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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Polícia continua repressão a cristãos, incluindo crianças


AZERBAIJÃO (27º) - A polícia da cidade de Agdash, próxima a Göycay, recusa-se a explicar porque oito oficiais, incluindo seus comandantes, invadiram uma reunião religiosa pacífica que ocorria em uma residência particular no dia 25 de março. O chefe do departamento de comunicação com o público da polícia secreta na capital Baku, Arif Babaev, negou que o Ministério de Segurança Nacional tenha algum envolvimento: “Nunca nos envolvemos em tais atividades”, disse ele. “Nós não conduzimos esse tipo de operação – Essa é uma informação falsa.” Ao ser informado de que a imprensa cita autoridades policiais locais que declaram a participação de oficiais do Ministério em uma “operação conjunta”, ele voltou a negar.

Babev também negou que seu Ministério esteja envolvido no impedimento de reabertura da mesquita Abu Bekr em Baku. “Não faz parte da nossa competência abrir ou fechar mesquitas”, declarou ele.

Outros permanecem descrentes sobre as negativas de envolvimento do ministério nesses dois casos e em outras restrições de liberdade religiosa. “Seu trabalho é secreto – eles nunca dizem quando estão envolvidos em atividades contra organizações religiosas”, afirmou um comentarista de Baku que pediu anonimato.

Os batistas disseram que os oficiais os insultaram por causa de sua fé. Durante a invasão, um dos policiais disseram: “Estávamos atrás de vocês, e agora os pegamos! O grupo de cristãos informa ainda que os pais haviam sido convidados a enviar seus filhos para a casa de Vera Zhuchaeva para ouvir histórias bíblicas no período do feriado de primavera Novruz. Eles afirmam que 12 crianças estavam presentes mediante permissão específica de seus pais.

“A polícia entrou e reuniu todas as crianças em uma sala”, informou Lilia Hudaverdieva, membro da congregação batista em Baku e visitante em Agdash. “Um oficial da polícia, um representante do Comitê estadual e um professor fizeram perguntas às crianças sem que os pais estivessem presentes, ainda que as crianças chorassem a ponto de serem ouvidas na vizinhança. Eles não permitiram a entrada dos pais para retirar as crianças”. Somente após terem anotado seus nomes, os pais puderam buscar os seus filhos.

A polícia confiscou 508 livros, 40 filmes, bem como o aparelho de vídeo. Os cristãos reiteram que não há nada de ilegal nos livros e nos filmes – eles destacam que muitos filmes são de Hollywood com temas bíblicos.

Lilia Hudaverdieva e outras duas visitantes da congregação de Baki, Sara Babaeva e Ofelia Yakulova, foram levadas à delegacia de polícia. Elas foram interrogadas por quatro horas e tiveram seus documentos de identidade apreendidos. Lilia disse que a polícia fazia perguntas “provocativas”, mas que ela e suas amigas “disseram a absoluta verdade”. Ela informou que só foram liberadas pela polícia depois da meia-noite.

As três tiveram que retornar à delegacia no dia seguinte para retirar seus documentos. A polícia as levou ao escritório do promotor, onde foram novamente insultadas por sua fé e multadas. O promotor distrital de Agdash, Munis Abuzarli, disse que as três foram penalizadas por violarem o artigo 199 do código de ofensas administrativas por “disseminarem ilegalmente o cristianismo e outras crenças”. Ele disse que cada uma foi multada em 10 Manats (equivalente a 9 Euros ou 12 Dólares americanos).

Ao ser questionado sobre como as três batistas violaram a lei, Munis argumentou que elas ensinavam religião às crianças. “Não se pode atrair crianças para atividades religiosas”, destacou ele. Questionado por que as mulheres cometeram tal violação, já que as crianças tinham permissão de seus pais, ele respondeu: “A lei trata disso como uma violação. Se elas cometeram essa ofensa, elas devem ser multadas de acordo com a lei”.

Lilia Hudaverdieva reclamou que como os bancos estavam fechados por ocasião do feriado de Novruz, a polícia solicitou às três mulheres o pagamento da multa em dinheiro. “Não recebemos nenhum documento ao sermos multadas e nenhum recibo de pagamento”, informou.

Ela também questionou sobre como a polícia de Agdash apresentou as informações para a imprensa local sobre as atividades dos batistas. A invasão foi mostrada inúmeras vezes na televisão, incluindo no jornal da noite do canal privado ATV no dia 27 de março. Uma matéria também foi publicada no site da Agência de Imprensa Azeri (APA) no dia 26 de março, que serviu como base para outros sites de notícias, afirmando a ação em conjunto entre a polícia de Agdash e o Ministério de Segurança Nacional.

Na matéria da APA constavam as idades e endereços completos de Vera Zhuchaeva e das três mulheres de Baku. “Isso foi uma infelicidade”, afirmou Lilia.

O secretário-geral da União Batista do Azerbaijão, Elnur Jabiev, foi além. “Isso é um perigo”, disse ele diretamente de Baku no dia 31 de março. “Nacionalistas saberão os seus endereços. A polícia não deveria ter dado essa informação aos jornalistas”. Devido à recusa da polícia de Agdash em tratar da invasão, permanece não esclarecido se isso foi feito deliberadamente para intimidar outros batistas. As autoridades têm utilizado jornalistas com frequência para intimidar membros de religiões minoritárias, incluindo crianças.

Lilia se deparou com outros problemas quando retornou ao trabalho após o feriado de Novruz.
Ela disse que o Ministério de Segurança Nacional contou à matriz da empresa estatal onde ela trabalha sobre suas atividades em Agdash e sobre a penalidade administrativa. Ela disse que a matriz contatou seu superior, informando-o que a empresa não deveria ter empregados com esse tipo de comportamento. “Eu fui ameaçada de perder meu emprego”, disse ela. “Mas meu chefe é bom e eu pude esclarecer que tudo isso era uma difamação e contei o que de fato ocorreu. Eu disse a ele que não sou criminosa”.

Ilya Zenchenko, chefe da União Batista, disse que os lideres da Igreja Batista de Baku continuarão a visitar membros de igrejas em sua congregação em Agdash.

Tradução: Cecília Padilha
Fonte: Forum18 News Service (em inglês)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Protestos de muçulmanos interrompem construção de igreja


BANGLADESH (43º) - As autoridades em Bangladesh pediram uma paralisação de cinco meses na construção de uma igreja no norte do país, com medo de muitas conversões. Dizem que eles logo aprovaram o recomeço da obra.

Forkan Al Mashi, 55, pastor da Calvary Ishai Fellowship, começou a construção do templo no início de novembro de 2008 em Palashbari Mondol Para, a 350 quilômetros da capital Dhaka.

Malshi disse que, incitados pelos líderes do Jamaat-e-Islami, mais de 100 muçulmanos se reuniram em uma mesquita para protestar contra a construção da igreja.

Os aldeões queriam demolir o prédio, que já estava com os quatro pilares e o piso completos. Quando soube desses planos, Mashi avisou a polícia.

“Eu informei a polícia e instantaneamente dois pelotões (cerca de 25 policiais) se posicionaram perto do prédio. Alguns dos policiais foram até a mesquita para persuadir os muçulmanos a não demolirem os pilares e o piso do templo em construção”, disse Mashi.

Um oficial de polícia afirmou que os muçulmanos estavam preocupados com o número de conversões do islã para o cristianismo que haveria se a igreja fosse concluída.

“A obra da igreja foi interrompida pelo protesto dos muçulmanos locais. A população diz: ‘Porque deve haver igrejas em uma área predominantemente muçulmana?’. Um policial declarou: ‘Essa é a primeira igreja na área. Os moradores protestaram porque pensaram que haveria muitas conversões, e a igreja viraria o centro da vila".”

“Os cristãos nesse país têm o direito de praticar sua religião e de construir igrejas. Penso que a permissão será dada em breve pelo conselho da cidade. Se alguém protestar contra a construção, nós iremos protegê-la”, afirmou um oficial.

Depois que os muçulmanos protestaram, o prefeito parou com a obra. Normalmente, os moradores precisam de uma permissão para construir suas casas.

“Os muçulmanos locais apelaram para todos os níveis da sociedade para interromper a construção da igreja na vizinhança. Eles não querem que eu trabalhe para a expansão do reino de Deus aqui, e persuadiram o conselho da cidade para pararem com a obra. O prefeito me disse que como não tinha o plano de construção e a permissão necessários, teria que interromper a construção.”

Um dos membros do conselho disse que Mashi não precisava de autorização para construir sua pequena igreja. O prefeito garante que a construção poderá ser reiniciada em breve.

A Constituição de Bangladesh garante a liberdade religiosa.

Tradução: Deborah Stafussi

terça-feira, 7 de abril de 2009

Portas Abertas protesta contra resolução da ONU sobre difamação religiosa


INTERNACIONAL - Em 26 de março, a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) votou em favor de uma proposta feita por países muçulmanos, pedindo a aprovação de leis contra a difamação das religiões.

A resolução exige que os países ofereçam “proteção contra atos de ódio, discriminação, intimidação e coerção que resultem da difamação religiosa e do incitamento ao ódio religioso em geral”.

Segundo a Associated Press, nações islâmicas argumentaram que as religiões, em particular o islamismo, devem ser protegidas de críticas nos meios de comunicação e em outras áreas da esfera pública. Como exemplos de liberdade de expressão inaceitável, essas nações mencionaram as críticas ocidentais contra a sharia (lei islâmica) e as charges depreciando Maomé, o fundador do islamismo.

A Portas Abertas Internacional (ODI) e mais 180 ONGs de mais de 50 países assinaram uma declaração na semana passada, protestando contra a aprovação da resolução. A preocupação é que essa resolução seja usada para justificar leis antiblasfêmia e anticonversão e para restringir liberdade de expressão, credo e imprensa.

O diretor de Ações Institucionais da ODI Arie de Pater acrescenta: “Qualquer afirmação positiva sobre nossa própria religião, exceto pelo islamismo, pode ser considerada difamatória, deixando mais vulneráveis ainda as minorias religiosas de países islâmicos”.

Ele afirma que essa resolução quer proibir afirmações que liguem o islã ao terrorismo. Em vez de condenar atos de terrorismo, países islâmicos querem proibir que se toque no assunto.

O departamento de Ações Institucionais da Portas Abertas está atuando em conjunto com outras ONGs para que, dentro da ONU, combatam essas ameaças à liberdade de expressão, imprensa, consciência e, finalmente, mas não menos importante, religião.

“Essa resolução parece boa no papel; mencionado tolerância e harmonia. Mas ela pode levar os cristãos em todo o mundo à marginalização. Cada cristão deve ter a liberdade de viver sua fé e também de discordar”, afirma o diretor da Portas Abertas EUA, Carl Moeller.

A Comissão de Direitos Humanos da ONU é dominada por países muçulmanos e africanos. Segundo a Associated Press, resoluções como essa não são regras. Elas têm o objetivo de funcionar como recomendações para os países membros da ONU acerca de questões sobre direitos humanos .

Tradução: Texto traduzido pela fonte

http://www.portasabertas.org.br/

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Fórum em Brasília debate valores Cristãos

Entre os dias 20 e 21 de abril (feriado de Tiradentes) Brasília (DF) receberá o maior fórum de Discussões sobre a Ação Política em Defesa dos princípios cristãos já realizado no Brasil. O Fenasp (Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política), em parceria com a Lidere e a Frente Parlamentar Evangélica, promove a 1ª Conferência Profética em Defesa da Vida e da Família. O evento que acontece no pavilhão de feiras e exposições do Parque da Cidade – Expo Brasília- deve receber cerca de 50 mil pessoas. Autoridades políticas e eclesiásticas como os senadores Magno Malta e José Sarney; e os deputados Robson Rodovalho e Manuel Ferreira, confirmaram presença.

A conferência irá debater temas de interesse comum à sociedade e relacionados à defesa dos princípios cristãos através de organismos políticos. Entre os painéis assuntos como: Política Internacional, Saúde e Sociedade, Projetos de Lei, O Papel da Igreja e da Família na Sociedade. Encerrando os debates haverá uma concentração na Esplanada dos Ministérios, com a apresentação musical do cantor Lázaro e do grupo Trazendo a Arca.

“Acredito que chegou o momento do Brasil e especialmente a liderança evangélica se inteirar de todos os problemas que estão acontecendo nos bastidores da política nacional. Se quisermos mudar os rumos da nossa nação o primeiro passo a ser dado é a oração. O segundo, e prático, é bloquear as leis injustas, criando leis mais justas com orientação bíblica. Não adianta a igreja somente orar. A própria palavra “oração” inclui clamar e agir. A Igreja não pode ser essencialmente política, mas também não pode continuar omissa aos problemas que afligem nossa sociedade”, afirma o presidente do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp), pastor Jorge Linhares. Desde sua fundação, em 2001, o fórum tem propósito de ser um canal na sociedade em defesa da família, articulando a unidade e a conscientização política como instrumento de ação das organizações cristãs.

Em sua primeira Conferência Profética, o Fenasp contará com a participação de representantes da política nacional, entre eles os senadores José Sarney e Magno Malta, e os deputados João Campos e Henrique Afonso. Também participarão da conferência os preletores internacionais doutor Francisco Contreras, diretor do Hospital Oasis Of Hope na cidade de San Diego e um dos líderes mundiais na pesquisa e tratamento do câncer; e ainda Mike Murdock, palestrante motivacional americano, autor de 160 livros relacionados à sabedoria. Também estão confirmados como preletores os líderes cristãos Renê Terra Nova, Robson Rodovalho, Vilarindo Lima, Manuel Ferreira e o presidente da Fenasp, Jorge Linhares.

Para quem deseja participar do evento, em virtude da comemoração dos 49 anos de inauguração de Brasília, haverá desconto nas passagens de avião e hospedagens.

Serviço:
Fenasp (Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política)
Conferência Profética 2009 - Em Defesa da Vida e da Família
Data: 20 e 21 de abril em Brasília (DF)
Local: Pavilhão de Feiras e Exposições do Parque da Cidade – ExpoBrasília
Realização: Fenasp, Lidere e Frente Parlamentar Evangélica
www.fenasp.com/conferencia
Fonte: EBF Eventos / Gospel+

Cristãos palestinos pedem socorro

Em visita à Terra Santa, delegação ecumênica verifica difíceis condições de vida do segmento.

Líderes de diferentes igrejas cristãs reuniram-se com uma delegação ecumênica do Conselho Mundial de Igrejas (ICC, na sigla em inglês) que visitou a Terra Santa durante sete dias para tratar da “difícil situação” dos cristãos na palestina. Chamada de “Carta Viva”, a pequena comitiva do ICC esteve com o patriarca ortodoxo grego Teófilo III, o patriarca latino Fouad Twal, o bispo luterano Munib Younan, e o pastor Robert Edmunds, representante do bispo anglicano Suheil Dawani. A iniciativa visa a expressar a solidariedade da família ecumênica a cristãos de locais onde o exercício da fé é restrito ou mesmo proibido.


Os dirigentes cristãos denunciaram que a situação da população palestina é cada vez pior. Há cada vez menos cristãos palestinos vivendo em Israel e nos territórios da Cisjordânia e Faixa de Gaza. Segundo os líderes, um dos fatores que contribuem com as elevadas taxas de emigração dos cristãos palestinos é o que chamam de políticas discriminatórias, como a demolição de casas para dar lugar a assentamentos israelenses, as elevadas taxas de desemprego e a violência dos colonos judeus.

“Há um amargo sentido de impotência entre os cristãos da Palestina depois de 60 anos de ocupação”, lamenta o patriarca Twal. “Seguimos orando”, afirmou o clérigo, “e cremos no poder da oração. Temos esperança na nova administração dos Estados Unidos, mas necessitamos que todos os países nos apóiem”, apelou ao grupo.
Para Teófilo III, uma forte presença cristã na Terra Santa é extremamente importante. O grupo do ICC, no entanto, verificou que a população de cristãos palestinos decresce a cada dia.

“A vida torna-se cada vez mais difícil para os palestinos que vivem sob ocupação de Israel. O trabalho das igrejas está submetido a uma pressão crescente e necessita desesperadamente de apoio”, diz o relatório do grupo. “Os cristãos necessitam de apoio moral, necessitam sentir que não estão sozinhos. Uma contribuição muito importante ao processo de paz é a educação, quer dizer, iniciativas que permitam aos jovens se unir, conhecer os respectivos símbolos religiosos e eliminar preconceitos”, destacou Teófilo III.


(Fonte:Zenit)

Pastor quer proibir santos em capela de órgão público no Piauí

Uma disputa mais por direitos iguais do que religiosa. É o que promete o presidente da Associação Evangélica Piauiense - AEPI -, pastor Robson da Silva. Ele promete reivindicar que capelas construídas em órgãos públicos não recebam imagens sacras católicas, como santos. O assunto, que promete polêmica, será motivo de requerimento ao Ministério Público e Procuradoria do Estado.

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Para o pastor, as capelas foram criadas como ecumênicas, e com recursos de cidadãos de qualquer religião. “As repartições públicas tem as capelas ecumênicas, mas a maioria delas é tomada por símbolos religiosos da igreja católica. Uma religião que não defende os seus atos não pode ocupar essas capelas”, explica Robson, frisando que legalmente o Brasil é um Estado laico, apesar da maioria católica.

“Não é ser contra os católicos, é reivindicar nossos direitos, porque a capela foi construída com o dinheiro de todos”, acrescenta o pastor, citando exemplos como a capela da Assembléia Legislativa, do Detran, Secretaria de Educação, e até a do Hospital Getúlio Vargas, que está de reforma. “Ela não é só dos católicos, e estamos defendendo que ela não receba nenhum símbolo após a reforma. O espaço é para ser usado por todas as religiões”, afirma Robson da Silva.

O pastor consultou um advogado que deve elaborar o requerimento ainda nesta semana.
Fonte: Fonte: Cidade Verde / Gospel+
Via: Notícias Cristãs

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Eleições na Índia afetarão economia, educação e religião


ÍNDIA (22º) - O modelo de governo da Índia precisa passar por reformas para se tornar menos lento e mais eficiente, garantindo, com isso, que o país continue crescendo economicamente no ritmo atual.

Essa é a opinião de analistas ouvidos pela BBC Brasil. Para eles, no entanto, promover reformas dentro do complexo sistema político indiano pode ser um desafio difícil de ser vencido.

A democracia indiana é motivo de orgulho para a maioria da população. Há anos o país conviveu com o estigma de que uma democracia tão grande e diversa nunca funcionaria em uma região marcada pela presença regimes totalitários.

Entretanto, ao longo dos 62 anos que se passaram desde sua independência, a Índia passou por um período de apenas 21 meses de exceção democrática - nos anos 1970.

Para o economista-chefe do banco de investimentos Goldman Sachs, Jim O"Neill, criador do termo BRIC a comparação do desenvolvimento da Índia com a China, por exemplo, mostra as limitações do sistema indiano no que se refere à capacidade de adotar mudanças de política econômica.

"A Índia precisa manter sua democracia, mas também precisa encontrar uma maneira para fazer com que ela funcione de forma mais eficiente. É quase como se em determinados momentos a democracia indiana sufocasse a Índia", disse ele em entrevista à BBC Brasil.

Polarização

A política indiana foi historicamente dominada pelo Partido do Congresso Indiano, de figuras como Indira Gandhi e Jawaharlal Nehru. Entre 1998 e 2004, o nacionalista Bharatiya Janata Party (BJP), de oposição ao Partido do Congresso, governou o país. No nível federal, o Partido do Congresso e o BJP são as principais forças que polarizam a política da Índia.

No nível local, o sistema político indiano é muito mais complexo e reflete a diversidade étnica, cultural e religiosa do país. Os hindus formam 85% da população indiana, mas o país é uma miríade de culturas e religiões: sikhs, católicos, parsis, jainistas, budistas, entre outros. Além disso, a sociedade indiana é dividida em castas - que não se limitam mais apenas à religião hindu.

Desde os anos 80, partidos regionais que se apoiam em interesses de castas, religiões e línguas diferentes estão conquistando prefeituras e governos estaduais, diminuindo a influência do Partido do Congresso e do BJP. Cada Estado tem partidos diferentes e, para governar, os dois principais partidos nacionais precisam formar a maior coligação possível.

Pesquisas mostram que o Partido do Congresso e o BJP devem conquistar menos de 150 das 544 vagas no Parlamento nas próximas eleições gerais da Índia, em abril e maio - número muito inferior ao de 273 vagas necessárias para governar o país como maioria.

"O Partido do Congresso e o BJP estão perdendo a sua importância. O que estamos vendo são coalizões multipartidárias no nível nacional", afirma o historiador e escritor Ramachandra Guha, autor do livro "A Índia após Gandhi: a história da maior democracia do mundo".

"Esse fenômeno, por um lado, é um aprofundamento da democracia indiana. O fato é que os dois partidos nacionais não conseguem representar as aspirações diversas, e grupos e regiões inteiras que eram excluídas antes estão achando sua voz no processo político. Mas se você olha isso no nível nacional isso fica irracional, porque com 25 partidos diferentes formando um governo fica impossível ter qualquer política coerente de longo prazo em infra-estrutura, educação e saúde", afirma Guha

O especialista ressalta que algumas das características da democracia - como liberdade de expressão e eleições livres e justas - são fortes na Índia. Ele lembra, entretanto, que o funcionamento geral do Estado nas áreas de saúde, educação e infra-estrutura ainda é muito deficiente.

Educação

Por isso, reformas são vistas como chave para a Índia, sobretudo em áreas como educação - o acesso dos mais pobres a ela é considerado essencial para que um número cada vez maior de indianos seja incluído no crescimento econômico do país.

"A Índia precisa de reformas para continuar crescendo, sobretudo reformas que diminuam a disparidade de renda entre os diferentes setores da sociedade e regiões do país", afirma Evan Feigenbaum, analista do Council on Foreign Relations, instituto de pesquisas baseado em Nova York.

O perigo, segundo ele, é que o ritmo lento de algumas destas reformas ponha em xeque o desenvolvimento da Índia como potência.

O modelo de desenvolvimento escolhido pela Índia se baseia na aposta na expansão da economia e no fato de o país ter uma população de 1,3 bilhão. Combinados, esses dois fatores formariam um dos maiores mercados consumidores do mundo, consolidando a posição do país como potência num futuro próximo.

No entanto, não há garantias de que a Índia conseguirá manter até 2020 seu elevado índice de crescimento - 8% em média - sobretudo com o país dando sinais de que está sendo afetado pela crise econômica mundial. Para muitos analistas, o sucesso da Índia como potência dependerá de reformas de inclusão promovidas pelo governo e da velocidade com que a democracia conseguirá entregar essas reformas.

Fonte: BBC Brasil.com

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Três cristãos são proibidos de cultuar e podem ser presos


IRÃ (3º) - Após declarar três cristãos iranianos culpados por cooperar com “movimentos anti-governistas”, um tribunal em Shiraz ordenou que os cristãos encerrem suas atividades cristãs e parem de propagar sua fé.

Um tribunal islâmico revolucionário entregou uma sentença de prisão para Seyed Allaedin Hussein, Homayoon Shokouhi e Seyed Amir Hussein Bob-Annari. O juiz disse que iria reforçar a pena e julgá-los como “apóstatas”, ou como aqueles que deixam o islã, se eles violassem os termos de sua condicional – incluindo o contato de um com o outro.

Um novo código penal em consideração no Irã inclui um projeto de lei que pede pena de morte para a apostasia.

“O alerta dado a eles de que serão ‘presos e julgados como apóstatas’ se continuarem com as atividades cristãs é bem assustador”, disse um analista regional que pediu anonimato.

O tribunal revolucionário islâmico foi criado após a revolução de 1979 para perseguir os suspeitos de destituir o regime islâmico. Fontes afirmam que as ligações entre os acusados e essas organizações são tênues.

Os três homens foram presos em 11 de maio de 2008 no aeroporto de Shiraz, quando iam para um seminário cristão sobre casamento em Dubai. De acordo com uma reportagem da FCNN, os familiares dos três homens evitaram prestar queixas formais e concordaram com os termos de soltura, incluindo o pagamento de uma grande quantia. Os detalhes do termo são desconhecidos.

A condenação dos três convertidos dá continuidade a mais de 50 prisões de cristãos registradas somente em 2008. A recente repressão do governo inclui instituições cristãs que ministram na pequena comunidade étnica cristã.

Em 19 de março, Yonathan Betkolia, membro do parlamento assírio, anunciou que por uma ordem do tribunal revolucionário islâmico, uma igreja pentecostal em Tehran seria fechada porque oferece cultos na língua farsi, frequentados por convertidos do islã.

Estima-se que o número de cristãos assírios no país está entre 10.000 e 20.000, e cristãos armênios no Irã estão entre 110.000 e 300.000.

“O fechamento dessa igreja é claramente uma violação dos direitos humanos, porque o direito de mudar de religião e o direito de expressão estão sendo atingidos pelo partido revolucionário islâmico.”

Tradução: Deborah Stafussi

Fonte: Compass Direct

segunda-feira, 30 de março de 2009

Novo templo é inaugurado em Nachij, Chiapas

MÉXICO (*) - No dia 15 de março de 2009, os cristãos celebraram o fim da construção de seu novo templo em Nachij, Chiapas. Agora, eles podem voltar a cultuar.

A festa de inauguração do novo templo começou às 9:30h e terminou às 13h. Muitos cristãos de diversas comunidades participaram da festa, incluindo convertidos de Pets-Toj, Paste, Vochoj-vo Alto, e de outros municípios como Chamula, Chiapa de Corzo e San Cristobal.

A nova igreja é grande, há lugar para quase 500 pessoas. Normalmente não há tantos membros em Nachij, mas a oração é para que cresçam e convidem cristãos de cidades vizinhas para cultuarem juntos. O pastor Antonio disse: “Temos um grande desafio de pregar o evangelho para as pessoas que não conhecem as Boas Novas. Sei que Deus nos ajudará a fazer isso e cumprir a Grande Comissão”.

Um dos pastores que estava na reunião era Manuel “San Juan”. Ele relembrou quando era um cacique em San Juan Chamula: “Quando eu era um cacique, eu matava os cristãos; eu expulsei muitos deles porque os odiava. A vida dessas pessoas mudava quando conheciam a Cristo e eu não compreendia isso. Um dia, fiquei doente, e os remédios comuns não puderam restaurar minha saúde. Um cristão me disse que Jesus poderia me curar, e eu acreditei nele. Então, aceitei Jesus e me comprometi. Depois disso, os outros caciques começaram a me perseguir. É muito difícil quando somos perseguidos, mas posso dizer, por experiência que Deus nos mostra seu poder. Agora em Chamula temos muitas igrejas, onde muitos cristãos adoram a Deus. Eu sempre tive esse sonho, e agora posso vê-lo se tornando realidade, porque estamos regozijantes com esse novo templo.”

Após esse testemunho, outros pastores falaram sobre a construção e a coragem necessária para enfrentar a perseguição. Em muitas comunidades, continuamos a enfrentar intolerância religiosa. O pastor Antonio agradeceu: “Obrigado a todos os cristãos estrangeiros que nos ajudaram a construir essa igreja através de sua doação. Essa é resposta de Deus para as orações que fazemos há anos. Muito, muito obrigado”.

Tradução: Texto traduzido pela fonte

Missão Portas Abertas

“Passem ao Pantanal e ajudem-nos”

A convocação é do coordenador de um projeto de assistência cristã aos ribeirinhos do Pantanal, coordenado pela associação de igrejas da região, vinculada à Convenção Batista do Mato Grosso do Sul, que ganhou destaque em foto do barco PantaVida logo nas primeiras páginas do anuário "Mato Grosso em Números 2008", que acabou de ser lançado, em Cuiabá, pela Secretaria de Estado de Planejamento do Governo do Mato Grosso.

O barco Pantavida leva assistência médica e odontológica, além de distribuir gratuitamente filtros de água, roupas e alimentos, sem deixar de ensinar a Bíblia para a população que vive às margens dos rios desta que é uma das regiões mais lindas e visitadas do Brasil.

Segundo o pastor Carlos Alberto da Silva, responsável pelos barcos Pantavida I e II na evangelização da população ribeirinha em Corumbá, é preciso atentar para "a realidade, principalmente espiritual, dos povos que vivem nesta vasta extensão criada por Deus. São centenas de vidas que nascem, crescem e morrem sem aprender nada sobre o “Plano da Salvação”; são vidas que, na sua grande maioria vivem abaixo da linha da pobreza, em condições sub-humanas, sem estudo, sem emprego, sem higiene básica, sem medicamentos, e tantas outras privações que a maioria de nós nunca experimentou. Quando me deparo com esta realidade, preocupa-me o quanto ainda há por fazer a fim de cumprirmos o “IDE” de Jesus".

Se você quer ajudar este projeto ou mesmo se envolver mais diretamente, através de uma viagem missionária, entre em contato por email com o pastor Carlos Alberto, responsável pelo Pantavida.

Leia mais sobre o projeto missinário no Pantanal.
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