Leia diariamente as mensagens aqui expostas, além de notícias em geral.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Eleições na Índia afetarão economia, educação e religião


ÍNDIA (22º) - O modelo de governo da Índia precisa passar por reformas para se tornar menos lento e mais eficiente, garantindo, com isso, que o país continue crescendo economicamente no ritmo atual.

Essa é a opinião de analistas ouvidos pela BBC Brasil. Para eles, no entanto, promover reformas dentro do complexo sistema político indiano pode ser um desafio difícil de ser vencido.

A democracia indiana é motivo de orgulho para a maioria da população. Há anos o país conviveu com o estigma de que uma democracia tão grande e diversa nunca funcionaria em uma região marcada pela presença regimes totalitários.

Entretanto, ao longo dos 62 anos que se passaram desde sua independência, a Índia passou por um período de apenas 21 meses de exceção democrática - nos anos 1970.

Para o economista-chefe do banco de investimentos Goldman Sachs, Jim O"Neill, criador do termo BRIC a comparação do desenvolvimento da Índia com a China, por exemplo, mostra as limitações do sistema indiano no que se refere à capacidade de adotar mudanças de política econômica.

"A Índia precisa manter sua democracia, mas também precisa encontrar uma maneira para fazer com que ela funcione de forma mais eficiente. É quase como se em determinados momentos a democracia indiana sufocasse a Índia", disse ele em entrevista à BBC Brasil.

Polarização

A política indiana foi historicamente dominada pelo Partido do Congresso Indiano, de figuras como Indira Gandhi e Jawaharlal Nehru. Entre 1998 e 2004, o nacionalista Bharatiya Janata Party (BJP), de oposição ao Partido do Congresso, governou o país. No nível federal, o Partido do Congresso e o BJP são as principais forças que polarizam a política da Índia.

No nível local, o sistema político indiano é muito mais complexo e reflete a diversidade étnica, cultural e religiosa do país. Os hindus formam 85% da população indiana, mas o país é uma miríade de culturas e religiões: sikhs, católicos, parsis, jainistas, budistas, entre outros. Além disso, a sociedade indiana é dividida em castas - que não se limitam mais apenas à religião hindu.

Desde os anos 80, partidos regionais que se apoiam em interesses de castas, religiões e línguas diferentes estão conquistando prefeituras e governos estaduais, diminuindo a influência do Partido do Congresso e do BJP. Cada Estado tem partidos diferentes e, para governar, os dois principais partidos nacionais precisam formar a maior coligação possível.

Pesquisas mostram que o Partido do Congresso e o BJP devem conquistar menos de 150 das 544 vagas no Parlamento nas próximas eleições gerais da Índia, em abril e maio - número muito inferior ao de 273 vagas necessárias para governar o país como maioria.

"O Partido do Congresso e o BJP estão perdendo a sua importância. O que estamos vendo são coalizões multipartidárias no nível nacional", afirma o historiador e escritor Ramachandra Guha, autor do livro "A Índia após Gandhi: a história da maior democracia do mundo".

"Esse fenômeno, por um lado, é um aprofundamento da democracia indiana. O fato é que os dois partidos nacionais não conseguem representar as aspirações diversas, e grupos e regiões inteiras que eram excluídas antes estão achando sua voz no processo político. Mas se você olha isso no nível nacional isso fica irracional, porque com 25 partidos diferentes formando um governo fica impossível ter qualquer política coerente de longo prazo em infra-estrutura, educação e saúde", afirma Guha

O especialista ressalta que algumas das características da democracia - como liberdade de expressão e eleições livres e justas - são fortes na Índia. Ele lembra, entretanto, que o funcionamento geral do Estado nas áreas de saúde, educação e infra-estrutura ainda é muito deficiente.

Educação

Por isso, reformas são vistas como chave para a Índia, sobretudo em áreas como educação - o acesso dos mais pobres a ela é considerado essencial para que um número cada vez maior de indianos seja incluído no crescimento econômico do país.

"A Índia precisa de reformas para continuar crescendo, sobretudo reformas que diminuam a disparidade de renda entre os diferentes setores da sociedade e regiões do país", afirma Evan Feigenbaum, analista do Council on Foreign Relations, instituto de pesquisas baseado em Nova York.

O perigo, segundo ele, é que o ritmo lento de algumas destas reformas ponha em xeque o desenvolvimento da Índia como potência.

O modelo de desenvolvimento escolhido pela Índia se baseia na aposta na expansão da economia e no fato de o país ter uma população de 1,3 bilhão. Combinados, esses dois fatores formariam um dos maiores mercados consumidores do mundo, consolidando a posição do país como potência num futuro próximo.

No entanto, não há garantias de que a Índia conseguirá manter até 2020 seu elevado índice de crescimento - 8% em média - sobretudo com o país dando sinais de que está sendo afetado pela crise econômica mundial. Para muitos analistas, o sucesso da Índia como potência dependerá de reformas de inclusão promovidas pelo governo e da velocidade com que a democracia conseguirá entregar essas reformas.

Fonte: BBC Brasil.com

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Três cristãos são proibidos de cultuar e podem ser presos


IRÃ (3º) - Após declarar três cristãos iranianos culpados por cooperar com “movimentos anti-governistas”, um tribunal em Shiraz ordenou que os cristãos encerrem suas atividades cristãs e parem de propagar sua fé.

Um tribunal islâmico revolucionário entregou uma sentença de prisão para Seyed Allaedin Hussein, Homayoon Shokouhi e Seyed Amir Hussein Bob-Annari. O juiz disse que iria reforçar a pena e julgá-los como “apóstatas”, ou como aqueles que deixam o islã, se eles violassem os termos de sua condicional – incluindo o contato de um com o outro.

Um novo código penal em consideração no Irã inclui um projeto de lei que pede pena de morte para a apostasia.

“O alerta dado a eles de que serão ‘presos e julgados como apóstatas’ se continuarem com as atividades cristãs é bem assustador”, disse um analista regional que pediu anonimato.

O tribunal revolucionário islâmico foi criado após a revolução de 1979 para perseguir os suspeitos de destituir o regime islâmico. Fontes afirmam que as ligações entre os acusados e essas organizações são tênues.

Os três homens foram presos em 11 de maio de 2008 no aeroporto de Shiraz, quando iam para um seminário cristão sobre casamento em Dubai. De acordo com uma reportagem da FCNN, os familiares dos três homens evitaram prestar queixas formais e concordaram com os termos de soltura, incluindo o pagamento de uma grande quantia. Os detalhes do termo são desconhecidos.

A condenação dos três convertidos dá continuidade a mais de 50 prisões de cristãos registradas somente em 2008. A recente repressão do governo inclui instituições cristãs que ministram na pequena comunidade étnica cristã.

Em 19 de março, Yonathan Betkolia, membro do parlamento assírio, anunciou que por uma ordem do tribunal revolucionário islâmico, uma igreja pentecostal em Tehran seria fechada porque oferece cultos na língua farsi, frequentados por convertidos do islã.

Estima-se que o número de cristãos assírios no país está entre 10.000 e 20.000, e cristãos armênios no Irã estão entre 110.000 e 300.000.

“O fechamento dessa igreja é claramente uma violação dos direitos humanos, porque o direito de mudar de religião e o direito de expressão estão sendo atingidos pelo partido revolucionário islâmico.”

Tradução: Deborah Stafussi

Fonte: Compass Direct

segunda-feira, 30 de março de 2009

Novo templo é inaugurado em Nachij, Chiapas

MÉXICO (*) - No dia 15 de março de 2009, os cristãos celebraram o fim da construção de seu novo templo em Nachij, Chiapas. Agora, eles podem voltar a cultuar.

A festa de inauguração do novo templo começou às 9:30h e terminou às 13h. Muitos cristãos de diversas comunidades participaram da festa, incluindo convertidos de Pets-Toj, Paste, Vochoj-vo Alto, e de outros municípios como Chamula, Chiapa de Corzo e San Cristobal.

A nova igreja é grande, há lugar para quase 500 pessoas. Normalmente não há tantos membros em Nachij, mas a oração é para que cresçam e convidem cristãos de cidades vizinhas para cultuarem juntos. O pastor Antonio disse: “Temos um grande desafio de pregar o evangelho para as pessoas que não conhecem as Boas Novas. Sei que Deus nos ajudará a fazer isso e cumprir a Grande Comissão”.

Um dos pastores que estava na reunião era Manuel “San Juan”. Ele relembrou quando era um cacique em San Juan Chamula: “Quando eu era um cacique, eu matava os cristãos; eu expulsei muitos deles porque os odiava. A vida dessas pessoas mudava quando conheciam a Cristo e eu não compreendia isso. Um dia, fiquei doente, e os remédios comuns não puderam restaurar minha saúde. Um cristão me disse que Jesus poderia me curar, e eu acreditei nele. Então, aceitei Jesus e me comprometi. Depois disso, os outros caciques começaram a me perseguir. É muito difícil quando somos perseguidos, mas posso dizer, por experiência que Deus nos mostra seu poder. Agora em Chamula temos muitas igrejas, onde muitos cristãos adoram a Deus. Eu sempre tive esse sonho, e agora posso vê-lo se tornando realidade, porque estamos regozijantes com esse novo templo.”

Após esse testemunho, outros pastores falaram sobre a construção e a coragem necessária para enfrentar a perseguição. Em muitas comunidades, continuamos a enfrentar intolerância religiosa. O pastor Antonio agradeceu: “Obrigado a todos os cristãos estrangeiros que nos ajudaram a construir essa igreja através de sua doação. Essa é resposta de Deus para as orações que fazemos há anos. Muito, muito obrigado”.

Tradução: Texto traduzido pela fonte

Missão Portas Abertas

“Passem ao Pantanal e ajudem-nos”

A convocação é do coordenador de um projeto de assistência cristã aos ribeirinhos do Pantanal, coordenado pela associação de igrejas da região, vinculada à Convenção Batista do Mato Grosso do Sul, que ganhou destaque em foto do barco PantaVida logo nas primeiras páginas do anuário "Mato Grosso em Números 2008", que acabou de ser lançado, em Cuiabá, pela Secretaria de Estado de Planejamento do Governo do Mato Grosso.

O barco Pantavida leva assistência médica e odontológica, além de distribuir gratuitamente filtros de água, roupas e alimentos, sem deixar de ensinar a Bíblia para a população que vive às margens dos rios desta que é uma das regiões mais lindas e visitadas do Brasil.

Segundo o pastor Carlos Alberto da Silva, responsável pelos barcos Pantavida I e II na evangelização da população ribeirinha em Corumbá, é preciso atentar para "a realidade, principalmente espiritual, dos povos que vivem nesta vasta extensão criada por Deus. São centenas de vidas que nascem, crescem e morrem sem aprender nada sobre o “Plano da Salvação”; são vidas que, na sua grande maioria vivem abaixo da linha da pobreza, em condições sub-humanas, sem estudo, sem emprego, sem higiene básica, sem medicamentos, e tantas outras privações que a maioria de nós nunca experimentou. Quando me deparo com esta realidade, preocupa-me o quanto ainda há por fazer a fim de cumprirmos o “IDE” de Jesus".

Se você quer ajudar este projeto ou mesmo se envolver mais diretamente, através de uma viagem missionária, entre em contato por email com o pastor Carlos Alberto, responsável pelo Pantavida.

Leia mais sobre o projeto missinário no Pantanal.

sábado, 28 de março de 2009

Lei anticonversão a ser considerada em Karnataka


ÍNDIA (22º) - O governo nacionalista hindu em Karnataka, que registrou o segundo maior número de ataques contra cristãos no último ano, está planejando introduzir um tipo de lei “anticonversão” com o pretexto de parar a violência de anticristãos em outros estados.

Leis semelhantes são designadas para impedir conversões à força ou fraudulentas, mas, elas são desentendimentos populares como conversões criminalizadas em geral. Comentários de autoridades públicas às vezes reforçam essa ideia equivocada: a constituição da Índia fornece liberdade, mas, o ministro da justiça, lei e direitos humanos de Karnataka, S. Suresh Kumar disse que o governo do estado “está estabelecido para moldar uma lei anticonversão, enquanto hindus inocentes são convertidos a outras religiões”.

“Pobres e incultos hindus estão se tornando vítimas de falsas propagandas contra o hinduísmo, e nosso governo está planejando representar uma lei após estudar projetos de leis similares a atos anticonversão de vários outros estados”, disse o ministro BJP na Organiser, publicação oficial dos hindus extremistas, Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS), o mentor ideológico da BJP.

Leis anticonversões estão em vigor em cinco estados - Orissa, Madhya Pradesh, Chhattisgarh, Himachal Pradesh e Gujarat – e suas implementações são esperada nos estados de Arunachal Pradesh e Rajasthan. Cinicamente nomeada de “Liberdade de atos religiosos”, a lei procura conter as conversões religiosas feitas “à força ou com fraude”, mas, o grupo de direitos humanos disse que eles obstruem conversões de nacionalistas hindus, convocados para perseguir cristãos com falsas prisões temporárias e encarceramentos. Numerosos casos contra cristãos têm sido arquivados sob várias leis de anticonversão, principalmente em Madhya Pradesh, Chhattisgarh e Orissa, mas nenhum foi condenado em mais de quatro décadas desde que as leis foram implantadas.

O Dr. Sajan K. George, presidente nacional da base do Conselho Global de Cristãos Indianos (GCIC – sigla em Inglês), expressou angústia à respeito dos planos comunicados para introduzir a lei que tem história de abusos por hindus extremistas nacionalistas. Ele também demonstrou sua preocupação com a negligência do governo na perseguição de todos que tinham atacado os cristãos.

“Infelizmente, 2008 mostrou o pior tipo de regressão na nossa sociedade, como a igreja na Índia experimentou uma onda de violência e perseguição sem precedentes desde a origem do cristianismo na Índia há 2.000 anos”, disse Dr. George, referindo-se a um aumento repentino de ataques de anticristãos em vários estados da Índia, principalmente em Karnataka e ao leste do estado de Orissa, no último semestre do ano.

Com o BJP formando um governo próprio no último ano, há um temor dentro da comunidade cristã que esta perseguição possa crescer ainda mais, ele disse.

“Karnataka registrou pelo menos 112 ataques, ao longo dos 29 estados em 2008”, e pelo menos mais 10 incidentes semelhantes foram registrados este ano, disse Dr. George. O número de cristãos é pouco mais que 1 milhão dos 52.8 milhões da população de Karnataka.

Entre os distritos mais tensos em Karnataka estão: Mangalore, Bangalore e Davangere, de acordo com o Dr. George. Os distritos de Chikmagalur, Chitradurga, Belgaum, Tumkur, Udupi, Shimoga, Dharwad e Kodagu são também potencialmente instáveis, ele disse. O GCIC registrou que em 11 de janeiro, hindus extremistas nacionalistas invadiram as casas de cristãos convertidos em Amrthmahal Kavalu, região próxima à cidade de Tiptur no distrito de Karnataka Tumkur, agrediram verbalmente quatro cristãos e queimaram suas bíblias. Os nove hindus ameaçaram colocar fogo na casa se os cristãos continuassem a cultuar no Calvary Gospel Centre.

Além de a violência anticristãos ser justa na mente da população, críticos dizem que a lei anticonversão é lenta e complicada, objetivo para hindus extremistas. No estado de Gujarat, o arcebispo de Gandhinagar, Reverendo Stanislaus Fernandes, e uma organização sem fins lucrativos tem arquivado uma petição no tribunal desafiando um requerimento em Gujarat da lei anticonversão, que o correligionário obtém permissão prévia de um juiz do distrito antes de realizar ou participar de uma cerimônia de conversão. O jornal The Times of India registrou na sexta-feira (27 de fevereiro) que o Juiz M. S. Shah e o Juiz Akil Kureshi aceitaram o caso e emitiram um anúncio ao estado que o governo procura explicações nas objeções levantadas pelos requerentes.

“Por forçarem conversões somente por interesse de anúncio público e conhecimento, realmente almejam facilitar e encorajar os religiosos fanáticos a terem a lei em suas mãos para impedir conversões livre e voluntárias”, os advogados dos requerentes protestaram. “Em nome de manter a lei e ordem, o ato irá convidar pessoas para perturbar a lei e ordem.” o advogado acrescentou que almeja principalmente “impedir Dalits e adivasis (povos tribais) de se converterem a outra religião, deste modo, os forçam a permanecerem e se misturarem com o hindu”.

Tradução: Eliane Gomes dos Santos

Fonte: Compass Direct

sexta-feira, 27 de março de 2009

Cristãos pedem que governo acelere lei sobre construção de templos


EGITO (21º) - As igrejas ortodoxas, católicas e evangélicas do Egito decidiram entrar na campanha lançada por ativistas cristãos e coptas exilados pedindo que o governo acelere o decreto da lei unificada para construção de templos.

A campanha, denominada “Getting out of the dark tunnel” (Saindo do túnel escuro), emitiu uma declaração conjunta convocando todos os apoiadores para retirar a comunidade de conflitos étnicos e religiosos para obter completa cidadania.

Os líderes da campanha dizem que ela foi lançada após o acidente em uma igreja católica, no qual quatro casas vizinhas desmoronaram e oito pessoas morreram devido o atraso nas restaurações dos prédios.

O bispo Morcos, chefe do comitê de mídia da igreja, demonstrou surpresa quanto ao atraso no decreto da lei unificada para construção de templos. Ele disse: “Essa lei coloca os cidadãos na mesma base e reflete a seriedade do Estado ao implementar o Artigo 1 da Constituição.”

A igreja não sabe o motivo de a lei não ter sido discutida na Assembleia popular, principalmente porque havia representantes dela entre aqueles que prepararam a lei de direitos humanos.

Ikram Lamei, representante das igrejas evangélicas compartilha do ponto de vista de Morcos e diz: “Essa lei resolverá muitos problemas. Em primeiro lugar, terminará com o sectarismo em casos de igrejas construídas sem licença”.

O porta-voz da igreja católica Rafiq Gresh, disse que a igreja pede essa lei há mais de três anos. Sempre que havia uma reunião com os oficiais do Estado, era pedido para que a lei fosse acelerada.

Essa lei é importante porque acabaria com o decreto Hamayouni de estabelecimento de igrejas. Esse decreto é responsável por todas as revoltas sectárias que mancham a reputação dos egípcios no exterior.

Obtenha mais informações sobre esse assunto clicando aqui.

Tradução: Deborah Stafussi

Fonte: Free Copts

quinta-feira, 26 de março de 2009

Brasileiro é novo secretário-geral do Clai

Pastor Nilton Giese, da Igreja de Confissão Luterana, vai dirigir órgão ecumênico continental.

O pastor Nilton Giese, da Igreja Evangélica de Confissão Luerana do Brasil (IECLB), foi eleito secretário-geral do Conselho Latino-americano de Igrejas, o Clai. Giese foi escolhido na última reunião da Junta Diretiva do Clai, entre os dias 19 e 22 de março, em Lima, no Peru. De acordo com o novo dirigente, a entidade vai se dedicar ainda mais a construir uma estrutura mais horizontal no relacionamento entre as igrejas e organismos-membros. “Agora, temos a oportunidade de continuar o trabalho de organização das Mesas Nacionais. O objetivo é o de priorizar o testemunho nacional, aproximar-se da realidade eclesial e, a partir desse desafio, estruturar um plano de ação com os programas e as secretarias regionais”, declarou o novo secretário-geral.

Catarinense de Jaraguá do Sul, ele tem 50 anos, é casado com Roseli Schrader e tem uma filha, Gabriela, de 21 anos. Formado em teologia na Escola Superior de Teologia (EST), de São Leopoldo (RS), ele pastoreou congregações luteranas na região da fronteira com o Paraguai, nos anos 80. Mais tarde, lecionou Antigo Testamento e hebraico no Seminário Evangélico de Matanzas, em Cuba. Ao regressar ao Brasil, assumiu o pastorado na congregação da denominação em Toledo (PR) por três anos. Mais tarde, foi para a Costa Rica, com a incumbência de acompanhar os trabalhos da IECLB na região, sobretudo entre os imigrantes da Nicarágua. Voltou ao Brasil em 1996, assumindo a paróquia de Ibirama (SC), e a partir de 2001, a de Curitiba (PR).

Em março de 2005, Giese fora eleito diretor do Departamento de Comunicação do órgão ecumênico, função que vinha acumulando desde 2008 com a interinidade na Secretaria-Geral.

(Com reportagem da Agência Latino-americana e Caribenha de Comunicação – ALC)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Minha Esperança Brasil: mais de trezentas mil conversões

A Associação Evangelística Billy Graham divulgou hoje os números do projeto Minha Esperança no Brasil. Um almoço foi organizado pela instituição no Royal Rio Palace Hotel, em Copacabana, e contou com a participação de executivos da organização, pastores e colaboradores. Entre eles, a diretora da rádio 93FM Andrea Maier, que representou o grupo MK de Comunicação no evento.

Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Biblia Online
A emissora fez a divulgação do projeto no Rio de Janeiro, fazendo parte da etapa de mobilização. A MK Music participou através de Aline Barros – que foi liberada pela gravadora e gravou o vídeoclipe da canção “Onde Está a Esperança?” – e Fernanda Brum, que deu seu depoimento para um dos programas exibidos em novembro de 2008 na TV Band.

O pastor Geremias do Couto, Coordenador Nacional do Minha Esperança, relembrou as fases do projeto. Ele passou a palavra para o americano Greg Matthews, Diretor do Minha Esperança para a América Latina, que divulgou os números conquistados no Brasil. Mais de 340 mil pessoas decidiram-se por Jesus após assistirem aos três programas. Foram 53.072 igrejas engajadas, que conseguiram mobilizar 843.320 lares para evangelização, chamados lares Mateus. “O Brasil fez um excelente trabalho na prestação de contas, e esses números representam apenas 70% do que aconteceu”, acrescentou, referindo-se ao percentual de informação que conseguiram apurar.

O vice-presidente dos ministérios internacionais da Associação Billy Graham, Willian Conard, destacou os cinco efeitos do Minha Esperança no Brasil: Pastores mais engajados na evangelização, o aumento de evangelismo, crentes motivados, aumento de conversões e o crescimento da igreja. “O projeto já foi realizado em 45 países, sendo 15 deles muçulmanos. Só na América latina foram 3 milhões de decisões por Cristo. Louvado seja o Senhor”, destacou Conard.

Após a palavra das lideranças do Minha Esperança, os pastores e colaboradores tiveram oportunidade de compartilhar experiências através da iniciativa e receberam certificados pela participação e apoio ao projeto. Ao encerrar o encontro, pr. Geremias informou a todos que estará enviando dados apurados a cada denominação participante além do relatório geral sobre o projeto. Os próximos países a receberem o Minha Esperança serão República Dominicana, Porto Rico e Tailândia.

Fonte: MK Music / Gospel+

Donos de blog cristãos são sequestrados


IRÃ (3º) - Dois novos convertidos cristãos foram presos em uma falsa reunião realizada em uma igreja clandestina, e ninguém tem notícias sobre eles.

De acordo com informações recebidas, um cristão de 30 anos chamado Mazaher R., que mantinha um blog para evangelização pela internet conheceu um homem morador de Isfahan e que se apresentou como pastor Reza.

Esse homem, pastor Reza, convidou o cristão para encontrá-lo para se conhecerem melhor. O irmão Mazaher, junto com sua irmã e outro cristão chamado Hamed S, foram ao encontro de Reza em 22 de fevereiro.

Os três encontraram Reza e uma mulher chamada Maria, apresentada como sua esposa. Depois de conversarem um pouco, Reza convidou os três cristãos para acompanhá-lo em uma reunião de oração clandestina, onde ele batizaria um novo convertido.

Depois de uma longa viagem até o local, esse “suposto” pastor afirmou que o prédio em que estavam era o templo da igreja. Quando entraram, os três cristãos foram atacados, vendados, algemados e levados por policiais à paisana.

No dia seguinte ao incidente, outros policiais invadiram a casa do pai de Mazaher e confiscaram computadores, impressoras e diversos CDs.

Fontes afirmam que a irmã de Mazaher, presa junto com os outros dois jovens, foi liberada após ser interrogada, pois descobriram que ela era inocente nos fatos, e não tinha nenhuma ligação ao blog cristão.

Os familiares, depois de retornarem ao local da falsa igreja e da prisão, descobriram que a casa estava vazia há muito tempo, e que não havia nenhum homem chamado pastor Reza morando na área.

Recentemente, a república islâmica iniciou uma campanha para identificar e encerrar todos os sites não-islâmicos que promovam ensinos cristãos ou divulguem notícias contra o governo ou os direitos humanos.

Ore pelos dois cristãos e por seus familiares.

Tradução: Deborah Stafussi

Fonte: FCNN

terça-feira, 24 de março de 2009

Guerra no Iraque completa seis anos e o país necessita de oração


IRAQUE - A guerra no Iraque completou seis anos sexta-feira última (20) com data marcada para acabar, clima mais tranqüilo no país, mas sem nenhuma previsão realista de vida normal e independente para os invadidos. Apesar de o presidente Barack Obama ter decretado que todos os soldados americanos devem sair do território iraquiano até 2011, o conflito não se encerra de forma tão simples, e analistas ouvidos pelo G1 apontam para um longo período de um Iraque ainda dependente dos EUA.

Segundo o diretor de estudos do Iraque do Usip, instituto norte-americano de paz, Sam Parker, a relação entre os dois países caminha para uma longa parceria, com o Iraque se tornando cada vez mais autônomo, mas continuando precisando de ajuda dos EUA. “Vai demorar anos para que os iraquianos possam operar de forma totalmente independente, pois eles precisam muito de apoio técnico e logístico nos EUA. Acredito que aos poucos o Iraque assuma o controle, mas que vá depender desse apoio norte-americano, numa parceria semelhante ao que já acontece com vários outros países da região, como o próprio Kuwait ou o Qatar”, explicou, em entrevista por telefone.

“O Iraque não está pronto para ser independente, mas nós não vamos sair imediatamente”, disse ao G1 Michael O’Hanlon, do instituto Brookings. “Aos poucos, podemos ir retirando as tropas e repassando a responsabilidade da maior parte das operações para os iraquianos.”

A chave para compreender o que pode vir a acontecer no país no futuro é discutir o próprio conceito de independência. “É difícil falar em independência completa. Países como Kuwait, Egito e Qatar têm independência, mas também têm um forte envolvimento com os Estados Unidos. É difícil imaginar que os Estados Unidos vão sair completamente do Iraque, mas aos poucos ele [o Iraque] vai se tornar um ator político autônomo”, disse.

Tranquilidade

Com data marcada para a retirada das tropas norte-americanas, que invadiram o Iraque em 20 de março de 2003, o país assiste a uma queda na violência que tomou ares de guerra civil dois anos atrás. Comparado com o início de 2007, este ano viu os números da violência caírem 90%, segundo dados oficiais do Exército norte-americano.

“O país já conseguiu criar uma boa estabilidade em boa parte do território. Claro que há regiões ainda fora de controle. No total, acredito que haverá eventos esporádicos de violência, mas é pouco provável que vejamos a violência crescer de forma desordenada a ponto de desestabilizar a ordem política nacional”, disse Parker.

Depois de seis anos de medo, caos e apreensão, os iraquianos começam a retomar suas vidas com um grau maior de normalidade. Correspondentes internacionais no país relatam que a população voltou a sair às ruas com freqüência e a procurar parques e lugares públicos de lazer. Uma reportagem do jornal “USA Today” mostrou que até o preço de casas começou a subir com o relativo aumento da segurança.

Uma pesquisa divulgada em fevereiro pela rede de TV ABC mostrava que a relativa tranquilidade anima a população. A situação foi descrita como boa ou muito boa por 85% dos entrevistados. Quase seis em cada dez iraquianos disseram se sentir seguros em suas vizinhanças.

Mesmo não havendo mais o clima de guerra civil que tomou conta do país há dois anos, não é possível falar que a vida no Iraque atingiu uma situação normal. Nas últimas semanas, novos ataques com bombas mataram mais de 60 pessoas na região de Bagdá, uma das mais controladas no país.

Segundo Parker, o aumento de tropas em 2007 ajudou a estabelecer o controle do país e manter a segurança. Uma vez que isso foi feito, tropas iraquianas assumiram o controle dessas regiões. “A ação dos dois, dos americanos e dos iraquianos, ajudou a derrubar os números da violência no país.”

Custos

Desde que iniciou a incursão no país então controlado por Saddam Hussein, em 2003, o Iraque encarou a invasão, as mortes, o caos social e político e o clima de guerra civil. Levantamentos de grupos como o Iraq Body Count apontam que mais de 99 mil pessoas morreram no país desde a invasão - os números mais conservadores falam e impressionantes 45 mil mortos. Mas os Estados Unidos também pagaram um alto preço em dólares e em vidas.

Desde a invasão até o sexto aniversário, morreram 4.259 norte-americanos no país, uma média de mais de dois mortos por dia de conflito, e quase 50% a mais de que o número de vítimas deixado pelos atentados terroristas em 11 de Setembro.

Financeiramente, a guerra também deixa saldo negativo. Desde 2001, foram investidos US$ 939 bilhões (cerca de R$ 2,150 trilhões). Muito mais vai precisar ser gasto para poder retirar as tropas e ajudar os soldados iraquianos a assumirem totalmente o controle da segurança no Iraque.

“Invadir o Iraque foi um erro estratégico. O país perdeu muito em vidas, em dinheiro, em credibilidade e prestígio internacional. Não valeu a pena. Claro que o Iraque pode evoluir e se tornar um importante ator regional, mas ainda acho que toda a guerra foi um erro”, sentenciou Parker.

Como temos visto em muitas notícias ultimamente, os cristãos fugiram do Iraque por causa da guerra, e os líderes temem que o país fique quase sem cristãos. Separe um tempo para interceder por nossos irmãos no Iraque, para que Deus os motive a voltar e reconstruir o país destruído pelo conflito.

Fonte: G1
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...