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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Igreja Universal: MP pede quebra de sigilos fiscal e bancário de empresas ligadas

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) - do Ministério Público de São Paulo - pediu à Justiça a quebra dos sigilos fiscal e bancário de todas as empresas e pessoas ligadas ao grupo Universal citadas em uma investigação da Receita estadual paulista.

Entre os citados na investigação estão dez réus por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha em processo na Justiça de São Paulo. Eles são acusados de desviar dinheiro de doações de fiéis da Igreja Universal para fins particulares e comerciais.

A quebra de sigilo foi pedida por conta porque os fiscais da Receita estadual descobriram que empresas estavam usando indevidamente o dinheiro dos fiéis.

A equipe de fiscais da Secretaria da Fazenda de São Paulo traçou uma radiografia das empresas ligadas à Igreja Universal. Negócios de fachada apontados como parte do esquema de lavagem de dinheiro denunciado pelos promotores do Gaeco.

Os analistas chegaram a 36 empresas relacionadas direta ou indiretamente à Igreja. E a investigação se concentrou nas que estão registradas em um mesmo prédio na região central de São Paulo.

Segundo a Fazenda estadual, são cinco empresas: Life Empresarial Saúde, Uni Participações, Unitemple Universal, Cremo e Unimetro Empreendimentos.

Só para a Unimetro, a Igreja Universal transferiu mais de R$ 19 milhões em menos de dois anos, apontam os dados oficias. Mas onde fica a Unimetro?

“A Unimetro não é aqui”, diz um funcionário do prédio, que acrescenta que a empresa nunca existiu no endereço na região central de São Paulo.

Entre as empresas registradas no prédio, a Cremo foi a que mais recebeu depósitos: R$ 52 milhões repassados pela Universal. Dinheiro de fiéis que teria sido desviado para o patrimônio pessoal de pessoas ligadas à Universal.

No relatório os auditores afirmam ““cabe-nos questionar a transferência de recursos para essas empresas, porque há fortes indícios apontando no sentido de pertencerem todas a uma mesma organização”.

A Cremo não dá declarações. Segundo funcionários do prédio, tem gente trabalhando na empresa, mas não estão autorizados a dar entrevista.

Quanto às outras empresas registradas no mesmo prédio, os funcionários informam que não conhecem a Uni Participações.

A reportagem do Jornal Nacional procurou ainda outras três empresas acusadas pela promotoria de participar do esquema de desvio de doações de fiéis e não encontrou nenhuma delas nos endereços levantados pela fiscalização.

Movimentação financeira

Os auditores também relacionaram 44 pessoas físicas que foram acionistas ou já dirigiram empresas ligadas à Universal. A maioria dessas pessoas não apresenta movimentação financeira compatível com a renda declarada. A lista de nomes por trás das empresas inclui os dez réus no processo criminal aberto em São Paulo para apurar lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

“Algumas pessoas passeiam pelo quadro societário de diversas empresas do grupo há décadas”, diz o relatório dos fiscais da Fazenda estadual. “Não é justificável que se descarte a hipótese de que algumas dessas empresas tenham existência simulada e sejam utilizadas para dissimular atos irregulares”.

Os promotores esperam a quebra dos sigilos bancário e fiscal de todas as pessoas e empresas ligadas à Universal - o que ajudaria a rastrear, em detalhes, o destino do dinheiro dos fiéis.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Orissa - Um ano depois

( INDIA - Casa hindu exibe uma bandeira laranja hasteada )

(22º) - No dia 23 de agosto de 2008, um ativista que atuava contra missionários cristãos em Kandhamal, distrito de Orissa, foi assassinado. Uma guerrilha maoísta assumiu a responsabilidade pelo crime, mas forças extremistas hindus usaram o assassinato para criar uma onda de violência que tomou conta de Kandhamal e de mais 13 distritos do Estado.

Esse foi considerado o pior caso de perseguição religiosa na Índia desde sua separação do Paquistão em 1947. Segundo relatos, mais de 54 mil cristãos ficaram desabrigados, 315 aldeias foram completamente destruídas, 120 pessoas foram assassinadas e milhares ficaram feridas.

Segundo estimativas do governo, 252 igrejas foram destruídas. A violência não cedeu por mais de dois meses e meio. Até hoje, há, na região, o medo de que os conflitos recomecem a qualquer momento.

Ainda há 4 mil pessoas vivendo em campos de desabrigados, e milhares não voltaram às suas aldeias temendo morrer ou serem convertidos à força ao hinduísmo. O Exército mantém o controle, mas os cristãos tentam imaginar o que acontecerá quando o Exército partir, pois é certo que os soldados não ficarão lá indefinidamente.

Durante a onda de conflitos, a força policial não fez nada para proteger os cristãos. Eles disseram a um colaborador da Portas Abertas que visitou a área no fim de abril: “Tememos voltar aos nossos campos”. Semanas antes, um cristão foi morto enquanto ia a pé para a cidade. Seu corpo foi arrastado para a selva e só encontrado dias depois. O assassino não foi identificado.

Os cristãos não podem nem reparar suas casas. Os hindus proibiram-nos de entrar na floresta para pegar madeira. O governo alocou 20 mil rúpias para a reedificação de casas parcialmente destruídas, mas a maior parte desse dinheiro foi gasto em alimentação e cuidados médicos nos últimos meses.

Medo é outro motivo que impede as pessoas de voltar para casa. As vítimas da violência são condenadas a viver em cabanas a poucos passos de distância de suas casas.

As casas hindus são marcadas com bandeiras alaranjadas. Ao lado delas, as casas dos cristãos jazem em ruínas. Assim como os judeus foram condenados a usar estrelas amarelas sob o regime nazista, os hindus deram-se ao trabalho de identificar as casas de quem é cristão e de quem não é.

Até os campos foram marcados com bandeiras cor de laranja.

Incapazes de cultivar sua terra, de recuperar suas casas e de recomeçar a vida e excluídos da escola e do mercado, as vítimas da violência de Orissa se encontram em uma armadilha, dependentes da pequena ajuda que recebem do exterior.

Há só um modo de descrever o que aconteceu. Não foi limpeza étnica, foi antes uma limpeza religiosa. As igrejas estão sendo substituídas por novos templos hindus. Nos restos dos templos cristãos está escrito “A Índia é para os hindus”.

Mas os cristãos de Orissa não abandonaram sua fé. Mais do que nunca, eles dependem de nós para ajudá-los e ampará-los na luta que travam para praticar sua religião em sua própria terra e aldeia.

À medida que os meses passam, e as barracas provisórias em que eles vivem começam a apodrecer sob o sol de 40°, e as chuvas de verão, é importante que não os esqueçamos.


Tradução: Texto traduzido pela fonte /www.portasabertas.org.br

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Igreja Universal: Site hackeado, fotografo intimidado e ex-bispo chamado a depor. Confira as últimas notícias

Site oficial da TV Record foi hackeado

Piratas virtuais invadiram e picharam o site da Record neste sábado (15). Mensagens de protesto contra a TV e a Igreja Universal do Reino de Deus permaneciam no ar até o começo desta tarde, mas já foram derrubadas.

“Vocês não são bispos, não são santos, vocês são ladrões”, escreveram os invasores, entre xingamentos e palavrões. A Record, por meio de sua central de Comunicação, informou à reportagem que está apurando a origem do ataque.

Na página pichada, sobrou até para a companhia Telefônica. “Gostaríamos também de esclarecer que os ataques aos servidores DNS da Telefônica foram causados devido à falta de capacidade e educação dos atendentes”. Informada sobre a menção aos seus serviços, a empresa preferiu não se pronunciar.

O ataque pró-Globo foi “assinado” pelo conjunto “Skynet group”. O símbolo da emissora foi inserido na página principal da Record.

Um outro grupo de invasores, denominado “Elite Top Team”, já havia conseguido violar os sites do SBT e da Record entre o final de 2006 e o início de 2007. As invasões divulgavam mensagens de protesto contra a política nacional e contra os radiodifusores. À época, a Record disse ter tomado providências para minimizar esse tipo de investida.


Ex-Bispo da Universal teria recebido U$$ 450 mil para ir a Colômbia pegar dinheiro com narcotráfico para a Igreja Universal

Um ex-bispo da Igreja Universal deve ser testemunha no processo do Ministério Público que levou à denúncia contra Edir Macedo e mais nove pessoas por lavagem de dinheiro. Segundo a edição desta segunda-feira do jornal “O Globo”, Carlos Magno de Miranda diz ter havido uso de dinheiro do narcotráfico na compra de parte da Rede Record.

Segundo o jornal, Miranda diz ter viajado à Colômbia com outros dois pastores, em 1989, e recebido US$ 450 mil (cerca de R$ 832 mil). O MP afirma que o depoimento do ex-bispo pode ajudar a explicar como funciona o esquema de lavagem de dinheiro do grupo.
saiba mais

Ouvido pelo jornal, o advogado da Universal, Arthur Lavigne, chamou a denúncia de ridícula. Ele disse à publicação que a história tem mais de dez anos e nunca se comprovou nada.

Fonte: G1 / Gospel+

Fotografo diz ter sido intimidado por segurança de Igreja Universal

Uma equipe de reportagem do jornal Folha de São Paulo afirma ter sido ameaçada por seguranças da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) na madrugada desta sexta-feira, 14, na zona sul de São Paulo. O repórter fotográfico e o motorista que se disseram ameaçados procuraram o 11º Distrito Policial (Santo Amaro), onde o delegado plantonista registrou um boletim de ocorrência por atentado contra a liberdade de trabalho.

O fotógrafo Luiz Carlos Gomes, de 25 anos, contou que tirava fotos na calçada, em frente à unidade da Igreja Universal da Avenida João Dias, em Santo Amaro, quando quatro seguranças saíram do templo, por volta da 1h45. Três deles se dirigiram à equipe enquanto um observou de longe.

De acordo com o repórter fotográfico, um dos seguranças perguntou de onde a equipe era, ordenou que eles não tirassem fotos e ameaçou efetuar disparos de arma de fogo enquanto deixava as mãos dentro da blusa, simulando estar armado. “Ele falava: ‘cadê o carro de vocês? Se vocês não saírem daqui vou encher o carro de vocês de bala’”, afirmou Gomes.

Ainda conforme o fotógrafo, uma viatura da Polícia Militar (PM) passou pelo local no momento da abordagem dos seguranças. Gomes fez sinal para que ela parasse. “Eles (os PMs) disseram que não podiam fazer nada, que o máximo que poderiam fazer era me levar para delegacia”, afirmou Gomes.

O repórter disse ter pedido para que os policiais fossem suas testemunhas. “O policial disse: ’se eu for até a delegacia vou ser testemunha do cara (segurança) porque ele é policial também, ele ainda vai te processar e arrancar uma grana de vocês’”, garantiu o repórter fotográfico. Se sentindo intimidados, Gomes e o motorista deixaram o local e foram até o 11ºDP por meios próprios, antes que o fotógrafo pudesse concluir o seu trabalho. Até o momento, a Igreja Universal não se pronunciou sobre o episódio.

Via: ADIBERJ

domingo, 16 de agosto de 2009

Orissa - Mais do que socorro material

ÍNDIA (22º) - O mês de agosto de 2009 marca um ano da violência contra os cristãos em Orissa. Depois dos ataques, colaboradores da Portas Abertas visitaram algumas pessoas e ouviram seus relatos sobre a violência. Abaixo, segue um texto especial sobre as ações realizadas para socorrer nossos irmãos. Confira também, em breve, a nossa nova página especial sobre a Índia um ano após os ataques

O pastor de uma pequena igreja em Kandhamal perdeu tudo durante os conflitos. Trêmulo só de lembrar, ele contou como extremistas exigiram que ele adorasse deuses hindus, entoando mantras. Quando se recusou, o açoitaram com paus e varas. Por pouco ele não morreu. Mas seu coração ficou intoxicado com ressentimento e ira. Como ele iria ministrar à sua congregação quando ele mesmo estava tão traumatizado?

A violência não agrediu suas vítimas apenas no corpo. Suas emoções também foram afetadas. A perda e a calamidade súbita trouxeram desespero e perguntas que iniciaram o declínio espiritual de muitos.

A equipe da Portas Aberta via esse quadro sempre que chegava a áreas afetadas ou aos campos de refugiados: olhares sem expressão, atitudes de raiva e ódio contra os perseguidores, lágrimas de medo e depressão ao imaginar que poderia ser impossível voltar para casa, e o completo desespero de ter de passar o resto da vida à mercê dos outros. Além de tudo isso, há também a constante pressão para se converter ao hinduísmo. É visível que os perseguidos precisam de mais do que ajuda material. Muitos sofriam os sintomas do Transtorno de Estresse Pós-Traumático.

A Portas Abertas procurou suprir essa necessidade, acompanhada de médicos e peritos voluntários da Associação Médica Cristã da Índia. Juntas, as duas organizações iniciaram terapias de estresse pós-trauma.

Como não houve nenhum voluntário de fora de Orissa – muitos tinham medo de ir para lá –, a estratégia foi usar pessoas do próprio Estado. Os voluntários entrevistaram e trataram 36 pessoas, pastores locais na maior parte dos casos, para depois prepará-los para também atuarem como terapeutas na região.

O treinamento foi dividido em quatro seções. Ele foi realizado em um local seguro, em uma cidade litorânea perto de Kandhamal.

Cada módulo durava cinco dias, nos quais os voluntários aprendiam vários métodos de terapia e aconselhamento. Depois havia mais cinco dias de prática no campo, que envolvia o aconselhamento de pessoas, a fim de aplicar o que foi aprendido.

Depois de concluir cada seção, os voluntários visitavam as vítimas em campos de refugiados. Nas sessões com essas pessoas, o “terapeuta” contava sobre a perseguição que ele mesmo sofreu e incentivava o paciente a expressar seus sentimentos, falando como ele, sua família e comunidade foram afetados.

Os voluntários eram instruídos a observar a comunicação verbal e não verbal dos pacientes durante as conversas, a fim de entender a profundidade da tristeza, dor e aflição do interlocutor e avaliar o impacto psicológico do incidente na vida deles.

Aquele pastor traumatizado foi um dos primeiros a fazer a terapia. Quando um voluntário lhe contou a experiência que teve, semelhante à dele, o pastor entendeu que estavam todos “no mesmo barco”. Depois de receber oração e palavras de ânimo e conforto de seu terapeuta, o pastor voltou a crer que ele está seguro em Cristo. Ele disse que, finalmente, reencontrou sua fé!

Tradução: Texto traduzido pela fonte / wwwportasabertas.org.br

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Mary Nayak - Decepção pela violência, esperança no Senhor

(Cristãs indianas em uma igreja em Delhi, Índia)
ÍNDIA (22º) - O mês de agosto de 2009 marca um ano da violência contra os cristãos em Orissa. Depois dos ataques, colaboradores da Portas Abertas visitaram algumas pessoas e ouviram seus relatos sobre a violência. Abaixo, segue um testemunho de um desses nossos irmãos que sofreram por causa de sua fé. Confira também, em breve, a nossa nova página especial sobre a Índia um ano após os ataques.


Mary Nayak vivia feliz em Kandhamal, Orissa, com seu marido, que é pastor, e seus dois filhos. Um domingo, após o culto, uma multidão com 700 a 800 pessoas chegou repentinamente em seu vilarejo, gritando. Logo começaram a atacar os cristãos. O marido de Mary e outros cristãos que estavam com ele nos arredores da igreja foram forçados a fugir e procurar abrigo na floresta.

Antes que os cristãos tivessem chance de ajudar seus familiares a fugir, a multidão chegou à casa de Mary. Mary e seus filhos escaparam por pouco, e foram para a floresta, onde encontraram com seu marido e pai. A família ficou na floresta por três dias, sem alimento, antes de retornar para casa.

Alguns dias mais tarde, as mulheres da igreja se reuniram para jejuar e orar sobre a recente perseguição em seu vilarejo. Logo após o início da reunião, cerca de 20 pessoas se reuniram e começaram a atirar grandes pedras contra as mulheres. Mary foi atingida nas costas e caiu no chão. Os agressores chutaram e bateram, parando somente quando pensaram que ela estivesse morta.

Quando o marido de Mary ficou sabendo do ataque, correu imediatamente para o local e viu a esposa caída na rua. Ele a levou para casa e foi à procura de ajuda médica, mas os agressores o alcançaram. Para salvar sua vida, ele correu em outra direção.

Algum tempo depois, o pastor conseguiu voltar para casa e encontrou Mary consciente. Eles oraram juntos antes de deixar o distrito de Koraput em busca de ajuda médica. Deixando tudo para trás, partiram de Kandhamal somente com a roupa do corpo e uma soma mínima em dinheiro.

A caminho do médico, eles viram cristãos com suas casas em chamas, pessoas correndo por todos os lados. Mas Deus os protegeu em todo o tempo. Era difícil saber quem era amigo e quem não era. Como Mary não conseguia andar, o marido e os filhos a carregaram até a estação de trem.

Um homem viu a família e perguntou o que havia acontecido. Eles lhe contaram tudo rapidamente, e o homem trouxe roupa e comida, e deu também algum dinheiro para cobrir as suas necessidades mais urgentes e as despesas médicas. Eles ficaram em Koraput por alguns dias, sem receber mais ajuda.

Sem que sua situação melhorasse em Kandhamal, a família decidiu se mudar para Jagadalpur (Estado de Chhattisgarh), próximo a Orissa. Lá, com a ajuda da Igreja e alguns amigos da família eles sobreviveram por alguns dias.

Foi em Jagadalpur que a Portas Abertas entrou em contato com a família de Mary durante um seminário. A primeira coisa feita foi levar Mary para um bom hospital, onde ela pudesse receber um tratamento melhor.

Agora, Mary está se recuperando. Quando a Portas Abertas falou com os médicos, eles sugeriram que Mary deveria fazer terapia para o trauma e, com o tempo, voltaria a ficar bem novamente. Na época dessa entrevista, eles ainda não tinham uma fonte de renda e estavam preocupados com seus filhos, que não iam à escola devido à falta de recursos. A família alugou um quarto com a ajuda da Igreja, mas não sabem por quanto tempo poderão viver ali.

Tradução: Texto traduzido pela fonte / www.portasabertas.org.br

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Líder evangélico ataca Universal por "guerra de TVs"

Ricardo Feltrin
Colunista do UOL

Num discurso de nove minutos, improvisado, o pastor pentecostal Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, atacou pesadamente a Igreja Universal do Reino de Deus por causa da chamada "guerra das TVs". Dizendo-se imbuído (por Deus) da missão de defender o povo evangélico da guerra de duas emissoras, Malafaia comparou a Record com um império do mal. A Globo foi poupada.

"Deus me levantou para falar", começou. "Como é que uma igreja investe milhões numa TV só pra ganhar audiência? Todo tipo de imoralidade numa TV bancada com dinheiro de oferta e de dízimo?"

Malafaia, que é famoso por sua oratória no meio evangélico, mandou ainda um recado pessoal para Edir Macedo.

"Vou te dizer... Lúcifer, Satanás... Eles caíram por três motivos, irmão: soberba, multiplicação do seu comércio e poder. Estou vendo a história se repetir com vocês."

O evangélico também cobrou da Universal menos empenho em ganhar dinheiro e mais "em pregar a palavra" de Deus. "Vocês estão perdendo o foco (como igreja)", criticou.

"Estou dando alerta como um profeta de Deus. A comunidade evangélica não vai ser jogada numa guerra porque alguém que tem um problema emocional não resolvido, de ódio, porque foi perseguido lá atrás... e agora, a todo custo, quer quebrar o concorrente, quer fazer uma guerra."

"Nós, evangélicos, não temos nada a ver com isso (...) O dinheiro da igreja a serviço do diabo e do pecado numa guerra ilógica."

Ao final da cabongada, Malafaia se desculpou: "Não me levem a mal, vos amo, é por isso que estou dando este alerta."

Missionário, conferencista Malafaia surge com frequência dentro do horário de outras igrejas, como a do Mundial do Poder de Deus, na Rede TV e canal 21. Ele tem programa na Band, é escritor, poeta e compositor.

A Igreja Universal foi procurada pela coluna para se manifestar sobre o vídeo. Até o momento não houve resposta. Se houver, será incluída neste texto.


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Marcelo Crivella: Igreja Universal "não vai dar a outra face calada"

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) afirmou da tribuna na tarde desta quarta-feira (12) que a Igreja Universal "não vai dar a outra face calada" e contestará as "infâmias e calúnias" divulgadas nas últimas horas pelos meios de comunicação. Disse que os noticiários da TV Record vão "mostrar verdades e fatos". Sustentou que as notícias começam com erros, ao afirmarem que um juiz teria aceito as denúncias do Ministério Público, quando "na verdade o juiz apenas abriu prazo para que seja apresentada a defesa". Ele acredita que o juiz não aceitará as denúncias.

- Essa tese de que pastores tenham pego dinheiro de ofertas, mandado para o exterior e assim financiado recursos para enriquecer, não é nova. Isso já foi denunciado em 1993, com denúncia apócrifa. De lá para cá, a Polícia Federal, a Interpol, o FBI, a Receita Federal e, finalmente, o Supremo Tribunal Federal concluíram que as denúncias não tinham fundamento - disse.

José Sarney

Marcelo Crivella esclareceu notícia publicada pelo site de internet Congresso em Foco, que o entrevistou sobre a crise do Senado. Disse que não se fez entender e, no final, foi publicado que ele teria feito críticas ao senador José Sarney, presidente do Senado. Observou que tem reiteradamente manifestado apoio pessoal e de seu partido a Sarney e que ele pode continuar contando com essa solidariedade. Registrou que na própria entrevista afirma que considera positivo e de grandes realizações para o país os anos de vida pública do presidente do Senado. Ao final do pronunciamento, Sarney afirmou ter percebido que as declarações não estavam "de acordo com a personalidade" de Crivella.

Presbiterianos

O senador do Rio de Janeiro cumprimentou ainda a Igreja Presbiteriana do Brasil pelos seus 150 anos e informou ter participado de cerimônia de comemoração nesta segunda-feira (10), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele destacou que os presbiterianos chegaram ao Brasil em 1859, quando não se podia sequer construir igrejas ou manter escolas, exceto as escolas da Igreja Católica. Hoje, existem mais de 20 mil presbíteros e cinco mil pastores, que trabalham em cerca de 800 municípios do país. O senador lembrou que eles fundaram a Universidade Mackenzie e outras grandes escolas, especialmente no Nordeste.

Da Redação / Agência Senado

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Pastores são mortos e mais de 15 igrejas incendiadas

(Igreja batista incendiada)
NIGÉRIA (26º) - Com a morte confirmada de 12 cristãos, incluindo três pastores, em um conflito iniciado por um grupo islâmico, contrário à educação ocidental, a comunidade cristã em Borno, norte da Nigéria, ainda está contabilizando suas perdas.

O conflito instigado por um grupo islâmico extremista conhecido como Boko Haram, que atacou bases do governo e policiais, deixou milhares de mortos e propriedades destruídas. A sharia (lei islâmica) já está em vigor em 12 estados, mas o grupo luta para aplicá-la em todo o território nigeriano.

“Ainda estamos calculando a maneira como a crise afetou nossos membros, mas até agora confirmamos a morte de alguns cristãos e algumas igrejas incendiadas”, disse Samuel Salifu, secretário nacional da Christian Association of Nigeria (CAN).

Integrantes do Boko Haram incendiaram 20 igrejas antes que a polícia capturasse e matasse o líder do grupo, Mohammed Yusuf. A polícia disse que ele foi morto “enquanto tentava fugir”, mas uma junta do governo federal está investigando alegações de que os agentes de segurança o executaram depois de prendê-lo vivo em seu esconderijo.

O diretor da CAN em Borno, pastor Yuguda Zubabai Ndurvuwa, disse que muitos cristãos sequestrados pelos extremistas ainda não foram encontrados. Ele observou que a comunidade cristã normalmente é muito afetada nos estados do norte. A violência teve início em 26 de julho, quando grupos armados atacaram uma delegacia em Bauchi, o que se estendeu para os estados de Borno, Kano e Yobe.

Entre os mortos em Borno estavam o pastor Sabo Yakubu da Igreja de Cristo na Nigéria (COCIN em inglês), o reverendo Sylvester Akpan, da Missão Evangélica Nacional e o reverendo George Orji da Igreja Boas Novas de Cristo.

Os templos incendiados foram cinco congregações da COCIN, duas igrejas católicas, duas igrejas Deeper Life, duas EYN (Igreja da Irmandade), prédios da Missão Evangélica Nacional, da Celestial Church of Christ (Igreja celestial de Cristo), da igreja apostólica Elijah, ministérios carismáticos, Assembleias de Deus, Igreja Redeemed Christian Church (igreja dos cristãos redimidos), prédios da Cristo para as nações, igrejas Batistas e Anglicanas. Todas em partes diferentes do Estado.

A Nigéria tem quase o mesmo número de cristãos e muçulmanos, sendo que no norte a maioria é muçulmana e no sul, cristã. O norte do país tem um longo histórico de crises religiosas, com graves conseqüências para os cristãos.

Muitos cristãos seqüestrados foram mortos por não renunciarem sua fé.

Tradução: Portas Abertas

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Símbolos religiosos serão proibidos nas escolas

ESPANHA (*) - Nenhum símbolo religioso nas escolas públicas espanholas: é o que prevê a nova lei sobre a liberdade religiosa, que o Governo do premier socialista José Luiz Rodríguez Zapatero prepara para o próximo outono europeu.

O ministro da Justiça, Francisco Caamano, explicou que "a ideia-chave do projeto é que haja uma nítida separação entre o fenômeno religioso, o espaço público e a laicidade do Estado".

O ministro assegurou, todavia, que "não serão destruídos" os símbolos que tenham um valor histórico-artístico reconhecido. Veremos se esta declaração bastará à hierarquia eclesiástica espanhola. Caamano acrescentou que o objetivo é estabelecer "com prudência e sensatez" um sistema que "reconheça a pluralidade" e trate todas as religiões "com igualdade".

Em outras palavras, o Governo Zapatero quer "regulamentar a liberdade de consciência" na Espanha. Para tanto, modernizará o registro das organizações religiosas e fará incorporar na jurisprudência espanhola as sentenças emitidas pelos tribunais nos últimos anos, sobre temas como "a religião no exército, nos hospitais e nas escolas".

domingo, 9 de agosto de 2009

Após onda de violência, muitos cristãos continuam desaparecidos

(Igreja destruída no norte da Nigéria)
NIGÉRIA (26º) - O presidente da Nigéria, Umaru Yar"Adua, pediu ontem uma investigação sobre a violência desatada na semana passada, no norte do país, pela seita islâmica fundamentalista Boko Haram. Segundo dados oficiais, 780 pessoas morreram, entre elas o responsável pelo grupo.

Muhammed Yusuf, de 39 anos, líder do Boko Haram, foi detido por tropas do Exército na quinta-feira passada e entregue à Polícia. Ele faleceu depois da detenção, em circunstâncias desconhecidas.

O ataque do grupo teve início em 28 de julho passado no Estado de Bauchi, mas se estendeu rapidamente a outros cinco estados do norte da Nigéria. De acordo com a Associação Cristã da Nigéria (CAN), um sacerdote católico e três pastores protestantes foram assassinados no Estado de Borno, e 20 igrejas e templos foram incendiados.

O presidente do CAN para o norte da Nigéria, Reverendo Yuguda Zubagai Ndurvuwa, afirmou que pelo menos 150 cristãos foram sequestrados por membros do Boko Haram, e o paradeiro deles permanece desconhecido.

"Em cada crise religiosa no norte, os cristãos são sempre as vítimas" – afirmou o Rev. Ndurvura.

Mais de 10.000 pessoas morreram na Nigéria em confrontos entre grupos muçulmanos e cristãos e policiais desde 1999, quando foi implantada a sharia (lei islâmica) em 12 Estados do norte do país.

Ore pelos cristãos nigerianos, para que estejam em segurança e recebam a força que vem de Deus para suportar todas as situações difíceis.




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