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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Regulamentações dificultam a legalização de Igrejas Protestantes


TURQUIA (34º) - Na cidade de Samsun, na costa ao norte da Turquia, a congregação da Associação da Igreja Ágape esta cercada e resiste à hostilidade islâmica contra sua presença.

Nos últimos três anos, os membros da igreja Ágape têm suportado abusos verbais e alegações falsas da parte de vizinhos nacionalistas e muçulmanos.

O pastor recebeu ameaças de morte e o edifício da igreja foi alvo de vandalismos, tudo numa tentativa de impedir aproximadamente 30 cristãos de fazerem uma reunião.

As autoridades locais também tomaram parte na oposição contra a igreja, ameaçando-a com ações legais baseadas em acusações falsas.

Apesar de ser uma “associação”, status que permite alguma proteção legal, a Igreja Ágape foi ameaçada com um processo, devido ao fato de seus membros penduraram nas paredes da igreja alguns versículos das Escrituras e uma cruz.

A secretaria provincial de Associações inspecionou o prédio e ordenou que retirassem os artigos, porque eles faziam as salas alugadas parecerem uma igreja.

“Não mudamos a decoração, pois ter uma cruz ou versículos nas paredes não é crime”, disse Orhan Picaklar, pastor da igreja. “Se assim fosse, então associações muçulmanas teriam de retirar suas decorações: versos do Alcorão, bênçãos e imagens da caaba em Meca. Não alteramos nada”.

Atitude discriminatória

Foi esse tipo de perseguição que levou a Aliança das Igrejas Protestantes da Turquia a escrever seu último relatório, publicado no mês passado. A Aliança, fundada em 1989, representa 34 igrejas por toda a Turquia e atua como um grupo de suporte e apoio legal.

O relatório foca as obstruções legais infundadas que as congregações cristãs têm enfrentado na hora de construir prédios de igrejas. Os autores do relatório disseram ao jornal Compass que as congregações não deveriam, em princípio, ter de se reunir como “associação”, uma vez que a lei proporciona, pelo menos teoricamente, a possibilidade de se estabelecer “lugares de culto”.

Segundo o relatório, o fato de as igrejas terem de se cadastrar como associações é, na verdade, uma atitude essencialmente discriminatória.

“Um lugar de culto para grupos religiosos é de importância crucial; eles precisam desses lugares de culto para sobreviver e se desenvolver”, disse um membro do comitê legal da Aliança.

“O processo para tornar-se um lugar de culto, apesar de legalmente possível, é, na prática, quase impossível. Por causa disso, percebemos a necessidade de discutir esse assunto. Gostaríamos de trazer o assunto à atenção de entidades nacionais e internacionais”.

O Estatuto 3194 de Assuntos Públicos, de 2003, que regulamenta a construção de prédios para fins religiosos, recebeu emenda devido às pressões da União Européia. A regulamentação revisada usa atualmente a frase “lugares de culto” em lugar de “mesquitas”. Isso levou os cristãos a solicitar a alteração do status de suas igrejas, que antes eram cadastradas como “escritórios”, “residências” e “depósitos”.

Essa mudança na lei abriu caminho para que esses lugares de culto cristãos pudessem ser “re-zoneados” e registrados legalmente como igrejas.

Mudança impossível

No entanto, as solicitações para mudança de status têm sido até agora, rejeitadas pelas municipalidades alegando-se várias razões.

A igreja protestante Besiktas está esperando o resultado da solicitação que fez para mudar seu status. Nenhuma igreja jamais teve este tipo de pedido atendido.

“Todos os documentos foram entregues há dois anos; mas a resposta simplesmente não chega”, disse um membro da igreja Besiktas. “Não querem dar a decisão. O fato de um grupo conseguir que um prédio comum receba um novo zoneamento seria um precedente que realmente não desejam ver”.

“O governo recomenda isso: ele quer que as igrejas se tornem associações”, disse o membro da igreja Besiktas. “Podemos muito bem fazer isso”.

Apesar de esse ser um grande passo na luta das igrejas da Turquia para alcançar legitimidade, o fato de estarem registradas como associações não as livra de perseguições e maus-tratos.

“Estar organizado como associação não muda o zoneamento do prédio”, disse um membro da igreja Besiktas. Somente recebendo o status legal de “lugar de culto” a celebração de um culto se tornaria legal. “Só assim você celebrará cultos em um lugar separado para esse propósito”.

Além da igreja Besiktas, o relatório da Aliança também cita os casos de mais quatro outras congregações ameaçadas de fechamento devido a processos baseados em violação das leis de zoneamento. É esse tipo de perseguição que as congregações têm esperança de prevenir com a mudança da classificação de seus prédios.

Quatro outras congregações tiveram suas petições para construir “lugares de culto” rejeitados; em cada um dos casos as autoridades disseram que não havia um local adequado disponível.

Tradução: Celiz Elaine

Fonte: Compass Direct

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O Escândalo do Natal

“Para nossos midiáticos dias, onde pregadores se travestem de mariposas espirituais - sempre em busca das luzes de um palco onde possam ser a estrela principal do show, o quase anonimato do nascimento de Jesus é um escândalo”. Lembrando-se do texto bíblico que diz que o evangelho é “...escândalo para os judeus e loucura para os gregos” (I Co. 1.23), o pastor e escritor Philippe Leandro, comenta os fatos relatados na narrativa do Novo Testamento do nascimento de Cristo e faz uma reflexão contextualizada sobre o Natal. Leia o artigo, na íntegra.

Nossos ouvidos, moucos - pela enxurrada de sermões açucarados, do tipo auto-ajuda, que atualmente assolam os púlpitos - são despertados pela declaração de Paulo: “...escândalo para os judeus e loucura para os gregos” (I Co. 1.23).

Desacostumados à contundência das verdades bíblicas, parece um exagero do apóstolo. Não é não. O Espírito Santo relembra que, sete séculos antes, o profeta Isaías já o havia predito, no que é corroborado pelo apóstolo Pedro (Is. 8.14-15 e I Pd 2:8). Repetições não são acidentes na Bíblia, ainda mais em livros e testamentos diferentes. Certamente é algo importante, que Deus quer enfatizar.

Prestamos atenção ao texto e já destacamos na primeira palavra. Escândalo é um daqueles morfemas que tiveram sentido alterado. Recorda-nos o mestre Barclay que “skandalon” já é uma apócope de “scandalethron”, que significa o gatilho da armadilha, a parte ligada à isca, onde, ao pisá-la, o animal fica preso ou morto. No sentido teológico é o que aprisiona, o que impede o progresso; aquilo que associado à uma isca, leva à ruína, à morte espiritual.

O escândalo inclui não só a cruz, mas toda a vida de Cristo, iniciando com seu nascimento.

É ou não escândalo, a gestação fora dos padrões do matrimônio? Até José, mesmo justo, ficou abalado. Se não fosse o anjo lhe aparecer em sonho, teria desfeito o contrato de casamento. Simpatizamos com ele. Imagine, pessoalize a situação: sua noiva, ou a noiva do seu filho, retorna da casa de parentes, e lhe comunica: estou grávida de três meses! Não duvido que, em moralismo farisaico, propuséssemos o apedrejamento dela (Lc. 1.26-45 e v.56; Mt. 1.18-25 e Dt. 22.20-21).

Para nossos hiper-modernos e midiáticos dias, onde pregadores se travestem de mariposas espirituais - sempre em busca das luzes de um palco onde possam ser a estrela principal do show, o quase anonimato do nascimento de Jesus é um escândalo. Se o Jerusalem Post já existisse, não lhe dedicaria uma mísera linha.

Mais ainda, que desperdício! Além de não escolher os magníficos templo e palácio existentes em Jerusalém, o Natal ocorre numa cidade dormitório, em um subúrbio, uma periferia da capital! E nem ao menos numa maternidade ou num hospital de primeira classe – mas num estábulo, verdadeiro desacato às normas sanitárias.

Enxoval de luxo? Que nada! Diversamente dos profetas que servem Mamom mais que a Deus, que valorizam tanto as riquezas que elas ocupam a maior parte de suas prédicas, O criador do universo, o doador de todas as riquezas, resolve ser pobre. É vestido com roupas de pobre, e a oferta que seus pais oferecem é a prescrita para os mais pobres (Lc. 2.7, 22-24 e Lv. 12.8). Nem berço teve, foi adormecer num cocho.

Suas primeiras visitas? Nenhuma figura importante. Nenhum sacerdote, bispo, primaz, cardeal, apóstolo, semideus, ou sei lá mais que títulos fariam parte da nossa lista. Ao contrário, uma caterva de pastores – cidadãos de baixa classe, gente humilde, trabalhadora, sempre cerimonialmente impuros, desqualificados para as celebrações religiosas. As visitas seguintes – um escândalo maior. Gentios, de outra religião, envolvidos com astrologia e magia, Os magos eram uma casta sacerdotal do Zoroastrismo medo- persa; equivalente aos levitas no Judaísmo israelita.

Que nascimento! O registro dos discursos é um paradigma do que se evita apresentar aos auditórios atualmente. Chamá-lo rei e Senhor - politicamente incorreto, é subversão a Herodes e a César; chamá-lo Messias – religiosamente incorreto, é ofensivo aos judeus.

Completamente inverso aos deuses mitológicos, o verdadeiro Deus, o Onipotente, o Onisciente, o Onipresente, escolhe se tornar frágil, um bebê dependente dos cuidados de sua jovem mãe; escolhe se tornar um aprendiz e se limitar ao Oriente Médio. O Eterno se torna mortal.

Nesse espírito, desejo a você, caro leitor: um feliz - e escandaloso – Natal, com celebrações reformuladas, se pretendemos coerência ao homenagear o aniversariante. (Por Philippe Leandro)
Fonte: Agência Soma

Repercute a anunciada separação de Igreja e Estado

A decisão do Reino Unido de instaurar a separação entre Igreja e Estado, anunciada esta semana, pode significar que a Igreja Anglicana perderá seus privilégios num prazo de 50 anos.

O anúncio, feito pelo secretário de Estado de Imigração, Phil Woolas, no sítio “Religión Digital” do dia 18 de dezembro, apresenta a consistente razão de que o país tornou-se “multiconfessional”. Conquanto essa posição possa significar um avanço há muito aguardado, mesmo que os motivos estejam bem sustentados por razões de Estado, deve ter efeitos positivos no tempo atual, por causa da realidade há muito marcada pela pluralidade.

A decisão anunciada certamente provocará reações antagônicas, apesar de aguardada, podendo criar espaços de liberdade para a vida religiosa e a política, incluída a resultante das relações Estado-Igreja, avaliam especialistas. Entre as primeiras conseqüências, previsíveis, estarão a dessacralização dos assuntos de Estado e a desestatização dos assuntos eclesiais, a um só tempo.

Mesmo que esse tema e a decisão de agora já tenha provocado debates, ainda será alvo de muitas discussões na Igreja, no governo e na sociedade. É possível entender que o tema volte ao debate de tempos em tempos, bem como explique o prazo de meio século destinado à implantação, a ser usado para a preparação da Igreja, da monarquia parlamentarista e da sociedade, ponderou o reverendo Eduardo Grillo, da Paróquia São Lucas, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. O maior impacto certamente não será a compreensão dos princípios, mas as implicações práticas para a comunidade de fé e dentro das instituições governamentais e eclesiais.

Já pensando nos impactos da desvinculação da Igreja Anglicana do Estado, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, adiantou que tal fato “não seria o fim do mundo”, mas, pelo contrário, poderia ser benéfica. O líder da comunhão anglicana mundial afirmou, em entrevista à revista “New Statesman” que, com a separação, algumas confissões poderiam inclusive beneficiar-se, ao se desvincularem do governo. Mesmo assim, ele que não acredita que seja o momento de fazê-lo, porque a posição da fé na vida pública não está muito segura.

Um efeito poderá ser uma percepção mais verdadeira da realidade, para a Igreja, destacou Grillo, apesar do impacto financeiro que ela poderá ter em algumas situações específicas. Ao mesmo tempo, ele entende que uma decisão dessa natureza poderá levar tempo para ser efetivada, porque a tradição britânica é de estudar demoradamente uma situação, procurando ver todos os lados, antes de efetivá-la.

As declarações de Williams surgem semanas depois de dizes que entende porque alguns defendem a desvinculação da Igreja do Estado, fato que pode acabar com a atual posição da rainha como chefe da Igreja da Inglaterra e também com o direito dos bispos ocuparem cadeiras na Câmara dos Lordes.

Ele lembrou que recebeu formação numa Igreja separada do Estado, como é a de Gales, assinalando possíveis vantagens burocráticas para a Igreja, como o sínodo não precisar apresentar uma decisão eclesial ao Parlamento regional, após ter aprovado ou rejeitado algum assunto.

Williams mostrou-se preocupado, contudo, com os motivos de muitos dos que defendem essa separação, assinalando que há quem queira expulsar a religião da vida pública, algo com o que não concorda. Já o pároco brasileiro admitiu não saber o significado mais amplo da decisão, mas disse que tal situação pode colocar a Igreja mais próxima da realidade, com os pés mais firmes no chão em que deve anunciar o evangelho, e perder um pouco desse ar de corte e de palácio, que surge em alguns espaços eclesiais.

Fonte: ALC

Polícia secreta obriga cristãos a não comemorar o Natal

IRÃ (3º) - Com a aproximação das festas de Natal e de Ano Novo, o Ministério de Informações (polícia secreta islâmica) começou a intimidar e ameaçar os cristãos iranianos, em especial os novos convertidos, como fez nos anos anteriores,

Nos últimos dias, oficiais de agências de inteligência intimaram muitos cristãos nas províncias de Tabriz, Shiraz, Sanandaj, e obrigaram-nos a garantir por escrito que não celebrariam o Natal.

A FCNN (Rede de Notícias Cristãs em Farsi) também informa que em Tabriz e Shiraz, alguns líderes da rede de igrejas domésticas Nedjat foram intimados pelo Ministério de Informações e acusados de espionagem para estrangeiros.

Com muita violência, foram obrigados a não ter contato com outros líderes cristãos dentro e fora do país.

Essa mesma situação se repetiu em outras partes do país.

Tradução: Daila Fanny

Fonte: FNCC

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Livro-texto encoraja discriminação religiosa


TURQUIA (34º) - O Ministério da Educação da Turquia introduziu um livro-texto escolar que estimula a discriminação da pequena comunidade cristã do país.

Isso aconteceu apesar de ser cada vez maior a atenção que a comunidade internacional sobre a violência contra não-muçulmanos na Turquia.
O livro – Educação Primária: a História das Reformas da República e Atatürkizmo – é dirigido para alunos de 13 anos e foi publicado neste ano pelo Devlet Livros [Estatais].

O controverso texto descreve a atividade missionária como ameaça à unidade nacional, destruindo valores nacionais e culturais pela conversão do povo a outra religião.

O texto acusa missionários de usar catástrofes naturais, como terremotos, para servir seus próprios interesses e alerta as crianças da intenção subversiva dos missionários. O livro também dá dicas de como reconhecer suas atividades.

Um representante da Aliança de Igrejas Protestantes da Turquia disse: "Para o Estado e a sociedade turcos, as palavras ‘atividade missionária’ encapsulam não só o trabalho de missionários estrangeiros, mas toda a atividade cristã no país. Durante anos, o Estado e outros grupos têm espalhado o boato de que os cristãos turcos são parte de uma conspiração estrangeira para destruir a Turquia. Essa é a mesma mentalidade destorcida que levou jovens a praticarem numerosos ataques contra nossas igrejas, jovens que acham que somos agentes de CIA ou algo similar”.

A comunidade cristã forma menos de 1% da população da Turquia de 70 milhões de pessoas. Há preocupação de que o sistema de educação irá marginalizar a população cristã local.

Desde o ano 2000, o governo turco tem usado campanhas estatais para influenciar a opinião pública a respeito de muçulmanos apóstatas e atividades cristãs no país.

As autoridades informam as forças de segurança sobre atividades missionárias; produzem e publicam relatórios, conduzem seminários e pregam sermões em mesquitas sobre o assunto, além de ordenar que funcionários públicos falem publicamente sobre os perigos que essa atividade representa.

Tal atitude continuou vigorosamente em 2006 e 2007, quando houve alguns ataques fatais contra cristãos. Um pouco depois do episódio de Malatya, Niyazi Guney, do Ministério da Justiça, declarou diante da Comissão de Justiça na Assembléia Nacional que a atividade missionária na Turquia era mais perigosa que ataques terroristas, e comparou essa atividade com os últimos dias do Império de Otomano.


Tradução: Daila Fanny



Fonte: Christian Solidarity Worldwide

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Ataques contra cristãos devem ser tidos como terrorismo

Os ataques contra os cristãos na Índia devem ser reconhecidos pelo governo como verdadeiros atos de terrorismo. É o que pedem os bispos indianos, comentando a aprovação na última quarta-feira, 17, de dois projetos de lei sobre o tema.

Segundo os bispos, a definição de terrorista que os projetos de lei apresentam é limitada e deveria, ao invés, aderir àquela indicada no National Security Guard Act de 1986, que define terrorista quem realiza “atos com o objetivo de intimidar o governo, semear o terror entre as pessoas ou desestabilizar a harmonia social”, utilizando “bombas, dinamites, substâncias explosivas ou inflamáveis, armas de fogo ou outros instrumentos que sejam capazes de matar ou destruir propriedades essenciais para a vida da comunidade”.

“Uma definição que corresponde às violências dos fundamentalistas hindus contra os cristãos em Orissa. Além do mais, em relação às vítimas das perseguições e dos ataques terroristas de Mumbai, os bispos pedem que o Natal seja festejado sem exageros, evitando ostentações”, sublinham os bispos.

Enquanto isso, as violências anti- religiosas no país não cessam. No último dia 16 de dezembro, foi seqüestrado um líder cristão muito estimado no distrito de Kandhamal, em Orissa. “O homem foi agredido por um grupo de 50 pessoas quando estava em companhia de seu filhos, que conseguiram escapar”, diz a agência Asianews.

Padre Ajay Singh, da Arquidiocese de Cuttack-Bhubaneswar, refere que após as violências desencadeadas no último mês de agosto por causa do assassinato do líder hindu Swami Saraswati no país, “a situação não mudou muito, e nos campos de refugiados o inverno está tornando as condições de vida ainda mais difíceis. São mais de 11 mil as pessoas acampadas nos centros”.

Fonte: Gnotícias

sábado, 20 de dezembro de 2008

Decreto restringe entrada de missionários e ONGs em terras indígenas.

BRASIL (*) - Já está na Casa Civil, aguardando a assinatura do Presidente, mais um decreto de lei que restringe a entrada de missionários, pesquisadores e ONGs em terras indígenas.

Se assinado, pessoas físicas e jurídicas que queiram desenvolver atividades nas reservas indígenas terão que enviar ao Ministério da Justiça um plano de trabalho que especifique o objetivo do projeto. Dependendo da área, também será obrigada a entrega do plano ao Ministério da Defesa e ao Conselho de Defesa Nacional. Aqueles que já estão em área terão 180 dias para submeter seus projetos a tais órgãos e, possivelmente, terão que deixar a área até sair a aprovação.

Leia notícia completa em Cristianismo Hoje.



Fonte: Cristianismo Hoje

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Vila cristã nas Molucas é alvo de incêndio


INDONÉSIA (47º) - Uma vila predominante cristã em Masohi, Ilhas Molucas, foi incendiada no dia 9 de dezembro. O incidente causou a destruição de 67 casas, dois edifícios da Igreja Protestante das Molucas (GPM), um salão da vila, dois carros e uma motocicleta.

Na manhã daquele dia, cerca de 500 manifestantes se reuniram no escritório da Secretaria de Educação e do quartel-general da polícia. Eles tinham recebido um folheto que acusava a professora cristã de uma escola primária, Welhelmina Holle, de insultar o islamismo enquanto monitorava uma de suas alunas.

“Welhelmina negou veementemente a alegação. É possível que o caso tenha sido inventado a fim de estimular o ódio”, disse a pastora Sarah Latuny, da GPM de Masohi.

“Mas, mesmo se a acusação fosse verdadeira, não justifica a violência. A questão deve ser resolvida pelos meios legais”. A polícia manteve a professora sob sua custódia.

O protesto pacífico logo se tornou um conflito feroz. A multidão – armada com instrumentos afiados, pedras e bastões – feriram três pessoas (duas foram internadas no hospital local), e atearam fogo aos estabelecimentos. Um policial foi gravemente ferido ao tentar conter os agressores.

“Em meio ao caos, nossa prioridade foi proteger os moradores da vila. Como representantes da igreja, pedimos-lhes que fossem pacientes e que evitassem retaliação. O ciclo de violência nunca vai terminar se combatermos a violência com violência”, disse a pastora Sarah.

A situação se acalmou no fim da tarde.

No momento, há militares na área. As pessoas estão amedrontadas e evitam lugares públicos, como o mercado, relatou a pastora Sarah. Mais de 300 cristãos e muçulmanos que perderam suas casas estão refugiados na casa de parentes, em uma vila próxima, ou em tendas, atrás da infantaria de Masohi.

Visita aos desabrigados

Autoridades governamentais, incluindo o governador das Molucas e o chefe regente das Molucas centrais, visitaram os aldeões desalojados no dia 10 de dezembro. Eles lamentaram o fato de as autoridades não impedirem o ataque e terem sido lentas para conter os protestos.

Eles também exigiram que o governo reconstruísse sua vila e suas casas.

Nesse ínterim, a polícia prendeu Asmara Wasahua, candidato a senador do Partido Islâmico do Bem-Estar e da Justiça, na noite do protesto. “Ele é acusado de mobilizar a multidão a protestar e a distribuir os folhetos”, disse o chefe de polícia das Molucas, Mudji Waluyo, como relatado em um artigo de notícia online.

A professora cristã Welhelmina é também considerada suspeita. Ela foi acusada de desrespeitar o Artigo 156-a do código penal sobre a blasfêmia. Blasfemadores podem ser sentenciados a, no máximo, cinco anos na prisão.

Cenário de violência

Antes desse incidente, outra vila cristã nas Molucas foi saqueada e queimada em maio de 2008, matando três pessoas e destruindo 116 casas. As Ilhas Molucas foram campo de batalha de conflitos religiosos intensos entre as comunidades cristãs e muçulmanas de 1999 a 2002, matando 7 mil pessoas.

“Interceda pelas Molucas Centrais, para que o governo seja justo ao considerar nosso pedido, responda nossas necessidades, sirva a seu povo de todo o coração e, mais importante ainda, mantenha a paz, impedindo que tais atrocidades aconteçam outra vez”, disse a pastora Sarah. “Nós precisamos de suas orações para nos fortalecer.”


Tradução: Simone Camillo



Missão Portas Abertas

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Manifesto defende missionários em campos indígenas

Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) lança manifesto respondendo às principais críticas feitas à evangelização indígena.
Três recorrentes questionamentos são feitos com relação à presença missionária evangélica entre os povos indígenas do Brasil. O primeiro é de que tal presença destrói a cultura dos índios, o segundo acusa os missionários de utilizarem o trabalho social como fachada para a evangelização e, o terceiro, aponta a presença missionária em área indígena como ilegal.

Foi para responder a tais acusações que a Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) lançou, na última semana, seu manifesto oficial.

O manifesto começa com um resumo da situação atual dos índios no Brasil. Ressalta o quanto o universo indígena é heterogêneo, sendo formado por uma grande diversidade cultural e lingüística. “A realidade de um grupo indígena não é a realidade de todos, bem como sua jornada”, explica o relatório. “O universo indígena é formado tanto pelos índios citadinos semi integrados ao ambiente não indígena, quanto pelos índios da floresta que desejam manter distância, e por um leque enorme de categorias entre estes dois pontos”, completa.

Seu relatório segue com a demonstração de como a cultura humana é dinâmica provocando e sofrendo processos de mudanças. Seja por motivações internas ou a partir de trocas interculturais, “cabe ao próprio grupo refletir sobre sua organização social, tabus e crenças. Cabe também ao próprio grupo promover, ou não, ajustes sociais que julguem de benefício humano”, ressalta a AMTB.

O antropólogo Rouanet também é citado no manifesto, bem como sua visão de que “a cultura humana não é o destino do homem e sim seu meio de liberdade”. Dessa maneira, “é também respeito cultural conceber ao indígena o direito de realizar escolhas, voluntárias e desejadas, dentro de seu próprio bojo pessoal e social”, afirma o relatório da AMTB.

Em outras palavras, toda e qualquer sociedade e cultura está em constante transformação e exposta a diversas influências e, a cultura indígena, não é exceção. Sendo que a influência religiosa, e, no caso, das missões evangélicas, trata-se de apenas mais uma entre tantas, não sendo nem mesmo a principal. Assim, ela não deve ser condenada desde que esteja ocorrendo de forma aceitável, isto é, sem imposição.

O manifesto ressalta como toda “imposição é nociva e desrespeitosa” e “nenhum elemento deve ser imposto a uma sociedade, seja indígena ou não indígena, sob nenhum pressuposto”.

Assim, “as motivações missionárias evangélicas para o relacionamento com as sociedades indígenas devem ser igualmente respeitadas. Motivação religiosa não deve ser confundida com imposição religiosa”, observa a AMTB.

Catequização X Evangelização - Tal confusão é feita com freqüência pela sociedade e órgãos responsáveis. O manifesto aponta o quanto há grave diferença entre a catequese e a evangelização.

A evangelização difere-se da catequese em relação ao conteúdo, abordagem e comunicação. O conteúdo da catequese é a Igreja, com seus símbolos, estrutura e práticas, sua eclesiologia. O conteúdo da evangelização é o evangelho, os valores cristãos centrados em Jesus Cristo. A abordagem da catequese é impositiva e coercitiva. A abordagem da evangelização é dialógica e expositiva. A catequese se comunica a partir dos códigos do transmissor, sua língua e seus costumes importando e enraizando valores. A evangelização se dá com a utilização dos códigos do receptor, sua língua, cultura e ambiente, respeitando os valores locais e contextualizando a mensagem.

Bráulia Ribeiro, missionária e ex-presidente da Jocum (agência missionária Jovens com Uma Missão), em entrevista para o CRISTIANISMO HOJE (confira a entrevista), observou que “o trabalho considerado `religioso´ só acontece em populações aculturadas e a pedido destas mesmas populações. Não existe, pelo menos de nossa parte, uma `catequese´ sistemática. Tudo acontece no contexto de relacionamento”.

A diferenciação entre catequese e evangelização torna-se essencial visto que sua não clareza é fonte para diversas criticas às missões indígenas evangélicas. Além disso, o histórico das relações catequistas no passado entre colonizadores e índios, também geram controvérsia em relação às influências para as culturas indígenas.

O manifesto afirma que a postura antropológica brasileira, não intervencionista, é, em grande parte, “influenciada também pela culpa coletiva pelo passado, pela forma desastrosa como os indígenas foram julgados e condenados”, o que é compreensível. Porém, a AMTB também atenta para o fato de que “postura semelhante se viu na Alemanha pós-nazista que, de uma xenofobia causticante, se extremou por algum tempo nos caminhos de uma tolerância radical ao diferente, qualquer diferente, mesmo o nocivo socialmente”.

“O mito da tolerância cultural absoluta nos tirou a capacidade de perceber os seres humanos por trás da coletividade indígena”, afirma Bráulia. Assim, o manifesto defende a idéia de que as chamadas mudanças culturais, em lugar de causar rápida rejeição, devem ser observadas de forma mais íntegra, ou seja, se tais mudanças são voluntárias e desejadas.

“O machismo, na América Latina, embora seja cultural, é atacado e limitado por políticas públicas que vêem neste elemento cultural um dano ao próprio homem e sociedade. O jeitinho brasileiro, que patrocina a corrupção e tolerância de pequenos delitos, apesar de ser resultante de elementos também culturais não deixa de ser compreendido como nocivo ao homem. Como tal não é aceito pela sociedade como desculpa para a continuidade de práticas danosas à vida. O mesmo poderíamos falar a respeito do racismo. Nestes três casos a universalidade ética é evocada e aceita de forma geral pela sociedade e os direitos humanos são reconhecidos. Por que não no caso de elementos culturais nocivos à vida, como o infanticídio e conflitos étnicos, em contexto indígena?”, questiona a AMTB.

Missionários e a conservação da cultura indígena - Aryon Rodrigues, autor de Línguas indígenas — 500 anos de descobertas e perdas, estima que, na época da conquista, eram faladas 1.273 línguas, ou seja, perdemos 85% de nossa diversidade lingüística em 500 anos. “Precisamos perceber que a perda lingüística está associada a perdas culturais complexas, como a transmissão do conhecimento, formas artísticas, tradições orais, perspectivas ontológicas e cosmológicas”, observa o relatório. Aqui, mais uma vez compreendemos o “medo histórico” da influência na cultura dos índios.

“Mas, em uma observação imparcial, destituída de pressupostos discriminatórios quanto à evangelização, perceberíamos que diversas sociedades indígenas que mantém um relacionamento mais próximo com missionários evangélicos valorizam mais sua própria cultura e língua do que no passado”, observa o manifesto.

O que é justificável se considerarmos que “muitas línguas teriam desaparecido se não houvesse o trabalho lingüístico feito pelos missionários. No esforço para alfabetizar e traduzir a Bíblia, é preciso fazer a análise lingüística e a descrição gramatical dos idiomas nativos. Então, essas línguas são estudadas profundamente”, como afirma o pastor Edward Gomes da Luz, presidente da MNTB (Missão Novas Tribos do Brasil).

“Nenhum lingüista de qualquer universidade se aprofunda tanto nesse trabalho quanto os missionários cristãos. Finalmente, vem a tradução da Bíblia, a escrita de histórias pela própria comunidade, os mitos etc. Com isso, acontece o registro dos códigos daquela língua – e efetivamente, a sua perenização”, completa Edward Gomes, também em entrevista ao CRISTIANISMO HOJE (confira a entrevista).

O pastor completa que “a língua é a expressão da alma, da cultura de um povo, e evidentemente é preciso conhecer profundamente a cultura também'. Além disso, 'é sabido que a lingüística e a antropologia têm o seu berço nos relatos dos missionários. Provavelmente, o último símbolo lingüístico descoberto, a `glotal sonora´, foi descrito por um missionário chamado Valteir, que trabalhou com o povo dow do Amazonas”, exemplifica Edward.

Segundo a AMTB, muitas línguas com risco de extinção ou experimentando épocas de desvalorização junto ao próprio grupo foram e são alvo de projetos lingüísticos que tendem grafá-las, produzir cartilhas de alfabetização, fomentar o seu uso e garantir sua existência para a próxima geração. O manifesto mostra como os lingüísticos evangélicos atuam na produção de material de relevância para a preservação lingüística e seu uso em meio ao próprio povo em cerca de 80 idiomas no momento. 'Trabalho este nem sempre reconhecido pelo segmento acadêmico, por discriminação religiosa e pela intenção de tradução da Bíblia para tais línguas”, lamenta o relatório.

Presença missionária ilegal?- O manifesto da AMTB afirma ter seguido as orientações da IN 2 expedida pela presidência da FUNAI em 1994, ao ingressar com pedido, em tempo hábil, de celebração de convênios. No entanto, “esse órgão, aparentemente, não deu o devido valor à própria legislação que expediu”, conforme afirma o relatório, já que até hoje as agências missionárias não obtiveram resposta quanto a este processo.

Os missionários, porém, receberam abaixo-assinados de várias comunidades indígenas solicitando sua permanência nas aldeias. “Portanto, se nenhum missionário está em área indígena portando documento de permissão de ingresso emitido pela FUNAI-Brasília, possui a documentação mais importante de todo o processo de concessão de entrada nas áreas indígenas: a permissão dos próprios indígenas”, afirma a AMTB em seu relátório.

“Além do mais, no geral, as atividades missionárias são desenvolvidas em harmonia com as diversas ADRs [Agência de Desenvolvimento Regional] ao redor do país. Em outras palavras, os missionários não estão ilegais nas aldeias, embora não estejam regulamentados pelo órgão oficial responsável pela política indígena do Brasil”, completa o manifesto.

Edward Gomes da Luz observa que “infelizmente, existe uma discriminação contra os missionários, e sempre somos vistos como maléficos e prejudiciais aos índios. É este conceito que tem influenciado as decisões dos juízes – e não os fatos, a verdade”.

Projetos sociais - “Quando fizemos o contato com os zo’é, eles estavam sendo dizimados por malária Falciparum, endêmica na região. Com um tratamento intenso, conseguimos reverter o quadro e a população passou a crescer 10% ao ano. Se não tivéssemos feito o contato, eles teriam desaparecido em pouco tempo”, observa o presidente da MNTB.

Baseado em exemplos como este, o manifesto da AMTB afirma estar certo de que “as centenas de ações sociais, sobretudo nas áreas de saúde, educação e valorização cultural, coordenadas por missionários evangélicos têm contribuído, e muito, para o aumento populacional e melhor qualidade de vida entre as etnias indígenas em nosso país”.

Segundo o relatório, “há dezenas de casos, como os Dâw, Wai-Wai, Nadëb e tantos outros que passaram por um verdadeiro ciclo de crescimento populacional, restauração da valorização da cultura e língua e melhoria de qualidade de vida através de projetos missionários durante décadas em seu meio”.

Em 2007 as agências missionárias evangélicas promoveram mais de 50.000 atendimentos médicos e odontológicos entre as populações indígenas em nosso país através de agentes de saúde permanentes ou clínicas móveis em terra indígena.

“Atualmente a Igreja evangélica tem repensado cada vez mais o seu papel como agente de transformação Social. Numa visão de evangelho integral, iniciativa e projetos surgem a cada dia, é natural que tais iniciativas contemplem também os povos indígenas”, observa o manifesto.

O relatório também lamenta que a linha de isolamento da política indigenista seja uma barreira para que recursos humanos, materiais e de tecnologia social, oriundos dos segmentos evangélicos possam chegar aos indígenas que, como seres humanos e brasileiros têm direitos e necessidades.


Clique aqui para ler o manifesto da AMTB na íntegra

Fonte: Cristianismo Hoje

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Site com conteúdo cristão é bloqueado


MALDIVAS (4º) - No dia 29 de novembro, o Ministério de Assuntos Islâmicos das Maldivas anunciou que bloquearia um site nos idiomas dhivehi e inglês que estaria promovendo o cristianismo entre os maldívios.

Quando a agência de notícias independente Minivan News, das Maldivas, procurou interrogar o ministro de Assuntos Islâmico, Dr. Abdul Majeed Abdul Bari, sobre a censura e o conteúdo do site, o ministro não quis se pronunciar.

Fazendo, então, sua própria averiguação, Minivan News fez uma busca pelo site na internet e descobriu o www.sidahitun.com, que continha material sobre Jesus Cristo e canções cristãs em dhivehi. Na manhã seguinte, o acesso ao site estava bloqueado.

Minivan News relatou: "O xeique Ibrahim Fareed Ahmed, conhecido por seus sermões inflamados, concordou que todos os sites anti-islâmicos fossem censurados. Embora essa seja uma sociedade islâmica, a fé de alguns maldívios no islamismo não é muito forte”.

Sendo assim, a agência de notícias concorda que se essas pessoas tiverem acesso a sites como esse, poderiam ser impactadas.

Segundo Minivan News, o erudito xeique Usman Abdullah também disse que, uma vez que a Maldivas é reconhecida como uma sociedade inteiramente muçulmana, todas as atividades anti-islâmicas, inclusive sites que promovem o cristianismo, devem ser proibidas.


Tradução: Daila Fanny



Fonte: ANS
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