Leia diariamente as mensagens aqui expostas, além de notícias em geral.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Dois irmãos cristãos foram encontrados mortos em Mosul

IRAQUE (16º) - Na noite de ontem, a polícia encontrou os corpos de dois irmãos cristãos em Mosul, ao norte de Bagdá. Os dois foram mortos com tiros na cabeça. Enquanto isso, na capital, muitas suposições sobre a responsabilidade dos ataques de 8 de dezembro, que mataram 127 pessoas, chegaram da al Qaeda. Um oficial de polícia também aponta Damascus e Riyadh como tendo “financiado” os criminosos.

As forças de segurança em Mosul confirmaram o assassinato dos dois irmãos de Batnaya, um vilarejo cristão. Na manhã de ontem, os dois foram até a área industrial de Mosul, para consertar o seu caminhão. A polícia encontrou os corpos ontem à noite. Ambos foram mortos com tiros na cabeça. O crime foi uma execução. As suspeitas recaem sobre extremistas sunitas, que já haviam atacado a comunidade cristã anteriormente.

Em uma declaração publicada em sites jihadistas, o Estado Islâmico do Iraque, uma célula local da al Qaeda, alega ser responsável pelo ataque de oito de dezembro, que matou 127 pessoas e feriu outras 500. Os fundamentalistas prometeram mais ataques se o governo não aplicar a sharia (lei islâmica) em todo o país.

No entanto, um oficial da polícia na capital acusou Damascus e Riyadh de “cumplicidade” na violência. O general Jihad al-Jabiri, diretor geral das forças de segurança, disse que “isso requer muito dinheiro, que viria da Síria e Arábia Saudita” e os governos dos dois países “estavam cientes disso”. Ele acrescenta que os ataques foram feitos com explosivos “estrangeiros”.

Os criminosos eram integrantes do antigo partido Baath , de Saddam Hussein, com a colaboração da al Qaeda e com “a ajuda dos países vizinhos”.

Tradução: Missão Portas Abertas
Fonte: AsiaNews

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Valdemiro Santigo, da Igreja Mundial do Poder de Deus, tira R R Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, do ar na CNT


Depois de perder espaço na TV Bandeirantes, R.R Soares agora abre mão de horário na CNT. Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, vai pagar mensalidades de R$ 3 milhões pelos horários de R.R, que não teve contrato renovado.


A CNT, no Rio de Janeiro, tinha muitos de seus horários ocupados pela Igreja Internacional da Graça de Deus, de RR Soares. Recebia R$ 2 milhões por mês.

Contrato vencido, espaço perdido. Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, com adiantamento de luvas e mensalidade, agora tem, com a sua igreja, exclusividade na programação da emissora.

Parte do dinheiro, inclusive, já foi utilizada na reforma do prédio da emissora no Rio. O apóstolo Valdemiro agora passou a ser um dos frequentadores mais assíduos da CNT.

Valdemiro Santiago em vida particular

Na semana passada utilizando-se de um helicóptero dos mais modernos, Valdemiro Santiago conheceu uma de suas novas propriedades na zona norte carioca. Apesar do helicóptero, o apóstolo geralmente se locomove nas ruas cariocas em sua luxuosa pick-up 4×4.

Fonte: Folha de São Paulo / Gospel+

Cristãos presos são ameaçados para que renunciem sua fé

COLÔMBIA (*) - A organização CSW pede que o governo colombiano intervenha para que 26 cristãos pertencentes a um grupo nativo sejam soltos. Eles foram presos pelas autoridades locais há mais de um mês, e têm sofrido muita pressão para que renunciem sua fé.

O grupo, que inclui mulheres e crianças (de seis meses) da população Kogui, foram levados à força e estão sendo mantidos nas terras kogui nas montanhas de Sierra Nevada. As autoridades, sob a liderança do governador José de los Santos Sauna Limaco, disseram que os cristãos não serão soltos até que se submetam aos rituais de reconversão para a crença tradicional do país.

O governador não permitiu que o grupo de cristãos deixasse a reserva Kogui para praticar sua religião fora da área, e agora ameaça os cristãos que permaneceram na reserva, dizendo que serão forçados a se “reconverterem” também.

O governo colombiano está demorando a agir, fazendo referência à Lei de Autonomia, que permite que os grupos indígenas pratiquem sua própria lei em cada reserva. No entanto, um grupo de políticos colombianos, ativistas de direitos humanos e advogados assumiu o caso, afirmando que a autonomia não pode ser um pretexto para violar os direitos humanos fundamentais.

Tina Lambert, uma das diretoras da CSW, disse: “O fato é que esses homens, mulheres e crianças estão sendo privados de seus direitos mais básicos, e com o conhecimento do governo colombiano. Lembramos as autoridades e o governador Sauna Limaco que os prisioneiros são cidadãos da Colômbia e pedimos que tanto o governo quanto as autoridades Kogui libertem os prisioneiros. Também pedimos que o governo colombiano garanta a liberdade dos membros de todos os povos indígenas no país, para que possam exercitar seus direitos básicos, seguindo a constituição colombiana e a Convenção de Direitos Humanos”.

Tradução: Missão Portas Abertas



Saúde de pastor em prisão domiciliar piora

ERITREIA (9º) - As condições do pastor Tewelde Hailom, que está sob prisão domiciliar, se deterioraram. Ele é fundador da igreja do Evangelho Pleno de Asmara.

Fontes dizem que a irmã do pastor, que cuidava dele em casa, recebeu ordens de se retirar. Agora, o pastor recebe o mesmo tipo de alimentação daqueles que estão na prisão: um pedaço de pão e uma xícara de chá pela manhã e à noite. Essa alimentação inadequada agravou o quadro de úlcera estomacal do pastor.

Ghide Haile, outro pastor da mesma denominação foi detido no dia 7 de novembro. A Portas Abertas desconhece as circunstâncias que envolvem sua prisão. Sabe-se, todavia, que ele está detido no 2º Distrito Policial de Asmara, capital do país.

Essa prisão elevou para 11 o número de membros da igreja do Evangelho Pleno que foram detidos. A primeira prisão se deu em 14 de outubro, quando a casa do pastor Tewelde foi invadida.

Sabe-se que dois homens levados presos nessa invasão, Samuiel Oqbagzi e Gebreberhane Kifle Tesfamichel, foram transferidos para 2º Distrito Policial de Asmara.

Alguns dos outros membros estão no 5º Distrito Policial de Asmara. Duas mulheres do grupo, presas também, estão em lugar desconhecido.

Pedidos de oração

1. Peça para Deus intervir na situação de sua Igreja na Eritreia.

2. Ore para que a graça de Deus seja abundante sobre a vida do pastor Tewelde e dos outros 11 membros de sua igreja. Que eles olhem para Deus e permaneçam firmes em sua fé.

3. Peça a Deus para edificar sua Igreja no país, apesar dos propósitos daqueles que querem destruí-la.


Tradução: Missão Portas Abertas



segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Pesquisa revela que 40% da população tem visão negativa dos cristãos

TURQUIA (39º) - Mais da metade da população de maioria muçulmana na Turquia é contra reuniões de membros de outras religiões e publicação de material sobre sua fé, de acordo com uma recente pesquisa.

Exatos 59% dos entrevistados disseram que não-muçulmanos “não deveriam” ou “absolutamente não deveriam” ser permitidos de se reunir abertamente para discutir suas ideias. Cinquenta e quatro por cento disseram que não-muçulmanos ou “não deveriam” ou “absolutamente não deveriam” publicar literatura que declare sua fé.

A pesquisa também revelou que cerca de 40% da população turca disse que eles têm uma visão “muito negativa” dos cristãos. O resultado da pesquisa afirma ainda que 60% disseram que existe apenas uma religião verdadeira; mais de 90% da população da Turquia é de muçulmanos sunitas.

Ali Çarkoglu, um dos professores da Universidade Sabanci que conduziu o estudo, disse que nenhumas das reuniões de religiões não muçulmanas está “livre de risco”. “Mesmo em Istambul não é fácil ser membro de uma religião que não o islamismo”, disse.

O relatório, lançado mês passado, foi parte de um estudo comissionado pelo Programa de Pesquisa Social Internacional, um grupo acadêmico de 45 nações que conduz pesquisas sobre assuntos sociais e políticos. O estudo quantifica quão religiosa é a população em cada um dos 43 países membros.

Çarkoglu, juntamente com o Professor Ersin Kalaycýoðlu, deu início à pesquisa em 2008. O estudo completo com o resultado dos 43 países será divulgado em 2010. O estudo foi conduzido antes por três vezes em intervalos de 10 anos.

Este ano marca a primeira vez que o estudo foi coletado na Turquia. O país foi o único com população de maioria muçulmana na pesquisa.

O levantamento inclui nuances significativas. Enquanto 42% da população concorda com a declaração de que pessoas religiosas devem ser tolerantes, 49% dos entrevistados disseram que ele deveriam “absolutamente” ou “quase” não apoiar um partido político que aceitasse pessoas de outra religião. Mas 20% daqueles entrevistados disseram que tinham uma visão “muito positiva” ou “positiva” dos cristãos (13% “muito positiva” e 7% positiva).

Çarkoglu disse que os resultados do estudo podem ser atribuidos ao sistema educacional turco, que ordena o estudo religioso para ginásio e colegial, séries nas quais cristãos e judeus “são sequer mencionados” ou são retratados como os “outros”, explica.

“Isso causa nos alunos um ponto de vista severo de intolerância”, acrescentou Çarkoglu.

Ameaça dupla

O Rev. Dositheos Anagnostopoulos, falando em nome do Patriarcado Ecumenico em Istambul, disse que os cristãos Ortodoxos Gregos são tratados como cidadãos de segunda classe na Turquia. Ele disse que membros de sua igreja sentem-se “pressionados”, mas que as coisas aconteceram de forma lenta nos últimos anos. No começo deste ano, dois cemitérios gregos ortodoxos em Istambul e um em Esmirna foram destruídos.

“Ainda existe vandalismo, mas não tem havido nenhum problema com ameaças físicas ultimamente”, ele disse.

Na Turquia, os cristãos enfrentam dupla ameaça de um estado auto-declarado “secular” e de membros do público que, de acordo com o estudo, tem se tornado mais submisso à fé islâmica. Cristãos são geralmente vistos como inimigos do estado, inimigos do Islã ou traidores da cultura turca.

Um relatório de 2009 sobre liberdade religiosa interncacional feito pelo Departamente de Estado norte-americano disse que na Turquia, “nenhuma lei proíbe explicitamente o discurso ou conversões religiosas; no entanto, muitos promotores públicos e a polícia observam o discurso e ativismo religiosos com desconfiança. Cristãos engajados em advocacia religiosa são ameaçados e pressionados pelo governo e autoridades estatais. Ameaças contra os não-muçulmanos criam uma atmosfera de pressão e de liberdade reduzida para algumas das comunidades não-islâmicas.”

Algumas vezes na história do país, o governo “manipulou a opinião pública” passando a mensagem de que os cristãos turcos têm ligação com poderes de fora do país que querem dividir a nação, disse Zekai Tanyar, turco cristão por mais de 30 anos. Ele é o presidente da Associação das Igrejas Protestantes na Turquia.

Em janeiro de 2007, Hrant Dink, editor-chefe do jornal semanal armênio Agos, foi morto em Istambul. Dink era membro da comunidade cristã armênia na Turquia. Três meses depois, dois cristãos turco e um cristão alemão foram mortos em Malatya. Os acusados dos quatro assassinatos alegaram ligações com os nacionalistas turcos. Dois outros cristãos, convertidos do islamismo enfrentam julgamento e são acusados, entre outras coisas, de “insultar a cultura turca” e provocar ódio contra o Islã.

De acordo com o relatório do Departamento de Estado norte-americano, por lei os cultos religiosos na Turquia só podem acontecer em locais aprovados pelo governo. Enquanto os sunitas recebem apoio do governo para construir suas mesquitas, os grupos não muçulmanos relatam dificuldades para abrir, manter e operar locais de adoração.

Tanyar, da Associação Protestante disse que a situação da perseguição anticristã na Turquia melhorou em alguns pontos, mas piorou em outros. “As pessoas se acostumaram com a ideia que nós existimos e certas leis mudaram para nos beneficiar”, disse ele. “Por outro lado, atos de desinformação e violência aumentaram”.

Tradução: Vanessa Portella

domingo, 6 de dezembro de 2009

Maridos deixam de sustentar esposas cristãs





MÉXICO (*) - Os líderes da comunidade de San Juan Yatzona, Oaxaca, Mexico, ameaçaram os maridos de Imelda e Hermilia Vargas Vargas. Um anúncio formal foi escrito declarando que se eles continuassem a mandar dinheiro para suas esposas cristãs, elas e seus filhos seriam expulsos da comunidade. 

Assim como muitas pessoas no México, os maridos de Imelda e Hermilia foram para os Estados Unidos como imigrantes ilegais para trabalhar. Qualquer quantia que possam guardar, eles mandam para suas esposas para sustentá-las e aos seus filhos também. 
Em 2007, Imelda e Hermilia aceitaram Cristo como Senhor e Salvador por meio do evangelismo da irmã Josefina. Suas conversões logo foram ao conhecimento dos líderes da comunidade de San Juan Yatzona. E eles escreveram uma carta para os maridos delas nos Estados Unidos recomendando que parassem de enviar dinheiro a elas, uma vez que elas “desobedeceram as autoridades locais aceitando Jesus Cristo como Salvador”. 

Ruben Vargas, irmão de Imelda e Hermilia, disse que os cunhados pararam de mandar dinheiro para suas irmãs porque se continuassem, eles perderiam todas as suas terras e posses; ou seja, tudo o que eles conseguiram com o duro trabalho enquanto estão longe da família. Desde março de 2008, quando pararam de enviar dinheiro, as duas cristãs foram forçadas a encontrar trabalho para sustentar os filhos. 

Imelda Vargas Vargas é casada com Francisco Arbea. Eles têm filhos gêmeos, Abdial e Berenice, que têm 6 anos. Francisco partiu para os Estados Unidos para arrumar emprego em 2006, quando as crianças tinham apenas três anos. Hermilia é casada com Tomás Ramos e têm uma filha chamada Deysi, atualmente com 7 anos. Tomás partiu em 2004 com a esperança de melhorar a qualidade de vida de sua família. 

As condições agora são muito ruins para Imelda e Hermilia que não somente carregam o peso financeiro de sustentar os filhos, como também estão sendo repudiadas por seus maridos e comunidade por terem aceitado o evangelho. Tanto Francisco quanto Tomás estão desapontados com suas esposas por essa decisão. Eles não querem mudar suas tradicões culturais e perder tudo o que conquistaram com muito trabalho nos Estados Unidos. 

Imelda e Hermilia não sabem como as autoridades conseguiram contatar seus maridos, mas a ameaça foi bem sucedida ao pararem de enviar valores para as mulheres. Entretanto, as duas mulheres resolveram trabalhar com conta e sustentar a família a ceder a pressão das autoridades. Elas agora deixam as crianças sob os cuidados de sua avó, que também é cristã. 

Desobediência à Lei Federal
As autoridades locais conhecem a lei, mas ainda assim, eles se recusam a cumpri-la. “A pior cegueira é daqueles que se recusam a enxergar”, disse uma das irmãs usando um ditado popular. Os líderes comunitários sabem que a lei federal do México protege o direito de liberdade do indivíduo, sua forma de viver e a crença religiosa. Porém, eles ignoram a lei e impõe suas próprias leis em suas comunidades. 

Um dos advogados que defende as autoridades legais de suas ações, é o mesmo encarregado de contatar os familiares fora do país e conseguir com que parem de enviar dinheiro para sustentar seus entes queridos. “Ninguém pode fazer nada contra a nossa lei. Não puderam no passado, muito menos agora”, disse ele recentemente. 

Esse é apenas um exemplo de como as autoridades em Oaxaca que expulsa cristãos de suas comunidades conseguem apoio legal para conseguir respaldo por suas ações.  

Pedidos de oração: 

• Ore para que Deus traga justiça em Oaxaca;
• Interceda por Imelda e Hermilia e seus filhos, que precisam muito de roupas, sapatos, comida e material escolar.


Tradução: Vanessa Portella 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Suíços aprovam em referendo proibição de minaretes no país

INTERNACIONAL - Pouco mais de 57% dos eleitores da Suíça votaram, em um referendo realizado domingo (29 de novembro), a favor da proibição da construção de minaretes no país, segundo a agência de notícias suíça ATS.

Com a apuração concluída em 25 dos 26 cantões suíços, o "sim" ganhou 57,05% do total dos votos. Para se tornar lei, a proibição precisa ter sido aprovada na maioria dos cantões.

A proposta havia sido apresentada pelo SVP (Partido do Povo), de direita, que tem maioria no Parlamento e argumenta que as torres das mesquitas são um sinal de "islamização" da Suíça.

Mas o governo suíço, do SPS (Partido Social-Democrático), havia feito nos últimos dias um apelo para que a população votasse contra a proibição.

"Símbolo político"

Estima-se que cerca de 4,5% da população suíça --ou 400 mil pessoas-- seja de muçulmanos, muitos deles vindos da antiga Iugoslávia.

A Suíça tem mais de cem mesquitas e salas de oração muçulmanas, mas apenas quatro minaretes.

Em entrevista à BBC, o presidente da Associação das Organizações Muçulmanas de Zurique, Tamir Hadjipolu, disse que se a proibição for realmente implementada, a comunidade muçulmana da Suíça vai viver com medo.

"Isso vai provocar grandes problemas, porque já durante esta campanha, várias mesquitas foram atacadas - algo que nunca vivemos em 40 anos na Suíça", afirmou. "Com este plebiscito, a islamofobia aumentou com muita intensidade", concluiu.

Mas Ulrich Schluer, parlamentar do SVP, rejeita as acusações de discriminação. "Todo muçulmano é autorizado a se reunir com outros muçulmanos e ter uma religião juntos. Mas um minarete é um símbolo político. É um símbolo para introduzir, pouco a pouco, a lei Sharia na Suíça, paralelamente à legislação suíça, que é resultado da democracia suíça", disse ele à BBC.

Nos últimos anos, vários países europeus têm debatido seu relacionamento com o Islamismo e como integrar melhor as comunidades islâmicas.


Fonte: BBC Brasil.com

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Extremistas islâmicos executam jovem cristão

SOMÁLIA (5º) - Cristão acusado de tentar converter adolescente muçulmano é encontrado morto
em uma rua de Mogadíscio

Extremistas islâmicos que controlam parte de Mogadíscio, capital da Somália, executaram, nesse mês, um jovem cristão acusado de tentar converter um muçulmano de 15 anos de idade ao cristianismo.

Membros do grupo extremista islâmico Al Shabaab tinham detido Mumin Abdikarim Yusuf, de 23 anos, no dia 28 de outubro, após o rapaz de 15 anos de idade ter passado informações sobre ele aos militantes, disse uma fonte da região à agência de notícias Compass Direct News. O corpo de Mumin foi encontrado no dia 14 de novembro. Fontes disseram que o ex-muçulmano foi baleado até morrer, provavelmente algumas horas antes do alvorecer.

“Nosso irmão Mumin foi assassinado”, disse uma fonte ao Compass. “Seu corpo foi jogado no distrito de Yaqshid, em Mogadíscio, em uma rua residencial.”

O grupo Al Shabaab, cujos membros parecem ter ligações com os terroristas da Al Qaeda, controla algumas partes de Mogadíscio e a maior parte do sul da Somália, assim como outras partes do país.

Suas acusações contra Mumin levaram o grupo extremista a uma incursão em sua casa, no distrito de Holwadag, na capital, disseram as fontes. Após fazerem buscas em sua residência, a milícia não encontrou nada relacionado ao cristianismo. Porém, ainda assim, levaram-no preso.

Antes de o jovem ser executado com dois tiros na cabeça, a fonte do Compass recebeu relatos de que ele foi espancado e teve seus dedos quebrados enquanto os muçulmanos tentavam extrair provas incriminatórias contra ele e informações sobre outros cristãos. Posteriormente, a fonte soube que o corpo de Mumin mostrava sinais de tortura e estava sem os dentes frontais.

“Não sabemos a hora em que ele foi assassinado, mas devido à vontade da família, nós o sepultamos cerca de 3 horas da tarde do mesmo dia”, disse a fonte.

Os cristãos não puderam se identificar com segurança à família muçulmana de Mumin, mas conseguiram auxiliar indiretamente os pais para sepultá-lo com dignidade.

Não se sabe se Mumin, quando torturado, revelou informações sobre membros da igreja na região, mas líderes da Igreja Perseguida têm mudado de local os cristãos que o conheciam, segundo a fonte.

“Ainda não sabemos se Al Shabaab descobriu alguma prova nova de Mumin”, disse ele.

Os pais muçulmanos de Mumin não sabiam que seu filho era cristão e insistiram com os militantes do grupo que ele ainda era muçulmano, disseram as fontes. Os extremistas acusaram a família de não ter informado que seu filho tinha se convertido ao cristianismo e determinaram a sua mãe e seu pai que comparecessem diante do tribunal de Al Shabaab.

Embora a fonte do Compass não pudesse confirmar se os pais atentaram para a ordem, ele disse que muito provavelmente eles o fizeram, uma vez que não é incomum que os militantes decapitem aqueles que desafiam suas ordens. “Não posso confirmar se eles compareceram diante do tribunal islâmico, mas é altamente possível”, disse ele. “Quem ousa desafiá-los?”

Os extremistas demonstraram que não têm escrúpulos para matar aqueles que eles percebem que são simpatizantes de qualquer religião “estrangeira”, disse a fonte. Ele acrescentou que o grupo islâmico somente não executou Mumin antes porque não tinha provas contra ele, a não ser o testemunho do adolescente.

“No islã, para executar alguém, você precisa ter prova de três testemunhas, e eles não a tinham”, disse ele. “Al Shabaab é conhecido por fazer o que deseja, e eles nem mesmo seguem as regras da religião a qual reivindicam aderir.”

A descoberta do corpo de Mumin trouxe fim à tentativa de sua família de assegurar sua liberação, mas eles agora vivem com medo, uma vez que Al Shabaab os acusou de terem ocultado a nova fé de seu filho.

A fonte disse que a morte do jovem cristão é típica do grupo extremista islâmico, que frequentemente lança balas em suas vítimas antes de jogarem seus corpos em locais públicos para servirem de aviso àqueles que ousam resistir suas ordens.

Desde que o ditador Siad Barre foi deposto em 1991, a Somália não teve mais um governo central forte e tem estado à mercê de cruéis militantes baseados em clãs. Alguns, como o al Shabaab, está buscando estabelecer uma versão rígida da sharia (lei islâmica) enquanto lutam para destituir o governo federal transitório do Presidente Sheikh Sharif Sheikh Ahmed, que é apoiado pela União da África e pelas nações do Ocidente.

Tradução: Getúlio Cidade

 
 

Mais de 130 igrejas foram fechadas desde 2004

COLÔMBIA (*) - Uma pesquisa conduzida por Portas Abertas descobriu que por toda Colômbia, igrejas sofrem vários graus de perseguição. Algumas vezes, os templos continuam abertos apesar de os perseguidores tentarem fazer com que os membros fujam.

Nas demais regiões do país, entretanto, perseguição é sinônimo de prédios fechados. As guerrilhas de esquerda e os grupos paramilitares de direita estão por trás do fechamento de 132 igrejas (sem contar igrejas domésticas) na Colômbia desde 2004. Um pequeno número de igrejas foi forçado a fechar por ações de grupos indígenas.

O principal motivo pelos quais os grupos armados forçam as igrejas a fecharem é o fato de não concordarem com as pregações e os ensinos dos pastores e dos líderes. Os guerrilheiros acreditam que os cristãos são contra a doutrina marxista e que os pastores estão tentando estender o “imperialismo estadunidense”. A opinião deles é que os pastores levantam dinheiro para construir templos, mas não se preocupam com projetos sociais que ajudem os pobres. Ao contrário dos pastores e dos líderes cristãos, os guerrilheiros acreditam que a solução de todos os problemas se encontra não em Deus, pois eles não acreditam que Ele exista, mas na revolução armada.

No fim de março, a Portas Abertas falou com um alto comandante da FARC que reiterou que a ordem de fechar as igrejas e banir todas as reuniões evangélicas das áreas controladas por guerrilhas vem do comitê nacional de liderança do grupo rebelde. Os líderes têm poder para sentenciar a morte os pastores que desobedecerem as suas ordens.

Os grupos guerrilheiros têm uma hierarquia dentro da organização. Um simples comandante, entretanto, é responsável por colocar em prática a decisão do comitê, seja de permitir que os pastores dirijam cultos ou mesmo se reúnam na casa dos membros de sua igreja. A ironia é que a maioria dos guerrilheiros possui familiares cristãos ou são, eles mesmos, ex-membros de igrejas.

A Portas Abertas entrevistou um comandante que disse que os rebeldes não se metem com as igrejas que obedecem as regras da guerrilha. É extremamente difícil para os cristãos aceitarem esse acordo.

- Nenhuma reunião em casa ou na igreja poderá acontecer sem a permissão do líder da guerrilha.

- Os cristãos não podem pregar contra a revolução armada ou para os guerrilheiros.

- As igrejas não podem recolher ofertas, a não ser quando a guerrilha exija algum tipo de pagamento. As igrejas não podem convidar pregadores de outras localidades.

Um pastor do sul da Colômbia disse que enquanto a igreja prega a paz, os grupos guerrilheiros convocam jovens a pregar a guerra. “É impossível obedecer aos grupos guerrilheiros porque não podemos ir contra os princípios bíblicos”.

Tradução: Priscilla Figueiredo

Fonte: Portas Abertas

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Jornal denuncia a facilidade que criminosos tem para criar uma igreja e se livrarem de impostos

Bastaram dois dias úteis e R$ 218,42 em despesas de cartório para a reportagem da Folha criar uma igreja. Com mais três dias e R$ 200, a Igreja Heliocêntrica do Sagrado Evangélio já tinha CNPJ, o que permitiu aos seus três fundadores abrir uma conta bancária e realizar aplicações financeiras livres de IR (Imposto de Renda) e de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel
Seria um crime perfeito, se a prática não estivesse totalmente dentro da lei. Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para a constituição de uma igreja. Tampouco se exige um número mínimo de fiéis.

Basta o registro de sua assembleia de fundação e estatuto social num cartório. Melhor ainda, o Estado está legalmente impedido de negar-lhes fé. Como reza o parágrafo 1º do artigo 44 do Código Civil: “São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento”.

A autonomia de cada instituição religiosa é quase total. Desde que seus estatutos não afrontem nenhuma lei do país e sigam uma estrutura jurídica assemelhada à das associações civis, os templos podem tudo.
A Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio, por exemplo, pode sem muito exagero ser descrita como uma monarquia absolutista e hereditária. Nesse quesito, ela segue os passos da Igreja da Inglaterra (anglicana), que tem como “supremo governador” o monarca britânico.

Livrar-se de tributos é a principal vantagem material da abertura de uma igreja. Nos termos do artigo 150, VI, b da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com suas finalidades essenciais.

Isso significa que, além de IR e IOF, igrejas estão dispensadas de IPTU (imóveis urbanos), ITR (imóveis rurais), IPVA (veículos), ISS (serviços), para citar só alguns dos vários “Is” que assombram a vida dos contribuintes brasileiros. A única condição é que todos os bens estejam em nome do templo e que se relacionem a suas finalidades essenciais -as quais são definidas pela própria igreja.

O caso do ICMS é um pouco mais polêmico. A doutrina e a jurisprudência não são uniformes. Em alguns Estados, como São Paulo, o imposto é cobrado, mas em outros, como o Rio de Janeiro e Paraná, por força de legislação estadual, igrejas não recolhem o ICMS nem sobre as contas de água, luz, gás e telefone que pagam.

Certos autores entendem que associações religiosas, por analogia com o disposto para outras associações civis, estão legalmente proibidas de distribuir patrimônio ou renda a seus controladores. Mas nada impede -aliás é quase uma praxe- que seus diretores sejam também sacerdotes, hipótese em que podem perfeitamente receber proventos.

A questão fiscal não é o único benefício da empreitada. Cada culto determina livremente quem são seus ministros religiosos e, uma vez escolhidos, eles gozam de privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (CF, art. 143) e o direito a prisão especial (Código de Processo Penal, art. 295).

Na dúvida, os filhos varões dos sócios-fundadores da Igreja Heliocêntrica foram sagrados minissacerdotes. Neste caso, o modelo inspirador foi o budismo tibetano, cujos Dalai Lamas (a reencarnação do lama anterior) são escolhidos ainda na infância.

Voltando ao Brasil, há até o caso de cultos religiosos que obtiveram licença especial do poder público para consumir ritualisticamente drogas alucinógenas.

Desde os anos 80, integrantes de igrejas como Santo Daime, União do Vegetal, A Barquinha estão autorizados pelo Ministério da Justiça a cultivar, transportar e ingerir os vegetais utilizados na preparação do chá ayahuasca -proibido para quem não é membro de uma dessas igrejas.

Se a Lei Geral das Religiões, já aprovada pela Câmara e aguardando votação no Senado, se materializar, mais vantagens serão incorporadas. Templos de qualquer culto poderão, por exemplo, reivindicar apoio do Estado na preservação de seus bens, que gozarão de proteção especial contra desapropriação e penhora.

O diploma também reforça disposições relativas ao ensino religioso. Em princípio, a Igreja Heliocêntrica poderá exigir igualdade de representação, ou seja, que o Estado contrate professores de heliocentrismo.



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...