Leia diariamente as mensagens aqui expostas, além de notícias em geral.

domingo, 3 de agosto de 2008

Deserto a Escola de Deus

Quem nunca passou pelo deserto? Quem nunca passou por tamanha tribulação que achou que não iria suportar? Muitas vezes eu escutei que o deserto é a escola de Deus, mas não tinha percebido a profundidade dessa frase, para mim era mais uma daquelas frases de impacto mencionadas por alguns pastores, mas um dia desses o espírito santo de Deus me mostrou a excelência dessa frase, e é o que eu quero partilhar com vocês neste texto.
Todos nós sabemos o que é um deserto; é um lugar árido, seco, com perigos iminentes, sem água, sem sustento, solitário, que tem temperaturas extremas de dia e a noite um frio terrível; o deserto simboliza as nossas provas, nossos temores, simboliza aquele vale o qual disse Davi em um de seus salmos: ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte não temeria mal algum porque Tu estás comigo (Sl 23:4).
O deserto é um lugar difícil de passar, não é mesmo? Mas todos têm que passar. Como assim todos têm que passar? Bom, vou lhes mostrar dentro da bíblia alguns exemplos:
Abraão passou pelo deserto quando seguia para o monte Moriá, levando seu único filho, o filho da promessa, o qual Deus havia dado. Imagine a dor de caminhar para o local onde você com suas próprias mãos mataria seu filho por ordem de Deus, nós sabemos claramente que Deus não aceita sacrifício de humanos, mas que Ele resolveu testar Abraão, que cumpriu e executou todas as ordens de Deus sem reclamar, quem pode imaginar a dor quando perguntou Isaque a seu pai “temos a lenha e o fogo, mas onde está o cordeiro?” E Abraão disse: “ Deus proverá o cordeiro”, Abraão tinha fé, acreditava em Deus, e sabia que ele tinha poder de ressuscitar seu filho mesmo se ele fosse sacrificado, e por isso Abraão é chamado pai de fé, pois creu em Deus e foi além do racional, se entregou a Deus adentrou no deserto e teve a vitória, sendo chamado como aquele que era amigo de Deus.
Moisés, criado entre os mais poderosos do Egito, sendo chamado de filho de Faraó teve que fazer escola no deserto por quarenta anos antes de liderar o povo de Deus, um homem criado no meio das regalias, das luxúrias, das honras, de todas as riquezas em meio ao que havia de melhor foi então trabalhar como pastor de ovelhas no deserto, até que Deus lhe falou em meio a sarça ardente que não se consumia, e ele voltou para resgatar seu povo.
João Batista, aquele o qual disse o profeta Isaías “Voz do que clama no deserto, preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas”. (Is 40:3), apareceu para pregar o evangelho do arrependimento no deserto, anunciando a vinda do nosso salvador, e é interessante perceber que os que se arrependiam se arrependiam no deserto, não em suas casas ou nas suas cidades, mas quando passavam pelo deserto é que se arrependiam de seus pecados, quantos não são assim, hoje, temos que passar pelo deserto para nos arrependermos.Vemos também que Jesus foi ao encontro de João e por ele foi batizado, no deserto.
Jesus antes de começar sua obra missionária e salvadora do mundo também passou pelo deserto logo após ser Batizado por João, e ficou sem comer por 40 dias e 40 noites, onde diz a bíblia que teve fome, e quando ele estava fragilizado apareceu Satanás para tentá-lo, note que o inimigo o tentou três vezes, não foi uma nem duas, mesmo sabendo que falava com o filho de Deus tentou-o a desistir, mas Jesus foi sábio e fiel e pôs o diabo para correr. Outro fato interessante é que o inimigo usou a própria escritura para tentar a Jesus Cristo, o que nos mostra que ele muitas vezes para nos enganar usa a própria bíblia mas usando um sentido diferente do que ela diz. Jesus, ainda,quando soube da morte de João Batista se dirigiu ao deserto, e desta vez foi seguido por uma grande multidão que ficou com ele e o ouviu, e Jesus mesmo estando triste pela morte de João os curou, por fim a tarde já havia chegado e eles ainda não tinham o que comer e se Jesus os despedissem assim iriam desfalecer pelo caminho, foi quando Jesus fez o primeiro milagre da multiplicação, no deserto.
Notamos que todos nós temos que passar pelo deserto, alguns passam mais de uma vez, o deserto é a escola de Deus para quebrantar, ensinar, fortalecer, curar e fazer milagre, é no deserto que de Deus prova sua fé assim como fez com Abraão, é no deserto quando os outros não podem nos ajudar, quando tudo parece perdido que você deposita sua confiança em Deus, e espera nEle, e somente nEle espera uma solução, é onde Deus prova o grau de sua fé nas promessas que Ele te fez. É no deserto que Deus nos leva depois que andamos no meio da luxúria, da glória e da riqueza assim como foi com Moisés e ali ele nos ensina a sermos humildes, ali Ele nos ensina a trabalhar com as ovelhas, que são as pessoas que dependem da palavra de Deus e ali é que Ele fala conosco. No deserto que nos arrependemos de nossos pecados, como foi com as pessoas batizadas por João Batista, é no deserto no meio das provas e aflições que nos arrependemos dos males que fizemos,é no deserto que enxergamos o quanto somos pequenos, o quanto Deus é bom para conosco, pois quando estamos em um lugar confortável nos esquecemos de Deus, precisamos descer ao deserto para nos arrependermos e então nascer de novo para Deus. Assim como Jesus, é no deserto que somos tentados pelo inimigo de nossas almas, é aonde o Diabo vem de todos os modos nos afligir, usando até mesmo a palavra de Deus para tentar nos fazer cair, e justamente no momento que estamos mais fracos, mas assim como fez Jesus é no deserto que podemos dizer a ele: Vai-te pois somente há um Deus, o SENHOR nosso Deus serviremos. Jesus quando soube que João Batista havia morrido foi para o deserto, quantos de nós estamos agora no deserto devido há um acontecimento terrível, que nos trouxe até este vale, mas assim como Jesus podemos ajudar aqueles que nos seguem, Jesus curou e ensinou os enfermos naquele deserto, e é no deserto quando estamos passando pelas nossas tribulações que aparece a chance de ajudar as outras pessoas. É no deserto também que podemos contemplar os milagres de Deus, milagres que não podemos ver se não estamos passando pelo vale, somente quando estamos em meio ao deserto é que podemos enxergar como Deus é poderoso, e onde entregamos verdadeiramente nossa vida a Ele, quando estamos no deserto podemos ver a compaixão de Deus em nossas vidas e os seus milagres. Podemos ver que Deus nos ama
Quantos neste momento não estão passando pelo deserto, ou ainda irão passar por ele, temos que ter ciência de que Deus opera em meio ao impossível, que o deserto, que simboliza as provações, é o meio dEle nos ensinar, de nos dizer que nos ama, de nos ensinar a sermos forte, Deus quer servos e servas fiéis, fortes, mas contritos e quebrantados de coração, que têm a vida inteiramente entregue a Deus.
Porém há um segrego, quanto maior o deserto na sua vida maior a sua vitória, quanto maior as provas, maior o plano de Deus para você, glorifique a Deus no deserto dos seus problemas, de glória ao seu nome, exalte, exulte, confie e creia, anime-se poir ele quer te dar a vitória, não deixe que o inimigo com falsas acusações e falsas palavras venha te afastar de Deus, Deus te ama pois Deus só prova aqueles que ele quer aprovar.
Home / artigos / 21/07/2008 03:24:54 / Deserto a Escola de Deus /
publicado por anderson.07 na(s) seção(ões) Vida Cristã em 21 de Julho de 2008 às 03:24:54


sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Amal conta como foi atraída pelo modo de viver de um cristão

MUNDO MUÇULMANO - De várias maneiras muçulmanos estão vindo para Cristo no Oriente Médio. Alguns têm sonhos e visões de luzes brilhantes, de pessoas vestidas de branco, ou, em alguns casos, do próprio Senhor Jesus. Outros começam a comparar a Bíblia e o Alcorão e se encontram muito mais atraídos pela Palavra de Deus. Outras pessoas se aproximam do cristianismo pelo exemplo e vida de cristãos comprometidos. As maneiras do Senhor são, às vezes, imprevisíveis, mas Ele encontrará seu povo. De fato, pessoas estão vindo a Cristo no Oriente Médio, e o Senhor está trabalhando em uma nova igreja, como nas vidas de Hani e Amal.
Confira abaixo um breve testemunho de Amal:“O professor de esportes da minha escola era aberto e sincero. Fui atraída a ele por seu modo de viver como ser humano, não por um futuro relacionamento. Ele tinha alguma coisa que eu não havia visto na vida de meus pais ou irmãos. Existia nele alguma coisa que eu não compreendia, então comecei a perguntar a ele sobre isso, de uma maneira muito cautelosa. Quando ele percebeu meu interesse em religião e no cristianismo, me deu uma pequena Bíblia para ler e isso me abriu os olhos...” Amal entrou em contato com o cristianismo através de seu professor de esportes. O comportamento dele e respeito em relação a garotas e mulheres era completamente diferente do que ela já havia presenciado antes. Esta jovem muçulmana estava em busca da verdade, de honestidade e confiança para sua vida. “O professor se referiu à cruz para mim, me deu uma Bíblia secretamente, que comecei a ler e estudar imediatamente. Ele também me apontou programas de rádio como boas maneiras de fazer estudos bíblicos, já que ele não poderia fazê-lo comigo.” “Foi então que comecei ouvindo os programas de rádio por três meses. Então decidi me tornar cristã e seguir Cristo, mas como eu poderia fazer isso? Olhei para um prédio com uma cruz, do outro lado da minha cidade, e cuidadosamente comecei a visitar essa igreja, sem o véu e sem ser reconhecida pelas pessoas”.Nota da PA: Ser muçulmano vai muito além da questão religiosa.Trata-se de uma identidade cultural, que reúne um amplo sistema de valores responsáveis por regular a vida das famílias, suas condutas e no caso de alguns países, até governos . Deixar de ser muçulmano implica em renunciar a todo um conjunto de valores sociais, inclusive a renúncia da identidade familiar. Por isso, muitos ex-muçulmanos acabam privados do convívio de seus familiares, são perseguidos, às vezes mortos. Esse é hoje o principal desafio da modernidade. É entre eles que assistimos hoje a uma das piores perseguições por causa da fé de todos os tempos.
Tradução: Luis Felipe Carrijo Silva
Missão Portas Abertas

quarta-feira, 30 de julho de 2008

China manterá censura à Internet durante Olimpíada

Porta-voz dos Jogos Olímpicos, Sun Weide confirmou na manhã desta quarta-feira, em Pequim, que a China manterá a censura de parte do conteúdo da Internet disponível para os jornalistas durante o evento. Páginas da web como a do movimento espiritual Falugong, proibida no país-sede da competição, não poderão ser acessadas. "Ofereceremos um acesso à Internet suficiente para o trabalho dos jornalistas", prometeu Weide. Das páginas vetadas, incluem-se as pró-Tibete, de alguns jornais de Hong Kong e páginas do Wikipédia com conteúdos considerados "inconvenientes" ao governo chinês. O porta-voz dos Jogos não quis especificar quais outros sites que não poderão ser acessados. O anúncio surgiu um dia após o Comitê Olímpico Internacional (COI) prometer investigar a possibilidade de haver censura na Internet em solo chinês, diante da reclamação de vários profissionais que trabalham nos Jogos. No dia 1º de abril deste ano, o COI saiu de um encontro com os organizadores dos Jogos de Pequim garantindo que tinha a palavra dos chineses de que o acesso a todo conteúdo na Internet seria livre para os jornalistas. Nesta quarta, alguns jornalistas reclamaram de problemas para acessar jornais pela Internet, como o britânico BBC e o alemão Deustche Welle. "Prometemos que os jornalistas poderiam usar a Internet para trabalhar durante os Jogos e acreditamos que temos dado o acesso suficiente para isso", afirmou Weide, dando a entender que é o governo chinês quem tem o poder de avaliar o que é "suficiente". O jornalista Peter Simpson, do South China Morning Post, de Hong Kong, questionou o porta-voz dos Jogos durante uma conferencia e acabou ignorado por Weide, que foi direto: "qual é a próxima pergunta?" Consultado por um jornalista francês sobre a impossibilidade de acessar o site da Anistia Internacional, organização de direitos humanos que denunciou recentemente a prática de trabalho forçado na China, o porta-voz assegurou desconhecer a denúncia e evitou se referir ao tema.A polêmica cresceu com a aproximação dos Jogos devido à dificuldade dos jornalistas que tiveram a promessa de acessar a tudo e não conseguiram. De qualquer maneira, o povo chinês já sofre com censura na web, visto que o país adota há anos medidas de restrição ao acesso à Internet. Olimpíada no Terra: ao vivo e exclusivoOs Jogos de Pequim serão realizados de 6 a 24 de agosto. O Terra irá transmitir ao vivo e com exclusividade a competição em 13 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários terão a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso será gratuito. Os internautas terão um importante papel no site especial do Terra, que será totalmente construído a partir do conteúdo gerado pelo usuários. Na área Fanzone, o usuário poderá ser o comentarista, gravar vídeos com sua câmera e compartilhá-los com a audiência do Terra. O internauta já pode enviar vídeos, fotos e textos para os atletas e as equipes. Clique e participe. Os vídeos estarão disponíveis a partir do dia 6.
Fonte: Terra

O sofrimento dos cristãos de Chakma

BANGLADESH (48º) - Das 13 tribos de Bangladesh, Chakma é considerada a maior. Quando os ingleses deixaram a Índia em 1947, a população de Chakma em Chittagong Hill Tracts esperava se tornar parte da Índia. A maioria deles era budista, por isso, os chakmas se consideravam mais hindus pertencentes à Índia do que muçulmanos do leste do Paquistão (atual Bangladesh). Hoje, a população de Chakma está dispersa em áreas montanhosas isoladas. Eles lutam pela independência de suas próprias terras de cultivo, já que a maioria dos habitantes são fazendeiros.
O ressentimento crescente do povo de Chakma contra o governo de Bangladesh tem resultado em conflitos étnicos, deixando muitos em situações de indigência ou em condições de refugiados. As dificuldades que enfrentam cresceram ainda mais quando eles se tornaram cristãos. Durante os primeiros quatro meses de 2008, três incidentes isolados envolvendo os cristãos de Chakma aconteceram nos distritos de Khagrachari e Rangamati, Chittagong Hill Tracts, no sul de Bangladesh. Apesar de não ser confirmado que os incidentes tivessem motivações religiosas, os cristãos de Chakma foram presos sem mandados, tirados à força de suas terras e pegos no fogo cruzado dos conflitos religiosos. A Missão Portas Abertas pede a todos os cristãos do mundo que orem pelos crentes de Chakma. Incursão contra os cristãosCerca de 108 famílias cristãs vivem há muitos anos em Upor Betchari, distrito de Khagrachari, e são maioria na região. Todas as sextas-feiras, os moradores de Upor Betchari alugam um transporte local, chader ghari, para descer as montanhas e ir ao supermercado da cidade comprar mantimentos. Mas o dia 11 de abril de 2008, durante a madrugada, soldados foram à Upor Betchari, guiados pelo condutor de um chader ghari capturado, e prenderam alguns cristãos que dormiam, acusando-os de serem rebeldes e terroristas. Os cristãos foram levados a um acampamento do Exército a quilômetros de distância. Alguns dos prisioneiros já foram libertados, no entanto, três cristãos permanecem sob a custódia do exército na prisão do distrito de Khagrachari: Ronjon (52), Pinto (22) e Ramendra (42). Foi reportado à Missão Portas Abertas que os três crentes têm sofrido agressões físicas na prisão. Ronjon, Pinto e Ramendra são os únicos provedores de sustento de suas respectivas famílias. Na aldeia de Hatambanala, distrito de Khagrachari, cerca de 200 muçulmanos bengaleses tomaram 150 acres das terras de 25 famílias cristãs Chakma, que viveram na região por séculos. A aldeia era predominantemente cristã até a chegada dos bengaleses. Ameaças, acusações e conflitosDesde então, muitos cristãos perderam seus empregos e muito do estoque de seus alimentos. Eles têm medo de enfrentar os muçulmanos, responsáveis pelo roubo de seus suprimentos, porque têm sido ameaçados. Em uma ocasião, alguns cristãos tentaram desmatar árvores em busca de novas terras, mas foram impedidos por muçulmanos. Quando a situação se tornou insustentável, muitas famílias cristãs deixaram suas casas e se refugiaram no meio das florestas. Os cristãos perderam não apenas suas casas para os muçulmanos, mas também seu lugar de adoração, a Igreja Batista de Hatambanala, quando em março, homens não identificados puseram fogo no templo, na tentativa de tomar as terras da igreja. A polícia investigou o incidente, mas ninguém foi preso. Casas queimadasNo dia 20 de abril de 2008, 65 casas pertencentes ao povo de Chakma foram queimadas em Baghaichhari, no distrito de Rangamati. Oito delas pertenciam a famílias cristãs. Uma igreja na aldeia de Gangarammukh foi completamente destruída. O incidente foi um resultado de conflitos religiosos entre a tribo de Chakma e os muçulmanos de Bengala. O incêndio das casas de Chakma foi atribuído ao Exército, sob o pretexto de ter sido realizado por causa de um projeto do governo que iria construir 153 novas casas. Até o momento, as oito famílias cristãs de Chakma são refugiadas em seu próprio país, sofrendo com a falta de comida e de outras necessidades básicas. Ore por elas.
Tradução: Dandara Narimatsu
Missão Portas Abertas

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Ore pelo caso das meninas Saba e Aneela Masih

PAQUISTÃO (15º) - Está marcada para amanhã, 29 de julho, uma audiência para o caso das meninas Saba Masih, 13 anos, e Aneela Masih, 10 anos, que estão em poder de muçulmanos no Paquistão. Elas declararam em uma audiência no tribunal que se converteram ao islamismo. Os pais delas, cristãos, dizem que elas estão sendo ameaçadas de morte e foram seqüestradas. O juiz local entregou a guarda legal delas a um muçulmano (relembre o caso). Os pais nem puderam conversar com as filhas na última audiência.
Os pais de Saba e Aneela pedem orações para que a Justiça seja feita nesse caso. Eles lembram que no dia 26 de junho as duas foram visitar um tio e nunca mais voltaram. Eles suspeitam que elas tenham sofrido abusos sexuais e que tenham confessado ao tribunal que se converteram ao islamismo por medo de represálias. Questão de idadeNo pouco tempo que estiveram longe de casa, desde 26 de junho, muita coisa aconteceu. Saba Masih foi casada com o muçulmano Amjad Ali. Mas pela lei paquistanesa uma mulher só pode se casar sem a aprovação dos guardiães legais aos 16 anos. O que estará em questão agora é a idade real delas, o que pode modificar completamente o caso. Na última audiência, os pais das meninas levaram documentos de escola e certidões para atestar a idade delas, mas o juiz nem quis recebê-los. Saba tem 13 anos, segundo os pais, mas Muhammad Arif Bajwa, o suposto seqüestrador que pediu e ganhou a guardas das meninas alegando que elas agora são muçulmanas, sustenta que Saba tem 17 anos e já é uma mulher casada com um muçulmano. Se o Tribunal de Lahore decidir que Saba tem 13 anos, o casamento dela com o muçulmano poderá ser cancelado e ela poderá voltar para casa. Pedido de oração: Ore para que o caso delas ganhe repercussão internacional e para que o juiz seja pressionado a agir de forma justa. Casos como esse têm aumentado no Paquistão porque a comunidade cristã é freqüentemente discriminada pelas autoridades e ficam sem ter a quem recorrer. Mas nós temos um Deus que pode mudar todas as coisas. Se você crê nisso, faça parte desse mover de oração!
Tradução: Tsuli Narimatsu
Fonte: Compass Direct

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Atletas em Pequim terão espaço para prática religiosa na Vila Olímpica

Cinco áreas específicas para serviços religiosos integram a Vila Olímpica que abrigará atletas de mais de 200 países em Pequim, durante as Olimpíadas. Os espaços são destinados às religiões com maior número de praticantes do mundo: cristianismo, budismo, islamismo, judaísmo e hinduismo. O espaço do hinduísmo, chamado de “Sala Tranqüila”, também será destinado às religiões minoritárias. A ação reconhece a diversidade existente ao redor do mundo e permite que atletas e integrantes de comissões técnicas mantenham seus ritos e cultos religiosos, além da comunhão com integrantes da mesma religião de outros países. A organização também disponibilizará um centro religioso, com sacerdotes e voluntários de diversas crenças, que prestarão apoio espiritual aos atletas, inclusive orientações sobre o preparo de alimentos para membros de religiões que restringem determinados tipos de alimentação. Os atletas terão à disposição comida oriental e ocidental 24 horas por dia, preparadas por mais de dois mil cozinheiros. A Vila Olímpica situa-se em uma área de 66 hectares e está pronta para receber os 16 mil atletas participantes dos jogos. A inauguração ocorre no dia 27 de julho. As Olimpíadas iniciam no dia 8 de agosto e terá os últimos eventos no dia 24.

Líder cristão é acusado de "destruir a harmonia dos jogos"


CHINA (10º) - Um líder de uma igreja doméstica não-registrada na China foi retirado à força de sua casa, juntamente com sua esposa. De acordo com a Associação de Ajuda à China (CAA, sigla em inglês), o casal tem sido perseguido pelas autoridades chinesas desde o dia 6 de julho. A única explicação dada pelas autoridades a respeito do tratamento dado é a de que “ao se encontrar com americanos, o pastor destruiu a harmonia dos Jogos Olímpicos de Pequim”. Conforme informou a CAA no dia 18 de julho, Bike Zhang, presidente da Federação de Igrejas Domésticas, e sua esposa, Xie Fenglan, foram forçados, pelos oficiais da Agência de Segurança Pública, a deixarem sua casa no distrito de Chaoyang, em Pequim. Ao descobrir que o casal havia encontrado abrigo na casa de um amigo, as autoridades os forçaram a deixar o lugar.
O dono de um hotel em outro distrito no qual o casal conseguiu se abrigar foi forçado a despejar o pastor e a esposa no dia 14 de julho. Os sficiais da Agência de Segurança da cidade ameaçaram prender o dono do hotel caso ele não despejasse o casal. Desalojamento forçado O pastor Zhang e sua esposa foram parados por policiais quando tentavam ir para outra cidade procurar um lugar para ficar. A CAA informou que eles foram levados para interrogatório no MInistério do Governo da cidade. O casal foi interrogado durante toda noite pelos policiais, sem comer, beber ou descansar. Às 6:00 horas, Xie Fenglan teve um colapso, porém só foi levada ao hospital depois das 11:00 da manhã. Após ela se restabelecer o suficiente para poder viajar, o casal foi liberado e seguiu para um hotel, onde novamente foram intimados e forçados a deixar a cidade. O pastor Zhang conseguiu alojar-se num hotel após levar sua esposa até a casa da irmã, em outra província, depois que a polícia impediu várias tentativas do casal na busca de um abrigo. No dia 16 de julho, enquanto saiu para comprar remédios para sua esposa, Zhang foi seguido por policiais e Xia foi forçada a deixar a casa de sua irmã. Vivendo nas ruasA última notícia recebida sobre o paradeiro do casal foi a de que Zhang e sua esposa estavam vivendo nas ruas, impossibilitados de encontrar abrigo. Quando perguntaram por que o casal estava sendo tratado dessa maneira, a CAA obteve como resposta que “Bike Zhang se encontrou com americanos e destruiu a harmonia dos Jogos Olímpicos de Pequim”. “O tratamento rude dado a um líder tão respeitado e amado da igreja doméstica da China, é chocante e também uma clara violação dos direitos humanos básicos e dos domínios da lei”, disse o presidente da CAA, Bob Fu, em uma declaração. “O governo chinês não tem mostrado remorso ou discrição ao transgredir as Nações Unidas e os tratados internacionais que garantem aos cidadãos liberdades humanas básicas, assim como abrigo e proteção”, disse ele. “As ações contra o pastor Bike Zhang e sua esposa são injustas e ilegais”, continua a declaração. “Esse tipo de comportamento... é reflexo de uma ditadura sem nenhuma consideração ao bem-estar dos cidadãos e não de um líder mundial merecedor da honra ser o país sede dos Jogos Olímpicos”. O caso Shi WeihanShi Weihan, outro chinês protestante, foi mantido sob custódia pela Agência Municipal de Segurança Pública de Pequim. A alegação é a de que ele é um “perigoso elemento religioso”. Shi Weihan é casado e tem duas filhas pequenas, sendo uma delas cidadã americana. Ele, um editor cristão, foi preso pela primeira vez em novembro de 2007 por “prática de negócios ilegais”, mas foi libertado em janeiro de 2008 depois de as autoridades determinarem que não havia provas suficientes para sustentar a acusação. No dia 19 de março, ele foi preso novamente, dessa vez por supostamente ter imprimido Bíblias e literatura cristã não autorizada (leia mais). “Apesar de ter prendido o Sr. Shi por um tempo maior do que o legalmente permitido, não ter apresentado acusações formais ou uma declaração judicial, a Agência de Segurança Pública ainda se recusa a autorizar a visita da família ou de advogados”, disse o porta-voz da CAA. “Exigindo uma investigação avançada naquilo que eles chamam de “caso complexo”, o governo obteve sucesso em aprisionar o dono de uma livraria cristã, registrada legalmente, em uma localização não divulgada, e sem dar qualquer garantia de que ele está recebendo seu remédio de diabetes.” A CAA “encoraja a comunidade internacional e todos aqueles que estejam preocupados a divulgar sua objeção a esses atos ao governo chinês”, disse Bob Fu. Tradução:
Maria Laura Liboni
Fonte: China Aid Association

terça-feira, 22 de julho de 2008

Bíblia mais antiga diponível na web

Versão mais antiga do livro mais conhecido no mundo ganha espaço na internet.De acordo com a Universidade de Leipzig, na Alemanha, a partir de quinta-feira, 24/07, cópias mais antigas da Bíblia, escrita em grego há mais de 1.600 anos, vão estar acessíveis. Tudo porque nesta semana, partes da Codex Sinaiticus, que contém o Novo Testamento mais velho e completo, estarão disponíveis na web. Imagens em alta resolução do Evangelho de Marcos, diversos livros do Velho Testamento e observações dos trabalhos feitos ao longo de séculos estarão no site www.codex-sinaiticus.net. A publicação online do Codex permitirá que qualquer um estude uma peça "fundamental" para os cristãos. Alguns textos estarão disponíveis com traduções em inglês e alemão', afirmou Ulrich Johannes Schneider, diretor da Biblioteca da Universidade de Leipzig. Especialistas acreditam que o documento, aproximadamente do ano 350, possa ser a cópia mais antiga da Bíblia, junto com o Codex Vaticanus outra versão antiga do livro. "Acho que é fantástico que graças à tecnologia agora podemos tornar acessíveis os artefatos culturais mais antigos - aqueles que de tão preciosos não poderiam ser vistos por ninguém - numa qualidade realmente alta", explicou Schneider. Fonte: Elnet

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Conferência inter-religiosa convida a ONU a integrar o diálogo

INTERNACIONAL - Terminou na sexta-feira (18), em Madri, na Espanha, a Conferência Mundial para o Diálogo Inter-religioso promovida pelo rei da Arábia Saudita, Abdallah Bin Abdulaziz Al Saud. Cerca de 300 expoentes religiosos provenientes do cristianismo, judaísmo, islamismo, entre outras religiões, participaram do encontro e elaboraram um documento final. Nele, eles afirmam que o diálogo inter-religioso é essencial para o futuro do mundo e que é oportuno que encontros como esse se realizem periodicamente. No documento, que foi também enviado às Nações Unidas, os participantes criticam os teóricos do confronto de civilizações e as tentativas de alimentar as divergências entre culturas diferentes que impedem a realização da paz e da coexistência pacífica.A conferência recebeu a adesão da Santa Sé, por meio do presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, cardeal Jean-Louis Tauran, e do Grão Rabinato de Israel. Convite à ONU Os participantes convidam a ONU a apoiar tal documento a fim de promover o diálogo e o conhecimento recíproco entre os expoentes de várias religiões, civilizações e culturas através da criação de uma sessão dedicada ao diálogo. Além disso, a declaração afirma que o terrorismo é um dos principais obstáculos ao diálogo e à convivência. Os participantes do congresso concordaram com a idéia de que é preciso criar um grupo de especialistas que se encarregue de analisar os problemas que impedem o diálogo e indicar caminhos para solucioná-los. O cardeal Tauran partilhou com os presentes suas considerações e reiterou que a liberdade religiosa possibilita aos fiéis participar ativamente no diálogo público mediante responsabilidades sociais, políticas e culturais. Ele afirmou ainda que é preciso promover o conhecimento recíproco, encorajar o estudo das religiões de maneira objetiva e formar as pessoas ao diálogo inter-religioso.
Fonte: Zenit

domingo, 20 de julho de 2008

Ahmad Batebi conta como o Irã trata seus dissidentes

IRÃ (3º) - O iraniano Ahmad Batebi atingiu a fama em 17 de julho de 1999, ao aparecer na capa da revista "The Economist" segurando a camiseta ensangüentada de um colega manifestante – uma imagem que ele viu pela primeira vez no dia em que um juiz iraniano lhe deu uma bofetada e disse: “Você assinou sua própria sentença de morte.” Depois de uma década de combates políticos, oito anos em prisões iranianas, torturado e duas vezes levado à forca e enrolado à corda, Ahmad Batebi escapou e decidiu abandonar o Irã para um exílio incerto.
Atualmente, exilado nos Estados Unidos desde 24 de junho, e após várias longas entrevistas para publicações como a “The Economist” e o “The New York Times”, Ahmad Batebi ofereceu uma visão incomum do Irã sob o comando de religiosos islâmicos que impõem um regime de opressão, controle e tortura sobre os seus próprios cidadãos e que nos dá uma boa idéia do que a minoria cristã tem enfrentado nesse país. Qualquer pessoa que se opõe ao regime islâmico está sujeita a passar o que este homem passou. Acompanhe os momentos mais marcantes:A primeira execução que assistiuO desprezo de Ahmad Batebi pelo regime começou quando tinha nove anos, quando testemunhou um apedrejamento fatal. Depois da revolução islâmica de 1979, seu pai, burocrata aduaneiro que perdeu a popularidade com o regime do xá, se recusou a participar das Guardas Revolucionárias. Sua mãe, professora primária, ensinou a ele e a seus irmãos mais novos um islã leve, baseado na regra de ouro, que tinha pouco em comum com a teologia hostil dos aiatolás. Seu próprio despertar começou na quarta série, quando seu professor, farto das distorções de um livro didático oficial de história, explodiu: “Vão lá fora e leiam outras coisas para tentar chegar à verdade”. “O professor provavelmente nem se lembra”, disse Batebi. “Mas ele mudou o curso da minha vida.” Despertando para a verdadeAlgumas semanas depois, foi o apedrejamento. Apesar de sua mãe ter proibido, ele fugiu de casa para ver a comoção perto da escola. Ele viu um homem, acusado de adultério, enterrado até a cintura, sua cabeça coberta com um saco que ia ficando vermelho à medida que os Guardas Revolucionários arremessavam blocos de concreto. Um mulá que estava em cima de um muro dava as ordens, e uma multidão ambivalente de vizinhos observava. “Fiquei extremamente chocado”, ele se lembra. “Minhas mãos e minhas pernas tremiam”. Mais tarde, Ahmad passou a ter pesadelos. Anos depois, ele presenciaria enforcamentos públicos e mutilações. “Mas nada teve o impacto do apedrejamento”, ele disse. “Pensei: isso não pode ser o islã.” Na Universidade de Teerã, nos anos de 1990, Ahmad Batebi abraçou os estudos de fotojornalismo e fez cerca de 20 curtas com temas existencialistas, geralmente com sua própria guitarra como trilha sonora. Ele também participou de protestos estudantis e foi preso por três vezes.
A passeata e a foto que circulou pelo mundoOs protestos explodiram em 1999 no que ficaria conhecido como 18 Tir, como 8 de julho é chamado no calendário iraniano. Ahmad Batebi, ocupado com seu filme-tese sobre dependência de drogas, tropeçou nos manifestantes e se juntou a eles. Quando a polícia disparou contra a multidão, uma bala atingiu um jovem próximo a Batebi, que rasgou a camisa do estudante para tentar estancar o sangue. Depois de carregar o rapaz ferido para uma clínica improvisada, ele segurava a camisa para alertar os demais estudantes sobre o perigo de marchar em público. Um fotógrafo registrou o momento. Ahmad Batebi já estava na prisão quando a "The Economist" publicou a foto, colocando-o num perigo ainda maior. Quando o juiz que ouvia o caso lhe mostrou a revista, ele reagiu com um misto de medo e orgulho. “Primeiro, fiquei chocado e com medo”, disse. “Mas então pensei que mesmo que eles me matassem, já tinha dado um grande golpe no regime. Se aquela revista não publicasse, outras a fariam.” Dias na prisãoAhmad Batebi passou 17 meses de confinamento na solitária, incluindo sucessivas torturas por interrogadores que o obrigavam a dizer na televisão que a famosa camiseta estava manchada de tinta ou sangue de animal para sustentar a tese de "armação". Seus carcereiros o espancavam com um cabo de metal, batiam em seus testículos e chutavam seus dentes, ele contou. Eles seguravam a cabeça de Ahmad Batebi em uma poça de excrementos. Depois amarravam seus braços atrás das costas e o penduravam no teto. Outras vezes, o amarravam em uma cadeira, depois o mantinham acordado noite após noite, ferindo-o e esfregando sal nas feridas. Levado à forcaPor duas vezes, ele foi levado encapuzado para a forca. Uma vez a corda foi deixada em seu pescoço por 45 minutos, e ele desmaiou de medo, lembra-se. Na segunda vez, ele sentou, esperou, enquanto um prisioneiro de cada lado seu era enforcado. A foto que tanto enfureceu as autoridades pode ter salvado Batebi, à medida que aliados de todo o mundo abraçaram sua causa. Sua sentença de morte, por “agitar pessoas para criar perturbações”, foi reduzida, primeiro para 15 anos, depois para 10. Ano passado, depois que Batebi sofreu o que provavelmente foi um derrame e vários ataques de convulsão, ele foi liberado para tratamento médico. Em março, foi mandado de volta à prisão. Ele sabia que seus aliados queriam que ele mantivesse a luta mesmo atrás das grades, mas ele estava esgotado. “Não podia fazer mais do que eu já tinha feito”, disse. “Todo mundo precisa de uma vida.”
Como conseguiu fugirEm uma sala de bate-papo do Yahoo, em 13 de março, Ahmad Batebi entrou em contato com Mazahery, a advogada, que ele soube ter ajudado outros iranianos a entrar nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, por intermédio de uma ligação feita na prisão, ele pediu ajuda ao clandestino Partido Democrata Curdo do Irã. Com muitas precauções, as organizações clandestinas curdas o levaram até a fronteira – ele não diz exatamente onde. Então outro grupo de cinco homens assumiu o comando. Em 20 de março, quando os guias de Batebi o entregaram a novos guias curdos no Iraque, disse, ele não sentiu euforia. “De repente, fiquei com muito medo”, ele disse. “Eu era como um bebê separado da mãe chegando a um mundo totalmente desconhecido.” Quando seu vôo de Viena pousou no Dulles Airport na Virgínia no fim de junho, Batebi ficou impressionado ao ver que o funcionário do aeroporto acenando para o avião entrar na garagem era uma mulher muçulmana usando um lenço apertado na cabeça. O desejo de ver o país transformadoAhmad Batebi ficou fascinado, sentindo uma tolerância casual que era exatamente o que ele buscava em seu próprio país. “Para mim, parece que as pessoas aqui são livres para viver suas vidas, desde que não prejudiquem ninguém”, disse.

Ahmad Batebi agora fala de trabalhar de longe por mudanças pacificadoras no Irã. Ele revida quando é questionado sobre a possibilidade da ação militar norte-americana contra o Irã, dizendo que se os Estados Unidos atacarem, “posso voltar e lutar pelo meu país com minhas próprias mãos”. Ele tem objetivos comuns, os sonhos de um homem que passou grande parte de sua juventude em uma cela de prisão. Ele quer estudar política e sociologia, disse, e trabalhar como fotojornalista. Quer tocar guitarra. Pensou por um momento, depois se lembrou de mais uma pequena ambição. “Quero pescar!”, disse, com um sorriso relaxando seu rosto. “Eu vou pescar!”(Texto acrescido de informações do "The New York Times")
Tradução: Tsuli Narimatsu
Fonte: The Economist
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...