Leia diariamente as mensagens aqui expostas, além de notícias em geral.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Polêmica no quadro negro


Início do ano letivo reacende discussão sobre ensino religioso.
Às vésperas das comemorações do bicentenário do nascimento de Charles Darwin – o naturalista inglês que, há 150 anos, ao escrever A Origem das Espécies e propor a Teoria da Evolução, mudou totalmente a forma de a humanidade entender a natureza –, as escolas confessionais brasileiras têm sido alvo de pesadas críticas da imprensa secular por ensinar também o criacionismo nas aulas de Ciências. De tempos em tempos o debate sobre o assunto volta à tona. Desta vez, tudo começou quando um colunista do jornal Folha de São Paulo reproduziu em seu blog na internet uma lição de criacionismo do Colégio Presbiteriano Mackenzie, um dos mais conceituados do país, para turmas da quarta série do ensino fundamental. Foi a deixa para o debate se espalhar pela mídia, o que pressionou o Ministério da Educação (MEC) a tomar uma posição contra a inclusão, em aulas de Ciências ou de Biologia, de qualquer perspectiva criacionista, mesmo em escolas confessionais. A autonomia dessas instituições para definir sua grade curricular chegou a ser questionada, num tom fortemente anti-religioso.

Mas, ao contrário do que veicularam alguns blogs mais apressados, em nenhum momento o ministério atuou para engessar ou interferir na grade dos colégios. A diretora de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, declarou que o órgão é contrário a ensinos criacionistas nas aulas de Ciências ou de Biologia. “A nossa posição é objetiva: criacionismo pode e deve ser discutido nas aulas de religião, como visão teológica, nunca nas aulas de ciências”, disse, reconhecendo, porém, a autonomia das escolas.

No ano passado, a filial de Brasília do Colégio Mackenzie aceitou mudar uma apostila após questionamento do ministro da Educação, Fernando Haddad, que tem uma filha matriculada na escola. O colégio ensina o evolucionismo normalmente, a partir da sexta série do ensino básico, obedecendo às exigências curriculares do MEC, mas também dá espaço para o criacionismo e para o chamado “design inteligente” – concepção segundo a qual a complexidade dos organismos deriva de uma base pré-existente. O ministro teria se queixado do fato de o material não ter sido apresentado aos pais no início do ano letivo. A assessoria de imprensa da instituição negou qualquer pressão do MEC ou de Haddad e explicou que se trata de material destinado ao ensino fundamental, recentemente adaptado do exterior, e que cabiam correções de português. O conteúdo religioso também foi amenizado. E o ministro manteve sua filha na instituição.

Convicções e diversidade – As escolas adventistas, que seguem a mesma linha do Mackenzie quanto ao ensino do criacionismo, também foram criticadas pela imprensa, mesmo tendo seu desempenho educacional reconhecido. “A educação confessional é um direito constitucional e reconhecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional”, lembra, em entrevista a CRISTIANISMO HOJE, o reitor do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), Euler Pereira Bahia. “Nossos constitucionalistas foram sábios o suficiente para compreender que aqueles que desejam educar os seus filhos em um ambiente escolar cujos valores se harmonizam com suas convicções devem ter o direito de fazê-lo dentro da diversidade que o sistema escolar reconhece”, ressaltou.

Euler, que também é o presidente da Associação Brasileira das Instituições Educacionais Evangélicas (ABIEE), não vê motivos para o criacionismo não ter espaço nas escolas. “Aquilo que é ciência, ou seja, aquilo que corresponde aos fatos observáveis e suas leis no mundo natural e que são abordados dentro do chamado método científico, é perfeitamente compatível com a visão criacionista da realidade”, declara o educador. “O que distingue os dois modelos [criacionismo e evolucionismo] é, precisamente, o fato de que, no modelo criacionista, se admite a existência de um Deus Criador, conforme revelado nas Sagradas Escrituras, que planejou a criação do Universo e estabeleceu leis para governarem o seu funcionamento. Ao contrário desta cosmovisão, os evolucionistas defendem que tudo veio à existência através das leis naturais, sem mesmo sequer admitir a existência de um Legislador”.

Para Bahia, é preciso ensinar as duas possibilidades. Ele diz que é um erro confundir criacionismo com religião: “Vale dizer que o evolucionismo não é, na melhor das hipóteses, nem mais científico e nem menos religioso que o criacionismo”, destaca. “Não vejo qualquer razão que não seja a discriminatória para impedir que o aluno tenha o direito de conhecer estas duas estruturas conceituais a respeito das origens e suas implicações sobre as demais áreas do conhecimento e comportamento humanos.”

O assunto interessa particularmente aos religiosos. Neste ano, a Unasp, em parceria com a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), já promoveu o seu sexto Encontro Nacional de Criacionistas, com o tema “Evidências e especulações sobre as origens”. Em abril, a Universidade Presbiteriana Mackenzie deve realizar o “II Seminário Internacional Darwinismo Hoje”, para discutir design inteligente, evolucionismo e criacionismo. E em março, no Vaticano, a Igreja Católica vai realizar o seminário “Evolução biológica, fatos e teorias”.

Mas o assunto não é ponto pacífico nem entre as escolas confessionais. “Um professor bem formado e consciente não vai falar sobre criacionismo em aula de ciência”, diz José Carlos Barbosa, que é pastor metodista, historiador e autor de vários livros, dentre os quais Lugar onde amigos se encontram – Caminhos da Educação Metodista no Brasil (Editora Unimep). “Lembro de uma palestra que ouvi no salão nobre do Colégio Piracicabano, ministrada pelo professor Warwick Kerr, membro da Igreja Metodista e importante cientista. Ele disse em 1979 que era cristão e que não via nenhuma incompatibilidade entre a Bíblia e os ensinos de Darwin. Penso como ele”, frisa.

Ciência e fé – Desde que foi proposta, em 1859, a Teoria da Evolução, concebida a partir da observação científica da adaptação das espécies de plantas e animais ao seu habitat, provocou um terremoto. Como resultado dos acirrados debates entre cientistas e teólogos da época, consolidaram-se grandes fissuras na relação entre a ciência e a fé. Teólogos defensores da interpretação literal do relato do livro bíblico de Gênesis para a criação do mundo condenaram de pronto a teoria alicerçada na seleção natural das espécies.

O que muitos se esquecem é que, mesmo naquele momento, diversos teólogos cristãos de fé firme e ortodoxa não viram problemas em crer na revelação bíblica e explicar o desenvolvimento das espécies pelo prisma da teoria de Darwin. Em O deus de Dawkins: Genes, memes e o sentido da vida (Shedd Publicações), o biólogo e também teólogo Alister McGrath lembra que o anglicano John Henry Newman (1801-1890), contemporâneo do naturalista britânico, já criticava as tentativas da época de confinar e diminuir a fé cristã a uma determinada visão apologética: no caso específico, a então “teologia física” construída pelo religioso William Paley para explicar a adaptação das espécies ao meio ambiente.

Ainda de acordo com Alister McGrath, mesmo o fundamentalismo nor¬te-americano, em seus pri¬mór¬dios, no início do século passado, aceitava a Teoria da Evolução de Darwin. James Orr, um dos autores fundamentalistas, chegou então a escrever que a “evolução viria a ser reconhecida como apenas um novo nome para criação, só que com o poder criador operando de dentro, e não, como na antiga concepção, de uma forma externa e plástica”. Perspectiva semelhante à de muitos pensadores evangélicos contemporâneos, como John Stott, que apesar de não se alinhar com o liberalismo teológico, não tem dificuldades com a Teoria da Evolução. Em seu livro Entenda a Bíblia, Stott diz que “é uma infelicidade que alguns que debatem essa questão comecem por pressupor que as palavras ‘criação’ e ‘evolução’ são mutuamente exclusivas”, para depois afirmar também que “não parece haver nenhuma razão bíblica para negar que alguma espécie de desenvolvimento evolutivo, servindo a um propósito, possa ter sido o recurso empregado por Deus na Criação”. Entre os teólogos católicos, o evolucionismo tem sido largamente acolhido, e já é oficialmente aceito pelos papas. Bento XVI afirmou que o debate entre o criacionismo e o evolucionismo é “um absurdo”, já que a concepção da evolução pode, no seu entender, coexistir com a fé.

Da mesma forma, cientistas respeitados, apesar de trabalharem com a teoria evolucionista – que ao longo do tempo se tornou muito mais complexa e hoje abrange diversos campos do conhecimento –, afirmam sua fé cristã sem qualquer medo ou constrangimento. É o caso do biólogo norte-americano Francis Collins, chefe do Projeto Genoma, empenhado em mapear o conjunto de genes da humanidade. Ele anunciou sua conversão ao Cristianismo, mas defende as descobertas modernas da biologia molecular, alicerçadas na Teoria da Evolução. Outro cientista, Kenneth R. Miller, professor de biologia da Universidade de Brown, nos EUA, também tem publicado livros afirmando que não vê confronto entre o evolucionismo e a Bíblia.

Coisa rara no momento em que cresce o clima de antagonismo entre Ciência e Religião, atiçado especialmente pela pregação ateísta do biólogo inglês Richard Dawkins, que combate a fé com a gana de um cruzado medieval rumo a Jerusalém. Na Inglaterra, o clima de caça às bruxas vitimou Michael Reiss, sacerdote da Igreja Anglicana – onde é larga a aceitação da Teoria da Evolução. Reiss teve que deixar a função de diretor de educação da Royal Society depois de defender a liberdade do ensino criacionista pelas escolas inglesas. Saiu sob uma saraivada de críticas.

Uma teoria contestada - Muito do criacionismo moderno, não exatamente o teológico, mas o científico, tem base nos escritos de Henri Morris (1918-2006), fundador do Creation Research Society e do Institute for Creation Research, instituição sediada no Texas (EUA). Ele questionava a idade do material fóssil encontrado. Suas teorias, no entanto, nunca foram aceitas pela comunidade científica internacional. Ainda nos anos 80, a Suprema Corte americana proibiu o ensino do criacionismo em escolas públicas.

Da mesma forma, o chamado design inteligente não recebeu o reconhecimento desejado. O termo, como é atualmente usado, surgiu com a publicação, em 1989, do livro Of pandas and people: The central question of biological origins (“Sobre pandas e pessoas: A questão central das origens biológicas”), de Percival Davis e Dean Kenyon. Muitas outras publicações e idéias apoiando o design inteligente surgiram desde então. Apesar de ter se popularizado rapidamente, a idéia de que a complexidade dos organismos vivos exigiria a existência de um design pré-existente não foi acolhida pela comunidade científica, por não ser passível de comprovação pelos métodos da ciência. Em 2005, a controvérsia foi para os tribunais. Pais de alunos e diversas associações defenderam o ensino da concepção nas escolas públicas como alternativa ao evolucionismo, mas foram derrotados.

Clique aqui e leia também a matéria Na base da educação brasileira.
Fonte: Cristianismo Hoje

terça-feira, 3 de março de 2009

Menino de 11 anos é pastor na Flórida


MIAMI - Na primeira vez que Terry Durham pregou ele não estava diante de um grupo de pessoas ou mesmo dentro de uma igreja. Ele estava no banheiro da casa de sua avó em Fort Lauderdale, fazendo seu primeiro sermão cercado por escovas de dentes, sabonetes e toalhas. Ele tinha seis anos.
Cinco anos depois, Terry foi ordenado ministro e prega quase todos os domingos no Ministério da Verdade Gospel, uma igreja de 20 lugares fundada por sua avó em 2000.

"Eles dizem, 'Como pode um pastor ser tão jovem?'", disse Terry, agora com 11 anos. "Mas quando me ouvem, ficam chocados".

"Deus colocou seu espírito em mim", disse Terry, que vestia um terno azul claro com sapatos combinando, seu traje típico para o domingo. "Ele disse, 'Eu colocarei meu espírito sobre toda carne'. Mas ele não disse quantos anos você teria que ter para ser algo assim".

Durante a semana, Terry frequenta a quinta série da Escola Elementar Liberty, joga Uno com seus amigos e faz aulas de coro. Terry disse que lê a Bíblia todos os dias além de estudar teologia em aulas oferecidas por uma universidade online.

Mas Terry disse que fica mais feliz quando está pregando.

"Quando estou no púlpito, é como se algo tomasse conta de mim", ele disse, "e eu me transformo em um homem de Deus. E quando estou fora do púlpito, me transformo em uma criança sem fala".

Ele não escreve nada, contou. Ele simplesmente lê a Bíblia no dia anterior ao serviço e espera que o espírito o guie.

"Eu não planejo dizer aquelas coisas", ele disse, "mas quando Deus as oferece a mim, eu as digo corretamente para obedecer".

Entregar o púlpito a um ministro tão jovem quanto Terry não é incomum em igrejas de negros que não são fiscalizadas por um corpo central, disse Christine Gudorf, presidente do departamento de religião da Universidade Internacional da Flórida.

Terry viajou além da Flórida para fazer sermões, duas vezes ao Ministério do Templo Tiaise em Allentown, Pensilvânia. A pastora local, Donna Morgan, disse que Terry apela aos adultos porque os inspira a transcender supostas limitações.

"As pessoas o ouvem e dizem, 'Meu Deus, veja o que o Senhor pode fazer quando estamos dispostos a seu ferramentas usadas por Deus para transmitir sua mensagem'", disse Morgan.

Por ADOLFO FLORES

Leia mais sobre religião

segunda-feira, 2 de março de 2009

Cristãos na Índia sofrem com perseguição religiosa


Saiba mais sobre a Igreja Perseguida na Índia
ÍNDIA (22º) - A impunidade encoraja grupos extremistas e violentos na Índia, segundo país mais populoso do mundo, com mais de 1 bilhão de habitantes.

A relatora especial do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas sobre a liberdade de religião, Asma Jahangir, fez um relatório sobre o país. No Estado de Orissa, ataques aos cristãos, causaram inúmeras mortes, fenômeno que se desencadeou após a morte do líder religioso hindu Swami Laxamananda Sararwati.

A violação dos direitos humanos afeta não apenas os cristãos, mas também os muçulmanos. Desde 1996, as organizações cristãs AICC – All India Christian Council e CSW – Christian Solidarity Worldwide são encarregadas da defesa da liberdade religiosa.

O presidente da AICC, Joseph D´Souza, pediu às autoridades civis e o governamentais que levem seriamente em consideração os dados do relatório. Por sua vez, a diretora da CSW, Alexa Papadouris, vê com atenção a forte violência seguida de impunidade.

Em Orissa, seguem episódios de violência, sem que exista justiça contra os culpados. A última denúncia, como mostra o L´Osservatore Romano, feita pelo presidente do Global Council of Indian Chiristians, havia alertado sobre o seqüestro e tortura de um cristão a mando de fundamentalistas hindus, sem a intervenção da polícia.

O Governo de Orissa, com sede na capital Bhubaneswar, havia assegurado a proteção da comunidade cristã, aumentando as tropas nas ruas. Agora, porém, o número foi drasticamente reduzido, deixando a comunidade cristã com medo.


Fonte: Rádio Vaticano

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Internet sob suspeita

Missionários presos mostram os riscos de segurança dos emails.
Os missionários David e Fiona Fulton foram sentenciados, no último mês de dezembro, a um ano de trabalho duro pelo Tribunal da Gâmbia depois de serem considerados culpados. A sentença foi dada por causa de um comentário que circulou em uma lista de oração que funciona por correio eletrônico.

Depois de quase uma década de serviço na nação muçulmana da África Oriental, os Fulton, missionários da Assembléia de Deus, experimentaram uma série de dificuldades, incluindo um desentendimento que os deixaram à parte de sua igreja local. Ao mesmo tempo, David reduziu seu papel como capelão do exército e ainda foi assaltado por um homem que ele descreveu como um muçulmano fundamentalista.

“Agora, como (um elemento extremista crescente) deveria ser negociado, eu não sei”, David escreveu em um email para colaboradores. “Eu sugeri que nós armássemos os muçulmanos com varas e os cristãos com metralhadoras e os deixássemos lutando. Mas na verdade, enquanto eu defender a mim e a minha família, não acredito que vou ou deveria tomar parte nesse papel dinâmico contra eles, pois é o trabalho do governo.”

Alguém da lista de pessoas de oração dos Fulton enviou o email para as autoridades de Gâmbia. “Esse comentário infeliz não foi bem recebido pelas autoridades”, conta Khataza Gondwe, o oficial da Christian Solidarity WorldWide na África Subsaariana. O email deu base para revoltas.

Gondwe disse que o sistema carcerário de Gâmbia é particularmente áspero, e o casal aparentou estar completamente fraco no tribunal. O esperado é que os Fulton cumpram a sentença trabalhando numa plantação, além do pagamento de 8.600 dólares.

Os Fulton não são os únicos missionários cujos emails lhes trouxeram problemas. O presidente da Wycliffe Bible Translators, Bob Creson, afirmou que o uso não autorizado de carta de colaboradores é um risco para muitos missionários.

O professor de Wheaton, Scott Moreau, explica que muitos governos sabem sobre os missionários e geralmente estão mais preocupados com a posição nas questões de natureza política, como no caso dos Fulton, do que com as pregações sobre Deus.

“Os Fulton não estavam em perigo por causa do email em si”, explica Pete Holzmann, diretor executivo da International Christian Technologists Association. “Isso é mais uma questão de pessoas do que de tecnologia”.

Missionários podem evitar atrair atenção usando métodos comuns, como Gmail e Fed Ex, ou enviando mensagens através de criptografia. Entretanto Holzmann avisa que o risco real é o que acontece depois que a mensagem chega. Cartas publicadas em websites de igrejas, fotos postadas em blogs, e histórias contadas em público podem ser usadas contra missionários.

Outro caminho que os missionários podem usar para diminuir o risco é simplesmente não ser ingênuo ao escrever, como se estivessem no próprio país. “Você quer que pessoas orem pelas circunstâncias”, diz Creson, “mas não arriscando o ministério”. Wycliffe e outras agências missionárias nomeiam missionários como supervisores e uma equipe de funcionários quando eles precisam escrever pensamentos muito delicados.

Steve Knight, coordenador internacional de comunicação do Serving in Mission, diz que ele instrui os missionários a perguntar para eles mesmos como os vizinhos se sentiriam com o conteúdo das cartas de oração.

Outra boa tática para missionários é lembrar os colaboradores que o conteúdo dos emails não pode ir muito longe. Holzmann recomenda o envio de material sensível num email criptografado com PDF, que previne de cópias e impressões. “É fácil quebrar o sistema de segurança, mas eles podem quebrá-lo sabendo que não estão respeitando seus desejos”, ele assegura.

A tática mais importante, concordam Holzmann, Creso e Knight, é que os missionários tenham uma vida coerente de modo que eles sejam respeitados e integrados. Nas palavras de Holzmann, “Se tudo é possível, e é possível em situações incríveis, viva a sua vida e faça o seu ministério de maneira que as pessoas do local e o governo amem você e gostem do que você está fazendo.”


Copyright © 2009 por Christianity Today International

(Traduzido por Sulamita Ricardo)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Estudantes de enfermagem acusadas de blasfêmia


PAQUISTÃO (13º) - Duas cristãs estudantes de enfermagem na cidade de Lahore, Paquistão, foram acusadas de profanar versos do Alcorão, o livro sagrado muçulmano, dias depois de suas colegas destruírem um quadro de Jesus Cristo pendurado no quarto.

A tradição islâmica proíbe claramente imagens de Alá, Muhammad e de todas as figuras ligadas ao cristianismo e judaísmo.

As estudantes muçulmanas rasgaram a pintura e jogaram fora depois que as cristãs se recusaram a tirá-la voluntariamente.

A administração da escola de enfermagem não tomou nenhuma atitude em relação ás alunas muçulmanas, que cometeram um ato de “profanação”.

A tensão entre as estudantes se agravou quando as muçulmanas, ainda rancorosas com suas colegas de quarto, acusaram as meninas de profanar os versos do Alcorão.

Sohail Johnson, presidente do ministério Sharing Life Pakistan, expressou sua preocupação sobre os recentes abusos de lei sobre pessoas instruídas.

“Qualquer um pode entender porque pessoas ignorantes ou analfabetas podem ser exploradas pela lei, mas quando se trata de pessoas com alto grau de instrução, é um motivo para nos preocuparmos, e isso faz com que não-muçulmanos fiquem mais vulneráveis ao abuso da lei”, diz.

“Ao envolver enfermeiras cristãs em casos de blasfêmia, como tem acontecido ultimamente, aparenta-se que alguns elementos querem desencorajar as mulheres cristãs de entrar na área médica”, afirma. Ele também demonstra a preocupação em criar uma estratégia para lidar com acusações de blasfêmia.

“A Igreja Perseguida precisa de muita oração. Ore pelos cristãos paquistaneses, por causa da opressão e perseguição que sofrem.”

Tradução: Deborah Stafussi

Fonte: ANS

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Perseguição — O Distintivo de Honra do Cristão

Se você não estiver sendo perseguido por causa da sua fé, algo deve estar errado!

Escrevendo a Timóteo, o apóstolo Paulo fez a seguinte advertência sobre o que o jovem (e todos os cristãos) enfrentaria ao tentar ministrar aos outros:
"E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições." [2 Timóteo 3:12]

No entanto, freqüentemente essa afirmação parece não ter significado nas vidas dos cristãos professos hoje — particularmente aqueles de nós que vivem no assim chamado "mundo livre" do Ocidente — por causa daquilo que é reconhecido como tolerância religiosa. E, sem dúvida o grau de tolerância mostrado pela maioria de incrédulos à nossa volta contribui para essa percepção, mas o fato real é que a falta de perseguição deve-se principalmente aos cristãos mornos [Apocalipse 3:15-16]. Estar na zona do conforto e seguir o caminho da mínima resistência raramente leva à alguma fricção. Entretanto, quando examinamos a instrução que o Espírito Santo nos deu no verso citado anteriormente, notamos que aqueles que "querem piamente viver em Cristo Jesus" serão (não poderão) ser perseguidos! A lógica inescapável é que a perseguição é mínima para a maioria de nós por que não estamos vivendo de forma piedosa — não estamos entregues ao Espírito Santo e cheios da sua presença pessoal. Um cristão cheio do Espírito Santo garantidamente atrairá perseguição e intolerância como um piquenique atrai formigas. Por quê? Por que adotamos uma atitude "sou mais santo do que você" e fazemos o possível para afastar todos do nosso redor? Não, embora sejamos acusados de fazer essas coisas, a explicação encontra-se em Cristo, e não em nós.

Satanás é atualmente o "deus deste século", mas sabe que os dias do seu reinado estão contados. Jesus Cristo virá novamente como Rei dos Reis e Senhor dos senhores para governar o universo para sempre — e o Diabo o odeia com um ódio que está além da nossa capacidade de compreensão, pois deseja desesperadamente tomar o lugar de Cristo [Isaías 14:12-17]. Ciúme intenso com relação ao poder e à posição são as forças motivadoras que estão por trás das táticas de Satanás desde que a iniqüidade foi encontrada nele [Ezequiel 28:15b]. Entretanto, por razões que só Deus mesmo sabe, ele permitiu a Satanás continuar como "o acusador dos irmãos" [Apocalipse 12:10] e operar como um adversário espiritual no mundo, até que Jesus Cristo retorne para reivindicar aquilo que por direito lhe pertence. Assim, precisamos compreender que essa perseguição é diretamente proporcional ao grau do fruto em uma vida cheia do Espírito. Quanto mais nos entregamos à vontade do Espírito Santo e ele transparece em nossas vidas, maior oposição podemos esperar de Satanás. Do mesmo modo, quanto mais vivermos nossas vidas em "piloto automático", menor a probabilidade de atrairmos a atenção do Diabo. Encontramos esse princípio perfeitamente ilustrado no ministério do próprio Jesus Cristo — a Bíblia diz que "ele andou fazendo o bem" [Atos 10:38], mas sofreu perseguição e oposição de uma forma como ninguém mais experimentou, pois estava totalmente cheio do Espírito Santo. E, ele disse aos apóstolos que também enfrentariam o mesmo tipo de oposição ao obedecerem a vontade de Deus. A história mostrou a exatidão dessa predição, pois todos os apóstolos, exceto João [e Judas, é claro] — morreram como mártires.

No capítulo 15 do Evangelho Segundo João, encontramos o registro do que o Senhor disse aos seus discípulos no caminho para o Jardim do Getsêmani. Ele continuou a dar lhes instruções espirituais até o momento em que foi preso e levado embora. O conteúdo desse ensino revela muito do que ele disse referente às futuras provações pelas quais os apóstolos passariam. Começando no verso 17, temos o seguinte:

"Isto vos mando: Que vos ameis uns aos outros. Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou." Continuando com os versos 1 e 2 do capítulo 16: "Tenho-vos dito estas coisas para que vos não escandalizeis. Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus." [ênfase adicionada]

Quando fomos mergulhados nas águas do batismo e nos identificamos publicamente com Jesus Cristo em sua morte, sepultamento e ressurreição — tomamos o nome dele e tudo o que o acompanha. Para os crentes judeus na igreja primitiva, isso freqüentemente significava ser rejeitado pela família e ser declarado morto! Todos os meios de subsistência eram negados ao indivíduo e normalmente ele precisava mudar para outra cidade e morar no meio dos gentios para conseguir sobreviver. Custava muito seguir ao Senhor, mas aqueles discípulos eram gigantes espirituais — cheios do Espírito Santo — e "alvoroçaram o mundo" [Atos 17:6]. Muitos foram martirizados por causa da sua fé e outros passaram por privações e grandes dificuldades, mas não renunciaram a fé no Senhor. Em Hebreus 11, normalmente chamado de "Capítulo dos Heróis da Fé", encontramos nos versos 33-35 uma descrição daqueles que, por causa da fé, operaram obram poderosas. No entanto, nos versos 36-38, encontramos a descrição daqueles que sofreram por causa da sua fé:

"E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra."

Sim, perseguição e até morte foi a porção de muitos dos servos escolhidos de Deus, enquanto outros levaram vidas relativamente tranqüilas. Por que a diferença? Tudo é parte da vontade soberana de Deus para nós — ajustada individualmente para atender às necessidades do seu plano. Nossa responsabilidade é tentar fazer o melhor que pudermos para nos conformarmos à sua boa e perfeita vontade, enchendo-nos do Espírito Santo diariamente, sabendo que ao fazer isso, incorreremos na ira do mundo que está à nossa volta. Não é uma coisa fácil de fazer! A maioria de nós não tem a menor vontade de ser desprezado pelos outros — particularmente quando podemos evitar isso mantendo nossas bocas fechadas e nos preocupando apenas com nossas vidas, por assim dizer. No entanto, o cristianismo "furtivo" é uma das principais razões por que a igreja tornou-se tão morna e sossegada — enfocando sua atenção em planos e programas, em vez de no amadurecimento dos santos. O mundanismo entre os irmãos certamente é incompatível com uma vida cheia do Espírito Santo e o resultado é a letargia espiritual.

Além disso, quando levamos em consideração as mensagens de correio eletrônico que recebemos, repetindo constantemente a acusação que estamos pregando o ódio e a intolerância porque seguimos a recomendação do apóstolo Paulo em 2 Timóteo 4:1-4 — "a descrição do trabalho" do pastor — achamos isso muito revelador:

"Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas." [ênfase adicionada]

Como nossas palavras vão na direção contrária ao que certas pessoas gostariam de ouvir, e por que usamos a Bíblia como o único padrão, somos acusados de sermos odiosos e de gostar de julgar os outros. Na realidade, porém, essas pessoas é que estão sendo odiosas e estão nos julgando em nos condenar! Não pregamos nenhuma forma de retaliação nem pronunciamos julgamentos contra ninguém, pois o julgamento é uma prerrogativa do Senhor. Nossos artigos são escritos como comentários para promover o discernimento do povo cristão e para desafiar os incrédulos, mas nunca são escritos com propósitos inflamatórios ou para ofender, embora reconheçamos que a linguagem seja contudente. Estamos meramente expressando aquilo que acreditamos ser a verdade relativamente às questões espirituais, mas no entanto somos constantemente censurados por isso. As divergências em assuntos econômicos e na prática política são vistos como uma discussão saudável, mas em religião freqüentemente é visto como ódio. Você não acha isso interessante? E, apenas para registrar, NÃO ODIAMOS NEM ENCORAJAMOS O ÓDIO A NINGUÉM!! Discórdia, sim.

Cristão, se você pode se misturar com o mundo e ser aceito — provavelmente está fazendo algo de errado! Se alguém falar bem de você, independente de quão louco isso pareça, você não está vivendo piamente em Cristo Jesus! Permitir que o Espírito Santo habite em você e manifestar sua presença como "fruto" espiritual na sua vida vai lhe causar problemas — com certeza! Aqueles que estão mortos espiritualmente — e isso inclui a vasta maioria das pessoas com quem nos relacionamos no dia a dia — não podem compreender "as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura" [1 Coríntios 2:14] e farão tudo o que puderem para nos evitarem, se verdadeiramente vivermos para Cristo. E esse é o ponto exato que aconselhamos que você aplique aos "líderes cristãos" que são respeitados pelas população atualmente. Ouça e grave bem o que digo: Qualquer pastor que declare "todo o conselho de Deus" [Atos 20:27] será desprezado pelo mundo! Aqueles que sempre aparecem como famosos e respeitáveis nas pesquisas de opinião devem ser vistos com grande suspeita, pois o simples fato de serem populares evidencia que estão contemporizando seu ministério. Portanto, acautele-se!

E com você pessoalmente — sua caminhada com Deus está causando fricção? Eis o que o Senhor teve a dizer a respeito do seu ministério:

"Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão; porque daqui em diante estarão cinco divididos numa casa: três contra dois, e dois contra três. O pai estará dividido contra o filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a sogra contra sua nora, e a nora contra sua sogra."

Em outras palavras, o ministério de Cristo vai separar as pessoas em ovelhas e bodes — crentes e incrédulos — trazendo consigo toda a discórdia e perseguição que inevitavelmente segue essa discordância. Ele trouxe sobre si mesmo a condenação dos líderes religiosos daquele tempo e teve uma morte horrível por crucificação; um destino que desde o início soube que teria. No entanto, a despeito de toda a oposição, continuou resolutamente a pregar, a ensinar e a proclamar o Evangelho do Reino, permitindo que a vontade do Pai fosse realizada e cooperando plenamente até o fim. Ao fazer isso, comprou a redenção do seu povo eleito, pagando por ela com seu próprio sangue. E, a história está repleta com exemplos de seus seguidores que sofreram e morreram, porque não quiseram contemporizar com o mundo para evitar a perseguição. Você está disposto a seguir e a sofrer? Lembre-se apenas que quanto mais perto estiver de Cristo e quanto mais andar nele, mais provavelmente incorrerá na ira de Satanás e sofrerá por causa disso.


"E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem." [Mateus 7:14]


--------------------------------------------------------------------------------

Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a alegria do Espírito Santo de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia.

Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo como Salvador, mas entendeu que ele é real e que o fim dos tempos está próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da vida eterna nos céus, como se já estivesse lá. Assim, pode ter a certeza de que o Reino do Anticristo não o tocará espiritualmente. Se quiser saber como nascer de novo, vá para nossa Página da Salvação agora.

Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam a vindoura Nova Ordem Mundial, o Reino do Anticristo, nas notícias do dia-a-dia.

Autor: Pr. Ron Riffe

Fonte: http://www.espada.eti.br/p163
.asp

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Nova reforma constitucional não inclui liberdade religiosa

MALDIVAS (6º) - A eleição do presidente Mohamed Nasheed em outubro de 2008, foi interpretada internacional e localmente como o início da democratização e reconhecimento de liberdades básicas no país. Entretanto, o que passa despercebido é que a religião é uma questão tão sensível nas Maldivas, que o presidente Nasheed não incluiu o item em sua reforma.

Sob o governo do antecessor de Nasheed, Maumoon Abdul Gayoom, no poder de 1978 a 2008, o islã sunita era a pedra fundamental do nacionalismo, e a sociedade maldívia, que antes apoiava a tolerância religiosa, submeteu-se a uma grande “arabização” e “islamização”. Os símbolos e práticas culturais indígenas foram declarados anti-islâmicos, e, portanto, proibidos. O islã começou a ser um assunto obrigatório nas escolas.

A Constituição de 1997 declara que o islã é a religião oficial, enquanto o ato de proteção à unidade requer a homogeneidade religiosa.

Os maldívios viam o ser sunita como parte de sua nacionalidade. Atualmente, a maior parte da população entende os cidadãos não muçulmanos como uma ameaça nacional. Como resultado, nenhum político desafiou a sugestão do parlamento de incluir a cláusula: “Um não-muçulmano não pode ser cidadão das Maldivas” para a nova constituição de 2008. O artigo 9d estipula que “um não-muçulmano não pode se tornar membro das Maldivas”.

Em maio de 2008, a agência local de notícias Minivannews citou o ministro da informação afirmando: “Será muito difícil para as Maldivas conviver com a ideia de que os cidadãos podem escolher outra fé. Nenhum líder abandonará suas convicções”. Isso foi provado pelos membros do antigo governo e pelo atual presidente Nasheed.

Parece que o comprometimento do novo governo com os direitos humanos não inclui a liberdade de religião ou crença, o que também se refere à liberdade de expressão e união. O fato já foi exposto durante a campanha eleitoral de 2008.

Para saber mais sobre a liberdade religiosa nas Maldivas, clique aqui.

Tradução: Deborah Stafussi

Fonte: Forum18 News Service (em inglês)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Nordeste do Paquistão vai oficializar lei islâmica

PAQUISTÃO (13º) - O governo local da região nordeste do Paquistão anunciou neste domingo que chegou a um acordo com o Talebã para oficializar a implementação da lei islâmica (sharia) na região do Vale do Swat, fronteira com o Afeganistão.

A sharia era uma reivindicação antiga do grupo que, extra oficialmente, já havia imposto a prática no interior da província, fechando centena de escolas e impedindo a educação de meninas.

O anúncio de como será a aplicação da lei islâmica deve ser feito nesta segunda-feira na capital regional, a cidade de Peshawar.

Como ‘gesto de boa vontade", o Talebã anunciou que vai impor uma trégua de 10 dias com as forças de segurança do Paquistão e libertou um engenheiro chinês capturado há mais de seis meses.

O governo central em Islamabad ainda não se manifestou sobre o que analistas estão considerando uma concessão ao Talebã, grupo que a administração prometeu erradicar.

Ofensiva

O Exército do Paquistão, pressionado pelo EUA a combater militantes em seu território, lançou uma feroz ofensiva contra o Talebã desde meados de 2007.

Apesar dos esforços, a ofensiva não conseguiu conter o aumento da influência do grupo. O presidente paquistanês, Ali Zardari, afirmou em uma entrevista à rede americana CBS que hoje o Talebã ameaça o Paquistão como um todo, que o grupo passou a atuar em grandes partes do território e não apenas nas regiões fronteiriças com o Afeganistão.

A ofensiva mobilizou um grande número de soldados e causou muitas baixas de ambos os lados. Se calcula que pelo menos mil civis tenham morrido nos confrontos e bombardeios aéreos.

Um número muito maior de moradores fugiu da violência da área, refugiando-se nas cidades grandes de outras partes do país, criando um problema social.

"Muitos no Vale do Swat querem a saída imediata do Exército porque este falhou na tentativa de impedir o avanço do Talebã ou proteger os opositores do grupo", afirmou o repórter da BBC Ilyas Khan, que esteve a pouco tempo na região.

O Vale do Swat, com seus picos nevados, planícies verdes e lagos, é conhecida como a ‘Suiça paquistanesa".

A região era um das destinações favoritas no país, particularmente popular entre mochileiros europeus e americanos na virada dos anos 1960 e 70.

Mas a violência e aumento do fundamentalismo islâmico dos últimos anos tornaram a região praticamente proibida para estrangeiros.

Fonte: BBC Brasil.com

Projeto de lei para restrição religiosa é julgado no Cazaquistão


CAZAQUISTÃO (*) - Uma organização de direitos humanos está feliz com a decisão tomada pelo conselho constitucional do Cazaquistão de rejeitar um projeto de lei que ameaçava restringir a liberdade religiosa no país.

Uma notícia da Christian Solidarity Worldwide relata que a decisão foi baseada no artigo 39, parágrafo 3 da constituição, que afirma que “os direitos e liberdades estipulados” pelos diversos artigos específicos da Constituição “não devem ser restringidos de nenhuma forma”.

Isso inclui o artigo 14.2, que afirma: “Ninguém deve ser discriminado por razões de origem, propriedade, ocupação, sexo, raça, nacionalidade, língua, atitudes religiosas, convicções, moradia ou qualquer outro motivo”.

O pronunciamento segue as diversas intermediações feitas pela CSW e diversas organizações, esperando impedir que o projeto de lei proposto seja bem-sucedido.

De acordo com um membro do governo do Cazaquistão, o julgamento também indica que a lei religiosa atual é inconstitucional. As comunidades religiosas no país já enfrentam diversas violações de seus direitos de crença, e desacato aos parâmetros de direitos humanos seguido pelo país.

O presidente tem um mês para questionar a decisão, mas como enfrenta pressão internacional, principalmente de outros governos, é improvável que o faça.

Alexa Papadouris, diretora de ações humanitárias da CSW disse que “A CSW dá boas vindas à decisão do conselho sobre esse projeto de lei, mas apesar desse anúncio, continuamos a manter o foco nas práticas regulares dos oficiais do Cazaquistão quanto à liberdade religiosa. A não-legalidade desse projeto aparece como um sintoma da falta de respeito à lei no Cazaquistão”.

Ela continua: “Apesar disso, esperamos que a decisão do conselho leve a uma revisão da legalidade da legislação atual. Confiamos que essa decisão enviará uma mensagem para os outros estados da Ásia, que são comprometidos em manter os parâmetros através de sua participação na Organization for Security and Cooperation in Europe – OSCE (Organização por segurança e cooperação na Europa), e a confirmação da declaração dos direitos civis e políticos”.

A CSW é uma organização pelos direitos humanos especialista em questões de liberdade religiosa para todos.

Tradução: Deborah Stafussi


Fonte: ANS

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Enfermeira é suspensa após orar por paciente


INGLATERRA (*) - Foi anunciado que os funcionários do NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido) que falarem sobre sua religião com os pacientes podem perder seu emprego.

Um documento do Departamento de Saúde alerta que, falar sobre religião com pacientes pode ser considerado incômodo ou intimidação.

O documento, publicado no mês passado, não apresenta exatamente o que é aceitável, mas declara que ações que demonstrem má conduta podem levar à demissão.

As notícias são particularmente irônicas para muitos hospitais, como os hospitais de Londres Saint Barth e Saint Thomas, que foram fundados, como muitos hospitais, por obra de caridade cristã.

Isto aconteceu depois que uma enfermeira cristã que havia sido suspensa por oferecer oração a um paciente foi chamada para retornar ao trabalho.

Seus superiores no NHS foram forçados a uma humilhante retratação depois que o caso provocou uma comoção nacional. Caroline Petrie recebu cautelosamente a proposta – mas não foi forçada a escolher entre sua profissão e sua fé.

A Senhora Petrie foi acusada de não demonstrar compromisso com ‘igualdade e diversidade’, e enfrentou uma audiência disciplinar. Deve-se destacar que o NHS de North Somerset oferece serviços como capelania e salas de oração para uso de seguidores de todas as crenças.

Porém, aqueles que a apoiam reinvindicam que ela foi uma vítima de discriminação religiosa. O NHS no distrito de North Somerset emitiu uma declaração dizendo que havia contatado a senhora Petrie e esperava que retornasse ao trabalho o mais rápido possível.

No entanto, acrescentou: “É aceitável oferecer apoio espiritual como parte do tratamento quando o paciente pedir. Porém, para as enfermeiras, cujo principal papel é fornecer cuidados de enfermagem, a iniciativa deve ser do paciente e não da enfermeira”.

“Enfermeiras como Caroline não precisam colocar sua fé de lado, mas crenças e práticas pessoais devem ser secundárias às necessidades e crenças do paciente, e aos requisitos da prática profissional.”

“Estamos felizes por tomarmos esta posição clara de modo que Caroline e outros funcionários continuem a oferecer cuidado de alta qualidade para os pacientes enquanto continuam comprometidos com suas crenças.”

A senhora Petrie, 45 anos, declarou que a proposta foi ‘uma boa notícia’, mas precisa de uma garantia firme de que suas crenças serão aceitas por seus superiores antes de reassumir suas funções como enfermeira substituta. Ela acrescentou que não sabia nada sobre a proposta de retornar ao trabalho até que o jornal entrou em contato com ela.

“Eles ainda não falaram nada comigo diretamente”, disse ela. “Não estou certa de querer voltar ao trabalho antes de saber quais serão as implicações. “Gostaria de saber quais são os termos antes de tomar minha decisão.”

“É muito difícil não perguntar aos pacientes se eles querem que eu ore por eles quando acredito que a oração é eficaz para os doentes. É uma questão de consciência para mim. Eu não deveria escolher entre ser uma cristã ou ser uma enfermeira.”

Petrie havia perguntado a May Phippen, 79 anos, se queria que orasse por ela no final da visita domiciliar. A senhora Phippen não se ofendeu e não fez uma queixa formal. Mas disse a outra enfermeira que achou aquilo estranho e que poderia ser considerado preocupante ou ofensivo por outros se fossem de outras crenças ou poderiam achar que precisavam de oração por estarem muito doentes.

A batista, que se tornou cristã dez anos atrás, após a morte de sua mãe, disse que suas orações tinham efeito real nos pacientes, incluindo uma mulher católica cuja infecção urinária desapareceu dias depois de ter feito uma oração.

Tradução: Cláudia Veloso

Fonte: Daily Mail
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...