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sábado, 4 de outubro de 2008

Mais de 15.000 pessoas protestam contra a violência anti-Cristã na Índia

Mais de 15.000 pessoas de diferentes credos e condição social marcharam nas ruas de Nova Deli na Quinta-feira em protesto contra a violência anti-Cristã que está fora de controlo na Índia.
Cristãs, Hindus, Muçulmanos, Sikhs, Budistas, políticos e civis juntaram-se na manifestação Paz e Solidariedade que foi realizada de forma a coincidir com o 139º aniversário de Mahatma Gandhi – o “Pai da Nação” que é conhecido pelos seus actos de desobediência civil não-violenta.
“Os próprios assassinos de Mahatma Gandhi são os mesmos assassinos dos Cristãos em Orissa, Karnataka, Madhya Pradesh e noutras partes do país,” afirmou Swami Agnivesh, um proeminente escolástico e activista da paz presente na manifestação, de acordo com o Conselho Cristão da Índia (AICC, sigla em Inglês).
Falando contra a violência esteve também o Ministro da União Indiana dos Caminhos de Ferro Indianos, Shri Lalu Prasad Yadav.No seu discurso na manifestação, ele prometeu reunir-se pessoalmente com o primeiro-ministro do país e “discutir urgentemente a aplicação do Artigo 355” na Constituição, que iria permitir que o governo federal interviesse nos assuntos do estado para proteger os Cristãos de agressões.
“Eu também irei levar [o problema] da violência anti-Cristã ao Parlamento e debater o ódio das forças Hindutva,” acrescentou.A manifestação foi o ponto alto de um protesto de cinco dias que começou no Domingo. O evento é conhecido por dharna e é um método Indiano de procurar justiça. Tradicionalmente, aqueles que procuram justiça sentam-se à porta do seu malfeitor e jejuam até obterem justiça.
Nas primeiras horas da manifestação, a ministra-chefe de Deli, Smt. Sheila Dixit mostrou a sua solidariedade com os manifestantes condenando os fanáticos Hindus, responsáveis pela morte de dezenas de Cristãos e pela destruição de centenas de casas, negócios e igrejas Cristãs.
Só no estado oriental de Orissa, 50.000 Cristãos estão alegadamente deslocados das suas casas.Pensa-se que a onda de violência anti-Cristã na Índia seja a pior do país em 60 anos de independência.
Fonte: Christian Today Portugal

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Projeto Mianmar

Um grupo de 15 ex-jogadores brasileiros, todos cristãos, entre eles estão os ex-integrantes da Seleção Brasileira César Sampaio e Paulo Sérgio, percorrerá alguns países da Ásia, entre os dias 20 de outubro e 07 de novembro, para realizar jogos-exibição contra seleções nacionais visando arrecadar fundos para auxiliar na reconstrução de Mianmar, devastado por um ciclone no início deste ano.De acordo com informações do missionário da JMM Pr. Marcos Grava Vasconcelos, que é supervisor da equipe do Projeto Mianmar, os jogadores brasileiros usarão o prestígio do futebol brasileiro para despertar o interesse da população onde acontecerão os jogos (Tailândia e Vietnã). A expectativa é lotar os estádios, possibilitando uma maior arrecadação para ajudar o governo de Mianmar na reconstrução do país, além de utilizar os jogadores para testemunharem de Cristo nas igrejas locais destes países, que são extremamente fechados à pregação do Evangelho.O ciclone Nargis de categoria 3 atingiu Myanmar no dia 2 de maio de 2008, devastando a região costeira e centros urbanos, deixou aproximadamente 120 mil mortos e 2,4 milhões de pessoas na mais absoluta miséria. Em muitas dessas localidades não há hospitais, clínicas ou postos de saúde, o acesso é difícil, as plantações e criações de animais foram perdidas e centenas de casas foram totalmente destruídas. Ainda de acordo com o Pr. Marcos Grava, o governo de Mianmar se comprometeu a investir toda a verba arrecadada na reconstrução da região de Pyapon, onde escolas, orfanatos e clínicas foram destruídas.O Projeto Mianmar é uma iniciativa em parceria da Associação Missão Esperança – AME Brasil, Missão Atletas de Cristo do Brasil, Coalizão Internacional de Ministérios Esportivos, Rede SOS Global em Esportes e Wawasan GMR (empresa social que trabalha no Sudeste da Ásia), que estão providenciando todos os recursos necessários para a provisão da equipe missionária.Caso você esteja interessado em ajudar o Projeto Mianmar, clique aqui e entre em contato com a coordenação do projeto. Você receberá um planejamento de tudo o que a equipe missionária realizará e como a verba será aplicada. Não deixe de participar! Sua ajuda será uma bênção para milhares de vidas!
Fonte: JMM

Esperança para a Índia

Carlos Fernandes

Há dez anos, a missionária brasileira Ana M. Sarkar atua para salvar corpos e almas na Índia
Shunii é uma divindade do mal. Todos os sábados, os devotos devem lhe depositar oferendas, quase sempre na forma de alimentos como frutas, verduras e arroz. Essa é a única maneira de aplacá-lo e assim evitar suas ações maléficas. Não é difícil encontrar Shunii – sua figura grotesca, pintada de azul, ornamenta pequenos altares instalados em esquinas, ruas e praças na índia, tanto nas grandes cidades como nos pequenos vilarejos. Famílias inteiras saem em procissão até os nichos com imagens de Shunii, que são fabricadas e distribuídas aos borbotões pelo país. às vezes, é preciso recorrer aos serviços de um guru, que recebe donativos para oficiar cerimônias em homenagem à entidade. Feito o culto, as pessoas podem voltar sossegadas às suas casas, pois consideram-se a salvo dos infortúnios que podem ser provocados pela ira do deus mau. Pelo menos, até a semana seguinte, quando será preciso repetir o rito.Assim como Shunii, dezenas de milhões de divindades são veneradas na índia, uma nação com 1,1 bilhão de habitantes. Cerca de oitenta por cento dessa imensa população declara-se seguidora do hinduísmo – muito mais que um sistema religioso, trata-se de um conjunto de crenças, tradições e superstições tão diversificado como o povo indiano. Lá, convivem centenas de etnias e fala-se nada menos que duas mil línguas e dialetos. A presença cristã, minoritária, desperta sentimentos que vão desde a intolerância ao ódio puro e simples, expresso em atentados religiosos que vêm aumentando no país. Embora pratique um regime democrático e disponha de tecnologias avançadas, a índia é uma nação que se rege por tradições ancestrais inalteradas em pleno século 21. A sociedade é dividida nas chamadas castas, sendo a maior delas a dos párias, reunindo indivíduos que vivem na pobreza absoluta e sequer devem ser tocados. Acredita-se na lei do carma, segundo a qual os sofrimentos são resultado de maus atos praticados em vidas anteriores. Por isso, os hindus devem conformar-se com seu destino, pois seria impossível mudá-lo, e aguardar melhor sorte num ciclo sucessivo de reencarnações. Pois foi diante deste quadro de obscurantismo espiritual que a missionária brasileira Ana Maria Miranda Sarkar se deparou quando chegou pela primeira vez à índia, em 1996. 'Aquele era um mundo novo e assustador para mim. Fiquei perplexa com o semblante das pessoas, que pareciam acuadas', lembra a carioca de 43 anos, que lidera o ministério Harvest Today (Colheita Hoje), uma organização não-governamental de orientação evangélica instalada em Dakshin Barasat, a 50 quilômetros de Calcutá – cidade indiana com mais de 16 milhões de habitantes e todas as mazelas de um mega-aglomerado urbano de Terceiro Mundo. Harvest Today é a concretização de um sonho missionário de Ana Maria e hoje atende mais de 300 famílias carentes, prestando assistência na área educacional e de saúde. Criada no Evangelho, Ana Maria teve trajetória semelhante à de boa parte dos adolescentes e jovens crentes. 'Eu vivia mais pela fé de meus pais', lembra. Até que, aos 19 anos, o encontro genuíno com Cristo acabou mudando o rumo de sua vida. Após um período de intensas atividades na igreja que freqüentava, Ana sentiu um chamado missionário. 'A princípio, acreditei que deveria seguir para a França', conta. A fim de se preparar devidamente para a obra, ela fez cursos na área de missiologia, estudou idiomas e especializou-se em enfermagem. Mas seu campo não seria a iluminada Europa, e sim, uma das regiões mais pobres do mundo. 'Certa vez, folheando uma revista, vi uma foto chocante. Mostrava uma criança indiana miserável, chorando ao lado do cadáver da mãe.' A partir dali, ela começou a buscar a orientação do Senhor e orar pela índia. 'Deus revelou que me daria aquela nação como herança', frisa a missionária. 'Escravidão ao diabo' – Depois de um período no Reino Unido, afiando o inglês, Ana foi 'espiar a terra'. Passou três meses na índia, fazendo contatos com cristãos locais e estudando a melhor maneira de iniciar um trabalho social e evangelístico no país. A questão legal foi uma primeira barreira. Embora tenha se apresentado como profissional de saúde disposta a auxiliar a população local, só mesmo um milagre, no entender dela, tornou possível a obtenção de um visto para cinco anos. 'Isso é muito raro de acontecer', diz. Ligada à Igreja Presbiteriana Betânia, de Niterói (RJ), ela foi enviada definitivamente como obreira comissionada e instalou-se em um apartamentinho alugado em Calcutá. 'Eu não conhecia ninguém ali e não falava nada em bengali. Caminhava pelas ruas, contemplando a dura vida que as pessoas levavam. Era de apertar o coração.' Sem saber exatamente o que fazer, começou a pedir a Deus que enviasse pessoas até ela. A súplica foi atendida na pessoa de Manju, uma adolescente que veio em busca de trabalho. Manju, paupérrima, vivia numa aldeia próxima. 'Ela acabou ficando. Fazia pequenos serviços domésticos, comia comigo e me observava atentamente', conta Ana.A garota acabou se tornando o primeiro fruto do trabalho da missionária. 'Em pouco tempo, ela aprendeu um pouco de inglês a partir das nossas conversas e de alguns dicionários de bengali que eu tinha. Um dia, comprei uma Bíblia em sua língua e dei a ela.' Ana Maria explica que o processo de evangelização de um indiano é longo e trabalhoso. 'Não é nada fácil para uma pessoa que pratica o panteísmo aceitar que deve adorar um só Deus', explica. 'é preciso conquistar sua confiança e desenvolver uma amizade.' Pois foi com esta fórmula que Ana levou Manju à conversão a Cristo. Logo depois, surgiu um rapaz interessado em aprender inglês. Percebendo a oportunidade, a missionária abriu um curso que atraiu outros jovens. 'Um belo dia, quatro meninas maltrapilhas bateram à porta mendigando comida. O estado delas era deplorável, tive que controlar a ânsia de vômito', admite. Mesmo contando apenas com a bolsa mensal de US$ 1 mil fornecida por sua igreja e ofertas eventuais, Ana Maria comprou-lhes roupas, um kit básico de higiene e comida. Em pouco tempo, o apartamento já abrigava o curso de inglês, uma escolinha bíblica para crianças e uma improvisada clínica. Cada vez mais pessoas apareciam em busca de ajuda material – mas uma outra clientela chamou a atenção de Ana Maria: a de mulheres desesperadas com a própria realidade. 'As meninas, principalmente, sofrem muito na sociedade indiana. A cultura local privilegia a figura masculina. As mães que têm filhas são discriminadas; afinal, meninas são um peso para suas famílias, que precisam pagar dotes aos futuros maridos.' A obreira brasileira conviveu com crianças abandonadas, mulheres violentadas e esposas espancadas pelos próprios companheiros. 'Ao contrário do que muitos ocidentais imaginam, os indianos não vivem naquela aura de espiritualidade exótica. O que existe é escravidão ao diabo, mesmo. O número de suicídios é enorme, assim como o de mortos pela fome e por doenças. O cheiro de corpos cremados é horrível', afirma. Passo de fé – Quando começou a visitar as famílias de 'suas meninas', como faz questão de dizer, Ana conheceu a aldeia de Dakshin Barasat, que se tornou uma espécie de cabeça de ponte de seu ministério. Ali, em meio à carência generalizada, ela encontrou espaço para montar uma clínica e uma escola. Os habitantes, muitos dos quais jamais haviam tomado um antibiótico, aglomeravam-se à porta. 'Havia muito o que fazer. Eu dava vitaminas, fazia pequenos curativos, ensinava hábitos de higiene.' Um médico local, também cristão, foi contratado para os atendimentos mais complexos. Centenas de pessoas apareciam a cada dia. 'Eu as atendia e orava por todos em nome de Jesus. Logo, a casa ficou conhecida como 'hospital de Jesus''. àquela altura, uma equipe de obreiros locais, frutos da missão, já colaborava com o serviço. Surgiu uma igreja. 'Descobrimos estabelecimentos que vendiam comida e remédios mais baratos. Aquecemos até a economia local', brinca. Mas além de abrir corações para a Palavra de Deus, o ministério também era um risco para Ana. Grupos de religiosos radicais, tanto hindus como muçulmanos, insatisfeitos com o florescimento do trabalho cristão, passaram a intimidar a missionária. Um dia, no trajeto entre Calcutá e a aldeia, Ana Maria foi jogada do trem. 'Só não fiquei paraplégica por milagre, pois fraturei várias vértebras', conta. Sem ninguém para socorrê-la – o hinduísmo inspira nas pessoas um fatalismo que beira a indiferença –, ela se deslocou sozinha até o hospital mais próximo, muitos quilômetros e estações depois. Com a saúde e o ânimo abalados, ela confessa que pensou em desistir. 'Os medos que me assaltaram na minha chegada à índia voltaram com mais força. Mas sentia o Senhor confirmando meu ministério naquele lugar', lembra, emocionada. De volta ao Brasil para um período de recuperação, Ana Maria foi informada de que sua igreja não a manteria mais. 'Meu pastor, temendo por minha vida, disse que eu não voltaria sob sua responsabilidade.' O jeito foi tomar uma atitude de fé e retornar mesmo sem garantia de sustento, já que as ofertas que apareciam não seriam suficientes para manter tudo funcionando. Mas a providência divina veio na forma da solidariedade de um alto funcionário do governo indiano, já aposentado, que conheceu o trabalho da brasileira e ofereceu-lhe apoio para institucionalizar o ministério. 'Até então, funcionávamos em uma base improvisada. A legalização nos capacitou a fazer convênios com outras entidades.' O retorno à terra que passou a amar também teve outras surpresas para Ana. Um cristão que a conhecera havia mais de três anos a pediu em casamento. 'Relutei um pouco', conta, meio encabulada, 'mas percebi naquilo a vontade do Senhor para minha vida.' A união com Malay Sarkar proporcionou a Ana a cidadania indiana e a garantia da permanência no país. 'Antes, era preciso sair e retornar para renovar o visto, um processo cansativo e dispendioso. Agora, isso acabou', comemora. A trajetória de fé de Ana Maria a tornou conhecida e requisitada. Ela já esteve nos Estados Unidos, na Europa e até no Japão falando de seu trabalho. Em todas as ocasiões – como na temporada que passou no Brasil, entre dezembro de 2007 e março deste ano, visitando a família e percorrendo igrejas de vários estados –, fala da urgência do trabalho missionário entre povos não-alcançados e busca patrocinadores para Harvest Today. Pelo sistema da missão, é possível sustentar uma criança, dando-lhe educação, moradia e alimentação, com cerca de R$ 30 mensais. 'Aqui, pode ser pouco, mas na realidade da índia, é muito', revela. Mais que auxílio, os assistidos pela missão ganham uma esperança. Para gente como a jovem Manju e milhares de outros indianos para quem o ministério de Ana representou a diferença entre a vida e a morte, Shunii e os milhões de deuses do panteão hindu não representam mais uma ameaça – pois eles, agora, podem descansar à sombra do Onipotente.


Situação de violência na Índia e no Sri Lanka preocupam

O Comitê Executivo do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) reunido dias 23 a 26 de setembro em Lübeck, na Alemanha, examinou programa e orçamento do organismo ecumênico para o próximo exercício e aprovou declarações públicas e relatórios. O crescimento dos casos de violência e de intolerância religiosa na Índia, de modo especial no Estado de Orissa, preocupa o CMI. Recentemente, a minoria cristã de Orissa foi vítima de atentados envolvendo roubos e destruição de igrejas e de instituições eclesiais. Relatórios revelam que 50 mil cristãos deixaram o Estado e foram buscar refúgio em bosques, outros vivem em acampamentos de socorro. O CMI insta o governo da Índia a cumprir com suas obrigações constitucionais e afirma que a violência representa “um ataque à Constituição” deste país. O CMI também pede para que o governo adote as medidas necessárias para impedir a violência e os ataques contra as minorias cristãs de Orissa e de outras partes do país. O Comitê Executivo examinou e aprovou declaração sobre a crise humanitária no Sri Lanka causada pelos 25 anos de guerra civil no país. A declaração faz um apelo “a todas as partes beligerantes para aderirem ao Direito Internacional Humanitário e aos princípios orientadores sobre deslocamento interno das Nações Unidas e a outras normas humanitárias”.A reunião de Lübeck serviu para examinar e aprovar outra declaração que recorda o 60. aniversário da Declaração dos Direitos Humanos. Também foi aprovada nota sobre o 30. aniversário da Declaração de Alma Ata, com um apelo a favor da promoção da “saúde para todos”.Na quarta-feira, 24 de setembro, o CMI recepcionou convidados pela passagem dos 87 anos de Philip Potter, ex-secretário geral, que vive em Lübeck. Potter exerceu a função de secretário-geral de 1972 a 1984. A recepção foi aproveitada para reconhecer o seu trabalho à frente do CMI, bem como a sua constante preocupação pelo movimento ecumênico.Na reunião, o Comitê Executivo prolongou o contrato do atual secretário-geral do CMI, pastor Dr. Samuel Kobia, até que outra pessoa seja nomeada e assuma o cargo. O novo secretário-geral do CMI será nomeado pelo Comitê Central em reunião agendada para setembro de 2009, em Genebra. Na reunião de fevereiro de 2008, o Comitê Central designou um Comitê de Seleção depois do anúncio de Samuel Kobia de que não se apresentaria para um segundo mandato.Fonte: ALCVia: Notícias Cristãs

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Em meio a prisões, Deus age na Eritréia

ERITRÉIA (11º) - Um evangelista preso desde 2006 por suas atividades cristãs tem recebido um tratamento severo por causa de sua ministrações para os presidiários. Informantes disseram que Teame Weldegebriel está à beira do desespero enquanto padece na prisão de segurança máxima de Mai Sirwa. “Por favor, peça aos irmãos que continuem orando por mim, pois não tenho certeza se os verei de novo” disse Teame a um informante. As autoridades da prisão consideram Teame perigoso por causa de sua ousadia em compartilhar sua fé. Esse evangelista da Igreja Rhema tem pregado aos outros presidiários e muitos têm se convertido ao cristianismo. “Isso tem feito ele ser mal visto pelos guardas carcerários”, disse um informante. A família de Teame está preocupada com a saúde dele, após tentar visitá-lo por várias vezes, porém sem sucesso. Os presidiários freqüentemente têm fome e lhes é dito para se alimentarem das folhas de plantas. Evangelho perigoso Na Eritréia, uma nação com governo de raízes marxistas, se duas ou mais pessoas se reunirem espontaneamente em nome de Jesus, elas podem ser aprisionadas por não praticarem a fé ortodoxa, católica, luterana ou mulçumana. Mais de dois mil cristãos na Eritréia estão aprisionados por causa de sua fé. Um deles era da Igreja do Evangelho Pleno, preso em 2001. Sua esposa o viu pela última vez em junho de 2007. Ela e seus dois filhos menores estavam reunidos para uma reunião de oração em meados de julho, quando foi presa e colocada em um contêiner de metal até sua libertação no mês passado. “Eu fui presa com as crianças enquanto estava em uma reunião de oração com mais outros 20 cristãos” disse a mulher, que pediu para não ser identificada por motivos de segurança. “Eles nos prenderam em um campo de concentração militar, dentro de um contêiner de metal. Eu me lembro dessa prova terrível que tive de passar com meus filhos. Depois de três semanas fomos soltos, enquanto os outros cristãos continuavam trancados em celas de prisões.” O governo vê os líderes de grandes comunidades, como a Igreja do Evangelho Pleno e a Igreja Rhema como ameaças. Autoridades eritréias temem que os líderes das igrejas exponham os abusos e condições nas prisões. Por isso, é extremamente difícil para os parentes visitarem os presos, que também não podem enviar e nem receber cartas. “O governo tem transferido os detentos de uma cela para a outra”, disse um informante cristão em Asmara, capital. Em maio de 2002, o governo criminalizou todas as igrejas independentes que não operam sob as estruturas religiosas ortodoxa, católica, luterana ou mulçumana. Presos por conversarem Na cidade portuária de Massawa, a polícia prendeu em junho um homem e uma mulher, ambos cristãos, que estavam conversando com mulçumanos sobre Cristo. Membros da Igreja Kale Hiwot, os dois estavam discutindo sobre a fé cristã quando quatro policiais a paisana os prenderam. “Eles ficaram cerca de 30 minutos conversando sobre Jesus antes de serem presos – tinham testemunhado sobre Jesus e sobre a fé por um longo tempo para alguns mulçumanos”, disse outro informante. “Eu vi os dois cristãos sendo levados pelos policiais. Há mais de cem cristãos na prisão de Waire, a 25 quilômetros de Massawa.” Um evangelista aprisionado anteriormente, que pediu para não ser identificado por motivos de segurança, disse que Deus está trabalhando na Eritréia com muitas conversões a Cristo, e operando muitas curas divinas. “Com certeza, cristãos estão sendo presos, mas o agir de Deus não ser aprisionado”, ele disse. “Estou pronto para qualquer eventualidade, inclusive ser aprisionado de novo. Em muitas ocasiões, os guardas carcerários me avisavam para parar de pregar. Mesmo assim, continuavam me amando. Verdadeiramente Jesus me ama. Eles viam Deus em mim.” O Departamento de Estado dos EUA tomou nota na Comissão Internacional de Liberdade Religiosa de 2008 que a Eritréia não tem cumprido a Constituição de 1997, a qual prove a subsistência da liberdade religiosa. O Departamento de Estado tem colocado a Eritréia na lista de Países de Preocupação Específica desde 2004, uma lista dos piores países transgressores da liberdade religiosa. Muitos dos dois mil cristãos detidos em postos policiais, acampamentos militares e cadeias da Eritréia estão encarcerados por anos. Nenhum deles foi acusado formalmente nem tem acesso ao processo judicial. Não há estatísticas confiáveis disponíveis, entretanto, o Departamento de Estado dos EUA estima que 50% dos habitantes são mulçumanos, 30% são cristãos ortodoxos e 13% são católicos romanos. Protestantes, adventistas do Sétimo Dia, testemunhas de Jeová, budistas, hindus e bahais formam menos de 5% da população.
Tradução: Eliane Gomes dos Santos
Fonte: Compass Direct

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Grupo New York Times declara apoio ao casamento gay na Califórnia

O poderoso grupo New York Times repetiu a atitude do Google ao se declarar contrário à Proposição 8, medida que prevê a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo no estado americano da Califórnia. "Os eleitores da Califórnia terão a chance de proteger os direitos dos homossexuais masculinos e femininos e de preservar a Constituição. Eles devem votar contra a Proposição 8 que visa alterar a Constituição para impedir que pessoas do mesmo sexo se casem", disse a empresa.No final da última semana um dos sócios-proprietários e fundadores do Google, Sergey Brin, publicou em seu blog seu apoio oficial ao casamento gay na Califórnia. "Como uma empresa de internet, o Google é um ativo participante dos debates políticos acerca do acesso à informação, à tecnologia e à energia. Porque nossa empresa tem grande diversidade de pessoas e opiniões - republicanos e democratas, conservadores e liberais, todas as religiões e nenhuma religião, heterossexuais ou gays - geralmente não tomamos partido sobre questões fora de nossa área, especialmente questões sociais. (...) "No entanto, como existem muitas objeções a esta proposta - é um golpe do governo na vida de pessoas, e o texto está ambígüo -, o efeito de paralisia e discriminação que ela causaria a muitos de nossos colaboradores leva o Google a opor-se publicamente à Proposição 8", disse na ocasião.Outras personalidades já deram seu apoio a mesma questão. O ator norte-americano Brad Pitt e o diretor Steven Spielberg doaram, cada um, 100 mil para o grupo que luta contra a Proposição 8.

Editora americana quer publicar Bíblia escrita à mão

Em turnê, pessoas serão convidadas a reescrever versos.Idéia é que 31 mil tenham a chance de participar.
A editora Zondervan Corp. está pedindo uma "mãozinha" para 31 mil americanos a fim de produzir sua nova edição da Bíblia. A empresa deu início a uma cruzada por 90 cidades dos Estados Unidos para comemorar o aniversário de 30 anos de sua tradução para o livro sagrado dos cristãos. A turnê deve parar em eventos especiais, igrejas e pontos turiísticos para dar às pessoas a chance de reescrever, de próprio punho, alguns versos da Bíblia. O conjunto de versos escritos à mão será publicado e vendido ao final da turnê, em San Diego, em 12 de fevereiro. A maioria dos versos deverá trazer a caligrafia de pessoas comuns, mas a editora espera conseguir também versões escritas pelo presidente George W. Bush e outras celebridades do país.

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Fonte: AP/G1

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Bispos metodistas orientam igreja para a hora do voto

“Ninguém deve receber nosso voto simplesmente por professar a fé evangélica. Essa pessoa deve demonstrar, com sua vida pública, competência e seriedade para o cargo.” Esta é uma das orientações que o Colégio Episcopal da Igreja Metodista acaba de divulgar (29/8) em Carta Pastoral para as eleições municipais deste ano. O texto do documento alerta para a responsabilidade do exercício consciente do voto, traz orientações práticas para o relacionamento das igrejas e lideranças locais com candidatos e, ainda, uma proposta de estudos sobre política, baseados em textos bíblicos. Leia alguns trechos do documento: Eleições municipais 2008 - Voto cidadão: compromisso com o Reino de Deus, testemunho e missão "Como bispos e bispa, ministros e ministra de Cristo a serviço da Igreja Metodista, conclamamos os irmãos e as irmãs metodistas de todo o Brasil a tomarem parte, de forma responsável, de um evento fundamental para toda a nação: as eleições municipais de 2008. E os/as exortamos a fazê-lo sob a graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai, de Cristo, nosso Salvador e do Espírito Santo, nosso fortalecedor e instrutor! Amém! "Cremos na proximidade do Reino de Deus, em um tempo de justiça. Por sermos membros do ministério responsável pela orientação doutrinária e pastoral da Igreja, sentimo-nos no dever de nos dirigir ao povo metodista do Brasil no momento em que o país se prepara paras as eleições municipais, no próximo mês de outubro. Nós o fazemos em oração contrita em favor de todo o povo brasileiro. Nossa intenção é dar as orientações que julgamos necessárias neste período eleitoral, a fim de testemunhar o ardor da missão por meio do voto cidadão ou responsável. De modo geral, seguimos o mesmo posicionamento assumido nas Cartas Pastorais anteriores sobre eleições. "No dia 5 de outubro, em primeiro turno e em 26 de outubro, em segundo turno, iremos às urnas para escolher as lideranças dos 5.558 municípios do País: prefeitos/as, vice-prefeitos/as e vereadores/as. Mais uma vez, nós, cristãos/as metodistas, somos chamados/as a exercer nossa responsabilidade cristã, testemunhando, por meio da participação no processo eleitoral, nosso compromisso com a cidadania e a construção de um país melhor para todas as pessoas. (...) "Durante o processo eleitoral, nossas igrejas serão procuradas por muitos políticos que entendem o público evangélico como alvo estatístico de valor e com um comportamento confiável. Nossas igrejas serão assediadas por políticos descomprometidos com os valores do Reino, que certamente quererão participar de nossos cultos, prometer ajuda e recursos, pedindo nosso apoio. Mas ter o voto ético significa que ninguém deve receber nosso voto simplesmente por professar a fé evangélica. Antes, devemos recordar que “a fé, se não tiver obras, por si só está morta” (Tg 2.1). Essa pessoa deve demonstrar, com sua vida pública, competência e seriedade para o cargo. Afinal, religiosidade exterior não resolve os graves problemas de nosso país. Voto é coisa séria! Devemos estar atentos a que nosso voto cidadão reflita os valores do Reino de Deus e os frutos pelos quais somos conhecidos. "O voto correto passa, ainda, por uma plataforma de governo correta. Isto é, o candidato que irá receber o seu voto deve ser uma pessoa que mereça sua confiança. Atualmente, o número de evangélicos não passa mais desapercebido em épocas eleitorais. Precisamos de propostas concretas, como concretos são os problemas de nosso país. De qualquer modo, é importante pontuar como determinados grupos sociais vêm descobrindo – e utilizando com muita sabedoria – sua força dentro da sociedade, como ocorre com os negros, as mulheres e as pessoas com deficiência, por exemplo, além dos grupos religiosos. O despertar dos políticos para esses segmentos denota sua importância social e seu poder de decisão, os quais devem ser assumidos e exercidos com o verdadeiro espírito de cidadania e justiça, visando ao bem-estar comum. Porém alertamos que, da mesma forma que ninguém deve receber nosso voto simplesmente por ser evangélico, também ninguém deve recebê-lo simplesmente por pertencer a esses grupos. Os candidatos devem ser dignos de nosso voto sempre que apresentem propostas concretas e abrangentes para a solução dos problemas da cidade e da sociedade em seu sentido mais amplo. "O voto ético não se destina a políticos descomprometidos, e sim aos que são “sal da terra e luz do mundo”. Ele não é vendido ou trocado por bens materiais, mas “traz vida em abundância”. Não se deixa levar pelas aparências, e sim fortalece a verdade que liberta. Ele é consciente e traz à memória o que nos pode dar a esperança de uma sociedade cidadã."
Fonte: Agência Soma

Aldeia expulsa 55 cristãos

LAOS - O chefe do vilarejo de Boukham, na província de Savannakhet, requisitou uma reunião especial da comunidade para resolver o “problema” das famílias de oito cristãos que não quiseram desistir de sua fé. A reunião, no dia 19 de setembro, foi concluída com a idéia de expulsar 55 cristãos do vilarejo.Embora todos os membros adultos do vilarejo sejam geralmente convidados para essas reuniões, nessa ocasião os cristãos foram deliberadamente excluídos, de acordo com o grupo de direitos humanos que atua no país, o Human Rights Watch for Lao Religious Freedom (HRWLRF).O pastor Sompong Supatto, 32, e mais dois cristãos do vilarejo, Boot Chanthaleuxay, 18 e Khamvan Chanthaleuxay, da mesma idade, permanecem presos perto do distrito policial de Ad-Sapangthong.O HRWLRF informou anteriormente que, em 3 de agosto, a polícia colocara algemas em suas mãos e seus pés, o que causou dormência e infecção devido à deficiência da circulação do sangue. Autoridades disseram que os três serão soltos somente se renunciarem a sua fé.
Pressão para abandonar Cristo
Quando os familiares viajaram para visitar os detentos no dia 24 de agosto, oficiais da polícia os reprimiram e disseram-lhes que isso era conseqüência pelo fato dos prisioneiros não terem renunciado sua fé.No dia 25 de agosto, o chefe da vila motivou os membros da família a pedir a fiança dos dois adolescentes, mas disse que Supatto não se qualificava para a fiança, como punição por liderar a igreja de Boukham e que ele passaria a sua “vida” na prisão.Três dias mais tarde, o chefe novamente pressionou os parentes para que assinassem documentos que os fizessem renunciar a sua fé, mas eles negaram.Autoridades inicialmente prenderam Supatto e quarto outros cristãos da igreja de Boukham no dia 20 de julho, deixando-os por dois dias em uma prisão próxima de Dong Haen, de acordo com as fontes de HRWLRF.A polícia entrou enfurecida na igreja aquele domingo e ordenou que todos parassem de louvar a Deus ou seriam presos por “acreditarem e louvarem a Deus”.Quando os cristãos se negaram a colaborar atestando que o domingo era o dia santo cristão e que deveriam continuar o culto, a polícia prendeu Supatto e outros dois líderes da igreja, identificados como Kai e Phuphet.Quando os cristãos continuaram adorando, a polícia prendeu um homem identificado como Sisompu e uma garota de 17 anos identificada como Kunkham. Eles prenderam os cinco na prisão de Dong Haen e os culparam por espalharem as boas novas e por manterem um encontro religioso sem permissão.Embora a Constituição do Laos “garanta” liberdade religiosa e de culto, as igrejas devem estar registrados nas respectivas agências do governo. Tal registro resulta em limitações na atividade da igreja, por isso, muitos cristãos preferem não se registrar.No dia 22 de julho, três cristãos abordaram o oficial de assuntos religiosos de Savannakhet opondo-se às prisões, questionado como as cinco pessoas poderiam ser acusadas de “espalhar o evangelho” durante um culto.Então os oficiais soltaram os cinco sob a condição de que parassem os cultos. Ordenaram que procurassem permissão das autoridades do vilarejo se quisessem continuar realizando as reuniões.Quando os cristãos continuaram a se reunir para louvar e orar a Deus, no dia 2 de agosto, a polícia prendeu uma cristã do vilarejo identificada como Menoy, acusando-a de “acreditar em Jesus e adorar a Deus”.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Protestantes são processados por atividade religiosa

UZBEQUISTÃO (9º) - Dois membros da Igreja Pentecostal do Evangelho Pleno, na cidade de Karshi, vêm sendo repetidamente punidos por causa de atividades religiosas pacíficas. De acordo com uma notícia de 13 de setembro da agência Regnum, o Tribunal Criminal da Cidade fez uma audiência relativa a um caso administrativo em andamento contra Sergei Shadybaev e Andrei Serdyuk. Os dois foram considerados culpados por realizar atividades cristãs ao ar livre, e já tinham sido punidos com uma multa. Um membro da igreja de Sergei e Andrei, que participou do caso, disse que eles não dariam nenhum detalhe do desenvolvimento deste por medo de represália das autoridades. “A igreja em Karshi tentou, por muitas vezes, levar a situação às autoridades, mas, em todas elas, foi rejeitada. Esse é o verdadeiro problema – os tribunais podem facilmente declarar-nos culpados porque não temos licença.” Atividade religiosa sem licença é considerada crime no Uzbequistão – o que é contra leis internacionais e o compromisso assinado pelo país em relação aos Direitos Humanos. Teoricamente, é possível a uma comunidade com 100 cidadãos como membros registrar-se, mas, na prática, é muito difícil para a maioria das comunidades conseguirem registro. Alisher Isokov, do Departamento de Justiça de Karshi, argumenta que a igreja não é registrada porque é uma “organização internacional”, e por isso precisa ser registrada pelo Ministério da Justiça na capital Tashkent. “Peça para o advogado deles vir falar conosco”, disse Alisher quando o Forum 18 comentou que a igreja era registrada em Tashkent, “pode ser que nós a registremos”, ele respondeu.
Tradução: Priscilla Figueiredo
Fonte: Forum18 News Service (em inglês)
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