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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Igreja é lacrada em Rangoon


Saiba mais sobre a Igreja Perseguida em Mianmar
MIANMAR (25º) - Representantes do regime ditatorial lacraram uma igreja no distrito de Dagon do Sul, cidade de Rangoon em 22 de dezembro. Eles acusaram a igreja de ter sido construída sem permissão.

Ko Ko Hlaing, do Comitê de Paz e Desenvolvimento do distrito, e seus homens foram à igreja por volta das 18 horas e lacraram a entrada.

As informações foram dadas pelo pastor Joy, de 36 anos. Seu nome verdadeiro não pode ser publicado por questões de segurança.

O pastor e os membros da igreja, todos da etnia chin, não puderam celebrar o Natal e nem o Ano Novo.

"Nossa igreja funciona há dois anos e temos dez mil pessoas não-evangelizadas em nossa vizinhança. A igreja está fechada agora. Precisamos de sua oração e apoio urgentemente para que o prédio seja reaberto e para que desenvolvamos nossas atividades", disse o pastor.

A igreja pediu, por diversas vezes, a licença de construção, mas esta nunca foi lhe concedida.

Segundo o pastor e ativista chin Shwekey Hoipang, amigo íntimo do pastor Joy, não é estranho ouvir falar que “ainda há perseguição religiosa em nosso país”.

Tradução: Daila Fanny

Fonte: Chinland Guardian

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Apresentada a primeira Bíblia traduzida por Católicos e Protestantes juntos

Depois de 30 anos de intenso trabalho, foi apresentada na Espanha, nesta quarta-feira, a primeira Bíblia interconfissional em castelhano, um texto elaborado por uma equipe composta de católicos e protestantes espanhóis.

Trata-se da primeira tradução interconfissional da Bíblia, feita a partir das línguas originais do texto: hebraico, aramaico e grego. A obra, de 2.200 páginas, que será vendida por €21,00 (R$ 63,00), inclui um vocabulário de termos bíblicos e uma cronologia histórico-literária.

O volume contém também tabelas de equivalências de pesos, medidas e moedas, uma resenha do calendário judaico e mapas que orientam sobre os lugares onde ocorreram os acontecimentos narrados na Bíblia. A tradução e a supervisão do texto foram coordenadas e dirigidas pela Casa da Bíblia e pela Sociedade Bíblica da Espanha.

Antes da apresentação da obra ao público, o teólogo e catedrático da Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade de Salamanca, José Manuel Sánchez Caro, disse que a Bíblia Interconfissional em castelhano é “um feito” e um “dos grandes eventos da história da Igreja na Espanha”.

Por sua vez, o professor de Teologia da mesma Universidade, Fernando Rodríguez Garrapucho, ressaltou o tempo da elaboração da obra − 30 anos – sublinhando a importância de que ela seja fruto do trabalho conjunto de católicos e protestantes.

O biblista e teólogo protestante, José Luis Andavert, explicou que, na tradução, “não há grandes diferenças”, mas salientou – no contexto da obra – as notas, os comentários e as introduções, que “não são de caráter confissional, mas sim histórico, lingüístico e literário” ao contrário do que acontecia até agora.

Andavert ressaltou que “a verdade pública” oferecida no novo texto “é fundamental” para compreender “nossa cultura, nossas ideias, nossa música e nossa literatura”.

Fonte: AF/RV/NC e Gospel+
Via: Notícias Cristãs

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Vitória para igrejas domésticas em Karnataka

ÍNDIA (30º) - Quatro meses após o fechamento de várias igrejas domésticas no Estado de Karnataka, o tribunal do Estado deu-lhes permissão para reabrir e realizar seus cultos normalmente.

A decisão foi dada após pastores e cristãos do distrito de Davanagere enviarem uma petição por escrito ao tribunal de Karnataka.

O Conselho Geral dos Cristãos da Índia (CGCI) ofereceu representantes legais e apoio logísticos aos pastores envolvidos no processo.

Nos últimos quatro meses e meio, foram fechadas 12 igrejas em Davanagere.

Após ataques realizados em 17 de agosto de 2008, a administração de distrito emitiu informes buscando por igrejas que funcionassem irregularmente. No início de setembro, várias igrejas já haviam sido lacradas.

O vice-comissário K. Amar Narayan instruiu o Departamento de Polícia a inspecionar igrejas e salas de oração a fim de verificar quantos tinham autorização.

A imprensa indiana observou que os templos de outras religiões não estavam sendo checados.

Líderes cristãos locais dizem que por trás dos fechamentos das igrejas havia extremistas hindutvas influenciando o governo.

Durante 2008, grupos extremistas como o RSS e o Bajrang Dal agrediram cristãos, incendiaram igrejas, fizeram acusações falsas contra pastores e abriram processos contra eles. Como isso, houve poucas reuniões cristãs, pois a Igreja vivia com medo.

O chefe de Justiça do tribunal foi duro com o administrador do distrito, dizendo “Em um país democrático, ninguém tem poder para impedir outra pessoa de cultuar segundo os preceitos da fé que professa. O credo pode ser uma igreja ou qualquer outro centro de culto”.

Hoje, o CGCI alegra-se com os cristãos de Davanagere com a vitória legal. As 12 igrejas que haviam sido fechadas estão abertas, e o governo talvez solicite que as igrejas queimadas sejam indenizadas. Todas as acusações falsas registradas contra pastores foram automaticamente retiradas com o veredicto do tribunal.

Durante a audiência, o promotor público se comprometeu a dar melhor proteção aos cristãos e às minorias no Estado de Karnataka.

Dr. Joseph D’souza, presidente do CGCI, comenta: “Os planos dos grupos extremistas hindus foram frustrados. Eles não sabem que as igrejas, em seus 2 mil anos de existência, se reúnem em casas, células, esconderijos subterrâneos, salões, campos e quaisquer outros lugares onde possam realizar seus cultos”.

Tradução: Daila Fanny

Fonte: ANS

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Duas igrejas são atacadas na véspera do Ano Novo


Saiba mais sobre a Igreja Perseguida no Paquistão
PAQUISTÃO (15º) - Fundamentalistas islâmicos da cidade de Karachi, Província de Sindh, atacaram duas igrejas na véspera do Ano Novo.

Militantes não-identificados arrombaram a Igreja Cristo Awami, localizada na colônia Xá Rasool, na noite de Ano Novo. Eles ordenaram que as pessoas reunidas interrompessem seus cultos na igreja.

Quando encontraram resistência, os militantes profanaram Bíblias, uma cruz e hinários, além de quebrar janelas e uma porta do templo.

Radicais também atacaram uma igreja protestante na colônia Zia, em Karachi. Quebraram a porta e as janelas da igreja e jogaram lixo dentro do prédio.

Cristãos da localidade informaram a agência de notícias ANS que os policiais da delegacia de Boat Basin ficaram indiferentes ao ataque contra a Igreja Cristo Awami.

Reagindo à apatia da polícia, os cristãos protestaram na estrada Clifton e dispersaram-se pacificamente depois que altos oficiais da polícia asseguraram-nos de que tomariam ações severas contra os culpados.

A polícia registrou um boletim de ocorrência no dia 2 de janeiro, um dia depois do acontecido.

Falando com ANS por telefone, Michael Javaid, antigo membro da Assembléia da Província de Sindh, disse que visitara as igrejas atacadas na cidade de Karachi.

Ele disse ser solidário aos pastores das igrejas atingidas.

Questionado sobre o motivo do ataque contra as igrejas, Michael sugeriu que poderia ser uma reação muçulmana ao conflito entre Palestina e Israel.

Ele criticou a polícia por não ter registrado um caso de blasfêmia contra os invasores.

Tradução: Daila Fanny

Fonte: ANS

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Muçulmanos bengaleses ameaçam pastor evangelista


Saiba mais sobre a Igreja Perseguida em Bangladesh
BANGLADESH (48º) - A tortura e o assédio que um pastor do distrito de Meherpur tem enfrentado por mais de um ano assomaram novamente no mês passado. Uma multidão de 4 mil muçulmanos, que comemoravam uma festa islâmica, acusaram-no de “iludir” muçulmanos.

Jhontu Biswas, 31 anos, disse que os moradores da cidade de Fubaria, 270 quilômetros a oeste de Daca, acusaram-no de iludir muçulmanos por meio de distribuição de livretos cristãos. Ele foi confrontado no dia 9 de dezembro, quando islâmicos se reuniram para a festa de sacrifício islâmica Eid al-Adha.

“Eles também me acusaram de converter os pobres, oferecendo-lhes dinheiro”, disse Jhontu. “Eles convocaram diversos jornalistas para publicar notícias contra mim e minhas atividades. Eles me fotografaram e me entrevistaram, mas não publicaram nada em seus jornais.”

Jhontu negou as acusações e os muçulmanos ameaçaram prejudicar ele e os demais que se convertessem ao cristianismo, principalmente no caso de um governo islâmico radical assumir o poder após as eleições de 29 de dezembro, disse ele.

“Eles disseram: ‘Você terá grandes problemas nesse tempo’”, disse Jhontu.

Felizmente para ele, a Grande Aliança, conduzida pela liga esquerdista Awami, obteve uma vitória esmagadora nas eleições, e ela não inclui nenhum partido fundamentalista islâmico, como o Jamaat-e-Islami.

Antes das eleições nacionais de Bangladesh, em 29 de dezembro, durante dois anos, o país foi dirigido por um governo provisório apoiado pelo exército, que impôs estado de emergência em todo o território nacional.

Caso o anterior governo de coalizão do Partido Nacionalista de Bangladesh, incluindo o Jamaat-e-Islami, assumisse o poder, os cristãos estariam em um perigo ainda maior.

“Esperamos poder exercer nossas atividades religiosas normalmente durante o período deste governo, e também esperamos que ele nos garanta todos nossos direitos constitucionais no que se refere às atividades religiosas”, disse Jhontu.

Agredido na mesquita

O pastor disse que tem estado sob pressão contínua para desistir de sua fé e não difundir o cristianismo desde que foi batizado em 14 de fevereiro de 2007.

Ele contou que estava em uma reunião com membros de sua igreja, em 31 de dezembro de 2007, quando a polícia, de repente, cercou o prédio e levou-o para fora.

Uma mulher de 36 anos, traficante de drogas, chamada Fulwara Begum, deixara uma bolsa cheia de drogas atrás de sua igreja, de acordo com um plano tramado por muçulmanos. Eles informaram à polícia, que prendeu Jhontu por posse e venda de drogas.

Mas, em vez de o levarem à delegacia, eles o levaram para uma mesquita próxima.

“Foi uma armação para me prender e difamar minha reputação, a fim de que não pudesse realizar atividades evangélicas aqui”, disse Jhontu. “Eles me disseram: "Se você aceitar o islã e pedir perdão a Alá, não faremos nada e o liberaremos." Eles me bateram com varas na mesquita, após minha veemente recusa à sua proposta.”

A polícia chamou um clérigo muçulmano para encorajar Jhontu pedir perdão por ter abraçado o cristianismo.

No dia seguinte, 1º de janeiro de 2008, a polícia enviou-o para a prisão central de Meherpur sob acusações de envolvimento com drogas, mas o carcereiro não o admitiu devido aos ferimentos que apresentava.

A polícia levou-o para um hospital próximo, onde ele recebeu tratamento por cinco ou seis horas, sendo colocado na prisão em seguida.

“Sempre que não concordava com ela, a polícia me agredia de forma desumana na delegacia”, disse ele. “Durante quase toda a noite, tentaram fazer uma lavagem cerebral para que eu aceitasse o islã. Eu não concordei com eles. Então, me torturaram.”

Após 20 dias na prisão, Jhontu foi liberado sob fiança.

Agressão a idoso

Em 16 de agosto, extremistas muçulmanos destruíram uma mercearia próxima à igreja de Jhontu. O proprietário de 78 anos, Abdus Sobhan, disse à agência de notícias Compass Direct que ele fora agredido e sua mercearia, saqueada. Arremessaram pedras e tijolos na igreja.

“Foram meus vizinhos muçulmanos que fizeram isso”, disse Abdus. “Cerca de sete ou oito pessoas vieram naquela noite e destruíram a mercearia. Sou pobre. Aquela mercearia era minha única fonte de sustento. Eles a demoliram e saquearam coisas no valor de 30 mil takas (US$ 443).”

Os muçulmanos colocaram um cartaz próximo à mercearia, designando-a como sendo de um cristão e declarando: “Não compre nada aqui”.

Abdus foi à polícia para registrar o caso. Em vez disso, os policiais lhe fizeram um monte de perguntas sobre o porquê ele se tornara um cristão. Resignado, ele saiu da delegacia.

Pai de nove filhas e dois filhos, Abdus disse que se tornara um cristão em 24 de fevereiro de 2007 juntamente com sua esposa.

O presidente da igreja da Assembléia de Deus na divisão ao sul de Khulna, Jonathan Litu Munshi, disse a Compass Direct que Jhontu foi o primeiro convertido dessa área. Através dele, de 200 a 230 pessoas receberam Cristo como seu salvador na área predominantemente muçulmana nos últimos 18 meses.

“Algumas pessoas registraram uma falsa acusação contra ele para torturá-lo, de forma que não prosseguisse com suas atividades religiosas”, disse Jonathan. “Infelizmente, um convertido septuagenário também foi surrado naquela área por sua fé em Cristo.”

O partido político islâmico Jamaat-e-Islami está influenciando os moradores, disseram os cristãos, acrescentando que funcionários do partido têm persuadido muçulmanos a não empregarem convertidos cristãos que são, em sua maioria, diaristas que ganham a vida com dificuldade.


Tradução: Getúlio Cidade

Fonte: Compass Direct

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Vem aí a CPI do Aborto

Deputados da Frente Parlamentar pela Vida criam Comissão para investigar o que chama de indústria do aborto no país.
O tema do aborto promete esquentar o clima no Congresso Nacional este ano. A partir do reinício dos trabalhos legislativos, agora em fevereiro, começa a funcionar também a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Aborto, uma iniciativa das bancadas evangélica e católica, além de congressistas ligados à fé espiritualista, que atuam na Casa. Os deputados ligados às igrejas pretendem investigar a venda irregular de drogas abortivas – como a pílula do dia seguinte – e principalmente a rede de clínicas e casas de saúde que realizam abortos clandestinos. A chamada Frente Parlamentar pela Vida pretende, inclusive, convocar à CPI mulheres que praticaram aborto. O grupo de deputados religiosos é liderado por Luiz Bassuma (PT-BA), adepto do Espiritismo.

No entender dos políticos ligados ao grupo, existe uma verdadeira indústria por trás dos mais de 3 milhões de abortos que, estima-se, são praticados todos os anos no país – em sua maioria, praticados ilegalmente. De acordo com a legislação brasileira, o abortamento só é permitido quando a gravidez oferece risco de vida à gestante ou é originada de estupro. “Empresas e pesquisadores lucram com a prática do aborto”, denuncia o vereador Hermes Rodrigues Nery, de São Bento do Sapucaí (SP). Ele é o secretário-geral da Executiva Nacional do Movimento Brasil Sem Aborto e coordenador da Comissão em Defesa da Vida da Diocese de Taubaté. Nery sustenta que o aborto alimenta uma grande rede que inclui a venda de tecidos fetais humanos para empresas biotecnológicas e laboratórios que querem patentear genes humanos, inclusive com objetivos eugenistas. “Na Rússia”, diz ele, “a venda de bebês abortados para tratamento de beleza e rejuvenescimento custa até 20 mil dólares.”

Além disso, continua o ativista, o antinatalismo faria parte de uma estratégia de controle social “pelos poderosos do mundo, que visam manter os altos padrões de vida concentrados nas mãos de uns poucos bilionários, marginalizando a maioria em condições degradantes de vida, sob todos os aspectos”. O secretário do Movimento Brasil Sem Aborto apontou fundações criadas nos Estados Unidos, como Ford, Rockfeller, MacArthur e Buffet, como financiadoras de ONGs que defendem a prática do aborto. Aqui no Brasil, de acordo com o vereador, o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA) é responsável pelo lobby no Congresso Nacional para a legalização do aborto.

Mas a CPI ainda nem iniciou seus trabalhos e já atrai oposição. A deputada Rita Camata (PMDB-ES), conhecida por sua atuação feminista, critica a intenção do grupo de convocar mulheres que abortaram para depor – o que, no seu entendimento, geraria forte constrangimento. “A Frente Parlamentar pela Vida é um movimento moralista, machista, uma coisa fanática”, critica. A parlamentar capixaba lembrou que a mulher já é relegada a uma completa ausência de políticas de assistência nessas situações degradantes. “Ninguém faz aborto por prazer, porque quer. Se as mães tivessem o apoio dos homens, não recorreriam a um aborto”, finaliza.

(Com reportagem da Agência Latino-americana e Caribenha de Comunicação – ALC)

Supremo Tribunal exige segurança de cristãos em Orissa

ÍNDIA (30º) - O Supremo Tribunal da Índia ordenou que o governo de Orissa aumente as medidas de segurança aos cristãos.

Ao mesmo tempo, criticou a administração estatal por ter atrasado em tomar medidas contra o massacre anticristão do fim de agosto de 2008.

A ordem do Tribunal vem em resposta a um pedido feito pelo monsenhor Raphael Cheenath, arcebispo de Cuttack-Bhubaneswar.

Ele apelou ao sistema judiciário em favor da segurança dos cristãos nos distritos afetados pela violência, da reabilitação das vítimas e da reconstrução dos edifícios destruídos ou danificados por extremistas hindus.

Muitos líderes da comunidade cristã de Kandhamal não acreditam que a ordem do Supremo Tribunal influenciará a situação. Um, que pediu para permanecer anônimo, disse que as ordens não fizeram muita diferença. Um decreto emitido em outubro, exigindo que o governo estatal compensasse os cristãos pelos danos sofridos e fornecesse ajuda para reconstruir suas casas, foi ignorado.

Esse cristão disse ao AsiaNews que “os assassinatos e incêndios em Kandhamal continuaram. Esse decreto nos impediu de crer em qualquer melhora”.

Ele acrescentou que o dinheiro alocado para a reconstrução “raramente ajuda na reedificação das casas; não é capaz de ajudar a recomeçar a vida com dignidade. Somos frustrados pela burocracia da justiça”.

Até agora, apenas 20 mil dos 50 mil cristãos que fugiram para campos de refugiados puderam voltar às suas aldeias.

O arcebispo de Bhubaneswar foi mais positivo em seu comentário. Em sua visão, “o Tribunal entende bem a situação em Kandhamal e a gravidade da situação atual.”

Tradução: Daila Fanny

Fonte: AsiaNews

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Religiosos tem maior auto-controle, diz estudo

Fez resoluções de Ano Novo para 2009? Se você é religioso, é mais provável que consiga mantê-las, de acordo com um novo estudo.

Para o estudo, o Professor de Psicologia Michael McCullough, da Universidade de Miami, nos EUA, e a sua equipa avaliaram oito décadas de pesquisas sobre a religião que tinham sido realizadas sobre diversas amostras de pessoas de todo o mundo.

O que eles encontraram no final foram “provas convincentes” de uma variedade de domínios no âmbito das ciências sociais – incluindo as neurociências, economia, psicologia e sociologia – que as crenças religiosas e os comportamentos religiosos são capazes de incentivar as pessoas a exercitarem o auto-controle e regularem mais eficientemente as suas emoções e comportamentos, para poderem perseguir objetivos valorizados.

“A vida religiosa pode contribuir para o auto-controle, dando às pessoas normas claras para a sua conduta, por levar as pessoas a controlar de forma mais cerrada o seu próprio comportamento, e dando às pessoas a sensação de que Deus está a observar o seu comportamento”, afirma uma conclusão do estudo, que será publicado na edição de Janeiro de 2009 do Boletim Psicológico.

“Quando as pessoas vêem os seus objetivos como algo ‘sagrado’, aplicam mais energia e esforço na perseguição desses objetivos e, portanto, são provavelmente mais eficazes em concretizá-los”, afirma uma outra conclusão.

Desde há décadas, pesquisadores têm repetidamente encontrado uma correlação entre religiosidade e maior auto-controle nos estudantes e adultos, observando que os estudantes que despenderam mais tempo com a instrução dominical obtiveram melhores resultados nos testes laboratoriais que mediam a auto-disciplina, e as pessoas devotas eram mais propensas do que as outras a fazerem uso do cinto de segurança, ir ao dentista e tomar vitaminas.

Embora alguns possam questionar se é devoção religiosa que leva ao auto-controle, ou vice-versa, McCullough diz que a predisposição para tal foi tida em conta na sua investigação e que mesmo assim ainda havia razões para acreditar que a religião tem uma forte influência.

“Quando se combina tudo vem-se a descobrir achados notavelmente consistentes que correlacionam a religiosidade com um maior auto-controle”, contou o professor ao New York Times.

Mas isso não quer dizer que os não religiosos precisam de adoptar uma fé para desenvolverem auto-controle.

“As pessoas podem ter valores sagrados que não são valores religiosos”, disse McCullough, que confessa que ele próprio não é muito devoto.

“Você pode despender o tempo pensando sobre o que são valores sagrados para si e fazer resoluções de Ano Novo que sejam coerentes com eles”, disse ao Times.

Ainda assim, é de notar que as pessoas religiosas tendem a ter menores taxas de abuso de substâncias, melhor desempenho escolar, menos delinquência, melhores comportamentos de saúde, menos depressão, e vidas mais longas.

“Ao pensar na religião como uma força social que propicia as pessoas com recursos para controlar os seus impulsos (incluindo o impulso de auto-preservação, em alguns casos) no serviço de objectivos maiores, a religião pode motivar as pessoas para fazerem praticamente qualquer coisa”, afirma McCullough.

McCullough diz também que ele e a sua equipa acreditam que pode ter sido a capacidade da religião de auxiliar as pessoas a auto-controlarem-se que durante séculos as ajudou a ampliarem as suas capacidades naturais de auto-controle e, como resultado, permitiu-lhes prosperar em actividades difíceis mas necessárias, como a agricultura e trabalhar em conjunto para resolver problemas.

“Temos andado a explorar… esta possibilidade de que aquilo em que religião é realmente boa – e possivelmente, a razão por que evoluiu – foi em ajudar os seres humanos ancestrais, que estavam em vias de se tornarem modernos, a aumentar as suas habilidades de se controlarem a si mesmos e não se entregarem a comportamentos impulsivos que poderiam ter sido benéficos a curto prazo, mas menos desejáveis a longo prazo do que outras condutas de comportamento”, relatou McCullough.

O que McCullough e a sua equipa esperam que o seu estudo venha a produzir é uma atenção mais explícita para a possibilidade da relação entre a religiosidade e o auto-controle poder explicar a ligação entre a religiosidade e a saúde e o comportamento.

Fonte: Christian Today e Gospel+

Bancadas evangélica e católica conseguem a criação da CPI do Aborto

Por Renato Cavallera
A Câmara dos Deputados, por força das bancadas evangélica e católica da casa, constituiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Aborto, que investigará a venda irregular de drogas abortivas e a rede clandestina de aborto no país.

A Frente Parlamentar pela Vida pretende, inclusive, convocar à CPI mulheres que praticaram aborto, o que, na avaliação de entidades de defesa dos direitos humanos, provocará constrangimento às convocadas. A frente é presidida pelo deputado Luiz Bassuma, do Partido dos Trabalhadores da Bahia.

A deputada Rita Camata, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) do Espírito Santo, da bancada feminista e contrária à CPI, definiu a Frente Parlamentar pela Vida como “um movimento moralista, machista, uma coisa fanática”.

Rita lembrou que a mulher já é relegada a uma completa ausência de políticas de assistência nessas situações degradantes. “Ninguém faz aborto por prazer, porque quer. Se tivesse apoio do homem, não recorreria a um aborto”, fulminou a deputada.

O secretário geral da Executiva Nacional do Movimento Brasil Sem Aborto e coordenador da Comissão em Defesa da Vida da Diocese de Taubaté, professor Hermes Rodrigues Nery, vereador em São Bento do Sapucaí, São Paulo, disse que o antinatalismo faz parte de uma estratégia de controle social “pelos poderosos do mundo, que visam manter os altos padrões de vida concentrados nas mãos de uns poucos bilionários, marginalizando a maioria em condições degradantes de vida, sob todos os aspectos”.

Empresas e pesquisadores lucram com a prática do aborto, denunciou o vereador, seja na venda de tecidos fetais humanos para empresas biotecnológicas, seja para os que estão patenteando genes humanos com objetivos inclusive eugênicos. Na Rússia, mencionou, a venda de bebês abortados para tratamento de beleza e rejuvenescimento custa até 20 mil dólares.

O secretário do Movimento Brasil Sem Aborto apontou fundações, como a Ford, Rockfeller, MacArthur, Buffet, como financiadoras de ONGs que defendem a prática do aborto. O Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA), arrolou Nery, é responsável pelo “lobby” no Congresso Nacional para a legalização do aborto.

Fonte: ALC e Gospel+

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Igrejas pedem intervenção diplomática na Faixa de Gaza


PALESTINA (42º) - Ao condenar bombardeios na Faixa de Gaza, uma das áreas mais densamente povoadas do planeta, com 1,5 milhão de habitantes, o secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Samuel Kobia, conclamou governos da região e de fora a prover proteção aos que correm riscos nos dois lados da fronteira.

A punição coletiva contra um país vizinho é ilegal e não tem lugar na construção da paz, declarou Kobia, chamando os governos de Israel e do Hamas a respeitarem direitos humanos e humanitários. As agressões precisam parar imediatamente, agregou.

Kobia lembrou manifestação do Comitê Central do CMI, reunido em fevereiro de 2008 em Genebra, condenando a punição coletiva dos moradores da Faixa de Gaza, assim como os ataques contra civis em e ao redor de Gaza.

No período de celebrações pelo nascimento do Príncipe da Paz, “as notícias que nos vêm da ‘terra santa’ não são bênçãos, mas de bombardeios aéreos, de guerra, de morte e de milhares de feridos”, diz a manifestação do Conselho Latino-Americano de Igrejas (Clai), reportando-se à ofensiva militar aérea iniciada em 27 de dezembro, em Gaza.

A ação militar israelense, uma resposta aos ataques do Hamas contra cidades do sul de Israel, “causou o maior número de vítimas mortais desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967”, arrola o secretário-geral interino do Clai, pastor Nilton Giese. Mais de 400 pessoas, boa parte civis, morreram na Faixa de Gaza e outras duas mil ficaram feridas, vitimadas pelos ataques.

Em carta remetida ao presidente do 63º período de sessões da Assembléia Geral das Nações Unidas, padre Miguel d’Escoto Brockmann, Giese assinala que o Clai, como igrejas na América Latina e no Caribe, pede a intervenção da ONU na região, para que consiga introduzir algum tipo de intervenção diplomática que seja aceita pelos dois lado em conflito.

O secretário-geral do CMI destaca que as orações das igrejas filiadas ao organismo ecumênico internacional pedem que o novo ano traga nova coragem, novas lideranças e novos compromissos para o difícil trabalho de construção da paz no Oriente Médio.

Nota da assessoria de imprensa da embaixada israelense no Brasil enfatiza que Israel não tem a intenção de reassumir o controle da Faixa de Gaza, mas quer, com a expansão da operação militar no dia 3 de janeiro, fazendo incursões também por terra para tentar controlar as rampas principais de lançamento de foguetes que operam na área, “atingir os objetivos de destruir a infra-estrutura terrorista e garantir a segurança de Israel”.


Fonte: ALC notícias
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