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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Juiz nega pedido de alteração de status religioso para Maher El-Gohary


EGITO (21º) - No dia 13 de junho, um juiz negou o pedido de um cristão egípcio para alterar seu status religioso no documento de identidade de “muçulmano” para “cristão”. Essa foi a segunda tentativa frustrada de um muçulmano convertido ao cristianismo exercer, constitucionalmente, a liberdade religiosa.

Para Maher El-Gohary, que foi atacado na rua, ameaçado de morte diversas vezes, e teve que se esconder como resultado da abertura de seu caso, há dez meses.

“Estou desapontado com o que aconteceu, e chocado com essa decisão, porque eu passei por muita coisa para conseguir isso”, diz.

El-Gohary é o segundo convertido a tentar mudar seu documento de identidade, seguindo o exemplo de Mohammed Ahmed Hegazy. El-Gohary abriu um processo contra o Ministério de Assuntos Internos, por rejeitar seu pedido em agosto do ano passado.

Diferentemente das ofensas e ameaças proferidas nas audiências anteriores, os advogados representando o governo ficaram calados enquanto o juiz Hamdy Yasin lia sua decisão em uma sessão que não durou mais que 10 minutos, de acordo com Nabil Ghobreyal, advogado de El-Gohary.

O juiz negou o apelo de El-Gohary, apesar de o convertido ter apresentado o certificado de batismo e a carta de aceitação na Igreja Copta Ortodoxa que o juiz havia pedido.

”O juiz disse que não aceitará o certificado de batismo de Chipre ou a carta do padre Matthias”, disse Ghobreyal. “Mesmo se ele conseguir uma carta com o papa, o juiz não irá aceitar, porque a responsabilidade da igreja é cuidar dos cristãos, e não dos muçulmanos que se convertem; isso está fora de sua área de atuação.”

El-Gohary pareceu perplexo e frustrado enquanto falava ao telefone com o Compass.

“O juiz pediu documentos de referência e batismo. Não foi fácil consegui-los, na verdade foi muito difícil, mas se ele não iria usar essas coisas, porque pediu por elas, em primeiro lugar? Nós cumprimos com tudo e trouxemos os documentos e então, ele recusou. Qual é o objetivo de tudo isso?”

A explicação completa sobre a decisão de Yasin será publicada em breve.

“O juiz mencionou a falta de leis pertinentes a casos de conversão como este, e sugeriu um artigo para preencher esta lacuna na legislação”, diz Ghobreyal.

“Esse não é o fim; é só o começo. Vou levar esse caso para o Tribunal Superior, e tenho algumas idéias sobre como combater essa sentença. É um longo caminho”, diz o advogado.

“Eu vou perseverar, não vou desistir”, diz El-Gohary. “A apelação é o próximo passo, e estou pronto para passos como esse. Vou atrair a atenção do mundo para o meu caso.”

Tradução: Portas Abertas

A fonte pediu para não ser identificada

domingo, 21 de junho de 2009

Igrejas poderão ser forçadas a ter homossexuais como líderes de jovens


INGLATERRA (*) - As igrejas britânicas serão forçadas a aceitar homossexuais ou “transexuais” praticantes em posições de líderes de jovens e funções semelhantes, sob a lei de igualdade que está para vir, disse o governo. A Lei de Igualdade do governo trabalhista proibirá que as igrejas recusem empregar homossexuais ativos mesmo que a religião delas sustente que tal conduta é pecado, disse a vice-ministra Maria Eagle, do Ministério da Igualdade.

A lei entrará em vigor no próximo ano, e as igrejas temem que ela as force a agir contra suas convicções religiosas numa ampla extensão de áreas. Eagle indicou na conferência chamada “Fé, Homofobia, Transfobia & Direitos Humanos” em Londres, que a lei “cobrirá quase todos os que trabalham em igrejas”.

“As circunstâncias em que as instituições religiosas poderão praticar qualquer coisa sem plena igualdade são poucas e raras”, ela disse aos delegados. “Embora o Estado não intervirá em assuntos estritamente rituais e doutrinários dentro dos grupos religiosos, esses grupos não poderão afirmar que tudo o que administram está fora do alcance da lei anti-discriminaçã o. Os membros dos grupos religiosos têm o papel de discutir em seu próprio meio a questão de maior aceitação dos LGBT, mas no meio tempo o Estado tem o dever de proteger as pessoas de tratamento injusto”.

A lei permite isenção religiosa para papéis considerados importantes “para os propósitos de uma religião organizada”, mas restringe essa definição para aqueles que conduzem celebrações litúrgicas ou passam seu tempo ensinando doutrina.

O jornal Daily Telegraph citou Neil Addison, advogado católico e especialista em lei de discriminação religiosa. Ele disse que a lei deixará as igrejas sem forças para defenderem a estrutura de suas organizações. “Essa é uma ameaça à identidade religiosa. O que estamos perdendo é o direito de as organizações fazerem escolhas livres”, disse ele.

Os membros do Ministério da Igualdade incluem o lobista homossexual Ben Summerskill, diretor do Stonewall, principal grupo homossexual britânico. Summerskill reivindicou que as igrejas sejam forçadas a empregar homossexuais e que a polícia detenha cristãos que protestam pacificamente contra as leis homossexuais do lado de fora do Parlamento.

Tony Grew, ativista homossexual e ex-editor do site PinkNews.co. uk, escreveu recentemente que a Lei de Igualdade “estabelecerá de forma muito forte direitos homossexuais em todos os aspectos da vida pública”. Grew escreveu no PinkNews que a lei abrirá oportunidades sem precedentes para os homossexuais.

A lei, disse ele, cobrirá os ministérios principais do governo, as autoridades locais, as agências de educação, saúde e segurança policial e um grande número de outras agências públicas e particulares, inclusive igrejas e instituições administradas por igrejas. A lei imporá o “Dever da Igualdade” em todas as organizações que dão serviços públicos, disse ele, tais como casas de repouso que “terão de considerar as necessidades de casais do mesmo sexo”.

Traduzido por Julio Severo

Fonte: Lifesite


quinta-feira, 18 de junho de 2009

Pastor que servia em área dominada por extremistas é preso

ÍNDIA (22º) - Um pastor apoiado pela Gospel for Asia, Akash Rao, foi preso no dia 9 de junho, e ainda está sob custódia da polícia. Akash serve ao Senhor em uma área dominada por um grupo político extremista, e é uma das 10 pessoas presas por suspeitas de fazer parte de um grupo que trafica armas ilegalmente.

É comum que trabalhadores cristãos em áreas de tensão política sejam presos em meio ao conflito. Apesar dos grandes desafios, Akash serve ao Senhor em seu vilarejo nos últimos cinco anos. Mais de 20 pessoas que encontraram a paz de Cristo em meio ao conflito estão frequentando a igreja desse pastor.

Ore para que Akash seja inocentado e solto. Ore também para que os trabalhos evangelísticos nessa área não sejam afetados, e para que a família de Akash e os membros de sua Igreja permaneçam firmes durante este tempo difícil.

Tradução: Portas Abertas

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Educação Teológica no século XXI

Ao celebrar os 120 anos de educação teológica metodista, os líderes da igreja refletiram sobre o tema "Para que serve a educação teológica?" na 58ª Semana Wesleyana da Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo, que aconteceu no início da primeira quinzena do mês de maio.

O conferencista da noite de abertura do evento, Reverendo Zwinglio Motta Dias, pastor da Igreja Presbiteriana Unida e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, respondeu à pergunta: "Deus quer salvar sua criação, sua grande obra. O que o Senhor cheio de compaixão diria diante da destruição ambiental, violência, guerras, crise econômica...? É disso que trata a educação teológica", disse o professor, que terminou sua preleção lembrando da ação social dos profetas e do provérbio que diz: “Não havendo profecia, a sociedade se corrompe”. (Provérbios 29.18).

Zwinglio questionou a posição dogmática das igrejas diante dos desafios da sociedade. Ele disse que as igrejas têm respondido tardia e timidamente aos desafios da sociedade. “Temos nos ocupado de problemas menores. Oferecemos respostas do passado a problemas presentes”, criticou. Reportando-se aos tempos de implantação do protestantismo no Brasil, o conferencista lembrou que as instituições eclesiásticas aqui implantadas reproduziram o modelo eclesial elaborado em outras latitudes sem se perguntarem se ele valia para nossa realidade. “A cultura gospel é um exemplo claro de religiosidade importada”.

"Temos que ler a Bíblia a partir de nossa vida, de nossas experiências concretas", disse ele. "O pastor não pode ser um mero repetidor de rudimentos da mensagem cristã", afirmou, ressaltando que a teologia se faz no encontro com o cotidiano: “Deus não tem endereço certo. Trabalha em todo lugar em que os seres humanos lhe dão oportunidade. Deus pode perfeitamente ser encontrado na Igreja. Mas nem sempre a Igreja quer sua companhia. Ele é muito exigente, quer tirar a Igreja de sua acomodação. Seu campo preferencial de trabalho é o mundo. Wesley já sabia disso ao afirmar que sua paróquia era o mundo”, disse Zwinglio.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de SP. Reportagem: Suzel Tunes. Foto: Luciana de Santana.












quinta-feira, 11 de junho de 2009

Pastor Hua Huiqi é preso e agredido

CHINA (12º) - Na manhã de 5 de junho, o pastor Hua Huiqi foi preso e brutalmente agredido por policiais de Shaanxi e Fengtai, Pequim, enquanto ele trabalhava na estação de Taiyuan Railroad. Um integrante do Grupo de Proteção e Segurança Particular declarou, enquanto batia no pastor Hua Huiqi:

“Eu vou estrangular você, e quero ver se continuará pregando o evangelho. Se você sair da cidade novamente, quebrarei suas pernas.” Ele também ameaçou o pastor, dizendo: “Estou batendo em você porque Deus me mandou fazê-lo. Em três meses, preparei os materiais e conseguirei prender você e sua esposa como castigo. Nosso grupo de segurança foi montado para conter vocês, seguidores de Jesus.”

Antes de sua prisão, o pastor Hua Huiqi foi enviado para Shaanxi para pregar o evangelho. Na tarde de 4 de junho, enquanto o pastor Hua Huiqi ainda viajava, um cristão foi visitá-lo em sua casa, que estava sob constante vigilância da polícia. Os policiais o levaram para a delegacia de Pequim, onde foi interrogado e então, liberado.

No dia 5 de junho, Wei Jumei, esposa do pastor Hua Huiqi ligou para o Escritório de Segurança Pública para saber sobre a prisão de seu marido. Ela pode falar com ele. Hua Huiqi disse: Minhas roupas foram rasgadas, e estou preso com as tropas armadas de Huairou”. Quando sua mulher perguntou: “Eles bateram em você?” a linha foi imediatamente cortada.

Depois da divulgação na mídia local chinesa, o pastor Hua Huiqi foi solto em 7 de junho. Agora, o pastor está se recuperando em casa, e suas atividades são restringidas pelas autoridades.

Tradução: Portas Abertas

terça-feira, 9 de junho de 2009

As tentativas de vincular assassinatos ao governo fracassam


TURQUIA (39º) - Adiaram-se as tentativas do processo judicial de vincular os assassinos de três cristãos a mentores do crime ligados ao governo após o suposto líder da quadrilha ter contradito, inesperadamente, seu depoimento anterior que envolvia a existência de um “intermediário”.
Huseyin Yelki, intermediário suspeito entre os assassinos e altos funcionários do governo, estava depondo na audiência de 22 de maio, quando o suposto líder da quadrilha, Emre Gunaydin, cujo depoimento particular levara à prisão de Huseyin, levantou-se e disse: “Huseyin Yelki não é culpado. Não há motivo para ele estar preso”. A equipe de promotores e os juízes do Terceiro Tribunal Penal de Malatya pasmaram-se diante da declaração e exigiram que ele dissesse por que havia envolvido Huseyin anteriormente.
Emre disse que assim o fizera porque Huseyin era um missionário cristão. Emre também envolveu Varol Bulent Aral, um jornalista supostamente ligado a uma conspiração política de grande influência conhecida como Ergenekon. Varol é o segundo intermediário suspeito. De sua parte, Huseyin afirmou em seu depoimento que havia se encontrado com Emre somente uma vez antes dos assassinatos. De acordo com o depoimento anterior de Emre, o irmão de Huseyin facilitara vários encontros entre Emre e Huseyin, onde planejaram o ataque com faca contra os três cristãos em uma editora cristã.
Durante uma audiência privada no inverno passado, um juiz mostrou fotos de pessoas diferentes a Emre e ele identificou imediatamente o irmão de Huseyin. O recuo da declaração anterior de Emre levantou suspeitas entre os juízes de que, nos últimos meses, ele tenha recebido visitas na prisão daqueles que estão por trás dos assassinatos e estes o pressionaram a mudar seu depoimento. “Diga-me a verdade, você falou com alguém?”, vociferou o juiz para ele. “Eu juro por Deus que não!”, disse Emre. Os juízes requisitaram uma lista de todos os que visitaram Emre e os outros quatro suspeitos, Salih Gurler, Cuma Ozdemir, Hamit Ceker e Abuzer Yildirim, durante os dois últimos anos em que têm estado na prisão.
Outros questionamentos feitos a Huseyin não puderam fornecer respostas incriminatórias e claras, e os juízes o liberaram. O líder dos advogados da acusação, Orhan Kemal Cengiz disse a Compass Direct que os registros das visitas à prisão de Emre podem ser inconclusivos. “Estas visitas podem não ter sido registradas, não sabemos”, disse Orhan. “Mas temos uma minúscula esperança de que possamos conseguir algo através desses registros.” Huseyin, um ex-voluntário da Zirve Publishing Co., foi detido em fevereiro por suspeita de ter incitado os cinco jovens suspeitos de matar os três cristãos, Necati Aydin e Ugur Yuksel (turcos), e Tilmann Geske (alemão), em abril de 2007.
Orhan chamou o depoimento de Huseyin de um “desastre”. Ainda que seja aparente para o tribunal que Huseyin tenha tido muitos contatos com membros da inteligência do gendarmerie (braço policial da forças armadas turcas), disse Orhan, ele não pôde explicar a natureza de seus telefonemas, afirmando que queria falar com eles sobre a Bíblia. “Estamos muito desconfiados dele”, disse Orhan. “Todos estão desconfiados.” Como consequência da última audiência, o tribunal também requereu um registro com todos os extratos bancários dos últimos anos para ver se eles apontam para alguma ligação com o gendarmerie ou outras atividades suspeitas. “Para nós, é óbvio que Huseyin é um dos elos que ligam esses jovens a níveis mais elevados”, disse Orhan.
“Mas ele se recusou a cooperar e, no meu ponto de vista, também é óbvio que Emre foi pressionado a mudar seu depoimento porque, em seu depoimento inicial dado ao promotor, ele acusou Huseyin de instigá-los a cometer o crime. Mas ele mudou depois disso.” Orhan disse que Huseyin adulterou alguns fatos como sua afirmação no tribunal de que permanecera de cama por dois meses se recuperando de uma cirurgia na perna, quando registros telefônicos mostram que ele passou por diferentes cidades no sudeste da Turquia durante esse tempo. “Era óbvio que estava contando muitas mentiras porque ele disse que, após a liberação do hospital, descansou por dois meses”, disse Orhan, “mas, de acordo com seu telefone, ele estava viajando intensamente.
” Tradução: Getúlio Cidade

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Colunista Analisa discurso de Obama no Egito: Islã, Israel, Hamas...

É, meus caros, eis um daqueles textos longos, longuíssimos, do tipo, dizem, que não se deve escrever em blogs. Ok. Eles ficam com os blogs deles, com textos curtinhos. Eu fico com o meu. Cada um no seu quadrado. Vamos lá.
Barack Obama é mesmo um fenômeno. Ninguém faz “discursos históricos” como ele. É você se distrair um pouco, e tome “discurso histórico”. E é também fascinante porque a fala se torna “histórica” ante de a história acontecer. Não foi diferente com o, bem…, “histórico” discurso feito no Cairo, Egito, em que propôs um “novo começo” nas relações entre os EUA e mundo islâmico. Mais um pouco, e suas falas e realizações já nascerão como ruínas… (leia INTEGRA DO DISCURSO na seção “Documentos” do blog).
Depois do ovacionado “assalaamu alaykum”, o presidente americano lembrou que o momento é de tensão entre os EUA e o mundo islâmico, observando:
“As relações entre o Ocidente e o Islã incluem séculos de co-existência e cooperação, mas também de conflitos e guerras religiosas. Mais recentemente, a tensão foi alimentada pelo colonialismo, que negou direitos e oportunidades a muitos muçulmanos, e pela Guerra Fria, que tratou os países de maioria muçulmana como meros figurantes. Ademais, as mudanças trazidas pela modernidade e pela globalização levaram muitos muçulmanos a ver o Ocidente como hostil às tradições do Islã.”

Olhem, só o trecho acima poderia render um tratado. É claro, sei disto, que parece haver algo de ridículo em criticar o discurso de ninguém menos do que o presidente dos Estados Unidos, não é? Isso só fazia sentido quando o homem era Jorjibúxi, o bestalhão, o sanguinário, o invasor. Com Obama, a única coisa legítima a fazer é classificar a fala de “histórica”. Pouco me importa quem tenha escrito ou lido o discurso. O fato é que algumas coisas acima precisam ser esmiuçadas. Com efeito, aconteceu aquela tal cooperação de que ele fala. Terminou mais ou menos com as… Cruzadas!!! Adiante.

Obama tangeu uma corda que é a mãe de todos os equívocos mesmo do islamismo moderado: os países islâmicos são vistos sempre como vítimas e entes meramente reativos. No caso das “guerras religiosas”, não fica claro se ele considera os islâmicos agredidos ou agressores — mas posso imaginar… Será que ele se lembra que os discípulos de Maomé chegaram, em nome de sua particular noção de paz, até a Península Ibérica? Será que alguém arrumaria para ele uma versão em inglês do romance Eurico, O Presbítero, de Alexandre Herculano? Vejam lá: no colonialismo do século 19 — um tempo que ele classifica de “recente” —, os islâmicos são vítimas. Na Guerra Fria, foram ignorados. Agora, é a globalização que os leva, coitadinhos!, a ver o Ocidente como inimigo. Pergunta besta: por que os países islâmicos veriam essa “modernidade” como inimiga? Bem, o judaísmo se reformou; o cristianismo vive em permanente reforma; o hinduísmo, à sua maneira, mudou. Onde estão os reformadores do Islâ? A única forma de dialogar com aquele mundo é o Ocidente declarar a sua culpa?

A questão é meramente intelectual? Não é. Esse tipo de conversa não tem futuro. Obama encerrou a sua fala citando palavras de tolerância do Corâo, do Talmud e da Bíblia. Bacana. As três religiões, de fato, trazem senhas para a paz e para a guerra. Mas é preciso ver se todas elas podem conviver, por exemplo, com alguns direitos que, no chamado mundo ocidental, consideramos inegociáveis. O Islã pode?

Depois daquele trecho que destaco, Obama condenou o extremismo islâmico e os atentados de 11 de Setembro, mas pronunciou uma só vez a palavra “terrorismo” (na verdade, “terroristas”), como se ela ofendesse os ouvidos da audiência. O que não deixa de ser um sinal de rendição. Ou bem aquelas pessoas que ouviam também repudiam o “mau Islã” — e, pois, não há óbice em dizer a palavra — ou bem não repudiam tanto assim, e aquela conversa é absolutamente inútil. Mais adiante, mandou ver nas glórias do Islã — não sem antes lembrar do pai islâmico e de sua infância na Indonésia:

“Como estudante de história, reconheço a dívida que a civilização tem com o Islâ. Foi o Islã, em lugares como a Universidade Al-Azhar, que levou a luz do conhecimento ao longo de muitos séculos, pavimentando o caminho do Renascimento e do Iluminismo na Europa. Foi a inovação nas comunidades islâmicas que desenvolveu a álgebra, a bússola e outras ferramentas de navegação; nosso domínio da escrita e a imprensa; a compreensão de como se desenvolvem as doenças e como podem ser combatidas. A cultura islâmica nos deu arcos majestosos e torres elevadas; poesia atemporal e música inesquecível; caligrafia elegante e lugares para pacífica contemplação. E, ao longo da história, o Islã demonstrou, por meio de palavras e atos, as possibilidades da tolerância religiosa e da igualdade racial”.

Muito bem! Obama, ou quem quer que tenha feito o discurso, estudou direitinho a Enciclopédia Britânica. Qual é o problema de um discurso como esse? Ele assimila como verdadeira a crítica falaciosa que se faz ao Ocidente — “é contra o Islã” — e jura de pés juntos que não é. Para tanto, presta o seu tributo: vejam lá, a religião foi vital, lembra Obama, para o… Renascimento!!! Logo ali, como se sabe. O ponto definitivamente não é esse. Afirmar que o Islã é isso ou aquilo seria como afirmar as virtudes do Cristianismo, o que, diga-se, nenhum líder árabe — ou, mais amplamente, islâmico — faria em terras ocidentais (sem contar o fato de que o cristianismo é ILEGAL em boa parte os países que seguem o Corão…). Ora, é óbvio que ninguém está em guerra com o Islã. O que parece, às vezes, é que o Islã é que está em guerra consigo mesmo, contra aquelas “modernidades” da globalização. E o Ocidente não pode responder por isso, não.
“Tolerância religiosa e igualdade racial”? Pois é… De que Islã Obama está falando? Os nazistas — e não estou fazendo comparação entre nazis e islâmicos; apelo ao extremo para evidenciar o erro — se diziam cristãos. E era inútil demonstrar que sua prática não correspondia ao, vá lá, livro-texto. O Islã da bússola é o de Osama Bin Laden ou, se quiserem, o de qualquer outro país islâmico, Egito incluído? Tenham paciência, né? Por que os países árabes se negam, por exemplo, a conceder cidadania aos palestinos, ainda que eles a queiram, tratando-os como refugiados e praticamente confinando-os nos campos? Ora, o Islã da álgebra e da filosofia não está em questão. Infelizmente, ele não serve de referência hoje a nenhum dos países islâmicos. Não será o Ocidente — ou um líder ocidental — a ensinar àqueles países qual é a vertente virtuosa de sua religião.

Esse é um discurso histórico, claro, como todos os de Obama, mas já nasce como ruína. Não tem futuro.

Questões contemporâneas

E daria, sinceramente, para esmiuçar suas incongruências e erros trecho a trecho. Mas levaria mais de uma noite. Por isso, opero aqui uma mudança na trajetória para tratar, no fim das contas, do que interessa: a questão israelo-palestina. Afinal, a grande mudança em relação a seu antecessor, o Jorjibúxi, estaria justamente aí. Antes e chegar a essa questão, Obama justificou a guerra no Afeganistão, afirmando que seu país não teve escolha, e relativizou os motivos da guerra no Iraque — nesse caso, sim, disse, uma escolha. Mas lembrou que os iraquianos estão melhores sem a tirania de Saddam Hussein. Então truco.

Agora a questão central. Obama estava lá para pôr um peso em cada prato da balança. Vamos ver:

“Os fortes laços da América com Israel são bastante conhecidos. Esse elo é inquebrável. Está baseado em laços culturais e históricos e no reconhecimento de que a aspiração por uma pátria judia está fundada numa história trágica, que não pode ser negada.

O povo judeu foi perseguido em todo o mundo por séculos, e o anti-semitismo na Europa culminou num Holocausto inédito. Amanhã, vou visitar Buchenwald, um dos campos onde judeus eram escravizados, torturados, fuzilados e mortos com gás pelo Terceiro Reich. Seis milhões de judeus foram mortos, mais do que toda a população judia de Israel hoje. Negar aqueles fatos não faz sentido, é ignorante e odioso. Ameaçar Israel com a destruição ou repetir estereótipos vis sobre os judeus é profundamente errado e serve apenas para evocar nos israelenses a mais dolorosa das memórias, criando obstáculos à paz que merece a população dessa região”.

Como se vê, Obama exalta os judeus que sofreram. No passado.

E era a hora de pôr peso no outro prato. E ele lembrou também o sofrimento do povo palestino, espalhado nos campos de Gaza, Cisjordânia e terras vizinhas. Criticou os que atacam Israel, mas também censurou a expansão das colônias na Cisjordânia. E, bem, aí fez o que me parece realmente do arco da velha: abriu uma espécie de diálogo, retórico ao menos, com o… Hamas! Hamas que os próprios EUA consideram terroristas. Isso, de fato, é inédito. A questão é saber se é bom. Leiam.

“Agora é a hora de os palestinos se concentrarem no que podem construir. A Autoridade Palestina precisa desenvolver sua capacidade de governar, com instituições que sirvam às necessidades do povo. O Hamas de fato tem apoio entre alguns palestinos, mas ele também tem responsabilidades. Para desempenhar o papel que lhe cabe nas aspirações palestinas e para unificar o povo, o Hamas precisa pôr fim à violência, reconhecer acordos anteriores e reconhecer o direito que Israel tem de existir.”

E agora o pito em Israel:

“Ao mesmo tempo, os israelenses precisam reconhecer que, assim como não se pode negar seu direito de existir, não se pode negá-lo também aos plaestinos. Os Estados Unidos não aceitam como legítima a continuidade dos assentamentos [na Cisjordânia]. Eles violam acordos anteriores e minam os esforços para alcançar a paz. É tempo de parar com esses assentamentos”.

Aí a vaca foi para o brejoNo afã de igualar os desiguais, quem sai perdendo é a razão. Não, este escriba não considera a continuidade dos assentamentos uma boa política. De jeito nenhum! Mas é uma estupidez suprema — além de contraproducente e inútil — sugerir que a eles estão para os israelenses como a violência está para o Hamas. Quem criou tal correspondência foi Barack Obama, não fui eu. Se ele estivesse certo, bastaria que, amanhã, o governo Israelense determinasse a suspensão dos ditos-cujos, e o Hamas, em contrapartida, pararia de jogar foguetes em Israel. Mas isso não aconteceria. Ainda que os assentamentos sejam condenáveis e só extremem o que já é ruim, eles não são o correspondente oposto dos atos terroristas dos palestinos.

Mas, para Obama, cada coisa é um peso em cada lado da balança. Assim, a despeito desse seu discurso grandiloqüente, estupidamente chamado de histórico, dá para antecipar: nada vai acontecer. E nada vai acontecer enquanto as facções palestinas não renunciarem à violência. É patético que o presidente americano peça ao Hamas que reconheça Israel. Nas considerações iniciais de seu estatuto (ÍNTEGRA DO ESTATUTO na seção “Documentos”) lê-se:
“Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele.”

É só isso? O Hamas aceita a presença de judeus por ali? De novo, apelo a sua carta:
“Assim, com todo o nosso apreço pela Organização para a Libertação da Palestina, e o que ela posa vir a se tornar, e sem desprezar o seu papel no conflito árabe-israelense, não podemos eliminar a identidade islâmica da Palestina, que é parte da nossa fé, e quem negligencia essa fé está perdido. “Quem rejeita a religião de Abrahão é alguém que ficou um tolo”. (Alcorão 2-130).
O Hamas seria só um movimento nacionalista, localista, descolado do terrorismo islâmico? O Hamas responde com seu estatuto:

“Exigimos que os países árabes em torno de Israel abram as suas fronteiras aos árabes e muçulmanos combatentes da Jihad, a fim de cumprirem sua parte, juntando suas forças às forças dos seus irmãos – a Fraternidade Muçulmana na Palestina. Dos demais países árabes e muçulmanos, exigimos que, no mínimo, facilitem a passagem através de seus territórios dos combatentes da Jihad.”

Há ao menos chance de esse discurso de Obama sensibilizar as lideranças políticas de Israel? Não! Zero! Nenhuma! E eu diria que não se trata apenas dos radicais da direita e outras figuras satanizadas mundo afora. Qualquer israelense sabe que igualar o terrorismo e a pregação da destruição de Israel à expansão de assentamentos é contribuir com aqueles que querem… o fim de Israel. Se Obama não quer, tem de mudar o discurso.

Ademais, essa fala que põe um peso em cada balança fornece aos radicais a certeza de que, enfim, estão ganhando a guerra de propaganda.

Há uma questão lógica inegável: o que levou Obama fazer esse discurso não foi a disposição dos árabes para negociar, mas o terrorismo. Não por acaso, se vocês fizerem uma pesquisa nos jornais mundo afora, os radicais criticaram a fala do presidente dos EUA. Ora, são espertos: no dia em que não estiverem mais no lugar das vítimas, acusando o Ocidente, terão perdido poder. É preciso atacar os Baracks Obamas da vida para que possam ser mimados por eles.
Sim, foi um discurso, a seu modo, histórico.

Por Reinaldo Azevedo
Fonte:http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/ Via VINACC - Visão Nacional Para a Consciência Cristã
Título original: OBAMA FAZ MAIS UM DISCURSO HISTÓRICO PRÉ-HISTÓRIA. E SOBRARAM SIMPLIFICAÇÃO E BOBAGEM

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Pastores psicanalistas, o mais novo modismo evangélico.


Confesso que me preocupa o número de pastores e teólogos cursando psicologia nas mais diversas universidades desse país. Bom, antes que seja apedrejado pelos psicólogos que me lêem, afirmo que considero a profissão de terapeuta extremamente importante em nossa sociedade, entretanto, ao contrário de outros segmentos, acredito que tanto o pastor como o teólogo deveriam priorizar exclusivamente o estudo das Sagradas Escrituras, como também da Teologia. No entanto, em virtude do relativismo de nosso tempo, onde o que mais se enfatiza é a satisfação pessoal, inúmeros lideres cristãos, das mais diversas denominações, tem abandonado o estudo sistemático da Palavra de Deus para dedicar-se ao estudo do comportamento humano, proporcionando com isso a "adequação" do evangelho de Cristo aos padrões humanistas deste tempo pós-moderno.
Ora, nestes últimos anos, o número de pastores interessados em psicologia aumentou consideravelmente. Em 2000, A revista Veja trouxe um artigo intitulado "A Bíblia no Divã", mostrando que é cada vez maior o número de pastores que têm procurado os cursos de formação rápida de psicanálise tentando conciliar Freud com o Senhor Jesus Cristo.

Caro leitor, sinceramente fico a questionar qual o propósito desses pastores. Será que querem aprender como lidar com o ser humano usando concomitamente a Bíblia e Freud? Será que acreditam que através da psicanálise estão habilitados para a tarefa pastoral do aconselhamento?

Confesso que sinto-me profundamente entristecido em ver que homens de Deus têm abandonado a suficiência das Escrituras em detrimento aos ensinamentos da psicanálise. Ora, sem a menor sombra de dúvidas a Bíblia é fonte inesgotável, incomparável, insubstituível, indispensável, inequívoca, indiscutível de sabedoria.
As Escrituras Sagradas contém remédio para a psiquê. A Santa Palavra de Deus é o nosso maior e melhor manual de aconselhamento. Como bem disse o salmista: a Palavra de Deus é “perfeita e restaura a alma”; é “fiel e dá sabedoria aos símplices”; é correta e alegra o coração; é pura e “ilumina os olhos”. Seus ensinos são “mais desejáveis do que o ouro, mais do que muito ouro depurado”. Por meio dela, o povo de Deus é advertido, protegido do erro e de angústias, e, “em os guardar, há grande recompensa” (Sl 19.7-11).

Pense nisso!

Renato Vargens
Fonte: VINACC - Visão Nacional Para a Consciência Cristã


terça-feira, 2 de junho de 2009

Mais de 48% das pessoas acreditam mais em Deus do que nos médicos, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada por alunos de biomedicina da Faculdade Maurício de Nassau, em Recife, revelou que 48,7% das pessoas acreditam mais na fé em Deus para alcançar a saúde contra 6,7% que creem mais nos médicos. Em entrevista, médica diz que não acredita em milagres.

Você acredita mais na fé em Deus ou na medicina para a cura de uma doença grave? A pergunta foi feita a 818 recifenses e a resposta da maioria deles surpreendeu os autores da pesquisa Saúde, Vida e Valores, realizada por alunos de biomedicina da Faculdade Maurício de Nassau. O estudo revelou que 48,7% das pessoas acreditam mais na fé em Deus para alcançar a saúde contra 6,7% que creem mais nos médicos. Outros 44,4% citaram que confiam na fé em Deus e na medicina ao mesmo tempo para se curarem. O levantamento traz também a opinião do recifense sobre outros temas polêmicos, como transplante de órgãos e tecidos, doação de sangue, eutanásia e pesquisas com células-tronco.
Fonte: Diário de Pernambuco / Gospel+
Via: Irmãos.com

domingo, 31 de maio de 2009

Junte-se à igrejas paquistanesas no dia de oração pelo país


Saiba mais sobre a Igreja Perseguida no Paquistão
PAQUISTÃO (13º) - Hoje, 31 de maio de 2009, as igrejas no Paquistão se reunirão para orar em favor do país. Temos acompanhado em nossas notícias sobre os grandes conflitos entre o exército e o Talibã, e como os cristãos têm sofrido em meio a essa guerra.

Vimos também que agora representantes das minorias – como é o caso dos cristãos no país – terão direito a concorrer para vagas de emprego no governo e organizações aliadas.

Junte-se aos irmãos paquistaneses e interceda:

• Pela política do país, para que Deus derrame sua paz, e que os conflitos cessem.

• Ore pelos cristãos que têm que fugir do país por causa dos conflitos, para que eles encontrem paz e condições para se restabelecer no Paquistão.

• Ore pelas mulheres do país, que são vítimas constantes de agressões e todo o tipo de violência.

• Agradeça a Deus pelas oportunidades que têm sido abertas para empregos no governo, pois assim existe a possibilidade de cristãos entre os legisladores e governantes.
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