído num livro religioso", observou Xu, citado pelo “China Daily”. A estratégia é muito bem fundamentada. Com a distribuição gratuita, o país evita que os turistas entrem no país com novos exemplares, e acaba por estimulá-los a pedir um exemplar na Vila Olímpica e a levar para casa como uma espécie de souvenir, de modo a maquiar a ausência de liberdade religiosa no país.Em "nome" do espírito olímpicoSegundo o reverendo, o logotipo inscrito na Bíblia representa a combinação entre "o espírito olímpico e o espírito de levar uma vida orientada para um objetivo, que é algo em que os cristãos acreditam". Em novembro do ano passado, notícias deram conta de que as Bíblias seriam proibidas durante os Jogos Olímpicos. A organização dos Jogos desmentiu terminantemente as informações, apesar de constarem na primeira versão do manual do Comitê Olímpico.O Ministério para assuntos Estrangeiros chinês afirmou que " falsos relatos de uma agência de notícias religiosa e de um meio de comunicação europeu foram divulgadas por pessoas que pretendiam sabotar os jogos". Uma Bíblia por pessoa Os atletas e os visitantes podem trazer textos e objetos religiosos para uso pessoal quando estiverem em Pequim durante a Olimpíada, afirmou a organização, recomendando, entretanto, num comunicado publicado na sua página da internet, que "cada viajante não traga mais que uma Bíblia para a China". Mas esta permissão não se estende ao movimento espiritual Falun Gong, proibido pelo governo comunista chinês por ser um "culto maligno". A China é alvo de críticas freqüentes no que se refere à violação dos direitos humanos e à repressão da liberdade religiosa. Liberdade religiosa em xequeAs autoridades chinesas só permitem manifestações cristãs no âmbito das igrejas aprovadas e controladas pelo Estado, mas milhões de fiéis são membros na clandestinidade, celebram reuniões em casas particulares e se recusam a aceitar a liderança religiosa do Estado. A Constituição chinesa permite a existência de cinco igrejas oficiais cujos líderes são escolhidos e precisam ser membros do partido Comunista: budista, taoísta, muçulmana, católica e protestante. Estima-se que a comunidade protestante na clandestinidade seja formada por cerca de 30 milhões de pessoas, e, segundo fontes do Vaticano, a igreja católica clandestina tem mais de oito milhões de fiéis. Muitos dos líderes destas igrejas são regularmente presos, enquanto as autoridades fecham periodicamente as igrejas e locais de culto clandestinos, prendendo religiosos e fiéis.
(Com informações das agências Angola Press e do China Daily)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...